DESIGN E CULTURA ou A (DES)CULTURA do DESIGN

Por Renata Rubim*

Ao ler “design e cultura”, o que ocorre na sua mente, que pensamento vem?

A minha experiência me mostra que ainda se confunde bastante design com glamour, sofisticação e, quem sabe, com o desnecessário, o inútil.

Mas design no seu sentido mais intrínseco é justamente o contrário disso, design é simples, básico e completamente necessário. Design está em tudo que nos rodeia desde que acordamos até quando adormecemos. Ninguém vive separado do design. O nosso cotidiano é feito e permeado de design. Design, design, design.

Mas e cultura? O tema cultura tem a mesma importância que o tema design. Um não existe sem o outro. Não há designer inculto. O inculto não será designer porque ele não terá ferramentas essenciais para desempenhar e desenvolver seu trabalho. A cultura é o alimento do designer. E design é, por sua vez, cultura.

Fico constantemente abismada ao constatar que pouquíssimo dos nossos intelectuais tem ideia da abrangência do design. Ao listar áreas culturais serão certamente mencionadas a literatura, as artes visuais, o cinema, o teatro e talvez alguma outra expressão como HQ (História em Quadrinhos), quem sabe.

Outro aspecto que me chama a atenção é o foco usado pela mídia. Foco esse, muitas vezes, distorcido que a mídia em geral tem do design. Se quisermos ler sobre design nos jornais diários ou em revistas semanais, será quase impossível achar algum artigo, reportagem ou matéria fora das páginas e cadernos de decoração ou moda. Muito raramente aparece alguma referência na parte de economia. Impressiona-me que hoje, século XXI, quando estamos imersos num cotidiano permeado de design, não seja dado ao assunto o seu devido valor.

Mas não é assim em outros países e não tem que ser aqui. O meu principal argumento é que se cada um de nós tiver um pensamento humanitário, naturalmente se lembrará do design voltado à medicina, o design voltado às necessidades e carências essenciais, ao meio ambiente, etc. Não se pode desligar uma área de sua cultura original. Um exemplo claro é o da medicina chinesa, ligada à cultura e à filosofia da China.

Kenji Ekuan, um dos mais respeitados designers japoneses, criador da célebre garrafinha do molho de shoyu que todos conhecemos, é um estudioso do budismo. É interessante se olhar com mais profundidade para isso, que pode parecer um paradoxo. Afinal, o budismo é principalmente uma filosofia de vida onde a matéria é
conseqüência de uma série de ações imateriais. Bem, mas Kenji respeita os produtos como se vivos fossem. Não pela sua aparência ou pelo possível luxo, mas pelo que está neles embutido: o processo. Em respeito ao conhecimento e à bagagem que cada componente desse longo e delicado processo possui. Desde o homem rural até o consumidor final, que elege e adquire algo relacionado com a cultura que o rodeia.

Cultura e design andam de mãos dadas. Dançam juntos. São interlocutores, portanto, indissociáveis. Fazer design é se envolver com as diferentes etapas do processo, (início, meio e fim), começando pelas pontas. Falando simplesmente: numa ponta está aquele que investe ou produz e na outra ponta aquele que adquire o resultado final. Mas essa, como todas as linhas, é composta de pontinhos, todos básicos para a sua formação.

Um designer envolvido seriamente com o seu ofício tem interesse em áreas diferentes do repertório cultural, ambiental e social porque se o seu projeto estiver bem inserido na comunidade, significa que há diálogo e interação entre ele e o usuário.

Sendo assim, quem faz design, faz parte de uma sociedade tanto quanto quem faz economia, medicina ou jornalismo. É um integrante de uma determinada cultura ou grupo de pessoas e ocupa um lugar de importância igual, nem maior, nem menor. Nem acima, nem abaixo. Mas, ao lado. Junto.

