A lista

O Código de Ética do CAU (doravante CE) proíbe que seus profissionais (arquitetos) recebam qualquer tipo de benefício, bonificações (RTs) ou prêmios por causa da especificação de produtos de marcas e fornecedores. Até mesmo um mero dia num resort ou um jantar estão proibidos e, segundo o CE, quem desrespeita-lo estará sujeito(a) às penalidades nele impostas.

A reserva técnica inscreve-se nos termos da regra 3.17: “O arquiteto e urbanista deve recusar-se a solicitar, aceitar ou receber quaisquer honorários, proventos, remunerações comissões, gratificações, vantagens, retribuições ou presentes de qualquer tipo, sob quaisquer pretextos, de fornecedores de insumo aos seus contratantes sejam constituídos por consultorias, produtos, mercadorias ou mão de obra.”” (fonte: http://www.caubr.gov.br/?p=14464)

Diante disso, tempos atrás uma pessoa entrou em contato comigo e “quase” me convenceu a elaborar uma lista de todas as premiações existentes no Brasil, incluindo nomes dos arquitetos premiados, fornecedores e lojistas que continuam beneficiando seus vendedores (ops! Arquitetos) e encaminha-la na forma de denúncia ao CAU/BR. Seria algo como uma “Caixa de Pandora”.

Fonte: palavraaberta

Fonte: palavraaberta

Sim, concordo que isso deva ser mesmo feito.

MAS NÃO POR MIM. NÃO SOU EU QUEM DEVE FAZER ISSO.

Não tenho obrigação alguma de dar um passo que vai, fatalmente, reforçar a fama de inimigo dos arquitetos em minha imagem. Sim, pois se eu fizer isso, automaticamente ganharei algumas centenas de inimigos “premiados” diretos e mais alguns milhares indiretos: os colegas, amigos e familiares destes.

Denúncias desse tipo devem ser feitas por aqueles que são do mesmo grupo profissional e repudiam tais praticas ou por aqueles que “dizem nos representar” (grupo do qual a pessoa que me solicitou a lista faz parte).

E também não vou disponibilizar a minha lista, já bem extensa, nem para A e nem para C. Na verdade acabei de apaga-la, pouco antes de começar a escrever este texto.

Mas caso o CAU – ou o grupo que me solicitou – queira, posso indicar algumas pessoas que sei que foram convidadas para estes prêmios, pois certamente terão mais informações a dar que eu que nem fiquei sabendo dos mesmos. A coisa toda está tão errada que até mesmo as notícias da que inundavam as mídias desapareceram após o CE, pois ferem o mesmo e eles sabem muito bem disso.

E mais uma vez digo ao CAU: está aí mais uma prova de que, antes de bulir na casa dos outros, deveria sim é organizar e limpar a própria casa.

E, mesmo depois de tudo certo em sua própria casa, ter ciência de que não tem direito algum de bulir na casa dos outros afinal, designers não são seus filhos e não lhes devem qualquer obrigação e satisfação.

LD – a carnificina da mídia continua…

Well, well, welllllllllllllllll……

Vi dias atrás um vídeo enviado por um amigo meu sobre uma reportagem que o canal Record (leia-se igreja, hipocrisia e similares) apresentou em seu programa matinal Hoje em Dia. Trata-se de uma pauta do quadro “Arrumando a Casa”. Podemos tranquilamente defini-lo como algo do tipo Do It Yourself (DIY).

Muitas coisas cabem no DIY porém, a maioria dos itens que englobam uma reforma NÃO! Pior ainda se falarmos de iluminação.

Bem, a matéria começa – após uma péssima apresentação pela bela, porém sem graça, Gianne Albertoni – com uma arquiteta que se diz Lighting Designer… (duvido e explico a seguir).

Fui atrás de informações sobre ela após ver e ouvir a sua primeira fala onde, em resumo, ela compara um projeto de iluminação com, acreditem, um vestidinho preto básico. =0 (se fosse LD realmente jamais cometeria uma sandice dessas).

