CURSO: DESIGN DE SERVIÇOS APLICADO AO DESIGN DE INTERIORES

Uma das pautas que sempre defendi – e continuo insistentemente defendendo – diz respeito ao uso das ferramentas do DESIGN no processo de projeto no Design de Interiores.

Se ousamos utilizar o termo “DESIGN” precedendo o “de Interiores” como nome de nossa profissão, precisamos fazer jus a isso de uma forma bem simples: SENDO designers, literalmente.

A academia, de um modo geral, tem falhado muito nisso. E isso tem uma fundamentação: a quantidade massiva de não-designers nos corpos docentes dos cursos, especialmente nos de tecnologia. A maioria esmagadora desses professores não sabem o que é Design e não estão nem um pouco afim de saber. Preferem a sua zona de conforto a encarar uma especialização ou um novo curso para aprender realmente do que deve ser ensinado em salas de aulas.

E assim se perpetua nos cursos o repasse massivo de práticas e padrões projetuais que não são do Design. Acaba virando um arremedo de alguma coisa da Arquitetura que, honestamente, nem deveriam existir em nossos cursos. Arquitetura apenas quando o objeto base do projeto é o arquitetônico. Talvez por isso os professores recusem as ideias dos alunos de trabalharem com outros objetos base como transportes, por exemplo.

Daí surge a necessidade urgente da criação desse curso, destinado a estudantes e profissionais de Design de Interiores.

Alguns afirmam que as análises feitas durante o briefing e o programa de necessidades (PN) são suficientemente abrangentes para entender, também, os serviços prestados. De certa forma, sim, mas apenas parcialmente. Porém, questões primordiais diretamente ligadas aos serviços prestados pela empresa X e consumidos pelos clientes não conseguem ser levantados pelo briefing nem pelo PN. São pontos muito específicos dessa relação empresário<>funcionários<>clientes que necessitam de um olhar mais atento e cuidadoso que somente através da ampla abordagem do DS conseguimos atingir.

Alguns designers de interiores alegam que essa não é atribuição de nossa área e que devemos indicar algum profissional especializado nisso. Porém, como identificar se existem problemas nos serviços prestados se não se sabe como chegar até eles, identificando-os corretamente? Vale lembrar que no briefing existem questões “não ditas” e que só descobrimos com o andar do projeto.

Existem questões relacionadas ao atendimento. Nesse aspecto concordo que devemos sim indicar algum profissional especializado que irá analisar profundamente os mesmos afim de encontrar as melhores soluções. Mas nesse ponto fica a questão: como nós podemos identificar tais problemas se acreditamos que “isso não faz parte de nossas atribuições” e não damos a devida atenção aos mesmos?

E, identificados, como você irá se dirigir ao empresário para mostrar tais problemas e indicar a real necessidade da contratação de um outro profissional? Nesse sentido, na Netflix tem uma série curta da Mary Portas que mostra bem esse tipo de coisa.

Mas existem os problemas espaciais, ambientais e estéticos que também influenciam na prestação de serviços. E é exatamente aqui que devemos focar o nosso olhar enquanto DESIGNERS de interiores. Nesse sentido, abro o curso pedindo o seguinte aos alunos:

“A partir desse momento, esqueçam que vocês são designers de interiores, principalmente as práticas formais e tradicionais de projeto que aprenderam e vem utilizando até agora. De agora em diante, deixem suas mentes livres de barreiras e permitam um olhar holístico sobre os problemas apresentados para que a criatividade flua. De agora até o final do curso vocês são DESIGNERS!”.

Isso é fundamental para que os alunos consigam mergulhar devidamente no processo do curso.

Seja em problemas encontrados no layout, na ergonomia, na estética, no conforto, na segurança, nas sensações e emoções despertadas em todos os usuários envolvidos ou em qualquer outro aspecto do projeto, o nosso olhar deve estar atento a tudo isso para que consigamos realizar uma profunda análise do problema afim de garantir a melhor experiencia aos usuários.

É exatamente nesse sentido que trabalho esse curso. Pode ser em um salão de beleza ou em uma padaria, a pergunta é a mesma: como podemos garantir que através dos serviços prestados essa experiencia do usuário, física ou sensorial, seja positiva e garanta a fidelização de clientes, a publicidade positiva boca-a-boca através de elogios feitos pelos clientes a terceiros e, ao mesmo tempo, garantir a satisfação dos funcionários e os lucros da empresa?

É nessa pegada que levo esse curso. E garanto que, após muito estudo sobre o tema, a afirmação de terceiros apontada no início desse texto de que “já fazemos isso através do briefing” não é verdadeira. Tudo são engrenagens que fazem parte de uma grande máquina chamada empresa. Se uma está com defeito ou fora do ponto exato, já era.

Afinal, acredito que ninguém aqui seja irresponsável ao ponto de desejar ver o seu cliente gastando uma fortuna em um projeto que não irá resolver os problemas e manterá a mesma sob o risco de uma falência.

Ficou interessado(a)?

Entre em contato, forme um grupo de até 20 pessoas e vamos aprender a analisar esses problemas e encontrar as melhores soluções para eles.

Projeto DIntBR

Olá pessoal.

Nesse post quero fazer uma breve apresentação para vocês do Projeto Design de Interiores Brasil.

 

O que é o @designdeinterioresbr?

Como rodamos muito pela internet, percebemos que não há ainda um canal específico sobre Design de Interiores que prime – acima de tudo – pela qualidade das informações disponibilizadas. Também não há algo que aborde, de maneira coerente, os conteúdos sobre as diversas formas de atuarmos no mercado ou na academia.

Tudo é esparso. Tudo é fragmentado.