Pensar design é participar e formar comunidades mais receptivas, adequadas e equilibradas. Por isso, nós designers, temos interesse especial que a comunidade em que estamos saiba o que é design no seu sentido mais amplo. Que quando todos pensarmos design (design thinking), entendermos suas inúmeras possibilidades (design de serviços, por exemplo) e olharmos para as necessidades básicas das pessoas (idosos, deficientes, crianças, carentes, adictos) teremos uma sociedade bem mais humana e bem mais inteligente.

*Renata Rubim
Designer de superfícies e consultora de cores. Colabora com a difusão do design em projetos industriais e educativos. Em palestras e workshops pelo Brasil e América Latina compartilha conhecimento adquirido ao freqüentar a Rhode Island School of Design, Providence, USA, com bolsa Fulbright. Escreveu “Desenhando a Superfície”, Ed. Rosari, SP, primeiro no Brasil sobre o tema. Seu escritório atende a clientes de diferentes segmentos. Recebeu os prêmios Bornancini 2008 e Idea/Brasil 2009, com parcerias. Participou da Bienal Brasileira de Design 2010 e da Cowparade Porto Alegre.

Cine Teatro Ouro Verde – Londrina PR

Como já devem estar sabendo, infelizmente perdemos o nosso Teatro ouro verde no último domingo (12/02/2012) por causa de um incêndio.

Projetado pelo mestre Vilanova Artigas em 1948 e inaugurado em 1952. Estava prestes a completar 60 anos e para ser tombado pelo IPHAM como patrimônio Histórico. Já estava tombado pelo Governo Estadual. Iniciou suas atividades como cinema e depois foi sendo adaptado para receber teatro, dança e shows musicais. Estava passando por uma nova reforma ultimamente.

Infelizmente o que nos resta dele hoje é o que esta imagem abaixo mostra e nossas memórias.

O fogo queimou mais uma doce lembrança de minha vida em Londrina. É, o meu coração chora…“. (jornalista Regina Daefiol sobre o incêndio no Cine Teatro Ouro Verde).

Lembro-me das vezes em que me apresentei, cantei ou tocando, neste palco quando participava dos Festivais de Música de Londrina (FML). Lembro-me de minhas idas ao cinema em minha infância e juventude. Lembro-me das histórias contadas por minha mãe e tias sobre o Ouro Verde e tudo que rolava por ali na época de suas juventudes.

Como já escrevi aqui e aqui, sou neto e bisneto de colonizadores desta linda cidade do norte pioneiro do Estado do Paraná. Nasci aqui em dez/1970. Apesar de ter passado grande parte de minha vida fora desta terrinha, sempre expressei o meu orgulho em ser um “pé vermêio”, tanto que acebei voltando a morar aqui em 2003.

Assim, ofereci gratuitamente à Universidade Estadual de Londrina o projeto completo de lighting design para a reconstrução do nosso Cine Teatro Ouro Verde.

Protocolei hoje pela manhã um ofício para a Reitora Nádina formalizando este meu ato. Postarei a íntegra no post a seguir.

Mais que necessário ressaltar que consegui o apoio de alguns profissionais renomados na área de iluminação para esta minha proposta:

A mega iluminadora Jamile Tormann se dispôs a fazer o projeto de iluminação da caixa cênica gratuitamente.

O Maria Clara De Maio, editora da Revista Lume Arquitetura, ofereceu uma matéria na revista assim que o meu projeto e a reconstrução estejam concluídos.

Também recebi e-mails de apoio e como referências profissionais do Farlley Derze e do Oswaldo Perrnoud, dispondo-se a ajudar no que for preciso.

Agradeço também o contato da Srª Magali Kleber, da UEL, agradecendo a minha disposição em me doar para este projeto.

Agora é aguardar o andamento de tudo isso e formalizar os contatos com os responsáveis pela reconstrução do nosso cine Teatro Ouro Verde.

#mariabethania

Pois é gente, vocês devem ter se assustado com o teor de minha postagem de ontem a noite. Hoje quando acordei abri o blog e li e confesso que eu mesmo me assustei pela acidez na crítica.

