Reader: cores e mais cores

É, resolvi fazer um post mais leve baseado em meu reader já que andam me chamando de ranzinza (ah ah ah). Vamos então a um post sobre o uso de cores e outros detalhes interessantes que encontrei em meu reader hoje. Quem vai gostar é a minha amiga mega colorida Joyce Diehl:

foto 1 – woodmat1

Simples, alegre, divertido, customizável nas cores. Adorei!!!

foto 2 – Corian Loves Missoni

Quem já trabalhou com este material conhece bem suas características físicas como a sua resistência e durabilidade. Isso possibilita a sua aplicação em áreas perigosas e problemáticas como os banheiros. Porque não tornar os banheiros mais alegres, usar e abusar dos geometrismos na paginação?

foto 3 – Hot Paper Restaurant

Eu simplesmente amei o detalhe da parede com built-in.

Podemos chamar este elemento de “sanca de parede”?

Para facilitar as coisas, sim.

Como podem perceber, é um ambiente sóbrio. Mas a cor entra sutilmente neste elemento de parede quebrando a seriedade do espaço tornando-o mais leve.

foto 4 – Acne Store

Gritante e berrante sobreposição de tons de vermelhos.

Achou pesado?

Eu não.

Na verdade eu amo estas ousadias que, infelizmente, poucos clientes permitem.

foto 5 – house beautful banheiro

Perceberam a leveza desta cor aplicada neste banheiro? Relaxante e suave.

Outro detalhe é a brincadeira gráfica do revestimento das paredes.

Show!!!

foto 6 – quarto Contemporary Condo

E quem falou que o preto não é cor? (tou brincando ok teóricos chatos de plantão!)

Quem estudou comigo e teve aulas com um determinado professor vai entender esta frase:

“Olhem o lilás das flores….. que lindo… perfeito… é o ponto focal…”

AHAHAHAHARRRRRRRRRRRGH!!!

Agora, parando de brincadeira, sim o preto é cor pigmento. Sóbrio e sério como o perfil de muitos clientes. Porém, culturalmente, aqui no Brasil ele ainda é relacionado com um lado não muito agradável da vida: a morte, o doloroso luto (credo, que incoerência entre os termos vida e morte).

Mas ele é “chique no úrtimo” e a garantia de espaços lindíssimos. Outra prova disso vocês podem ver neste post sobre o ateliê do artista plástico Jadir Battaglia.

Eu adoro!!!

foto 7 – a arte dos dedos mágicos de Judith Ann Braun

Não consigo expressar tamanha surpresa e admiração ao descobrir esta artista. Sugiro que visitem o site dela para conhecer outros trabalhos e mais detalhes sobre a sua arte “digital”

foto 9 – Sala

A beleza está nos detalhes que alegram e personalizam os ambientes.

;-)

As fotos à seguir vieram do excelente Retail Design Blog by Artica que conheci este final de semana. Já entrou para meu reader e para o blogroll aqui do blog!!!

Foto 10 – “SUPER by Dr. Nicholas Perricone” store by Janis Bell Design, Malibu

Duas considerações sobre este projeto:

1 – a deliciosa mistura de cores tem tudo a ver com a empresa: se observarem atentamente irão perceber que cada cor utilizada nos módulos é a mesma que está presente na embalagem dos produtos expostos em cada um deles.

2 – a perfeição do IRC do projeto de iluminação garantindo a fidelidade exata da reprodução das cores do ambiente e das embalagens/produtos.

PERFECT!!!

;-)

foto 11 – Etch Web lamp by Tom Dixon

Luz e texturas ou luz e sombra brincando, dialogando numa perfeita interação.

foto 12 – Aurelia lamp by QisDesign

Luz e cor ou, luz é cor. Não importa.

Observando bem percebemos que esta é uma luminária que, apesar de ter a luz mais aberta (espalha-se pelo ambiente) não interfere tanto em outros efeitos que podemos utilizar no restante do ambiente.

foto 13 – Luxury cladding collection by Lithos Design

Olha o preto aí de novo, mas desta vez sem o seu fiel escudeiro branco e sim acompanhado do dourado…

Confesso que demorei um pouco para entender o que é este revestimento mesmo observando as fotos mas próximas.

Pelo que entendi (em meu inglês nem tão perfeito), trata-se de placas cerâmicas pretas e os círculos dourados são, na verdade, “entalhes”.

Possuem duas opções de cores: preto com dourado e preto com prata.

Vertiginosamente lindo!!!

fotos 14, 15 e 16 – Dent Cube by Teruo Yasuda for Inax

Quando vi este produto me lembrei na hora do revestimento da TWBrazil que usei na mostra e que agora está aqui em casa num painel de TV na sala.

Só que este não é de madeira. Porém ele é um produto muito versátil podemdo ser aplicado de diversas formas e pode ser customizado em suas cores como podem observar nas duas fotos a seguir:

Para os que buscam possibilidades em paisagismo vertical.

Para os que buscam mais alegria e cor nos ambientes.

Finalizando, deixo alguns vídeos para apreciação de vocês.

Primeiro, três vídeos do The Creators Project:

E agora vejam este desfile. Passarela limpa, estrutura simples e um elemento excelente como pano de fundo:

Aproveito para deixar um exercício de observação: estes quadros no piso da passarela, do lado direito, são o que? Projeção, elemento físico (algum material aplicado) ou o que?

Espero que tenham gostado.

Até o próximo post!!!

;-)

Reader 20/03/12

Vamos dar uma geral pelo meu reader?

1) Olhem que barato essas prateleiras:

Ela é apenas um dentre tantos novos itens da italiana B-line que serão apresentados no Salone Internazionale del Mobile in Milan.

2) A Eletrolux está lançando um novo modelo de geladeira com várias divisões:


O design é assinado por Stefan Buchberger.  Através destas divisões elimina-se o problema de contaminação (cheiro/sabor) de produtos por outros que venham a estragar. Consiste em uma base e mais quatro módulos superiores separados.
Todas as seções são removíveis e customizáveis.