Pelamor!!! Parei o vídeo e fui correndo atras do site dela para saber quem ela é, qual a sua formação, etc… Pois bem, em seu site ela diz que estudou LD e Antiquariato na europa, mais precisamente na Sotheby’s, na Chriestie’s e no Victoria & Albert Museum. Ok gente, lá vou eu entrar em cada um destes sites para procurar os tais cursos de LD oferecidos por eles e que eu NUNCA ouvi falar em lugar algum, a não ser no site dela.

Olhem o que eu encontrei de cursos em todos estes sites que são oferecidos por essas instituições:

Na Sotheby’s:
Art Business
-International Art World I
-Ethics and Law I
-Art Finance I
-Research and Marketing Methodology
-International Art World II
-Ethics and Law II
-Art Finance II
-Professional Practice and Appraisal

Fine & Decorative Art
– Old Master paintings and connoisseurship
– Modern art and collecting
– Ceramics and trade
– Furniture and interiors
– Cataloguing and professional practice
– Techniques and materials
– The historical art market
– Country-house and collection studies

Contemporary Art
– Art from 1960 – 1990
– Critical issues in contemporary art
– Curating an exhibition in both public and private galleries
– Producing a print and web-based magazine
– Writing and publishing art criticism
– Research methodology
– Study visits to North of England and Northern Germany
– International guest lecture series and artist’s studio visits
– Art from 1990 to the present day
– Networks of the art world
– Globalisation and art practices
– Art, critisism and contemporary literature
– Research seminars and presentations
– Key global artists, key international exhibitions
– Research methodologies and critical theory
– Art law and business
– Contemporary practices and concerns: the artist’s medium, – site-specificity, participation
– International guest lecture series and studio visits
– Study visit to European Biennial and exhibitions

Photography
– 19th Century Photography
– 20th Century Photography
– Academic & Professional Practice
– Photography & Difference
– Contemporary Photography
– Critical Approaches
– Academic & Professional Practice
– The Photographic Network

East Asian Art
– Ritual and religious art
– Decorative art
– Pictorial art (paintings and prints)
– Three-day study visit to Europe
– Decorative art
– Pictorial art (paintings and prints)
– Study trip to East Asia

Contemporary Design
– Design 1900-1939: history, theory and market
– Design 1940-1980: history, theory and market (Part I)
– Academic and professional practice
– Design 1940-1980: history, theory and market (Part II)
– Design since 1980: history, theory and market
– Academic and professional practice

Interior Design
(não consegui acessar a matriz porém Design de Interiores não forma o LD nem aqui, nem em Londres e nem na China)

Tem também os cursos semestrais como Arts of Asia, Decorative Art and Design, Art and Business e Foundations of Western Art.

Em local algum encontrei qualquer alusão que seja sobre LD nem neste nem nos outros dois sites (que são bem parecidos em cursos e conteúdos oferecidos). O que certamente acontece nesse caso é o que eu já imaginava apenas ao ler os nomes das “escolas”: são lojas/galerias, tem história e lidam com a história. Ao ver a palavra Antiquariato em seu currículo liguei as duas coisas e o que me apareceu claramente?

Claro gente, aqueles lustres de cristais antigos ou aqueles abajoures da Tiffany, que custam pequenas grandes fortunas e que ela certamente viu durante os cursos de HISTÓRIA DA ARTE, DA DECORAÇÃO. Aí, sai a louca se auto-denominando LD.

Pera lá, aí não. Ela definitivamente não é uma LD!!!

Mas continuemos com a matéria em pauta pois tem muita coisa pra rolar ainda…

Seguindo, entra um quadro apresentando as diferenças das lâmpadas. Não vou nem comentar os valores que aparecem nas etiquetas pois nem as chinesas conseguem custar aquilo… (salvo se vierem de contrabando).

As aplicações são um show de horrores à parte.

Fluorescentes tubulares são usadas em sancas, em cozinhas – quando são amplas – e em lavanderias…” Só!

=0

A lâmpada fluorescente economiza até 80% de energia(…)

G.ZUIZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!

Está errada a informação? NÃO totalmente, pois isso vai depender absolutamente do modelo e marca da lâmpada, dos equipamentos e da qualidade do sistema elétrico e, especialmente, do PROJETO que DEVE levar em consideração as necessidades do USUÁRIO. Portanto, se for necessário ou a melhor solução, até dentro do box do banheiro podemos usar as tubulares.