Pensei até em mexer no texto para suaviza-lo mas uma vez postado, não seria ético altera-lo.

Aí, eis que entro no Twitter para ver o que estava rolando e dar um sinal de “ooooooiiiii pessoas, tou vivo ainda” e me deparo no TTBR com a HT #mariabethania.

 

Por gostar de algumas coisas dela e também motivado por curiosidade pois ela está desaparecida do cenario musical nacional ja ha muito tempo, fui ver o que era e…

#MURRI…

Pois é gente… sem pobreza mesmo mas apenas para os amigos do rei.

A HT #mariabethania entrou no TTBR (e permaneceu desde a manhã até agora a noite em 1° lugar entrando inclusive na lista nos TTs mundiais) depois que foi divulgado que ela acaba de receber a autorização do MinC para captar patrocinadores para montar e produzir um blog de… poesias….

#KILINDU…

Segundo o projeto, ela vai declamar 365 poesias que serão gravadas em vídeo e serão postadas uma a cada dia em seu blog.

Não tenho absolutamente nada contra o tal blog ser de poesias, não sou um amante delas mas sei o valor que as mesmas tem na cultura inclusive na personalidade das pessoas. É uma belíssima forma de expressão, quando quem as escreve sabe ao menos escrever corretamente.

No entanto o que me deixamuito #PUTODAVIDA é perceber o descaramento de que quando você é amiguinho do rei as Leis são deturpadas em favorecimento seu.

Que se dane o lixo que será produzido por você ou se isso vai gerar algum impacto positivo na sociedade, na cultura ou seja lá em que diabo de lugar for. E também se será mesmo né gente? Afinal até hoje existe muitos artistas que conseguiram esta boquinha e estão com pendências da Lei Rouanet seja por não finalizaram a prestação de contas, seja por não ter realizado o que o projeto inicial previa ou o que for. Preferem acreditar no “esquecimento” da sociedade e no encobertamento dos órgãos públicos.

Vejam bem, a minha indignação é simples de vocês entender:

Ha quanto tempo venho postando aqui nestas páginas as dificuldades em manter este blog atualizado como eu gostaria e sei que vocês leitores merecem, com postagens diárias e de qualidade, conteúdo sério, com embasamento correto e simplesmente não consigo pois tenho uma vida real a cuidar, onde tenho de cuidar de minha casa, cuidar dos projetos de meus clientes, dar atenção à família, manter o meu círculo social e de amigos e tantas outras coisas mais que não tenho como fugir disso?

Se eu paro para postar algo (pesquisar, selecionar, conversar, debater, escrever, rever, avaliar, ilustrar, linkagens, formatar, postar) perco, de brincadeira, uma hora para posts pequenos e rápidos, dos mais generalistas.

Quando o assunto é mais sério, como a Carta Aberta ao Senado Federal (e tantos outros que tem por aqui), tive de parar absolutamente tudo o que estava fazendo por 3 dias em média para conseguir focar-me no assunto e expressar-me de forma coerente e ética.

E tenho aqui vários rascunhos e esboços te posts inacabados por absoluta falta de tempo.

Esse afastar-me incluiu deixar obras abandonadas, sem a minha necessária presença para prevenir erros dos executores, por exemplo.

Também já perdi clientes por dar preferência à postagem aqui no blog – dada a importância do assunto – a encaminhar o orçamento para o cliente. Foi o tempo de uma tarde que demorei para encaminhar e já perdi o mesmo para outro profissional.

Então, como podem ver, se eu paro para atender ao blog, deixo coisas pendentes na vida real (sei que o blog hoje em dia faz parte da minha vida real também). Se me debruço demais sobre este blog, estou perdendo tempo precioso que poderia estar cuidando de projetos (vocês sabem quanto tempo leva para projetar de uma forma no mínimo, decente, alguma coisa) e, tempo é dinheiro.