Não que isso seja algo ruim. Quanto mais profissionais e pessoas escrevendo sobre acaba gerando certa visibilidade nas buscas. O problema que encontramos é a falta de qualidade de muitos canais. Essa fragmentação também dificulta a busca de informações completas e corretas por todos e todas que necessitam das mesmas. Quando se fala em projetos, só se vê projetos, muitos de qualidade duvidosa. E assim é com as outras facetas de nossa profissão – da educação à mídia. Nem o profissional, nem o leigo conseguem encontrar informações variadas e de qualidade num mesmo espaço.

Outro problema, e grave, são os/as influenciadores digitais. Tem gente boa e competente entre esses, mas tem um pessoal que, francamente, apenas aumentam a péssima visão que o mercado tem de nossa profissão. Carinhas bonitinhas, roupinhas de grife e jeitinho descolado não são significados de qualidade – se cuidem com esses.

Então, considerando tudo isso, observamos que não havia nenhum canal neste formato no Instagram. Foi aí que decidimos criá-lo com o objetivo de apresentar informações amplas, completas e de qualidade sobre a nossa profissão.

Vale destacar aqui que não nascemos para agradar ou passar a mão na cabeça de ninguém. Doa a quem doer. Nascemos para tirar os profissionais e a academia de suas zonas de conforto afim de levá-los à reflexão sobre o quanto estamos atrasados em relação às particas profissionais do DInt no restante do mundo e aa real necessidade de equiparação disso. Precisamos evoluir e conquistar o nosso espaço no mercado através do autoconhecimento, da visibilidade, do entendimento e dirimir de dúvidas sobre a profissão.

Ainda estamos engatinhando, mas prometemos conteúdo de alta qualidade.

Nossas hashtags oficiais são: #DIntBR #dintbr #designdeinterioresbrasil #designdeinterioresbr #revistadesigndeinterioresbrasil #revistadesigndeinterioresbr

 

Quais os produtos do DIntBR?

Em uma análise mais profunda, concordamos que o Brasil carece de materiais e outros suportes específicos sobre Design de Interiores. Então, numa expansão do Projeto implementamos outras atividades que iremos desenvolver:

– Produção e edição de uma revista sobre Design de Interiores, feita por profissionais graduados em DInt ou em Design, voltada para o mercado afim de esclarecer as dúvidas e informar o que é e o que faz realmente o designer de interiores;

– Produção e edição de uma revista de crônicas sobre o Design de Interiores, mostrando o dia a dia da profissão;

– Produção e edição de livros (independentes e coleções) sobre Design de Interiores;

– Produção, realização e suporte a eventos de Design de Interiores em todo o território nacional;

– Participação em Feiras variadas, colocando o Design de Interiores próximo ao público de forma efetiva;

– Produção e realização de cursos, encontros e colóquios sobre Design de Interiores em todo o território nacional;

– Quem sabe, um canal de vídeos com cursos e aulas exclusivas – exclusivos para estudantes e profissionais graduados em Design de Interiores.

Todo esse material será elaborado por profissionais graduados em Design de Interiores, preferencialmente. Ocorrerão alguns casos pontuais de convidados de outras áreas quando necessário, mas tomamos o cuidado de analisar cuidadosamente o currículo e histórico desses afim de evitar aqueles que prejudicam nossa área.

Importante destacar que todo o material técnico será distribuído apenas para a academia e profissionais de Design de Interiores. Já os materiais de mercado serão abertos à todos.

 

Quem somos nós?

Somos um grupo de profissionais graduados em Design de Interiores atuantes na academia e no mercado. Desde sempre, tivemos a preocupação com a qualidade em tudo relacionado à nossa profissão, do ensino ao mercado, passando por todos os outros canais que nos afetam positiva ou negativamente.

Temos visto ainda, infelizmente, algumas coisas que não nos agradam. São ações visando claramente desvalorizar ou ridicularizar a nossa profissão junto à opinião pública. Isso não é justo nem ético por parte dos que o fazem.

Como não somos iguais a eles, trabalhamos de forma POSITIVA e ÉTICA para levar informações reais e de qualidade sobre o Design de Interiores aos que as buscam.

A nossa equipe é formada por:

– Gestores de informação e conteúdo (os responsáveis pela manutenção e alimentação do perfil).

– Avaliadores de conteúdos (os responsáveis pela análise e validação dos materiais encaminhados).

– Criadores (aqueles que contribuem, de forma fixa ou esporádica, com materiais diversos para a revista ou para o instagram).

– Colaboradores de conteúdo para os produtos que serão lançados pelo projeto.

– Professores (palestrantes e oficineiros)  que desenvolverão produtos específicos para o projeto.

Atualmente contamos com 16 colaboradores e estamos em busca de mais pessoas dispostas a defender e dar visibilidade à nossa profissão afim de alcançarmos a necessária autonomia profissional.

 

Qual a finalidade?

Como já exposto inicialmente, nossa proposta é apresentar conteúdos de qualidade que mostrem a realidade de nossa profissão para o mercado.

Desta forma conseguiremos contribuir positivamente na necessária reconstrução da imagem pública de nossa profissão mostrando, além dos tradicionais projetos residenciais e comerciais, tudo que vem sendo produzido por nossos profissionais e acadêmicos.

Precisamos apresentar o que somos e o que fazemos de maneira eficaz e direta.

A sociedade e o poder público precisa conhecer o que é a nossa profissão, o que fazemos e como podemos contribuir para a construção um país mais justo, ético, humano e seguro para todos.

E somente nós, designers de interiores habilitados academicamente, temos o real conhecimento e domínio sobre a nossa profissão para fazer isso.