3)Berndnaut Smilde (artista plástico) criou algumas peças interessantes em forma de nuvens. Claro que não é para qualquer ambiente pois tratam-se de instalações artísticas, mas adorei o efeito leve. Observem:

4) Uma coisa que eu não entendo…

Quem projeta esse tipo de cuba certamente nunca teve de limpar uma…

É bonito? SIM! Porém fico imaginando o limbo e as bactérias se proliferando nas reentrâncias e o prazer de quem tiver de limpar isso aí semanalmente ou diariamente…

#AFF

5) O estúdio de design polonês WAMHOUSE criou a mesa e cadeira rajtuzy.

Lindas, porém principalmente a cadeira, passam uma sensação de insegurança plena. A impressão é: sentou, caiu…

Mas vale a visita ao site deles, tem peças fantásticas!!!!

6) Adoro quando a ousadia se faz presenta na arquitetura através do uso de peles nas fachadas.

7) Que projeto fantástico da Vértice Arquitectos:

O escritório manda muito bem com um estilo arrojado e tem projetos excelentes. vale a pena visitar o site deles e conhecer o portfolio.

8) Gente, por favor muita atenção na imagem abaixo:

Conseguiram entender a imagem acima???Não, não se trata de 3D mal feito não, é uma imagem real…

Pois é, eu também levei um tempinho para conseguir assimilar tudo isso. Pior que são banheiros de um espaço comercial…

Então gente, MUITO CUIDADO COM OS EXCESSOS!!!

9) Do excelente blog Chega de Demolir SP! ressalto dois importantes posts:

Notícia boa: Antigo quartel do Parque D. Pedro II será restaurado

Tombamento de imóveis demora até 20 anos em São Paulo

10 – Um estande green para a LG:

A LG Hausys em parceria com o designer francês Patrick Nadeau criaram para a feira IDEO BAIN em Paris este interessante estande.

E, finalizando este post, não tem nada a ver com meu reader mas tem e muito a ver com o mercado em que atuamos. Estava lendo hoje pela manhã a revista “Cafofo da Cráudia” – aquela que mais desinforma que informa – e me deparei com uma matéria entitulada “Feras da decoração contam o que faz a diferença em seus projetos”.

Ok, tem algumas dicas interessantes sim – para quem está começando na área ou para quem é adepto do DIY. Porém, são sempre os mesmos profissionais consultados como se no Brasil só existissem eles, como se só eles produzissem algo de bom, útil ou decente.

Mas devo destacar um detalhe que a matéria e eles esconderam de maneira vergonhosa: a gorda conta bancária de seus clientes.

Gente, qualquer um que pegar um cliente com um orçamento poupudo é capaz de fazer milagre com um barracão. Assim fica fácil!!!

Difícil e uma verdadeira prova de competência profissional é conseguir fazer o verdadeiro milagre com os orçamentos apertadíssimos de 90% dos clientes que compõem o mercado real.

Adoraria ver qualquer uma destas ditas e pseudas “feras da decoração” dando pitis com clientes normais que não dispõem da dinheirama que poucos tem para seus projetos.

AH AH AH! Pago pra ver!!!

A história das listras

por Ligia Fascioni

Uma das coisas que mais me encantam no mercado editorial americano é que o volume de publicações é tão escandalosamente astronômico que dá até para um sujeito escrever um livro sobre listras e seu significado ao longo da história (sim, listras, aquelas faixas compridas de cores diferentes que estampam um tecido).

Não pude resistir a algo assim (como poderia?) e antes de alguém achar que o meu já altíssimo nível de futilidade atingiu o seu extremo, devo dizer que essas informações podem ser bastante úteis para quem trabalha com design gráfico, artes, ilustrações ou qualquer área da comunicação visual.

O livro se chama “The devil’s cloth: a history of stripes” e foi escrito pelo historiador de arte francês Michel Pastoureau (ele também estudou a história de várias cores que já estão na minha lista – sem trocadilhos).

A história começa com o grande escândalo registrado em 1254 em Paris, quando uma ordem de religiosos carmelitas chegada de Jerusalém entrou na cidade usando hábitos listrados de branco e marrom. Reza a lenda que as roupas eram assim porque representavam como as vestes brancas do profeta Elias, fundador da ordem, ficaram após terem passado através de chamas. Como ele não morreu, os hábitos listrados passaram a simbolizar uma espécie de armadura de proteção. Há variações de interpretação dependendo do número e das cores das faixas (as 4 brancas representavam as virtudes cardinais: retidão, justiça, prudência e temperança; e as 3 marrons, as virtudes teológicas: fé, esperança, amor).

Mas voltando ao escândalo, os monges foram motivo de chacota e insultados por todo mundo porque na Europa as listras estavam associadas aos países islâmicos, e, por isso, eram indignas dos cristãos. O caso era tão sério que um clérigo foi condenado à morte, em 1310, não apenas porque se casou, mas principalmente por ter sido pego em flagrante usando roupas listradas.

Mesmo na sociedade leiga havia leis que reservavam as listras para uso exclusivo de bastardos, prostitutas, palhaços, malabaristas, coxos, boêmios, hereges e enforcados, enfim, todos aqueles que não podiam ser considerados cristãos honestos, “gente de bem”. Com o tempo, chegou-se até a ampliar o uso para identificar ocupações menos nobres como ferreiros, moleiros, açougueiros e serviçais menos qualificados. Na época, nem Judas escapou de ser representado usando seu modelito bicolor nas obras de arte. São José, inclusive, que nesse tempo carecia de prestígio (a mulher havia engravidado de Outro), aparece com bastante freqüência usando o padrão. A zebra, coitada, era um animal maldito, desnecessário esclarecer os motivos.

As listras eram associadas ao não puro, não liso, não reto; aquilo que dividia, que mudava (um cristão honesto não podia admitir esse tipo de variedade ou diversidade). Para a cultura medieval, duas cores confrontando-se no mesmo tecido representavam o mesmo que dez cores, ou seja, a transgressão, a rebeldia.
A popularidade veio com a heráldica, onde os brasões se dividiam em cores e, por vezes, incluíam áreas flagrantemente listradas. É que na idade média quase todo mundo podia ter seu brasão (não somente os nobres, como a gente às vezes acredita). A única regra era que o desenho fosse inédito; para se ter uma idéia, 15% da população tinha um escudo para chamar de seu, de maneira que ficou difícil evitar as linhas paralelas. Cada tipo de hachura tinha um nome e as variações eram infinitas. Os códigos das listras não apenas representavam etnias, clãs e grupos familiares europeus; as tribos africanas e os povos andinos da América do Sul mostram que a prática era quase universal. Ah, cabe dizer que, para todos os efeitos, o xadrez era considerado um tipo de super-listra.