Logo, deixo de ganhar dinheiro – que também é necessário para manter este blog pois o tamanho dele já superou ha muito tempo a zona FREE do wordpress.

Já percebaram também ha quanto tempo venho lutando para conseguir patrocinadores para este blog e, junto com o ED, para o Portal DesignBR?

Simplesmente não conseguimos sabem porque?

Atrair o olhar ou um mero clique apenas (mesmo que sejam milhões deles) não basta para os empresários. A única vantagem que qualquer pessoa aceita é se terá benefício financeiro em troca. E este benefício só vem através da Lei Rouanet – de renúncia fiscal – onde o montante investido em patrocínios culturais é abatido dos impostos devidos pela empresa ao Governo Federal.

Portanto, é dinheiro público sim!!!

O meu, o seu, o nosso dinheirinho sendo destinados a patrocínios de sei lá que coisas.

No caso específico da #mariabethania fica mais absurdo ainda uma vez que vemos constantemente projetos de alta relevância cultural, histórica, acadêmica e social sendo rejeitados ficando portanto, à mercê de alguma alma caridosa que os ajude a ao menos “boiar para não morrer na praia“.

De projetos de restauração de centros históricos à pesquisas de materiais, equipamentos e outras coisas que geram desenvolvimento e constóem conhecimento,  vemos incontáveis projetos sendo rejeitados e não autorizados pelo MinC a realizar a captação de recursos junto à iniciativa privada para patrocínio.

IES tentando apoio para projetos acadêmicos que terão um impacto positivo na sociedade e acabam tendo de bancar todos os custos sozinhas.

Aí me aparece uma amiguinha do rei e consegue do nada a bagatela de R$ 1.300.000,00 para produzir esse blog.

Gente, esse valor dividido por 356 (dias) – que é o que ela planejou – dá um total de R$ 3.561,44 por dia.

Quem não gostaria de receber um salario desses aí que me atire a primeira pedra!!!!

Imaginem se eu recebesse esse valor assim de mão beijada para manter este blog.

Com certeza faria deste o maior blog de design do planeta pois poderia me dar ao luxo de até mesmo rejeitar clientes e ficar com tempo livre o suficiente para cuidar deste espaço.

Se bobear poderia trabalhar apenas metade dos dias da semana e na outra metade levantar este blog acrescentando inumeras funcionalidades (que são pagas), pagando para algum designer gráfico de renome fazer um layout decente e próprio (e não ficar preso à esses gratuitos e limitados do wordpress), comprar hospedar e manter um domínio próprio, pagar digitadores ou ate mesmo algum designer para editar e manter as atualizações diárias, comprar equipamentos para filmagense gravações para produções de vídeos e reportagens mostrando na rua as coisas que escrevo aqui entre tantas outras coisas mais.

Teria condições de visitar todas as feiras nacionais e trazer para cá as novidades em primeira mão, sem ter de ficar replicando conteúdos já replicados em outros sites e blogs.

Também me dar ao luxo de  ministrar palestras por esse país todo cobrando menos pelo pró-labore e custos pois teria condições de ajudar especialmente os alunos que tentam tanto montar seminarios e congressos e não conseguem as verbas necessárias.

Enfim, seriam muitas as possibilidades.

E assim como eu, sei que muitos outros blogueiros sérios também estão indignados com essa palhaçada.

Vocês leitores sabem que existe uma rede de blogs bastante sérios e que seus autores tem de matar um leão por dia para mantê-los vivos e atualizados. E isto buscando sempre o que há de melhor em conteúdo para vocês.

São blogs que hoje servem como referência bibliográfica nos diversos cursos de Design existentes aqui no Brasil e no exterior, de onde os acadêmicos tiram idéias para as suas produções e trabalhos, pesquisas, artigos, monografias, teses, projetos.

Ou seja, são fontes de CONHECIMENTO, de cultura, de questionamentos, de debates, de conteúdos, de novidades, de pesquisa entre tantas outras coisas.