Quer contribuir? Entre em contato conosco: designdeinterioresbrasil@gmail.com

 

Quando serão publicados os primeiros materiais do Projeto?

Por enquanto estamos finalizando a formatação dos produtos e distribuindo entre os colaboradores as responsabilidades.

A Design de Interiores Brasil em Revista já conta com um excelente grupo de articuladores. Esses estão em fase de produção  de suas colunas para a primeira edição. Mas ainda buscamos profissionais ou extensão acadêmica em DG para realizar a edição da mesma e produção de peças gráficas para o instagram.

Já o grupo que faz parte dos colaboradores dos livros estão distribuindo entre si as partes referentes a cada tema da Coleção DIntBR. Alguns já estão em fase bem avançada na produção de seus capítulos. Temos elencados DEZ títulos iniciais que vão da “nossa história” livre e autônoma, passando pelo “Design no DInt” até as práticas inovadoras e outras abordagens em Design de Interiores, todos eles embasados no DESIGN, que é a verdadeira raiz de nossa profissão. Vale ressaltar que, conforme a demanda, outros títulos serão inseridos na coleção.

Portanto, os materiais estão em produção. Aguardem pois vai valer a pena!

 

Quem “banca” o projeto?

Inicialmente todo o projeto está sendo levado de forma voluntária pelos profissionais que perceberam a importância dele para a nossa profissão e decidiram unir forças. Ninguém está ganhando dinheiro algum com o mesmo pois estamos construindo-o do zero e dependemos de parcerias e patrocínios.

Todos estão trabalhando de forma voluntária.

A única parceria firmada até o momento é com uma editora nova no mercado que se disponibilizou a editar e vender nossos livros e outros materiais impressos.

Futuramente pretendemos vender espaços de publicidade nas revistas para levantar fundos e assim possamos efetivar as outras ações do Projeto. Porém essa publicidade não se estenderá para profissionais ou escolas que buscam divulgação de seus trabalhos (o famoso “jabá” que ocorre em outras publicações). É destinada apenas a empresas parceiras e que realmente valorizem os designers de interiores em suas ações.

Os projetos de profissionais e de escolas que aparecerem em nossos materiais serão aqueles que foram encontrados na WEB, analisados e aprovados por uma banca e com a ciência de seus autores, sem custos para os mesmos. Será por verdadeiro mérito.

Portanto, respondendo à questão: por enquanto todos os custos estão sendo bancados apenas pelo proprietário do CNPJ da empresa.

 

Alguma dúvida?

É só postar aqui nos comentários que responderemos.

Revista Intramuros – Vol 3 – 2020

E saiu a terceira edição da Revista Intramuros – publicação acadêmica da ABD.

Novamente, tem trabalho meu na edição.

Interior Design: Uma profissão estabilizada e respeitada no exterior enquanto no Brasil, nem tanto.

Segue o resumo de meu ensaio:

O presente ensaio busca levantar um debate sério sobre uma questão básica nos dias atuais: quem é realmente o designer de interiores, quem é o arquiteto de interiores e quem é o decorador de interiores. Afirmam que estes profissionais são capacitados academicamente para fazer as mesmas coisas dentro de um projeto de interiores porém, dados acadêmicos e resultados dos projetos apontam na direção oposta. A necessidade de arrumar a casa é uma realidade em várias profissões porém, esta deve ser feita com respeito às outras profissões e ética profissional. Infelizmente não é o que temos visto diariamente no mercado e nas redes sociais. Escrevo este ensaio baseado em minhas vivências nestes anos de luta pela regulamentação de minha profissão e também de exercício profissional e acadêmico, a minha percepção sobre os equívocos cometidos que, insistentemente, teimam em alimentar uma rixa absolutamente dispensável e que poderia ser transformada em atos de respeito inter-profissional onde todos sairiam ganhando. Questão exposta, que abra-se o debate sério, sem melindres e achismos. O Brasil precisa evoluir.

Espero que, mais do que gostar ou não, esse texto leve profissionais, estudantes e professores à necessária reflexão sobre a atual situação de nossa profissão, os agraves contra a mesma e a necessidade de união e defesa (por a carinha no sol sim!) do Design de Interiores brasileiro.

Os outros artigos também estão excelentes!

Parabéns aos colegas que, assim como eu, foram aprovados para essa edição da Revista Intramuros.

E parabéns à ABD por mais essa belíssima edição, comandada pela competente Nora Geoffroy – Diretora Nacional Acadêmica.

EAD NÃO!

Dias atrás fiz um post no Instagram onde me posicionei contra o ensino EAD, em nível de graduação, do Design de Interiores.

De pronto, choveram comentários indignados contra meu posicionamento. De “preconceito” até a ataques pessoais, apareceu de tudo um pouco.

Só não apareceu qualquer argumento que merecesse ser refutado.

Honestamente me deu preguiça ler tudo aquilo e uma vergonha imensa com duas pontas:

Primeira: dos alunos desse curso que não se dão conta do quão superficiais esses são e o quanto estão sendo enganados.

Segunda: dos profissionais envolvidos na criação e implantação desses cursos virando as costas para a dignidade da profissão em favorecimento dos interesses das IES privadas que lhes dão emprego.