Mesmo tão populares, cabe dizer que, na Europa, as listras continuaram tendo uma conotação negativa, sendo mais ou menos pejorativas de acordo com o desenho. Nos brasões, elas invariavelmente indicavam cavaleiros traidores, príncipes usurpadores, plebeus, bastardos, reis pagãos, mercenários e toda a sorte da mais fina “elite” da época.

Aos poucos os significados foram mudando e as listras verticais passaram a ser usadas pela aristocracia; já as horizontais, mais comuns, pelo serviçais. As listras viraram moda, caíram em desuso, voltaram. Nunca chamaram tanto a atenção como nas revoluções (elas representavam transgressão, lembra?) a ponto de virarem figurinha fácil em bandeiras; pelo mesmo motivo, tornaram-se as queridinhas de artistas rebeldes.

Mesmo assim, as listras más, por assim dizer, nunca desapareceram. Elas, na verdade, caracterizam a coexistência de dois sistemas de valores opostos baseados na mesma estrutura.

A etimologia da palavra também revela muita coisa. Em francês, o verbo rayer significa fazer listras, mas também remover, apagar, eliminar e excluir; em resumo, punição. O verbo corriger também tem o mesmo duplo sentido: fazer listras e corrigir. As “casas de correção” servem para punir e as janelas são ornadas com barras que parecem listras. Bars, aliás, podem ser listras ou barras (sem esquecer que sempre se pode “barrar” alguém indesejado).

Em inglês, a palavra stripe pode ser traduzida como listra, mas também é relacionada ao verbo to strip, que pode significar tanto despir como privar, deixar sem, punir.

Em latim, palavras como stria (listra, raia), striga (linha, sulco), strigilis (raspar, arranhar) pertencem à larga família do verbo stringere que, entre outros significados, também pode ser traduzido como fechar, tirar e privar; constringere significa, literalmente, aprisionar. Em quase todas as línguas que se pesquise, listras estão sempre associadas à exclusão, impedimento, punição.

Os medievais acreditavam, inclusive, que além de diferenciar os bons dos maus, as listras também serviam como um portão, ou filtro, para proteger as pessoas fracas das influências nefastas do demônio. Curioso observar que hoje em dia as listras são usadas predominantemente em pijamas. E em qual situação, senão completamente indefesos na nossa cama e em pesadelos, estamos mais vulneráveis à ação dos espíritos malignos?

No início da popularização das listras pelos cidadãos comuns, elas eram usadas apenas nas roupas íntimas. Alguém tem um palpite do porquê? Ora, essas peças tocam as partes “sujas” do nosso corpo. Sem dizer que as listras eram coloridas por tons pastel, ou seja, cores falhadas, quebradas, mutiladas, desbotadas. Com o tempo, todos os objetos e roupas relacionados à higiene (que precisam de “barras de proteção” contra o mal, no caso, a sujeira) também utilizam estruturas bicolores ou multicolores em tons pastel.

O mundo contemporâneo é muito complexo em termos semióticos e estudar listras é um desafio de respeito. Há realmente muito que analisar: as listras das pastas de dente; a presença constante nas marcas esportivas, os onipresentes códigos de barras, o vai e vem do padrão na moda e muito mais (eu fiquei prestando muito mais atenção nas listras quando acabei de ler o livro).

Muita coisa mudou, mas o imaginário coletivo continua representando apenas os marinheiros de mais baixo escalão com uniforme listrado, os presidiários, o malandro carioca e sua indefectível camiseta bicolor e os gânsters em seus ternos de risca…

E você, já se alistou?

 

Vamos ao meu Reader???

Bom, 3 meses sem acessar o meu reader por absoluta falta de tempo…. Vou demorar uma semana pra ver tudo aquilo… Mas vamos dar uma olhada no que tem de interessante por lá.

1 – Polka dot motif
Yayoi Kusama está com uma exposição no Centre Pompidou onde celebra os artistas japoneses com pinturas, esculturas e instalações.

2 – Kevin Kane, da Arktura
Móveis, formas, sombras e texturas. Esse pessoal são feras em desenhar móveis que ajudam na complementação dos ambientes seja pelas formas, cores ou sombras provocadas por eles.

3 – Wandering in Knowledge Installation \ Manuel Dreesmann
O vídeo diz tudo… Lindo!!!

4 – Velas na decoração de Natal
Sou apaixonado por velas e olha só estas três idéias que encontrei no blog da Ana Claudia Cavalcante para o Natal.

ADOREI!!!

5 – Dim Sum Bar, Hou de Sousa
Olhem que balcão lindo desse bar em Quito, no Equador!!!

6 – The Florakids Bathroom Collection by Laufen
Cores e formas para seus filhos ;-))

7 – Hashid > Carne de vaca e/ou arroz de festa

Sinceramente gente? Não aguento mais ver Hashid pipocando em tudo quanto é blog e site. Pra mim, já perdeu a graça faz tempos pois virou um mero copiador de si mesmo. Não, não o vejo mais como um profissional que tem identidade e sim como alguem que encontrou um nicho e uma cor que fez sucesso e depois disso passou a ficar repetitivo, enjoativo, sem graça. Identidade tem é o Rosenbaum que, com projetos super diferentes um do outro, você reconhece a mão e a mente dele só de bater os olhos nas fotos. Já Hashid está se copiando direto, sempre as mesmas formas, sempre a mesma cor, sempre o mesmo. Nem olho mais quando vejo algum post sobre ele pois ja cansei de ver sempre a mesma coisa. Pra mim, virou, como dizem os populares, carne de vaca e/ou arroz de festa. Não passa de mais um que tem $$ para bancar o jabá da mídia “dita especializada”. Ha, o Rosenbaum também tem? Ok, então indico um mega designer autoral: o Vinícius, do Pé Direito Duplo. O cara deixa a sua marca em todos os projetos sem ser nada repetitivo. #ProntoFalei

8 –  Chega de demolir
Sempre que vejo este blog fico triste em perceber que o desrespeito à nossa história não é um problema apenas aqui de Londrina (onde tudo que é “velho” tem de dar lugar ao novo, à “evolução”.
Isso reflete claramente o nível da educação ofertada nos últimos anos que está gerando uma sociedade cada vez mais burra, alienada e egoísta.
É triste vermos diariamente edificações que fazem parte de (e contam a) nossa história irem abaixo.
Mas culpa disso vem especialmente dos empresários gananciosos e do poder público (vendido e corrupto).
Triste. Um povo sem memória é um povo sem história.