Ao apresentar as ARs, o proprio mostruário que aparece nas imagens já destrói o valor do comentário: pé direito. As lâmpadas estão instaladas por volta de 60cm acima da cabeça da repórter e da moça que está falando. Como se não bastasse esse erro ela ainda indica fazer um rebaixamento no teto e embutir os spots com as ARs.

Os piolhos agradecem o calor que fará seus ovos (lêndeas) chocarem mais rápidos… E também a indústrica farmacêutica que vai vender muuuuuuuuito remédio para tratar as incontáveis casos de câncer de pele…

AFF!!! (sou sádico, pois continuei assistindo mesmo depois disso tudo…)

Depois ela fala das dicróicas…

A instalação no mostruário está legal – ok admito. Porém os comentários a seguir são de matar.

Ela afirma categoricamente que nos banheiros, em frente aos espelhos, não se recomenda usar as dicróicas pois elas reforçam e destacam demais, formando sombras, o que pode prejudicar na hora da maquiagem (ela certamente tem dicroicas no espelho da casa dela pois a maquiagem dela é horrorível!!! #bichamá).
Porém ela se esquece que tem homens que moram sozinhos (e não se maqueiam – ok alguns sim), crianças, idosos que precisam de uma luz mais forte. Tudo, enfim, depende do PROJETO.

Entram então nas lâmpadas LEDS.

São as mais econômicas? OK.

Duram até 25 anos?

MINTCHIIIIIIIIIIIIIRAAAAAAAAAAA!!!

Nem todas, só as de marcas muito boas conseguem essa façanha. Eu comprei uma chinesinha para testar e nao durou 1 semana. Troquei na loja e aconteceu novamente. Pedi meu $$ de volta, claro.

Custam R$ 85,00??

AH-AH-AH!

Vai nessa….

“Elas podem ser utilizadas em qualquer ambiente da casa.”

Aham, sei, sei…

As aplicações apresentadas são básicas. E, por favor né, “fios de LED”(SIC)??? Vai lá, bota um “fio de LED” não siliconado numa sanca do banheiro pra ver o que acontece.

Nas escadas, os LEDs (balizadores, na verdade pois a “especialista” nem sabe que essa palavra existe certamente) garantem segurança (OK) e um “algo a mais”, segundo a moça “ela marca a parede como um detalhe decorativo, fica um detalhe interessante”.

=0

Isso, uma vendedora de uma loja que faz “projetos de iluminação di grátis” para seus clientes!!!!

Continuem lendo pois tem mais…

Na sequência, a reporter apresenta uma loja de iluminação mostrando o teto com aquele mundaréu de luminárias (comum em lojas de iluminação né?) e conversa com a gerente. Ela (a gerente) começa super bem ao ser confrontada com a verdade de que o cliente quando vai sozinho à loja acaba ficando perdido em meio à tantas opções (claro, com aquela poluição visual que impera nas lojas não tem como ser diferente). Ela diz que a dica é o cliente associar-se à alguém que realmente entende de iluminação.

PERFECT!!!

Porém – sempre tem um porém, um mas… – ela prossegue dizendo que no caso, as vendedoras da loja dela são todas treinadas e habilitadas para ajudar o cliente na escolha.

#AltoLá!!!!

Vendedor não é especialista. Vendedor não é projetista. Ser treinado não significa entender com profundidade o assunto para estar apto a projetar. E também só pode ser considerado habilitado quem tem um curso (superior) específico na área! Pode até ser que tenha realmente ali dentro alguém que entenda de iluminação, mas dificilmente terá um LD na equipe de vendedores.

Tá, aqui em Londrina é “normal” isso na maioria das lojas. No resto do Brasil não é diferente. O pior é ver arquitetos, designers de interiores e decoradores jogando os projetos de iluminação nas mãos desses vendedores para serem feitos por eles. Chegam nas lojas com as plantas baixas, jogam em cima da mesa e deixam o vendedor resolver tudo, especificar tudo. Depois, claro, vendem a imagem ao cliente que o projeto todo foi feito pelo profissional… especialmente se sair em alguma coluna social, revista ou mídia. Que falta de ética heim gente???

E não venham dizer que isso não acontece ou que o sem ética sou eu ao escrever isso, pois trata-se da mais pura verdade e vocês bem sabem disso!