Assim sendo, não mereceríamos nós blogueiros sérios uma parcela desse bolo também?

Só para conhecimento de vocês, eu já recebi diversas respostas de empresas que contatei para patrocinar este blog ou o Portal DesignBR alegando que, não tendo a autorização do MinC, eles não podem ajudar em nada.

Ainda estou me perguntando qual é a relevância social para que este projeto seja contemplado sabendo que vivemos num país onde a maioria da população é analfabeta funcional, que mal sabem ler o próprio nome, não tem acesso à internet e tampouco fazem idéia do que seja poesia. Também me questiono sobre quais autores serão agraciados por majestosa citação? E o que eles irão ganhar com isso? Entre várias outras ainda que mantem-se entaladas em minha goela e me azedaram o dia todo hoje.

Assim, chego à conclusão de que o meu azedume ao postar ontem a noite só podia ser um pressentimento de alguma coisa ruim ou muito imbecil que estava para acontecer de alguma forma, em algum lugar, sei lá….

E BINGO!!!!

#MARIABETHANIA e #MINC

O Brasil da #putaria e da falta de bom senso descarado!!!!

*Perdão meninas e senhoras por algumas palavras mais pesadas, mas não tem como postar sobre isso usando outras na tentativa de representar com exatidão o sentimento que me toma hoje. ;-)

Chegando com muitas novidades – I – Iguape SP

Bom pessoal, cheguei ontem de minhas férias (virei sapo de tanta chuva) e tenho bastante novidades para vocês.

Vou posta-las divididas por assunto pois tem muita coisa legal, mas também muitos assuntos sérios que envolvem a nossa profissão.

Para começar então 2011 com o pé direito gostaria de compartilhar com vocês uma de minhas viagens: Iguape-SP.

Iguape é uma cidadezinha deliciosamente bucólica com uma arquitetura de cair o queixo pela beleza e importância histórica, tanto que é tombada como patrimônio histórico, cultural e paisagístico nacional.

Iguape localiza-se na Estação Ecológica Juréia-Itatins, daí a sua importância como patrimônio paisagístico.

Além das belezas naturais, possui atrativos culturais, históricos e religiosos. Fundada em 1538, encontrou no passado sustentação econômica nos ciclos do ouro e do arroz, período em que foram construídos os casarões coloniais, hoje tombados como patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Oficialmente fundada em 3 de dezembro de 1538, data em que é comemorado o seu aniversário, Iguape era em 1577 a Freguesia de Nossa Senhora das Neves de Iguape, que se transformou em Vila em 1635. Em 3 de abril de 1849, a antiga Vila chega à categoria de cidade com o nome de Bom Jesus da Ribeira de Iguape, mudado para Bom Jesus de Iguape em 1850, e, mais tarde, simplificado para Iguape, atingindo em 30 de março de 1858 a categoria de Comarca.

Sucessivas pesquisas realizadas na região comprovam sinais de ocupação antes do contato com os europeus.Iguape possui um grande número de sítios arqueológicos. Hoje estão cadastrados cerca de 140 sítios, datados de milhares de anos.

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Como podem ver, visitar Iguape é ter acesso a uma “baita” aula de história nacional.

Tem também a Igreja Matriz que leva anualmente milhares de romeiros a festejarem o Bom Jesus de Iguape, uma das mais antigas e tradicionais festas católica do Brasil.

É uma pena que as principais imagens originais tenham sido removidas para o Vaticano.

A igreja precisa de uma restauração urgente pois alguns pontos estão com sérios problemas e muitos afrescos, pinturas e estruturas estão sofrendo com infiltrações e corrosão.

O que eu realmente amei de paixão foi a edificação da imagem abaixo. Nela funcionou o Consulado Francês no Brasil. Uma pena que estava fechado e não pude entrar para fotografar.