9 –  ADOOOOOGOOOOOOOO

Acho até que ja postei essa imagem aqui no blog mas vale a pena repeti-la se for o caso rsrsrsrs

Se alguém souber onde tem pra vender aqui no BR me avisa ;-)

10 – Cansei….

Tem muita coisa ainda em meu reader, mas acho que por hoje já deu rsrsrsr

Então fiquem com estes dois vídeos para encerrar:

Primeiro, um do Qubique Next-Generation Tradeshow:

E agora uma sequência de Natal. São vídeos do Natal do Palácio Avenida, em Curitiba. Muito além de ser um evento MARAVILHOSO devo destacar o trabalho que é feito nos bastidores junto às crianças órfãs. E neste ano, com o tema “O Poder da Música” o espetáculo ganha uma nova dimensão e beleza. As músicas escolhidas este ano levam este tema ao pé da letra, está perfeito! São apenas 4 partes do espetáculo que apresento aqui mas vale a pena ir à curitiba para assisti-lo inteiro.

citação

Estava aqui lendo ainda meu reader e me deparei com um texto de um blog de arquitetura. Um debate sobre o CAU onde a autora responde a um colega que a está atacando por dizer verdades que muitos preferem – comodamente –  fazer de conta que não existem.

Engraçado que lendo o texto dela me vi ali. Constantemente sou atacado por dizer verdades que doem em muitos. Mas são verdades que precisam ser ditas e este é um dos fatores principais do nascimento deste meu blog.

Portanto, compartilho aqui um trecho da resposta que ela deu:

“Não considero as pessoas que divergem das minhas opiniões como inimigos, e nem pretendo que vou converter essas pessoas para a minha maneira de pensar. Para mim essa divisão de pensamentos que levam a atitudes de desrespeito, de agressões verbais e até físicas, ficaram no passado, derrubadas juntas com o muro de Berlim. Tampouco me considero melhor ou pior que outros colegas, pois sei quem sou, o que sou capaz de pensar e de realizar, e o que já pensei e realizei. Não preciso atemorizar e nem humilhar ninguém para me sentir melhor. Não preciso de me agrupar para me escudar nos outros nas minhas fragilidades. Não preciso de prestigio e nem de adulações para me iludir ser importante.

Porisso, Iran, os nomes não são importantes, mas as idéias, sejam elas certas ou equivocadas, elas sim são importantes. No caso do CAU, os poucos menos de 100 envolvidos na sua implantação precisam, como eu e alguns colegas, entender que estamos à serviço dos colegas, os 100 mil arquitetos, que não tem a oportunidade de opinar como querem o seu Conselho, e até se querm seu Conselho. Eles serão simplesmente obrigados a se registrarem no CAU e estarão sob a sua fiscalização, pagando anuidades, taxas e serviços para serem fiscalizados profissionalmente.”

Engraçado perceber como essa resposta tem tudo a ver com as associações de designers.

Até quando vocês ficarão aí com travas nos olhos fazendo de conta que não existem problemas sérios em nossa profissão que merecem ser tratadas de forma urgente e enfática??

Até quando vocês ficarão aí agindo como se tudo isso não tivesse nada a ver com vocês?

#FalaSério

Por sinal, este é um blog excelente para leitura pois é bastante crítico. Vale a pena cada post.

;-))

Vamos ao Reader…

O que tá rolando de interessante pelo meu Reader:

1. Cienna Lounge by Bluearch:

Muito interessante a solução para o projeto de iluminação usando RGB.

Iluminação geral feita pelas sancas que não interfere no todo.

Iluminação mais pontual sobre as mesas.

Destaque também para o belo trabalho feito no balcão com iluminação built-in em cor contrastante com o entorno.

Muito bom o projeto.

2. Plenty of colour – RGB wallpapper:

Muito bom esse trabalho. O uso da luz em RGB e de tintas especiais favorecendo a mutabilidade do ambiente.

Se a luz branca reflete todas as cores, o que aconteceria se usássemos cores específicas com pigmentos que reagem à elas?

Está aí o resultado.

3. Rock

Apesar de alguns reflexos. mo geral este é um belo exemplo de projeto tanto de interiores quanto de iluminação.

Destaque para o elemento suspenso sobre o balcão acompanhando o desenho.

4. dilicias para ter em casa:

Olhem que delicia de mimo para ter em casa. Mega fácil de fazer e com um efeito surpreendente.

Adorei!!!

5. decoração floral através da luz:

Genial essa idéia para usar a luz rebatida.

Não fica uma luz agressiva e tampouco cansativa.

Esse projeto me fez lembrar de um outro que vi a algum tempo atrás usando o mesmo princípio:

Um outro recurso que gosto muito é o de desenhar com a luz. Um bom exemplo desse tipo de trabalho:

Mas percebam que este elemento não fica visível de forma direta aos olhos dos usuários, portanto não oferecem risco de ofuscamento.

E há também o recurso dos vitrais para a iluminação diurna, especialmente:

Além de embelezar as paredes, os vitrais oferecem a possibilidade de colorir os ambientes independente da cor das paredes. Percebam que nessa foto a parede é em concreto puro e mesmo assim a cor dos vitrais traz vida à frieza do material.

6. Aura Spa at the Park Hotel / Khosla Associates:

Um ambiente desse, com uma musiquinha zen de fundo… Precisa de algo mais???

Agora, observem que fantástica esta escultura e o efeito que ela causa no ambiente quando iluminada:

Apenas dois spots embutidos no teto iluminam esta peça. Revestidas com aqueles espelhinhos quadriculados, refletem a luz para o ambiente.

Agora tentem imaginar esta peça iluminada por 4 spots ligados num sequencial, acendendo um de cada vez, dimerizados. Cada facho irá gerar um efeito diferente, dinamizando o ambiente.