Um detalhe: não estou generalizando sobre os vendedores ok? Pois conheço alguns que dão chapéu em 99% dos profissionais (incluindo muitos “especializados”) sem ter formação alguma na área e sim, apenas a experiência de ANOS vendendo iluminação.

Bom, vamos para o quarto?

Pra que? Pra dizer que LD é apenas um jogo de efeitos e mostrar aplicações mais blasés e comuns, que tal?

#MePoupe!!!

Vamos pra cozinha???

Pois é, nenhuma novidade.

Porém, a iluminação – segundo a LD especializada na Europa – “é super simples de fazer… “

Sabemos o quão fácil e simples é instalar uma built-in que fique técnica e esteticamente bem instaladas e que seja funcional… Também sabemos da facilidade de projetar e produzir um móvel com iluminação built-in…

=0

E no banheiro?

Um monte de samambaias com lâmpadas a 20cm de distância…

Prefiro acreditar que são dicroleds (pois não dá para perceber pelo vídeo) à que a dona da casa tenha de trocar as plantas semanalmente ou seja sádica ao ponto de ver diariamente assuas  plantinhas definhando sob aquela luz…

Depois aparece um apartamento “onde cada ponto de luz foi planejado com a orientação de uma arquiteta”.

Na imagem que faz fundo à esta fala temos um spot duplo de AR111 num rebaixo de gesso sobre uma mesa de centro com uma orquídea e três velas sobre a mesma. Pé direito básico e normal de um apartamento novo ou seja, no máximo 2,65m menos o rebaixo do gesso…

=0

Em seguida mostra um espaço preferido da dona onde temos samambaias iluminadas (novamente) a 20cm no máximo por spots embutidos. Pela luz, sao dicróicas normais, pois as LEDs não oferecem aquela quantidade e qualidade de luz. Tadinhas das samambaias (de novo)…

E ainda tem mais. Agora a parte mais bizarra, no meu ponto de vista de um LD. As luminárias…

Num bom projeto de iluminação, vale a pena investir nas luminárias“. (concordo com a frase!)

Aí a repórter começa a mostrar algumas peças – que segundo a fala anterior vale a pena investir nelas – e creiam, isso é o que foi apresentado:

– uma luminária de piso baseada no vestido balonê =0
– um abajour inspirado nas lanternas japonesas… =0 =0
– e um pendente de…
de….
de…
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…………
PELÚCIAAAAAAAAAAAAA!!!!!

Em suma:

NADA QUE SIRVA PARA UM PROJETO DE LIGHTING DESIGN! #FATO

Pelo que se percebe, só são apresentadas peças “de dezáine”(SIC), claro, aquelas caríssimas e que rendem obesas RTs e comissões para os especificadores (“PROJETISTAS”) e vendedores.

Até a já batida e carne de vaca Tolomeu (que tem uma péssima luz) aparece com destaque.

Chegamos na sala de jantar…

E aqui, o que eu escrevi lá em cima sobre a formação da “lighting dezáiner” vem à tona: um lustre de cristal antigo, com velas à mostra, sem controle algum da luz sobre a mesa. Básico, carne de vaca, arroz de festa e sem novidade alguma. A única coisa certa que ela fala é sobre a altura, que ele deve ficar acima da mesa: 1m no mínimo – e não os 60cm que insistem em pregar alguns “pseudos entendidos” e “láiguiti dizáiners de frases prontas e copiadas do gooooogre”.

E finaliza-se a matéria com uma frase que começa bem acertada:

A escolha do tipo de iluminação e das luminárias é muito pessoal mas” devia ter parado aqui ou deveria ter finalizado também corretamente indicando aos clientes buscarem a consultoria de um especialista em iluminação e não terminado com “essas dicas podem dar uma luz nas idéias de como valorizar ainda mais o melhor espaço do mundo: a nossa casa“.

É, como se já não bastassem os “proficionaus” detonando com o mercado, ainda tem a mídia ABSOLUTAMENTE NADA ESPECIALIZADA E TOTALMENTE ALIENADA dando o empurrãozinho que falta pra seriedade e importância da profissão – de ser conduzida por profissionais sérios e realmente habilitados – ser jogada pra dentro do poço.

#desengasguei

pelo meu reader…..

