LD – Vamos falar dos erros? Reflexos.

É bastante comum vermos projetos na mídia em que os erros nos projetos de iluminação acabam estragando o resultado final. De erros pequenos aos grandes, a especificação errada de uma luminária ou lâmpada pode destruir o efeito esperado. Percebam como é difícil encontrar imagens que mostre o teto dos ambientes com a iluminação acesa.

Devemos nos atentar que, além de “sujar” o visual dos ambientes, os reflexos também são os responsáveis por grande parte do ofuscamento.

Um detalhe que deve ser sempre observado ao projetar a iluminação de uma ambiente é a presença de elementos e objetos reflexivos. Estes, se não forem muito bem estudados e observados podem destruir um projeto. Vidro, acrílico, metais, cromados e tantos outros materiais podem simplesmente refletir um facho de luz e estragar tudo num projeto.

Não há cor de tinta ou tipo de acabamento que elimine isso. Das cores mais escuras às mais claras aos acabamentos foscos, acetinados ou com brilho, quando o reflexo bate sobre a superfície provoca manchas.

Já mostrei alguns exemplos em outros posts, mas nenhum tão específico sobre o assunto como neste, então vamos lá. Tem gente que não gosta deste tipo de post por vê-los como um desrespeito aos autores dos projetos. Eu não vejo dessa forma e sim apenas como um exercício de observação – prática esta mais que necessária àqueles que desejam trabalhar ou trabalham com iluminação ou Lighting Design.

Vamos analisar algumas imagens a seguir. Para começar, não posso deixar de citar os reflexos provocados pela luz natural.

Observem no teto, canto direito superior da imagem. Se alguém aí me disser que isso é intencional no projeto leva uma tamancada. Se fosse algo intencional, teria sido mais explorado no ambiente e não apenas naquele pedaço de teto. Todos nós sabemos que a radiação solar provoca danos em uma grande variedade de materiais, incluindo a madeira que está neste piso. Daí a atenção aos controles de iluminação natural que existem. Observo ainda que este tipo de reflexo é um dos que mais incomoda no que diz respeito ao ofuscamento pois, vindo de baixo para cima – na direção dos olhos – faz o usuário perder o foco de onde está pisando.

Esta foto, curiosamente recebi a pouco pelo facebook através de uma consulta de uma profissional me perguntando sobre o efeito da parede, enquanto estava pesquisando imagens na web sobre reflexos. Olhem que belezura isso. Perceberam que o reflexo chegou a provocar um efeito em negativo dos vasos sobre o tampo do aparador no teto?

Fico aqui pensando: se este material colorido (provavelmente acrílico) provoca todos estes multireflexos no teto, imagine a sensação do observador tendo de fazer uma ginástica para encontrar um ponto de observação onde os reflexos não ocorram e ele consiga observar o que está exposto. Percebam também que os próprios reflexos provocam a projeção de sombras das luminárias sujando ainda mais o teto do ambiente.

Os reflexos podem ser também pequenos como neste caso. Observem a lateral da coifa. Nesta foto não dá para ver mas muito provavelmente aqueles riscos de luz estão sendo projetados em algum lugar na lateral esquerda desta cozinha.

Aqui em exemplo minusculo, mas perceptível a olhos bem treinados. Se prestarem atenção no teto sobre a bancada perceberão uma “roda de luz”. Parece uma “sujeirinha” no teto. De onde vem? provavelmente daquele elemento minúsculo cromado que está sobre a bancada.

Ah, um outro detalhe aqui nesta foto: este tipo de pendente é lindo, mas se você que trabalhar efeitos na iluminação esqueça pois ele espalha luz para todos os lados “apagando” qualquer facho ou destaque. Esse tipo de pendente acaba deixando o ambiente com uma sensação de chapado. Eu não uso isso em meus projetos.

Observem nesta foto o reflexo que está no rebaixo do gesso (direita-superior). Agora, imagine o seu cliente em pé usando esta bancada. Onde este reflexo irá pegar? Exatamente: direto nos olhos dele.

Olha lá heim, se alguém ousar falar que isso aqui foi proposital, vai a outra tamanca no meio da cara. SE e somente SE fosse proposital, este reflexo estaria centralizado no ambiente e o “desenho” formado no teto seria mais uniforme. Como se pode observar pela imagem, nenhuma das duas hipoteses são verdadeiras.

Agora, para finalizar, uma pérola que encontrei na pesquisa:

Gente, fala sério. Eu não tenho nem palavras para descrever isso aqui sem soar grosseiro. Me vem diversas palavras à mente mas se colocá-las aqui terei de alterar a classificação etária deste blog, então resumo: que diabos é isso??? Onde é que este projetista (se é que isso foi feito realmente por alguém que estudou um mínimo sobre iluminação) estava com a cabeça? O cliente aceitou esse lixo visual e ainda pagou por isso?

#FalaSério!