7. Vidros adesivados.

Bom, vi vários tipos e aplicações, aqui vai uma idéia:

Puckapunyal Military Area Memorial Chapel / BVN Architecture

Olhem que idéia bárbara para fazer no insufilm. Esse aqui foi feito em chapas mas dá pra fazer em insufilm e aplicar nos vidros. O efeito da luz que passa direto pelos vãos podem gerar e tudo vai depender do desenho e da luz que atinge diretamente o ambiente.

Mas também pode ser usado em panos de vidro que dividem ambientes com diferentes niveis e tipos de iluminação.

8. DIY (Do It Yourself)

Do blog de minha amiga Elenara uma idéia bárbara que me fez viajar na maionese aqui:

É, são moedas antigas… Ah se meu pai sonha com minhas reais intenções com relação à coleção de moedas que ele guarda que herdou de meu avô, que herdou de meu bisavô…

Mais DIY: Tol Dot é um imã  bastante resistente ideal para pendurar objetos mais pesados. De fácil aplicação, basta usar a criatividade para atender as necessidades.

Vi no Bem Legaus!

9. Banco para jardim?

Da série#EuQuero…

Olhem que delicia de banco (rede, sei lá) para sentar, deitar e relaxar…

10. Customizar?

Aí sim!!!

Estas cadeiras são cópias portanto a idéia é mais que bem vinda para personalizar os ambientes.

Nada de sair fazendo isso com móveis originais ok pessoal?

As cópias existem para isso mesmo ;-))

Via: Chair Blog

11. Chuva de luz

O que muitos cristais, fibra ótica, criatividade e  extremo senso estético podem fazer? Isso:

Fala sério… #EuQuero

E o que luminárias muito bem construídas e aplicadas podem fazer? Isso:

12. Aeronaves: interiores

Prestem atenção nas soluções. O ambiente não é grande – coisa mais que comum nos projetos que realizamos hoje em dia.

Bom, acho que já deu, acabou virando um mega post e não coloquei tudo.

Posto mais durante a semana.

Abraços.

Artigo da pós… thinkando… thinkando….

Putz a pós já está para acabar e eu aqui perdido entre idéias e ideais sem conseguir  chegar a um tema para desenvolver o artigo.

Em outubro eu estava com 12 idéias de temas.

Comecei a peneirar e ficaram 5.

São temas sobre coisas que me incomodam muito, me deixam inquietos pois são coisas que acontecem diariamente e parecem passar despercebidas pelas pessoas, pelos profissionais, pelas associações (bom pra essas é normal isso ahahahha).

Tenho percebido que se o tema/assunto incomoda as pessoas* preferem não opinar, omitir-se, dar de ombros como se o assunto não lhes disessem respeito como por exemplo, as autuações do CREA contra nós Designers.

As pessoas só tendem a se mecher quando a “água bate na bunda” infelizmente. Tenho acompanhado isso acontecer com profissionais, associações, IES e mercado.

Talvez por acharem o assunto áspero, ácido, exigir estudo e análise imparcial do foco as pessoas parecem ficar esperando “pra ver no que vai dar”.

Digo isso pois cansei de “gritar” denunciando por anos seguidos pela web sobre este problema do CREA e só vimos alguma ação da ABD no ano passado depois que uma das diretoras enfrentou o problema ou seja, a “água bateu na bunda dela” (sorry a brincadeira Bradalize). Só depois disso a ABD se mecheu e adotou uma postura clara sobre o assunto.

Porém existem muitos outros assuntos bastante sérios que precisam ser tratados com urgência e necessitam da atenção de todos. Se não quer expor-se opinando, então ao menos ajude na divulgação retuitando, compartilhando no facebook, enviando por e-mail ou o que for. Mas ajude de alguma forma.

É impressionante como os profissionais fogem do debate ou tentam deturpar o mesmo quando o assunto é a responsabilidade técnica do profissional. Tem muitos por aí que nem fazem idéia do que seja isso.

Também temos os problemas gerados pela troca da RT pelo valor do projeto – o que vem prostituindo e destruindo o mercado. É sim e não adianta tentar tapar o sol com a peneira. Tem muita gente NÃO COBRANDO PROJETO em troca das RTs oferecidas pelas lojas.

#PUTASACANAGEM ISSO!!!

Tem também o problema das IES formando mal e porcamente futuros “profissionais” lançando no mercado a cada ano muitos completamente despreparados e incompetentes que fatalmente irão sujar o nome da profissão.

Tem também a tentativa de ingerência de outras áreas sobre a nossa.

DEVO colocar aqui especialmente, a falta da regulamentação profissional que permite todos estes absurdos citados acima e muitos outros mais.

Mas o assunto não é com você não é mesmo?

Vai nessa…. até a “água bater na tua bunda”… aí vai ver o que é bom por não ter ajudado antes e agora não ter a quem recorrer.

Bom, mas voltando ao assunto da pós e dos temas.

Hoje conversando com um amigo da pós, o Dan Mendes, rimos pacas gerando idéias para temas mais locais para o artigo.

Conforme o papo ia rolando sobre as aulas que já tivemos iam surgindo idéias como por exemplo:

– Análise do espectro da luz refletida pelo óleo que envolve os pastéis vendidos no terminal urbano de Londrina.

Afff…

Os temas que eu ja tinha definido falam sobre questões locais, relativas à Londrina, cidade onde resido. Do skyline noturno mórbido à iluminação pública digna de uma roça, pensei em vários assuntos para gerar temas.

Cheguei até a pensar em algo falando da resistencia do mercado londrinense em acreditar no Lighting Design incluindo aqui os falsos especialistas em iluminação que tem por aqui e que só fazem “botar umas luzinhas” por onde passam que não traz novidade alguma seja em conceito, projeto ou equipamentos.

Talvez sobre os espaços públicos da cidade que durante a noite desaparecem no breu e não oferecem a mínima segurança luminosa.

Também pensei sobre os projetos de iluminação dos condomínios horizontais que, pelo alto valor, deveriam ser algo bem melhor elaborado mas não, são comuns e sem graça/novidade alguma.

E por aí vai…

Mas tem um assunto que já me fez perder alguns projetos que está me picando atras da orelha (pulga) ultimamente. Mas pra isso terei de (novamente) me meter com questões jurídicas, analisar leis, cruzar dados e fatos assim como fiz na primeira minha primeira especialização.

Ou será que se eu apenas lançar a idéia (denúncia na verdade) alguém irá depois refletir sobre o assunto e gerar mais artigos sobre o mesmo tema?