Não vou me estender aqui nesse post sobre o assunto pois a questão é muito técnica e estou elaborando um material sobre o assunto. Mas ficam algumas pistas:

  1. Afirmar que EAD é o futuro eu concordo. Porém, não há como inserir levianamente nesse futuro os alunos da realidade brasileira que, em aulas presenciais, tem dificuldades imensas para compreender o conteúdo. Quiçá no EAD onde o professor não está à disposição ali, no momento do ato, para sanar e ensinar. São realidades distintas entre os países onde os alunos tem uma sólida formação básica e os daqui.
  2. Se os materiais fossem realmente bons (e sei que não são), os tais cursos não se recusariam a encaminhá-los para apreciação de um corpo docente qualificado – como, por exemplo, o Conselho Acadêmico da ABD. Mas eles se negam.
  3. Fui convidado anos atrás para elaborar o material da disciplina de iluminação para o primeiro destes cursos. Dos 25 tópicos que elenquei, recebi um aviso que somente poderia abordar os CINCO indicados e teria apenas 40 páginas de uma apostila para explorar o conteúdo. IM-POS-SÍ-VEL! Primeiro pela quantidade de conteúdos e, segundo, por causa dos itens fundamentais para o desenvolvimento de projetos luminotécnicos que ficaram de fora. Qualquer youtuber bem ruinzinho oferece vídeos com muito mais conteúdo que estes cursos EAD. Óbvio que me recusei a participar dessa enganação.

Existem muitos outros motivos ainda que me levam a esse posicionamento. O principal (que ultrapassa os interesses financeiros das IES privadas, vergonhosos por sinal) diz respeito ao que a imagem acima apresenta. Qualquer especialidade do Design na modalidade EAD somente serve para aqueles que já dominam e tenham conhecimento pregresso do que é Design, suas técnicas, ferramentas e abordagens.

Não vejo problema nos cursos técnicos em EAD pois estes trabalham apenas com projetos de baixa complexidade, bem diferentes e mais simples que os trabalhados pelos profissionais de nível superior.

Por hora fica isso exposto.

Me convençam de que estou errado e mudo meu pensamento.

Mas já aviso: sem mimimi.

Manifesto ABD sobre EAD.

Este é um material que tive o imenso prazer e muito orgulho de ajudar na elaboração.

Design é uma área muito séria e complexa e não dá para ser ensinada nessa modalidade pelos motivos apresentados no manifesto e por, ainda, diversos outros.

A modalidade EAD deve sim ser aproveitada por outras áreas que não sejam técnicas. Já para estas técnicas, é imperativa a convivência diária professor-aluno e aluno-aluno para a plena compreensão, entendimento e colaboração entre as partes no tocante à todas as etapas projetuais. Isso não se atinge na modalidade EAD.

Acesse e leia o manifesto:

http://abd.org.br/manifesto-ead

#eadnão #ensino #designdeinteriores #ABD #ManifestoEAD

Relatório de consultoria de viabilidade técnica.

Disponibilizo abaixo o relatório de uma consultoria que fiz recentemente para um condomínio no litoral paulista. Sim, a análise de viabilidade técnica também pode ser realizada por designers de interiores assim como o consequente projeto resultante da análise.

 

Praia Grande, 27 de julho de 2019.

 

Para: Condomínio XXXXX XXXXXXXXXXXX XX

Ref: Relatório de consultoria de viabilidade técnica.

De: Paulo Oliveira LD – Design de Interiores e Lighting Design.

 

Prezado Sr. XXXXXXXX, síndico do Edifício XXXXX XXXXXXXXX XX e demais proprietários das unidades residenciais.

Primeiramente gostaria de fazer uma breve apresentação profissional:

Sou Designer de Interiores, especialista em Lighting Design (iluminação) atuante há mais de 18 anos no mercado nacional. Atuo também como docente e pesquisador em minhas áreas profissionais sendo autor do principal blog de conteúdo acadêmico em DESIGN do Brasil – Design: Ações e Críticas. Faço parte da equipe acadêmica da Associação Brasileira de Designers de Interiores.

Feito isso, devo ressaltar que este trabalho por mim desenvolvido foi feito absolutamente sem custos para o Condomínio, de forma voluntária. Importa indicar que uma consultoria desse porte hoje em dia tem um valor aproximado de R$ 2.500,00.

Passo então ao relatório da consultoria solicitada a mim pela Comissão eleita de proprietários para análise orçamentária:

Problemas indicados: implantação de (I) área para Academia, (II) área de jogos (III) área kids (brinquedoteca) e espaço disponível para instalação dos mesmos.

Inicialmente fui chamado pela Comissão para uma conversa informal sobre a viabilidade da instalação dos equipamentos para as áreas supramencionadas considerando a estrutura disponível do edifício. Após alguns comentários iniciais a Comissão me solicitou uma consultoria de viabilidade técnica para a implantação dessas áreas e equipamentos. Ressalte-se que consultoria não é o mesmo que projeto. Trata-se de uma análise relacionada às condições das instalações e ambiente para verificação se é possível ou não realizar as intervenções solicitadas.

Importa destacar que a Sr.ª XXXXX (apto XX) trouxe para a reunião da Comissão a planta de venda, apresentada pela Construtora, onde são indicados os layouts dos apartamentos e das áreas comuns, em especial das áreas de jogos e de festas do salão social que deveriam ter sido implantadas adequadamente pela mesma no ato de entrega das chaves aos proprietários.

Apresento a análise apontando os prós e contras de cada ambiente levando em conta a sustentabilidade orçamentária do Condomínio e, de acordo com a legislação vigente, o espaço físico disponível:

Item I – ÁREA DE ACADEMIA

Fui questionado pela Comissão sobre a possibilidade da instalação de uma Academia para uso comum dos proprietários.

Prós: seria um espaço voltado para atividades físicas ajudando a combater o sedentarismo, melhorar o condicionamento físico e valorizar o prédio bem como, em contrapartida, valorizar os apartamentos para negócios imobiliários futuros.

Contras: Academias são espaços complexos. Por isso apresento pontualmente os contras com as devidas explicações.