Bom, vamos a mais um post sobre o que encontrei de interessante pelo meu reader.

Para iniciar, quero compartilhar este texto “Diploma para quê?” da Ligia Fascioni. Ele não é novo e não estava na atualização de meu reader, mas fuçando no blog dela acabei encontrando-o e vale o comentário e citação neste post. Não o copiei e colei aqui pois não pedi permissão para ela, então fica aí o link. Posso copiar e colar aqui na íntegra os que eu gostar Ligia????

Ela tem muito material interessante em seu site e em seu blog que vale a pena vocês conhecer.

Hoje que percebi que ainda não tinha colocado o link do blog dela aqui no meu blogroll. Agora já está devidamente arrumada esta minha falha ok Ligia? Mais que merecida a citação de seu trabalho aqui.

Bom, com relação ao texto é aquilo que eu sempre escrevo: um diploma só – ou vários de vários níveis como ela diz no texto – não valem absolutamente nada se você não coloca todos estes conhecimentos em prática no dia a dia. Nem as revistas, nem as IES, nem eu e nem os outros blogs mentem quando dizem que a atualização e especialização profissional são importantíssimas em nossa área, porém,

“Não estão. É que, teoricamente, se você tem vários diplomas, teve acesso a vários conjuntos de informações específicas. Isso aumenta muito as suas chances de recombiná-las e criar algo que, de fato, tenha valor para o mercado. Que faça diferença na vida das pessoas. Que seja desejável a ponto de alguém poder pagar mais por isso. Quanto mais cursos, mais combustível e mais matéria prima para converter em excelência. Quem sabe aproveitar isso, ganha mais, claro.”

Leiam este texto, ele esclarece muitas coisas em poucas linhas ok?

E parabéns Lígia por mais este brilhante texto!!!

Encontrei também este vídeo no Youtube mostrando a importância do Design na nossa vida, brincando com dois mundos paralelos:

1 – com a presença do Design em todas as suas áreas

2 – sem a presença do Design

Simples, bonito e vai direto ao ponto. Foi feito, pelo que entendi, por um grupo de estudantes de Design da UFRGS.

Parabéns pela iniciativa e pelo resultado pessoal!!!

Por falar em resultados e aplicação dos conhecimentos adiquiridos em busca de algo novo, diferente, até que ponto você tem aplicado seus conhecimentos em seus projetos?

Você é daqueles que prefere especificar mobiliário de lojas ou é do time da criação personalizando seus projetos?

Pois é, tenho percebido uma grande quantidade de profissionais da área de Design de Interiores/Ambientes acomodando-se dentro de lojas de planejados e buscando as terríveis RTs.

E onde você enfia todo o conhecimento restante que adiquiriu em seu curso? Pra que então você investiu tempo e dinheiro na sua formação? Especificar modulados onde o vendedor é quem vai fazer o projeto qualquer um faz, até minha vizinha de 5 anos. Isso não faz o Designer pelo contrário, depõe contra a nossa profissão. Transformam o Designer num mero decorador ou pior, atestam o que falam e escrevem por aí que esta área é coisa de madame desocupada.

Isso inclusive reforça a visão tosca que alguns arquitetos* disseminam aos quatro cantos contra a nossa profissão sendo inclusive um dos “boatos” de que o CAU – recém aprovado e em fase de implantação – deve restringir a área exclusivamente para arquitetos. Estão usando erradamente a denominação “arquitetura de interiores” como sinônimo de Design de Interiores – o que é um erro gravíssimo e demonstra total e absoluto desconhecimento sobre as duas coisas – uma vez que muitos profissionais formados em Design de Interiores/Ambientes estão manchando a profissão com atitudes umbiguistas e equivocadas abrindo então esta brecha.

Gente, com as matrizes curriculares dos cursos de Design de Interiores/Ambientes é inadmissível que esse tipo de atitude aconteça. Buscar soluções exclusivas, criativas, inovadoras e que atendam principalmente à personalidade do cliente é fundamental. E não é numa loja de planejados ou de móveis prontos que isso vai acontecer. Não mesmo!