Ou será que volto aos temas anteriores e continuo no risco de perder mais projetos por causa desse probleminha que, na verdade é uma reserva de mercado para alguns, disfarçada por outro nome que não vou citar aqui agora.

Bom, 4 projetos em andamento/estudos e mais isso pra pensar…. tá difícil…

E ainda o contato com as duas senadoras que me ofereceram apoio sobre a Carta Aberta ao Senado Federal que publiquei.

Putz, acho que preciso abrir um escritório e colocar gente pra me ajudar com urgência…

Bom, nem meu reader tou tendo tempo de olhar rsrsrs

Mas é isso, se alguém tiver uma luz pra me ajudar agradeço rsrsrs

Não se esqueçam de participar da promo aqui embaixo valendo o livro “Aprender a Ver”!

Abraços

 

10 razões para NÃO me contratar

Um excelente texto do Morandini que gentilmente me autorizou a reproduzi-lo aqui.

Segue o texto:

Na área do design, a Internet é pródiga em listas. Lista dos 50 melhores sites, lista dos 10 logotipos mais criativos, lista dos motivos para isso, lista das razões para aquilo…

Recentemente, vi num blog de um designer britânico uma lista de motivos para contratá-lo. Eram argumentos excelentes, que mostravam sua expertise, seu conhecimento, sua experiência e seus casos de sucesso.

Inspirado nele, resolvi fazer minha lista com 10 razões para NÃO me contratar.

Não me contrate…

1. …se seu produto é sofrível, mas você acredita que apenas uma boa embalagem é a solução.
2. …se você já tem uma ideia pronta e acabada, sem chance de ser discutida.
3. …se você está escolhendo um designer apenas pelo preço mais baixo.
4. …se você quer apenas remendar o trabalho de outro profissional.
5. …se você quer um logo igual ao do concorrente.
6. …se você acha que sou a única salvação para que seu negócio dê certo.
7. …se você quer um trabalho igualzinho ao que viu naquele livro.
8. …se você busca um designer afetado, convencido, tagarela e cheio de expressões da moda.
9. …se você acha que design não é importante e sua marca não é coisa séria.
10. …se você quer apenas criar um ‘logotipinho’ simples (coisa que até seu filho que mexe no computador poderia fazer mas está sem tempo).

Mas, se você quiser contar com um designer que é apaixonado pelo que faz, que busca oferecer soluções autênticas e projetos positivos, com personalidade, feitos para brilhar, dando carona para sua empresa, seu produto ou sua marca numa viagem surpreendente, mande um e-mail ou telefone! Será um prazer trabalharmos juntos!

Ah, o site do estúdio é www.morandini.com.br

Um abraço:

Morandini
(designer há quase três décadas que, apesar de ser apaixonado por tecnologia, ainda acredita que os bons projetos nascem, antes, na cabeça)

Copyright (C) Morandini. Este texto pode ser reproduzido desde que citado o autor e contenha um link para o site www.morandini.com.br

Atualizações do blog #DAC!

Bom pessoal, algumas pessoas comentaram e também eu já tinha percebido que algumas imagens e vídeos usados nos posts desapareceram. Coisas de web…

Vou começar a partir de hoje uma nova limpeza/atualização nos posts para resolver estes problemas ok?

Também estou inserindo outros links na lista de blogs e sites aqui na barra lateral.

Estou fazendo também um levantamento do que andam escrevendo sobre este blog na web, assim que estiver pronto vou postar para vocês. Já encontrei várias coisas interessantes mas ainda tem muito mais.

Dentre outros destaco este post do blog da Nathalia Lopes que assumiu a luta pela regulamentação de nossa profissão. Parabéns pela iniciativa e pelo blog Nathália!!!

E também, para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a minha terra natal, o excelente blog do Marcel, Janela Londrinense que fala sobre arquitetura e outros assuntos sobre Londrina de forma crítica e real. Parabéns Marcel pelo blog!!!

Até o próximo post!!

Abraços iluminados!!!!

pelo meu reader…..

Bom, vamos a mais um post sobre o que encontrei de interessante pelo meu reader.

Para iniciar, quero compartilhar este texto “Diploma para quê?” da Ligia Fascioni. Ele não é novo e não estava na atualização de meu reader, mas fuçando no blog dela acabei encontrando-o e vale o comentário e citação neste post. Não o copiei e colei aqui pois não pedi permissão para ela, então fica aí o link. Posso copiar e colar aqui na íntegra os que eu gostar Ligia????

Ela tem muito material interessante em seu site e em seu blog que vale a pena vocês conhecer.

Hoje que percebi que ainda não tinha colocado o link do blog dela aqui no meu blogroll. Agora já está devidamente arrumada esta minha falha ok Ligia? Mais que merecida a citação de seu trabalho aqui.

Bom, com relação ao texto é aquilo que eu sempre escrevo: um diploma só – ou vários de vários níveis como ela diz no texto – não valem absolutamente nada se você não coloca todos estes conhecimentos em prática no dia a dia. Nem as revistas, nem as IES, nem eu e nem os outros blogs mentem quando dizem que a atualização e especialização profissional são importantíssimas em nossa área, porém,

“Não estão. É que, teoricamente, se você tem vários diplomas, teve acesso a vários conjuntos de informações específicas. Isso aumenta muito as suas chances de recombiná-las e criar algo que, de fato, tenha valor para o mercado. Que faça diferença na vida das pessoas. Que seja desejável a ponto de alguém poder pagar mais por isso. Quanto mais cursos, mais combustível e mais matéria prima para converter em excelência. Quem sabe aproveitar isso, ganha mais, claro.”

Leiam este texto, ele esclarece muitas coisas em poucas linhas ok?

E parabéns Lígia por mais este brilhante texto!!!

Encontrei também este vídeo no Youtube mostrando a importância do Design na nossa vida, brincando com dois mundos paralelos:

1 – com a presença do Design em todas as suas áreas

2 – sem a presença do Design

Simples, bonito e vai direto ao ponto. Foi feito, pelo que entendi, por um grupo de estudantes de Design da UFRGS.

Parabéns pela iniciativa e pelo resultado pessoal!!!

Por falar em resultados e aplicação dos conhecimentos adiquiridos em busca de algo novo, diferente, até que ponto você tem aplicado seus conhecimentos em seus projetos?