  1. Os equipamentos utilizados em Academias, até uma simples bicicleta, trazem riscos aos usuários. Por se tratar de um espaço comunitário é muito provável que crianças e adolescentes adentrem no mesmo e acabem se acidentando (de leve a gravíssimo). Isso pode acontecer também com adultos que não estão familiarizados com os equipamentos. Por isso as Academias dispõem – obrigatoriamente – de profissionais habilitados em Educação Física para instruir e cuidar dos usuários;
  2. A aquisição deste tipo de equipamentos não é barata. São caros, inclusive os mais simples, o que certamente acarretaria uma chamada de capital;
  3. Os equipamentos com o tempo apresentam desgaste, seja pelo uso inadequado, seja por causa da maresia em regiões litorâneas. A manutenção destes demanda um custo alto. Fato este que impactaria no valor do condomínio.
  4. Todos os equipamentos de Academia são muito pesados. Para a instalação deste tipo de equipamento o piso precisa ser bem reforçado, especialmente em locais como o mezanino onde temos um piso/laje. Como este espaço não consta do projeto original, provavelmente os pisos não foram projetados para suportar tamanha carga. Isso pode acarretar o rompimento e desabamento do piso local com graves riscos humanos e financeiros.
  5. A melhor possibilidade para instalação futura seria a garagem do mezanino que quase não é utilizada pela dificuldade de acesso. Por prever a carga de veículos, provavelmente apresenta-se reforçada e suportaria a carga dos equipamentos. Porém, com a implantação da Academia, voltamos aos problemas 1, 2 e 3.

Indicação técnica: não instalar a Academia.

Item II – ÁREA DE JOGOS

O projeto de apresentação do edifício apresenta, no salão social, uma área de jogos contígua à área de festas e outras reuniões sociais (vide planta de venda e layout). Porém, este espaço não foi entregue equipado nem encontra-se preparado tecnicamente para as áreas previstas. É de responsabilidade da Construtora providenciar sua readequação, que é considerada de direito de todos os proprietários.

Analisando o salão social, existe sim a possibilidade de instalação de alguns equipamentos neste espaço sem prejuízo da área destinada para festas e outras reuniões sociais. A solicitação inicial da Comissão previa: (a) mesa de pingue-pongue, (b) mesa de sinuca, (c) mesa de carteado, (d) mesa de aero hóquei e (e) pebolin/totó.

Prós: além de valorizar o prédio bem como, em contrapartida, valorizar os apartamentos para negócios imobiliários futuros, as áreas de jogos são espaços voltados a encontros informais da comunidade do edifício. Serve também para ampliar o espaço comum para além da porta dos apartamentos proporcionando mais espaço para circular, estar e conviver.

Contras: deve-se estar atento às escolhas dos equipamentos especificados para este tipo de ambiente. Assim como a Academia, o uso constante e despreparado destes equipamentos pode causar acidentes sérios principalmente com as crianças.

  • Mesa de pingue-pongue: tem uma dimensão grande o que consome boa parte do espaço disponível. Uma mesa de pingue-pongue padrão tem 1,55m x 2,74m. Além do espaço tomado pela mesa deve-se prever uma área livre de segurança no entorno de, pelo menos, 2m de cada lado da mesa. Isso se deve ao fato de que este é um esporte bastante dinâmico e o “corre-corre” em torno da mesa é constante. Isso pode levar a acidentes diversos, de leves a graves. Um escorregão, uma tropeçada, um desequilíbrio convém levar em conta a existência de PAREDES com quinas secas e outros equipamentos ao redor. Quando temos crianças jogando é muito comum que elas se lancem sobre a mesa afim de alcançar a bolinha. Isso desgasta e quebra a mesa – que não é forte – gerando custo constante de manutenção ou até mesmo, a necessidade de aquisição de uma nova. Não é uma boa opção.
  • Mesa de sinuca: as mesas de sinuca são bastante reforçadas apesar do esporte ser tranquilo, lento e não haver necessidade de correria no entorno da mesma. Ela necessita de algum espaço livre em volta para o manuseio dos tacos, mas nada de extraordinário. O risco de acidentes são bastante baixos. Porém, mesas de sinuca possuem mecanismos internos (calhas e gavetas) que acabam necessitando de manutenção periódica. É bastante comum em clubes que crianças, adolescentes e até mesmo adultos acabem jogando tampinhas de garrafas, papéis e outros objetos dentro das bocas. Para retirá-los é necessário desmontar o tampo da mesa implicando em custos adicionais de manutenção. Indico, portanto, a aquisição de uma mesa de bilhar (aquela com sacos nas bocas para guarda das bolas que caem).
  • Mesa de carteado: trata-se de uma mesa simples de 6 a 8 lugares (cadeiras) para jogos de baralho. Não há risco de acidentes.
  • Mesa de aero hóquei: trata-se de uma mesa de jogo destinada mais a crianças e adolescentes. A movimentação no entorno é pequena não necessitando de grandes espaços vazios. A manutenção não é cara. É um jogo seguro não havendo riscos consideráveis de acidentes.
  • Pebolim/totó: mesa de pequena dimensão que não necessita de grande espaço no entorno. Jogo seguro para crianças e adolescentes não oferecendo riscos de acidentes. Manutenção baixa.

Indicação: montagem da área de jogos contígua à área de festas no espaço sugerido pela Comissão (à direita de quem entra) contendo: 1 mesa de carteado com 6 cadeiras, 1 mesa de bilhar, 1 mesa de space hóquei e 1 mesa de pebolim.