Nem é tão difícil assim chegar a uma solução com identidade própria. Veja este exemplo:

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Fotos: String_Gardens

Observem como uma solução simples deu um toque todo especial neste projeto. Tá, eu sei que isso não tem muito a ver com as soluções de mobiliário que eu vinha falando, mas faz parte do processo criativo.

Por falar nisso, você só projeta quando tem um cliente ou faz isso diariamente como forma de estudo, testes, aplicações, etc? Prefere deixar a sua mente atrofiar ou explora seus conhecimentos, pesquisa sobre novas coisas?

Olhem o que Robert Butkovic fez: estipulou que produziria 100 logos diferentes em 100 dias. Não foram projetos para clientes mas sim apenas uma forma de desenvolver, explorar e ampliar o seu pensamento criativo. Esse tipo de atitude serve como estudo através do qual acabaremos descobrindo e criando muitas coisas. Só temos a ganhar com esse tipo de atitude.

Outra coisa é a absurda falta de união dos profissionais. Vejo uma grande parcela olhando o colega profissional como um inimigo comercial e não como um aliado até mesmo quando o assunto refere-se a questões como a regulamentação profissional que é de interesse de todos: nós profissionais, nossos clientes e o mercado.

#ficadica: se não nos unirmos urgente a coisa vai ficar feia em pouco tempo. Vamos levar uma rasteira e depois não adianta ficar de chororô por aí não.

Então pessoal, que tal começar a levar mais a sério a profissão e trabalhar pelo coletivo em benefício de todos nós?

Vamos parar de olhar apenas para nossos umbigos quando o assunto refere-se à atuação e exercício profissional?

Pensem e reflitam seriamente sobre isso ok?

Abraços e até o próximo post.

.

*alguns arquitetos: não me refiro a todos os arquitetos mas como a expressão diz, apenas a alguns que insistem em denegrir, deturpar, desinformar, fazer denúncias vazias e atrapalhar os trapalhos desenvolvidos pelos Designers de Interiores.

Dezáiner de Interior (sic)

Bom, e lá vou eu de novo soltar o verbo… Não posso e nem tenho como me calar diante de algo que vi recentemente.

Resumidamente, conheci uma pessoa pela internet (facebook) e vi em seu álbum de fotos alguns projetos que, de cara, percebi serem frutos da manipulação do PROMOB. Em poucas linhas trocadas, descobri que esta pessoa nem tem o ensino médio concluído. Até aí tudo bem, um vendedor de loja de planejados. Indiquei a ele este meu blog e o meu portfolio e, no dia seguinte ele me mandou o link de um blog que ele tinha montado para expor os seus trabalhos. Acessei e, de cara, bem no topo da página, já fiquei louco ao ler a apresentação: Sou profissional de Designer de Interiores e blablablabla….

Bom, não é por nada não, mas cadê a ABD nessas horas? Ou vai dizer que ela aceita vendedor projetista promobista como associado e com direito a entitular-se DESIGNER?

Tá, este cara não é associado, mas mesmo assim, onde está a ABD para nos garantir a transparência do mercado e defender os clientes de pessoas embustistas como estes que, certamente, mancham a nossa profissão e dão margem para outros profissionais sentarem o porrete na gente?

Vamos ser honestos, eu vejo aqui o mesmo problema que o pessoal do Design Gráfico tem com os “micreiros”. Pronto, agora começaram a aparecer os nossos “micreiros” para ferrar de vez com a nossa área.

Qualquer pessoa que entenda um mínimo de informáica, que tenha um certo senso estético e pegue um software como o Promob não mãos consegue elaborar ambientes facilmente. Especialmente porque este software trabalha com móveis modulados, ou seja, são para empresas de planejados. Os módulos já vem prontos, você tem ali a cartela de tevestimentos, ferragens, etc… aí é so juntar tudo num ambiente e bingo! Virou Dezáiner!

Me poupe heim gente! Não tem como levar a sério isso não e muito menos me calar diante disso.

Um aparte aqui: não me refiro ao pessoal formado em arquitetura ou design que opatou por trabalhar em lojas de planejados OK? Me refiro àqueles sem formação alguma que de vendedor, começaram a fazer projetos no Promob e pararam por aí.

OPutro aparte: não estou sentando o porrete no software Promob também. Acho-o muito válido e útil, assim como VDMax e outros, para as pessoas já capacitadas academicamente.