Você é daqueles que prefere especificar mobiliário de lojas ou é do time da criação personalizando seus projetos?

Pois é, tenho percebido uma grande quantidade de profissionais da área de Design de Interiores/Ambientes acomodando-se dentro de lojas de planejados e buscando as terríveis RTs.

E onde você enfia todo o conhecimento restante que adiquiriu em seu curso? Pra que então você investiu tempo e dinheiro na sua formação? Especificar modulados onde o vendedor é quem vai fazer o projeto qualquer um faz, até minha vizinha de 5 anos. Isso não faz o Designer pelo contrário, depõe contra a nossa profissão. Transformam o Designer num mero decorador ou pior, atestam o que falam e escrevem por aí que esta área é coisa de madame desocupada.

Isso inclusive reforça a visão tosca que alguns arquitetos* disseminam aos quatro cantos contra a nossa profissão sendo inclusive um dos “boatos” de que o CAU – recém aprovado e em fase de implantação – deve restringir a área exclusivamente para arquitetos. Estão usando erradamente a denominação “arquitetura de interiores” como sinônimo de Design de Interiores – o que é um erro gravíssimo e demonstra total e absoluto desconhecimento sobre as duas coisas – uma vez que muitos profissionais formados em Design de Interiores/Ambientes estão manchando a profissão com atitudes umbiguistas e equivocadas abrindo então esta brecha.

Gente, com as matrizes curriculares dos cursos de Design de Interiores/Ambientes é inadmissível que esse tipo de atitude aconteça. Buscar soluções exclusivas, criativas, inovadoras e que atendam principalmente à personalidade do cliente é fundamental. E não é numa loja de planejados ou de móveis prontos que isso vai acontecer. Não mesmo!

Nem é tão difícil assim chegar a uma solução com identidade própria. Veja este exemplo:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Fotos: String_Gardens

Observem como uma solução simples deu um toque todo especial neste projeto. Tá, eu sei que isso não tem muito a ver com as soluções de mobiliário que eu vinha falando, mas faz parte do processo criativo.

Por falar nisso, você só projeta quando tem um cliente ou faz isso diariamente como forma de estudo, testes, aplicações, etc? Prefere deixar a sua mente atrofiar ou explora seus conhecimentos, pesquisa sobre novas coisas?

Olhem o que Robert Butkovic fez: estipulou que produziria 100 logos diferentes em 100 dias. Não foram projetos para clientes mas sim apenas uma forma de desenvolver, explorar e ampliar o seu pensamento criativo. Esse tipo de atitude serve como estudo através do qual acabaremos descobrindo e criando muitas coisas. Só temos a ganhar com esse tipo de atitude.

Outra coisa é a absurda falta de união dos profissionais. Vejo uma grande parcela olhando o colega profissional como um inimigo comercial e não como um aliado até mesmo quando o assunto refere-se a questões como a regulamentação profissional que é de interesse de todos: nós profissionais, nossos clientes e o mercado.

#ficadica: se não nos unirmos urgente a coisa vai ficar feia em pouco tempo. Vamos levar uma rasteira e depois não adianta ficar de chororô por aí não.

Então pessoal, que tal começar a levar mais a sério a profissão e trabalhar pelo coletivo em benefício de todos nós?

Vamos parar de olhar apenas para nossos umbigos quando o assunto refere-se à atuação e exercício profissional?

Pensem e reflitam seriamente sobre isso ok?

Abraços e até o próximo post.

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*alguns arquitetos: não me refiro a todos os arquitetos mas como a expressão diz, apenas a alguns que insistem em denegrir, deturpar, desinformar, fazer denúncias vazias e atrapalhar os trapalhos desenvolvidos pelos Designers de Interiores.

Escolhendo a cadeira ideal

Olha só gente, mais uma matéria diretamente de meu Reader que achei simples, porém bastante interessante por tratar de ergonomia:

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Escolhendo a cadeira ideal

Por: Eder L. Marques

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É fato. Na era da informação, passamos mais tempo sentados que em qualquer outra posição. Seja ao computador, em uma reunião, almoço ou jantar, são horas a fio nesta posição antifisiológica.

Segundo estudos, a pressão em nosso disco intervertebral é 50% maior do que quando estamos em pé. Não é de estranhar que tenhamos dificuldade em permanecer por muito tempo na mesma posição.Problemas com a postura Por causa de uma má postura, podemos desenvolver vários problemas.

Mas será que estamos dando a devida atenção a isso?


Vimos no artigo anterior alguns cuidados que podemos tormar para evitar os problemas causados por LER/DORT. Iremos agora conhecer os principais aspectos a serem observados para que possamos escolher uma cadeira adequada para o nosso dia-a-dia, e que não prejudique nossa coluna.

O que devemos levar em conta

  • Beleza ou preço não é sinônimo de qualidade: De nada adianta combinar o estofado com a decoração de seu escritório ou encontrar “aquela” promoção se a cadeira não respeita as minímas condições ergonômicas. O melhor é deixar esse aspecto em segundo plano. Ao encontrar a cadeira ideal, provavelmente ela estará disponível em várias cores.
  • Observe as normas existentes: Prefira cadeiras que respeitem e sejam certificadas pelas normas Técnicas estabelecidas pela ABNT. A norma em vigor é a NBR 13 962/2002.
  • Não se preocupe com o status: Uma cadeira “mais elegante” que as dos subordinados não garante uma melhor saúde no trabalho. É preferível utilizar o mesmo mobiliário – desde que seja adequado – do que procurar se diferenciar apenas por questões de hierarquia.

Problemas mais comuns

Entre os principais problemas de um mal mobiliário estão:

  • assento demasiado alto e não regulável, responsável por cansaço e dores no quadril.
  • assento não moldado segundo as depressões do corpo (curva das pernas, principalmente), o que pode provocar dores musculares e até varizes.
  • falta de regulagem da altura e do ângulo do encosto, provocando dores nas costas e na regial renal.
  • Apoio para os braços mal projetado, dificultando a apŕoximação à mesa e levando à posturas incorretas.