Observação: foi levantada a questão das bolas da sinuca caírem sobre o piso danificando-o. Isso somente pode acontecer se o piso foi mal assentado, aí o problema é da Construtora. Caso julguem necessário existem materiais de sobreposição para prevenir danos no piso.

Item III – ÁREA KIDS (BRINQUEDOTECA)

O projeto de apresentação do edifício não apresenta uma área específica para crianças.

Analisando o salão social e outras áreas disponíveis, existe a possibilidade de instalação dessa área no apartamento destinado ao zelador, que está inutilizado, ao lado do salão social. Ali existe uma sala, um quarto e uma cozinha que podem ser adaptados e aproveitados para acomodar elementos e brinquedos seguros para que as crianças tenham onde passar momentos lúdicos divertindo-se com segurança.

Prós: promover a socialização e interação entre as crianças do edifício em um ambiente seguro e controlado. Possibilidade de montar 3 espaços diferentes. Valorizar o prédio bem como, em contrapartida, valorizar os apartamentos para negócios imobiliários futuros.

Contras: será necessário realizar algumas adequações no espaço visando garantir a segurança física das crianças. Mas nada que tenha um custo exorbitante.

Indicação: implantação da área kids no apartamento do zelador com equipamentos simples e seguros com baixo custo de instalação.

A Comissão apresentou-me uma previsão orçamentária disponível na Caixa de Custeio do Condomínio sem a necessidade de chamada de capital. A pergunta feita foi se é possível fazer a instalação das áreas de jogos e brinquedoteca com o montante disponível. A resposta: sim.

Finda a análise técnica, destaco que, ao contrário do que vem sendo dito por algumas pessoas mal intencionadas, a ideia da implantação destes espaços não surgiu nem foi proposta por mim, mas apresentada a mim pelos integrantes da Comissão ao explicar as demandas de outros proprietários. Eu apenas ofereci a consultoria descrita acima.

Por fim, foi-me questionado se existe a possibilidade de melhorar a acústica (eco/reverberação), a climatização (temperatura) e iluminação do salão social. A resposta é sim, por meio de projeto adequado feito por profissional habilitado (sim, um designer de interiores pode resolver todos estes problemas) em razão das normas técnicas e de segurança envolvidas. Entende-se, de acordo com a Comissão, que os custos de execução são de responsabilidade da Construtora, considerando que estes ajustes são necessários para o uso saudável e seguro do salão social.

Gratos pela atenção, coloco-me à disposição para futuros esclarecimentos.

 

Paulo Oliveira

Designer de interiores e Lighting Designer.

Você é designer mesmo? Tem certeza disso?

Resolvi escrever melhor sobre este assunto aqui em meu blog por causa de algumas mensagens privadas e comentários que recebi nas postagens em meu Facebook e Instagram por causa desta imagem que postei (não sei a autoria).

Confesso que, me assustou o desconhecimento e a leviandade de muitos. De outros profissionais até dá para entender a falta de noção e/ou desconhecimento.

Mas de DInts, é IMPERDOÁVEL.

Não vou me aprofundar, detalhar ou dar aula de graça sobre estes assuntos. Vou apenas lançar alertas sobre coisas que vem me incomodando faz tempo nas redes sociais.

Bom, vamos lá.

Quando projetamos um determinado espaço, enquanto designers de interiores/ambientes, devemos pensar no uso que será feito do mesmo por todos os usuários, especialmente quando falamos de espaços comerciais, institucionais e de serviços. Neste texto apresentarei questões relacionadas às práxis projetuais do Design – raiz de nossa especialidade. Algumas conhecidas pelos DInts, outras nem tanto – deixando clara falhas na formação acadêmica pela maioria das escolas que precisam ser estancadas com urgência urgentíssima (mas isso é assunto para outro texto sobre perfil mínimo necessário dos professores de DInt que escreverei ainda este mês).

É bastante comum ouvirmos falar em programa de necessidades e briefing – favor ignorar os achismos (Morin) daqueles que afirmam que estas duas ferramentas são a mesma coisa pois não são. Programa de necessidades é uma ferramenta QUANTITATIVA. Briefing é QUALITATIVA. São complementares e em alguns aspectos parecidos, mas não a mesma coisa. Ressalte-se que, parecido não é o mesmo que igual (Google it!).

Além do briefing e do programa de necessidades, os designers trabalham com outras ferramentas/abordagens específicas da área. E somente através da correta aplicação destas e da análise atenta dos dados das mesmas é que temos condições de entender a dimensão do(s) problema(s) relacionados à estrutura e uso dos espaços projetados. Em suma, parafraseando Paul Rand, “Design de Interiores é uma disciplina que soluciona os problemas existentes na interface “usuários <> espaços” ocupados”.

Para começar, nenhum projeto pode ser considerado como Design se não atende à todos os 3 eixos da Ergonomia (pilar da profissão). Não se trata apenas de dimensionamento e, tampouco de acessibilidade/mobilidade. Estes são apenas recortes pequenos dentro desta ciência, típicos daqueles reducionistas que – mais uma vez – “acham” que sabem do que estão falando. Se, durante o levantamento do briefing e do programa de necessidades não é realizado o correto levantamento ergonômico – do espaço e dos usuários – o projeto certamente terá erros. E erros ou problemas ergonômicos, nem o(a) melhor PHD em Estética do universo consegue esconder. Eles afloram no decorrer do uso dos espaços. E, após o levantamento, assim como os anteriores, deve-se atentar para a correta e atenta análise de todos os dados coletados aplicando os resultados no projeto.

Mas não para por aqui. Creio que já deu para perceber que cada abordagem tem uma finalidade específica. Como estamos trabalhando (no exemplo deste texto) com espaços comerciais, institucionais e de serviços, existem outras abordagens que devem ser realizadas afim de entender a complexidade do “negócio” bem como, dos usuários fixos e visitantes.