Vejo aqui mais ou menos o mesmo problema com os Decoradores. Estes não tem as mesmas atribuições que nós Designers e, mesmo assim, muitos destes se metem até em questões arquitetônicas e, já que a ABD não faz a correta distinção entre decorador e designer, quando os decoradores fazem alguma “caca” a culpa cai sobre quem? Nós Designers. Então ABD, por favor né, já passou da hora de ajeitar isso, no mínimo, por respeito a nós Designers.

Voltando aos “micreiros promobistas”, analisando os “projetos” do álbum do cara, percebi que não há qualquer preocupação com estilo, ergonomia, fluxograma, iluminação, etc. Tudo ali parece sair daqueles catálogos de lojas de planejado: mudam-se as cores, puxadores, layout, porém mantem-se aquela cara padrão comercial que vemos nos showrooms.

Fico pensando nos clientes deste cara (e de tantos outros “proficionaiz” como ele) com relação ao dia a dia, usabilidade, acessibilidade, conforto, etc.

Vocês devem estar se perguntando ainda o porque de eu afirmar que ele e tantos outros iguais não são Designers? Simples responder à isso:

– Ele não é Designer porque não tem formação

– Ele não é Designer porque não sabe lidar com projetos além do Promob

– Ele não é Designer porque não tem a menor noção sobre iluminação, projeto elétrico, hidráulico, etc

– Ele não é Designer porque não sabe projetar mobiliário exclusivo sem o recurso do Promob

– Ele não é Designer porque percebe-se claramente erros crassos ergonômicos

– Ele não é Designer porque percebe-se claramente erros crassos na acessibilidade

– Ele não é Designer porque percebe-se claramente a falta de identidade e personalidade nos diferentes projetos, são todos padrão

– Ele não é Designer porque não se percebe absolutamente nada sobre estudo e aplicação das artes nos projetos

– Ele não é Designer porque tudo é muito quadradinho, certinho, padronizadinho

– Ele não é Designer porque desconhece os revestimentos gerais além daqueles oferecidos pelo Promob

– Ele não é Designer porque todos os pisos e paredes revestidos tem uma paginação padrão

– Ele não é Designer porque seus “projetos” não seguem a ordem e passos necessários para a execução de um projeto.

– Ele não é Designer porque lidar com um software deste qualquer um consegue: bota uma coisinha aqui, tira outra dali, arrasta um pouquinho pra cá, bota uma corzinha na parece, uma “luzinha” ali e outra acolá, vários módulos prontos espalhados pelo ambiente e pronto! Eu sou dezáiner!

– Ele não é Designer porque ELE NÃO É DESIGNER E PONTO FINAL!

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Então, sugiro a todos que, sempre que toparem com uma pessoa assim, que denunciem à ABD. Apesar de não termos a nossa profissão regulamentada ainda, ela, como associação nacional e sendo a mais forte na área, tem a obrigação jurídica de nos defender.

Se eles quiserem usar termos como projetistapromobistas de interiores, que usem, mas Designers NÃO!

Pô gente, temos de matar um leão por dia no mercado, por vezes um dragão, para ainda termos de conviver com este tipo de coisa? Fala sério. É bom que vocês profissionais acordem e ajudem a pressionar o congresso e a ABD forçando a regulamentação de nossa área senão jajá a coisa vai virar um circo. Já basta o circo Brasil, mas, se afetar diretamente a nossa área, aí vai ferrar tudo de vez.

É bom também o pessoal da arquitetura e engenharia civil ficar no pé do CREA, IAB e etc com relação à isso. Pouco antes das eleições vi uma matéria sobre a “nova classe média” onde mostrava o povo nas favelas construindo a dar com o pau, fazendo seus puxadinhos, erguendo novas lajes e tal. Depois, quando acontece uma desgraça, ninguém aparece não é mesmo? Nem mesmo pra falar, depois das eleições, sobre a tal “nova classe média” afff…

Bom, é isso por hora. Precisava botar isso pra fora tamanha a minha indignação. Claro que não vou citar o nome e tampouco o blog, mas se procurarem pela web, encontrarão vários assim.

Então, vamos nos unir gente? Vamos fazer algo em nome de nossa profissão?

Pensem sobre isso.

abs e até o próximo post!