Outro ponto que vale muito a pena em Iguape é a natureza e as belas praias. Além de Ilha Comprida, tem um lugarzinho chamado Barra da Ribeira que é simplesmente delicioso. Praia do jeito que eu gosto: vazia, limpa, sossegada.

E olhem que belezura essa casinha de frente pro mar:

Não dá vontade de ficar lá, e ficar, e ficar, e ficar… (?)

Bom, no meu perfil no facebook tem mais fotos de minhas férias e de Iguape. Espero que gostem e, principalmente, vão até lá para conhecer assim que possível. Vale a pena.

Para quem quiser conhecer mais sobre a cidade é só acessar o site da prefeitura.

Também tem este PDF disponível com a história completa da cidade e região que vale a pena ler.

*As partes em itálico do texto foram retiradas deste PDF.

Ah se aqui fosse assim…

Quem dera aqui no Brasil as coisas realmente funcionassem.

A cidade de Kaohsiung – Taiwan, acaba de inaugurar o seu mais novo estádio olímpico que foi especialmente projetado e desenvolvido para os Word Games que acontecem lá agora em julho.

Com capacidade para 55.000 espectadores e um custo de 150 milhões de dólares, o estádio é uma verdadeira máquina auto-sustentável. A cobertura é composta por 8.844 painéis solares que geram 1.14 gigawatt/hora – mais que suficiente para manter todo o sistema de iluinação e segurança funcionando tranquilamente sem a necessidade de uso da energia elétrica.

Enquanto lá fora eles brindam os visitantes com mega estruturas, aqui, em terras tupiniquins, nos envergonhamos com “recauchutagens” toscas e megafaturadas. Lamentável.

Como se já não bastasse o mico – sem falar do rombo financeiro desviado – em ter uma Copa do Mundo de Futebol (ECA!) ainda tentam trazer para cá os Jogos Olímpicos. AH AH AH!

Quem teve a oportunidade de ver os “maravilhosos projetos” – segundo nosso presimente apedeuta¹³ (sic) sabe bem do que estou falando. E, impressionantemente, mais uma vez, tudo é feito na base de conchavos e acertos de bastidores.

Não há concursos para seleção de projetos – e sim apadrinhamentos.

Os orçamentos são absurdamente elevados – incondizentes com a realidade e mais impressionante ainda: sempre falta verba e temos de ver os intermináveis aditivos de contrato rolando solto…

As obras são geralmente de péssima qualidade ou, no máximo, de qualidade duvidosa.

As empreiteiras são sempre as mesmas – e todos fazem de conta que não percebem…

Enfim, os interesses escusos rolando nas barbas da população que assiste atônita à essa barbárie.

Não sou a favor da Copa aqui.

Não sou a favor das Olimpíadas aqui.

Nosso país, infelizmente, carece de muitas outras coisas bem mais importantes como saneamento básico, moradia, saúde, educação e, principalmente, EDUCAÇÃO E CONSCIÊNCIA POLÍTICA.

Obras faraônicas “pra inglês ver”?

Não gente, eles não precisam disso pois já tem muita coisa legal no país para ver e conhecer como o carnaval, o folclore brasileiro, sem contar as belezas naturais que, diga-se de passagem, são das mais belas nesse planeta. Tem também a História do Brasil que é riquíssima e produziu obras fantásticas e que, infelizmente, vemos dia a dia serem destruídas, apagando a nossa identidade.

Se eu tivesse tempo faria posts aqui no blog sobre a cultura brasileira, seu folclore e história. Ao menos meus leitores conseguiriam prender algo de útil e realmente importante sobre quem somos e porque somos brasileiros.

Não sei como anda a educação de base, mas pelo visto, o folclore deve ter sido reduzido a nada.

Promover dois eventos desse porte seguidos num país onde os parlamentares confundem design com artesanato é no mínimo ridículo para não dizer absurdo.

