CURSO: DESIGN DE SERVIÇOS APLICADO AO DESIGN DE INTERIORES

Uma das pautas que sempre defendi – e continuo insistentemente defendendo – diz respeito ao uso das ferramentas do DESIGN no processo de projeto no Design de Interiores.

Se ousamos utilizar o termo “DESIGN” precedendo o “de Interiores” como nome de nossa profissão, precisamos fazer jus a isso de uma forma bem simples: SENDO designers, literalmente.

A academia, de um modo geral, tem falhado muito nisso. E isso tem uma fundamentação: a quantidade massiva de não-designers nos corpos docentes dos cursos, especialmente nos de tecnologia. A maioria esmagadora desses professores não sabem o que é Design e não estão nem um pouco afim de saber. Preferem a sua zona de conforto a encarar uma especialização ou um novo curso para aprender realmente do que deve ser ensinado em salas de aulas.

E assim se perpetua nos cursos o repasse massivo de práticas e padrões projetuais que não são do Design. Acaba virando um arremedo de alguma coisa da Arquitetura que, honestamente, nem deveriam existir em nossos cursos. Arquitetura apenas quando o objeto base do projeto é o arquitetônico. Talvez por isso os professores recusem as ideias dos alunos de trabalharem com outros objetos base como transportes, por exemplo.

Daí surge a necessidade urgente da criação desse curso, destinado a estudantes e profissionais de Design de Interiores.

Alguns afirmam que as análises feitas durante o briefing e o programa de necessidades (PN) são suficientemente abrangentes para entender, também, os serviços prestados. De certa forma, sim, mas apenas parcialmente. Porém, questões primordiais diretamente ligadas aos serviços prestados pela empresa X e consumidos pelos clientes não conseguem ser levantados pelo briefing nem pelo PN. São pontos muito específicos dessa relação empresário<>funcionários<>clientes que necessitam de um olhar mais atento e cuidadoso que somente através da ampla abordagem do DS conseguimos atingir.

Alguns designers de interiores alegam que essa não é atribuição de nossa área e que devemos indicar algum profissional especializado nisso. Porém, como identificar se existem problemas nos serviços prestados se não se sabe como chegar até eles, identificando-os corretamente? Vale lembrar que no briefing existem questões “não ditas” e que só descobrimos com o andar do projeto.

Existem questões relacionadas ao atendimento. Nesse aspecto concordo que devemos sim indicar algum profissional especializado que irá analisar profundamente os mesmos afim de encontrar as melhores soluções. Mas nesse ponto fica a questão: como nós podemos identificar tais problemas se acreditamos que “isso não faz parte de nossas atribuições” e não damos a devida atenção aos mesmos?

E, identificados, como você irá se dirigir ao empresário para mostrar tais problemas e indicar a real necessidade da contratação de um outro profissional? Nesse sentido, na Netflix tem uma série curta da Mary Portas que mostra bem esse tipo de coisa.

Mas existem os problemas espaciais, ambientais e estéticos que também influenciam na prestação de serviços. E é exatamente aqui que devemos focar o nosso olhar enquanto DESIGNERS de interiores. Nesse sentido, abro o curso pedindo o seguinte aos alunos:

“A partir desse momento, esqueçam que vocês são designers de interiores, principalmente as práticas formais e tradicionais de projeto que aprenderam e vem utilizando até agora. De agora em diante, deixem suas mentes livres de barreiras e permitam um olhar holístico sobre os problemas apresentados para que a criatividade flua. De agora até o final do curso vocês são DESIGNERS!”.

Isso é fundamental para que os alunos consigam mergulhar devidamente no processo do curso.

Seja em problemas encontrados no layout, na ergonomia, na estética, no conforto, na segurança, nas sensações e emoções despertadas em todos os usuários envolvidos ou em qualquer outro aspecto do projeto, o nosso olhar deve estar atento a tudo isso para que consigamos realizar uma profunda análise do problema afim de garantir a melhor experiencia aos usuários.

É exatamente nesse sentido que trabalho esse curso. Pode ser em um salão de beleza ou em uma padaria, a pergunta é a mesma: como podemos garantir que através dos serviços prestados essa experiencia do usuário, física ou sensorial, seja positiva e garanta a fidelização de clientes, a publicidade positiva boca-a-boca através de elogios feitos pelos clientes a terceiros e, ao mesmo tempo, garantir a satisfação dos funcionários e os lucros da empresa?

É nessa pegada que levo esse curso. E garanto que, após muito estudo sobre o tema, a afirmação de terceiros apontada no início desse texto de que “já fazemos isso através do briefing” não é verdadeira. Tudo são engrenagens que fazem parte de uma grande máquina chamada empresa. Se uma está com defeito ou fora do ponto exato, já era.

Afinal, acredito que ninguém aqui seja irresponsável ao ponto de desejar ver o seu cliente gastando uma fortuna em um projeto que não irá resolver os problemas e manterá a mesma sob o risco de uma falência.

Ficou interessado(a)?

Entre em contato, forme um grupo de até 20 pessoas e vamos aprender a analisar esses problemas e encontrar as melhores soluções para eles.

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