Como puderam ver, de pequenos objetos (bibelôs) a grandes superfícies, se a iluminação não for muito bem planejada pode estragar o resultado final do seu projeto. Por isso, muito cuidado ao iluminar ambientes com tampos de mesas e objetos feitos ou revestidos com materiais reflexivos.

Lembre-se que, além de estragar visualmente o seu projeto, podem colocar em risco o usuário por causa do ofuscamento gerado.

Bom é isso. No proximo post vou escrever sobre luz e texturas ok?

Forte abraço.

Radiance

Pensem nessa situação:

Os clientes tem uma lareira que não usam e gostariam de aproveita-la de alguma outra forma mas não tem a menor idéia de como.

O que fazer?

Foi o que o grupo Projectione encontrou neste projeto desafiador.

Muito mais que interessante o resultado, este vídeo nos mostra todo o processo de fabricação, instalação e uso de um produto exclusivo utilizando o conceito “ambience lighting”.

Além de luminária eles empregaram conceitos de Design de Interação na peça ou seja, ela interage com o que acontece no seu entorno.

Muito bom mesmo!

The Norwegian National Opera

O The Norwegian National Opera, localizado em Oslo impressiona não somente pelo projeto arquitetônico em si – que é belíssimo – mas principalmente pelos equipamentos e acabamentos.

Nas imagens deste post podemos ver o grande salão (platéia, fosso de orquestra e palco) que por si só já dizem tudo.

Mas não posso deixar passar em branco o lustre central deste espaço.

É isso mesmo. Esta “bola” branca no centro do teto é um lustre desenvolvido especialmente para este espaço. Ele pesa aproximadamente 8 toneladas e é composto por 1250 módulos com LEDs de alta potência e conta ainda com um diâmetro de 7 metros.

Usando dimmers, os módulos podem variar a sua intensidade luminosa individualmente o que proporciona diversas cenas e climas ao espaço todo. Por estar instalado a 16 metros do chão, eles conseguiram chegar a 300 lux no nível do chão. Isto facilita também o trabalho com a luz para gerar as cenas.

O lustre foi desenvolvido pela OSRAM.

Lindo, simples e eficaz!!!!

Quer ter uma luminária dessas?

É super fácil de fazer:

1 – compre uma tela para pintura

2 – compre um cordão de luzes para natal

3 – pinte a frente com a cor desejada

4 – no verso, faça o desenho – lembre-se que desenhando no verso a imagem tem de estar espelhada (invertida)

5 – faça pequenos furos, com diâmetro suficiente para passar apenas as lampadinhas

6 – vá colando com cola quente ou silicone (melhor) a fiação, lembrando-se de deixar as lâmpadas livres para serem inseridas nos buraquinhos

7 – deixe o pedaço do fio com a tomada totalmente livre para que alcance uma tomada.

Uma outra idéia é utilizar uma base de vidro leitoso – tem de ser mandado fazer em uma vidraçaria de qualidade – ou então mandar fazer um bastidor – base de tela – e aplicar um tecido com maior transparência:

Viram?

Super fácil e com um efeito mais que interessante!!!

Adorei e já estou com minha cabeça aqui fervendo de idéias!!!!

Emergência…

Um produto bastante interessante uma vez que serve de luminária de emergência e também como sinalização para rotas de fugas.

Trata-se da Halo of Light, projetada para salva-lo.

Usando dois sistemas LED, a luminária ao mesmo tempo que quebra a escuridão, projeta no chão uma sinalização indicativa através de setas do trajeto a ser percorrido em caso de emergência.

Designer: Foo Wei Zen & Chua Wenfong

Via: Yanko Design

Solar tree

Com um desenho que remete à um buquê de flores, a Solar Tree, de autoria do designer Ross Lovegrove é alimentada com energia solar e utiliza LEDs.

As placas fotovoltaicas encontram-se na parte superior das “pétalas” e as baterias embutidas no interior das mesmas.

Destinada à iluminação pública, tem seu foco estético também no embelezamento urbano.

 

Prisma – iluminação urbana

O designer Agustin Otegui desenvolveu uma luminária para espaços públicos bastante funcional e prática.

Trata-se da Prisma street light.

O ponto de partida de seu projeto foi a sua inquietação com a rigidez das luminárias existentes. Elas são fixas, iluminam e mal apenas em uma direção. Então, partiu em busca de referências que pudessem ser usadas como base na construção de um novo modelo e encontrou nos prismas exatamente o que precisava.

Com alimentação com energia elétrica, tem painéis de captação de energia solar para alimentar o sistema wireless que faz as movimentações e alterações de intensidade e um globo de LEDs (que também podem ser RGB) especialmente desenvolvido para a peça, além de seus espelhos refletores de alto desempenho, a Prisma garante um alto fluxo luminoso e vida longa aliados à um consumo baixíssimo de energia já que maioria vem do sol.

Do prisma veio a idéia de que, quando jogamos um facho de luz sobre um prisma temos a dispersão de raios de luz em diversas direções. Então, usando deste modelo ele chegou à duas formas básicas: uma com dois fachos (inferiores) e uma com três fachos (2 inferiores e 1 superior).