Fazer algo nesse sentido onde os maiores escândalos sempre acabam em pizza é carimbar na testa de todos nós cidadãos palavras como  TROUXA, PALHAÇO, IMBECIL, ZÉ MANÉ. E depois eles ainda aparecem na TV falando que “estão pouco se lixando para a opinião pública” (sic).

Não gosto muito de expor esse meu lado político pois sou bastante ácido com relação ao que vem sendo feito em nosso país e muitas pessoas não gostam, porém, tem coisas que não consigo calar-me pelo simples fato de já ter vivido varios anos dentro da política e percebido que não temos políticos e sim POLITIQUEIROS…

Fico imaginando a festa de abertura da Copa… um show de bundas carnavalescas embaladas por funk e sertambregas. Que “must”!

Melhor ainda será a participação popular, a platéia que certamente irão ser altamente respeitosa tanto na hora da compra dos ingressos – quando descobrirem que os mesmo já esgotaram – quanto no momento das partidas… aff

Lamentavelmente, nosso país não dispõe de uma administração pública eficiente para a realização de algo desse porte. Nem no antes e, muito menos no durante.

Coloco novamente: nosso país necessita de outras ações bem mais sérias que essa maquiagem maquiavélica na tentativa de mostrar ao mundo que somos um país justo e digno de primeiro mundo.

Eu não apóio a Copa…

Eu não apóio as Olimpíadas…

Quem sabe daqui ha uns 300 anos estejamos prontos para algo assim…

Eu apóio o meu país e o meu povo.

Envolverde

Envolverde é uma excelente revista digital de Meio Ambiente e Desenvolvimento já com 11 anos de existência.

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Isso tudo e muito mais você encontra com apenas alguns cliques neste excelente site brasileiro.

RCR – você sabe o que é isso?

Uma das coisas que mais gostei na Movelpar 2009 foi a empresa Recriar:

A Recriar é uma empresa, cuja atividade fundamental caracteriza-se pela disseminação da arte como instrumento de difusão do conhecimento, gerando reproduções de obras de artistas brasileiros e ícones da pintura universal.

Todo o trabalho da Recriar é pautado no respeito ao direito autoral do artista, cujas RCRs são feitas mediante contrato e remuneração por cópia realizada.

A RECRIAR busca identificar artistas com boa qualidade técnica, promovendo suas obras através da divulgação de seus trabalhos reproduzidos nas RCRs.

O registro e catalogação de todo acervo, se dá pela captura das imagens diretamente das obras originais, conferindo as RCRs qualidade visual equivalente ao original.

Portinari

O que é RCR?

São as REPROGRAFIAS CERTIFICADAS RECRIAR; um conceito em produto de arte que envolve a reprodução da obra de arte em canvas com alta qualidade e uma interface com a responsabilidade cultural, onde a venda das RCRs dá origem a uma verba de direitos autorais destinada a cada artista.

As RCRs são disponibilizadas para comercialização, somente após a averiguação da fidelidade das cores,  onde se busca obter a máxima semelhança com o original e a alta resolução das imagens que permitem exibir os detalhes das pinceladas de cada obra.

Não se tratam apenas de cópias industrializadas em formato pôsteres. São sim de altíssima tecnologia e qualidade no que diz respeito à fidelidade ao original.

As medidas das RCRs podem ser adequadas as necessidades dos ambientes, conferindo requinte aos projetos de interiores e ambientes por preços muito acessíveis.

Turma da Mônica

ESTILOS E ARTISTAS:

Abstrato
Clássicos
Digital
Fauna
Fauna Ilustração
Figurativo
Floral
Fotografia
Infantil
Marinha
Natureza Morta
Paisagens
Portinari
Sacros
Tribos Urbanas
Turma da Mônica

Oséias Leivas Silva

Seleção de Artistas:

Se você é artista plástico e está interessado em fazer parte do CATÁLOGO DE ARTES RECRIAR,  cadastre-se e envie algumas imagens de seus trabalhos em baixa resolução, para que possamos tomar conhecimento de sua obra previamente a nosso contato.