O Design de Serviços é uma ferramenta utilizada para conhecer e entender todo o funcionamento, logística e qualidade de uma empresa – pública ou privada – que oferece algum serviço material ou imaterial ao público. Desde questões internas (logística, layout, funcionários, etc) às externas (experiência e reação do público, mídia, etc), esta ferramenta busca identificar os elementos positivos e negativos, muito além da estética e ergonomia. O Design de Serviços adentra no cotidiano do empreendimento para entender o seu funcionamento de uma forma ampla, atento a detalhes. Especialmente, às respostas dos clientes sobre o todo oferecido pela empresa.

E sim! Tem muita coisa do dia a dia da empresa que se o designer não detectar e corrigir, de nada vai adiantar fazer o proprietário gastar fortunas. Se o serviço é ruim, nem mesmo centenas de milhares de reais irão garantir a sobrevivência. Dois exemplos simples:

– Atendimento inicial (recepcionista/telefonista) que sempre está com a cara/voz trancada, brava, trata os clientes de forma seca. Isso só afasta os clientes, por mais belo que seja o espaço ou a qualidade dos produtos/serviços oferecidos.

– Localização (e seus complicadores). Também não adianta gastar fortunas em uma obra mal localizada, distante, em um bairro não seguro, sem estacionamento, sem segurança. A insegurança e desconforto (ansiedade) dos clientes os afastarão do local.

E sim! Isso é trabalho do designer de interiores. Partindo da premissa de que Design é investimento, de que adianta investir em algo fadado a quebrar por causa de um serviço ruim?

O Design Thinking aparece para acolher, agrupar, analisar, compreender todos os dados coletados para identificar corretamente os problemas e propor soluções para os mesmos. Por exemplo, a dona da casa pode ter a impressão que sua sala é “feia” e o contrata para deixa-la com cara de revista. Porém, ao passar por todos estes filtros percebe-se que o problema real era apenas a falta de organização, ou um layout nada atrativo, entre outras respostas inesperadas.

Devemos nos atentar, especialmente, à correta análise de todo o escopo do projeto através do Design Thinking e do Design de Serviços. Caso estas ferramentas (abordagens) do Design não sejam aplicadas ou aplicadas de forma incorreta, os projetos correm o risco de serem finalizados com erros diversos.

Por isso o BRIEFING jamais deve ser tratado apenas como uma conversa inicial e algumas outras trocas de informações com o cliente. Ele deve ser COMPLETO e COMPLEXO, abrangendo todas as possibilidades relacionadas ao projeto.

Se não há análise através das abordagens específicas do Design, não é Design de Interiores e sim, apenas Decoração.

 

Revista Intramuros – 2ª Edição, 2019.

Acaba de sair do forno a 2ª Edição da Revista Intramuros. Para quem não sabe, esta é a única revista acadêmica específica em Design de Interiores no Brasil, escrita por designers de interiores.

Na primeira edição da revista, resolvi não enviar nenhum material para ser publicado. Tinha sim artigos e ensaios para encaminhar mas preferi não. Já haviam me questionado nas redes sociais se “coordenadores acadêmicos tinham vantagem na seleção”. Para evitar falatórios, não encaminhei nada.

Nessa 2ª edição da #RevistaIntramuros, publicação acadêmica da ABD, fiz questão de participar. E, para infelicidade dos maldosos, saibam que tive que passar pelo mesmo crivo que todos os outros no processo de seleção. Aliás, creio que até mais puxado exatamente por ser Coordenador Acadêmico da Regional PR da ABD.

Mandei 4 – 2 artigos completos e 2 ensaios. Os 4 foram aprovados mas resolvi escolher apenas 2.

Um artigo e um ensaio:

Artigo:
A AUSÊNCIA DE UMA IDENTIDADE PROFISSIONAL AUTÔNOMA E PLENA NO DESIGN DE INTERIORES: Os reflexos no ensino, na pesquisa, no mercado e a identificação de sua origem.
Resumo: Considerando como objetivo deste estudo evidenciar os entraves e as possibilidades para o resgate e o fortalecimento da identidade do profissional designer de interiores e ambientes, os fundamentos teórico-práticos pertinentes necessários para o pleno exercício profissional relacionado com a construção da identidade do designer de interiores de forma autônoma, este artigo faz uma análise da atual situação relacionada à percepção social reduzida e a auto identificação dos profissionais da profissão Designer de Interiores e Ambientes. Busca-se portanto, através de levantamento bibliográfico e documentos oficiais, identificar onde estão e quais são os problemas geradores de distorções que atingem – e prejudicam – a área e propõe, por fim, um modelo para superar tais dificuldades.

Ensaio:
DIREITOS AUTORAIS NO BRASIL: O erro conceitual os abusos sobre o que não é de direito real e que atrapalham o pleno exercício profissional do designer de interiores.
Resumo: Este ensaio traz uma reflexão sobre a questão dos Direitos Autorais no Brasil – em especial quando relacionados à Arquitetura – demonstrando, através de exemplos e dados, como a prática atual fere princípios constitucionais, os direitos dos consumidores e da liberdade e autonomia de outros profissionais quando o objeto base dos projetos é arquitetônico. Seja como for, faz-se necessário uma urgente revisão dos dispositivos que legalizam atos claramente corporativistas, protecionistas e que beneficiam apenas aos arquitetos através de uma reserva de marcado criminosa e ilegal, prejudicando toda a sociedade em sua liberdade de escolha e direito patrimonial e profissional.

Obrigado ABD por esse grande serviço em prol da academia brasileira de #DesignDeInteriores!!!