Escolhendo cadeira ideal

Como as mudanças de funcionários são maiores que as de mobiliário, as cadeiras do escritório precisam ser as mais ajustáveis possíveis. Além disso, entre as principais qualidades que devemos observar em uma cadeira utilizada em nosso dia-a-dia, estão:

  • Possuir uma mola amortecedora, para evitar impactos bruscos na base da coluna.cadeira2.jpg
  • O assento deve ser regulável, possuir um bom estofamento, bordas arredondadas, com uma pequena inclinação para trás e possuir depressões (escavações). Isto evita problemas de circulação, entre eles as temidas varizes.
  • Encosto regulável e côncavo, de modo a acompanhar a curvatura do dorso no sentido horizontal. A região renal deve ficar completamente apoiada, assim como as costas.
  • O apoio para os braços deve ter altura e largura reguláveis, de modo a não restringir a aproximação entre a cadeira e a mesa.
  • A altura da cadeira também deve ser regulável, de modo que quem irá sentar fique com os pés completamente apoiados no chão.
  • A cadeira deve permitir o relaxamento, através da mudança da posição sentada, quando desejado.

Tenha em mente que por mais que a cadeira seja confortável e respeite as normas brasileiras de ergonometria, se não adotarmos uma melhor postura, de nada adiantará. Portanto, junto com o novo mobiliário, tente adquirir uma nova postura!

Via: Administrando.net – Seu blog sobre gestão, marketing e finanças. Dicas e truques diários para melhorar a sua carreira. Agradeço ao Eder pela autorização para postar este post aqui.

Fibo o que?

Pois é, Leonardo Fibonacci, foi o primeiro grande matemático na Europa durante a Idade Média. Ele era também conhecido como Leonardo de Pisa.

Entre os livros de Fibonacci destacam-se “Liber abbaci” (1202), “Practica geometriae” (1220) e “Liber quadratorum” (1225).

Mas o que tem o trabalho dele a ver com Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design?

1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 35, 55… quem já viu essa sequência numérica sabe da importância da presença dela em tudo, especialmente na natureza que é particularmente, a maior biblioteca de exemplos disso, como pode-se perceber neste vídeo que encontrei no excelente Design on the Rocks:

Eu já fiz um post aqui no blog falando sobre o assunto e explicando com alguns outros vídeos.

Tá, e o que isso tem a ver com o nosso trabalho? Como é que eu posso aplicar isso em meus projetos?

Primeiro temos de entender melhor sobre este assunto. Pesquisar, ler bastante, ver vários vídeos explicativos (youtube, vimeo e outros estão cheios deles) e principalmente aplica-los em exercícios praticos e de observação.

Depois, pensar em que partes de nossos projetos podemos aplicar este conhecimento:

– paginação de pisos e revestimentos de parede? ]

– layout?

– design de mobiliários?

– talvez naquele adesivo que você pretende colocar na parede?

– na iluminação?

– na relação entre as dimensões dos objetos escolhidos para compor os ambientes?

– talvez no paisagismo?

– quem sabe no fluxograma?

E assim por diante.

Basta entender um pouco mais sobre o assunto e buscar as soluções dentro dele.

My Reader 6/11/2010

Bom, vou começar uma série de posts nesse estilo para compartilhar com vocês um pouco sobre o que ando lendo pela web, aqui em meu reader.

Vamos lá então?

1 – No Arch Daily, dois posts me chamaram a atenção hoje:

primeiro o TED Prize-winner JR com suas impressionantes instalações fotográficas levando beleza e, em muitos casos, humor para as ruas das cidades seja em muros, fachadas, áreas degradadas ou qualquer outro ponto. Belíssimo trabalho, merecedor do prêmio.

Depois o Tourist Stop Hardanger Fjord do Huus Og Heim Architecture. Um belíssimo exemplo de projeto para o que chamamos por aqui de Ponto de Apoio Turístico. Mas infelizmente, assim como o nome feio que recebe por aqui no Brasil, os projetos são geralmente ridículos de feios. Quem sabe um dia cheguaremos a esse nivel de projeto.

2 – Do excelente blog de minha amiga Marcia Nassrallah, um excelente post sobre casa acessível. Um post muito bem elaborado sobre como devemos pensar os projetos que realizamos. Não somente visando o hoje mas também pensando e prevendo questões futuras que poderão tornar os ambientes inviáveis. São as casas para uma vida inteira, alguns cuidados que devem ser considerados na hora de projetar.

3 – No Kuriositas um post com mais uma bela apresentação em vídeo sobre mapeamento arquitetural, trabalho de Lighting Design e Arte digital: The LightLine of Gotham.

4 – No deliciosamente machista Papo de Homem, uma cobertura excelente sobre o Salão do Automóvel, em especial um post para aqueles que assim como eu, adoram os carrões.

5 – Do sempre excelente e muito crítico Urbanismo: ainda mais negligências, um post fora do contexto do blog falando sobre as problemáticas RTs. De forma simples e curta a Mary conseguiu levantar alguns pontos fundamentais e suas consequências possíveis. O que fazer?

#pausa… sinceramente não sei pq continuo seguindo alguns blogs…. #pensandoalto

5 – Já no Born Rich – que sepois que eu li o livro A Linguagem das Coisas, passei a vê-lo como um desserviço ao Design pela futilidade de muitas coisas ali – continuo acompanhando pelos excelentes projetos de interiores de embarcações e aviões, como este aqui, realizado pela empresa International Jet Interiors de New York.

6 – No sempre excelente Brainstorm9, confesso que ri muito com esse vídeo sobre o Serra e a Dilma pós-eleições.

7 – Do ChairBlog, uma verdadeira biblioteca sobre este móvel, um post apresentando o trabalho incrível do Sebastian Brajkovic. São peças muito inusitadas que brincam com a sensação motion gerando cadeiras e poltronas muito interessantes. A impressão é de uma foto tirada movimentando o objeto, ou esticando-o, deformando-o. Não sei se são confortáveis, ergonômicas ou seguras, mas que são lindas são!

8 –  Já o Contemporist, apresenta um grupo que trabalha com paisagens urbanas: o Urban Landscape Group. Vale a pena a visita ao site deles pois tem uns projetos incríveis para áreas públicas e algumas intervenções e/ou soluções bastante interessantes como a apresentada no post para iluminação de uma via pública.

Por hoje está bom né pessoal?

Depois volto com mais news e infos pra vocês sobre o que ta rolando pelo meu reader.

Abs e um excelente final de semana!