É uma honra fazer parte dessa história!!!

Para ler meus trabalhos e os outros selecionados, acesse o link: http://abd.org.br/revista-intramuros

Ergonomia?

Se tem uma coisa que me tira do sério, é a quantidade de posts nas redes sociais com imagens como a acima (tirada de Neuffert). Poucos são os que tem a capacidade de real de escrever sobre o tema. Minha vontade é de entrar e comentar algo, mas prefiro me calar e prefiro escrever aqui em meu blog para evitar gente melindrosa que certamente se sentirá ofendidinha ao invés de repensar seu “conhecimento” e rever suas postagens carregadas de baboseiras.

Quando postados por DInts, deixam claro que sua formação nessa disciplina foi superficial, certamente ofertada por alguém não especializado na ciência, tampouco formado(a) em Design. Provavelmente daquele tipo de “professor(a)” que não está ali para ensinar e sim, apenas pra ganhar uns trocados afim de pagar suas contas no final do mês. Ou seja, está ocupando uma vaga, atrapalhando e atrasando o ensino em nossos cursos.

Já nos posts de arquitetos (a maioria, diga-se de passagem), resta evidente que nem de longe margeiam o real significado da Ergonomia.

Pior é que vejo tais postagens sendo republicadas e/ou compartilhadas freneticamente por outros estudantes e profissionais.

Para quem não prestou atenção nem na capa do livro, isso se trata APENAS de dimensionamento. E, mesmo assim, não é aplicável a qualquer (ou todos) os usuários uma vez que temos biotipos diversos dentro de um mesmo núcleo familiar. Quiçá dentro de uma empresa… isso é apenas um pequeno conteúdo (recorte) dentro da Ergonomia.

No Brasil, décadas atrás, diversos grupos acadêmicos se uniram para fazer um levantamento na tentativa de definir as medidas padrão de nossa população de acordo visando ajustar Neuffert à nossa realidade bem como, outros aspectos da Ergonomia. Foram centenas de pesquisadores trabalhando e outros milhares de voluntários servindo de modelo. Mas simplesmente desistiram. Nossa mistura de raças é tão grande que não há um padrão de biotipo – ou dimensional – que atenda às necessidades de todos. Por fim, a indicação que ficou pode ser resumida da seguinte forma: observe atentamente as características INDIVIDUAIS antes de projetar. E projete de maneira a atender as necessidades ergonômicas de TODOS.

Vejo isso em minha própria família:

Eu, 1,82m;

Meu pai, 1,78m;

Minha mãe, 1,60m;

Minha irmã, 1,65m.

Além das diferentes alturas, existem as questões de extensões de membros superiores e inferiores que também variam bastante. Também, acuidade visual, auditiva, alergias, tons e sensibilidade de peles, etecéteras. Somos uma mistura de italianos, portugueses, espanhóis e índios(!) que vem de, ao menos 4 gerações se misturando. Dê uma espiada no Google sobre as características físicas destes povos. Agora tente imaginar cruzar tudo isso e os possíveis resultados.

Dê uma analisada de leve em sua família e perceba se não estou escrevendo uma verdade. Faça uma listinha com cada integrante e anote as características de cada um.

Logo, as medidas “padrão” demonstradas por Neuffert servem apenas – e tão somente – de base para os projetos e não para serem levadas ao pé da letra como muitos pregam em seus posts – e em sala de aulas.

Lamentavelmente, percebo que nas aulas de Ergonomia, em muitos cursos de DInt, ainda é pregada a questão da “distância mínima” entre sofá/mesa de centro, cadeira/mesa/parede, altura de bancadas e similares, reduzindo de forma absurda a disciplina mais importante de nossa profissão. Por acaso seus professores de Ergonomia e de iluminação alguma vez falaram sobre aspectos ergonômicos da luz? DUVIDO!

Longe de desmerecer os decoradores, mas essa preocupação é a deles que trabalham de forma mais superficial/visual os espaços. Nós, designers, não ficamos na superfície e temos o dever de mergulhar fundo nos problemas dos espaços. E este mergulho começa pela análise ergonômica completa.

O(a) de Ergonomia provavelmente ficou nessa brincadeira e o(a) de iluminação certamente se prendeu na NBR e na estética. Escrevo isso baseado na quantidade de curtidas e pelo conteúdo – se é assim que posso chamar – dos comentários nesse tipo de post.

Se serve de alerta, evite compartilhar esse tipo de postagem. Assim você estará ajudando a não disseminar desinformação.

Quer aprender realmente sobre a área? Leia livros, faça cursos, siga perfis de ergonomistas (profissionais e empresas) e, principalmente, de grupos de pesquisa e estudos sobre o assunto. Também, leia artigos sobre Ergonomia.

Menos desinformação.

Mais informação e conhecimento por favor!

Revista Intramuros – ANO 02 – N°02 – JAN|19

Bastante aguardada pelo meio acadêmico, vem aí a segunda edição da Revista Intramuros, uma publicação do ABD Acadêmico.

A segunda edição da revista está em processo de finalização da edição e a previsão é que saia até o dia 31/01/2019.

Destaco que a Revista Intramuros é disponibilizada gratuitamente no formato digital através do site da ABD, na aba ABD Acadêmico.

Desta vez, entrei com 2 materiais que serão publicados:

  • Um artigo bastante sério e necessário sobre a nossa profissão;
  • Um ensaio, também importante e necessário, conclamando a todos para iniciar o debate sobre o assunto abordado e que tanto nos afeta profissionalmente.

Não posso revelar os conteúdos ainda por questões óbvias.

Aguardando ansioso a publicação.