SOBRE A REGULAMENTACAO DO DESIGN: Que representatividade é essa?

Pois bem meus leitores, no momento atual em que a regulamentação profissional está em pauta, faz-se necessário novamente levantar alguns pontos sobre este assunto e apresentar dados reais sobre o que está acontecendo, de fato, com a nossa área. Mais precisamente, a forma antiética da atuação da Associação Brasileira dos Designers de Interiores Decoradores, doravante apenas ABD, nos bastidores deste processo.

1. Histórico da regulamentação:

Não é de hoje que lutamos por uma profissão regulamentada aqui no Brasil. Foram tentativas que infelizmente foram derrubadas:

1980 – PL n° 2946/80 – autoria Deputado Athiê Coury – arquivado em 1983;

1983 – PL n° 1055/83 – autoria deputado Celso Pessanha – arquivado em 1989;

1989 – PL n° 03515/89 – autoria deputado Meurílio Ferreira Lima – arquivado em 1993;

1989 – PL n° 6647/02 – autoria do deputado José Carlos Coutinho – arquivado em 2003;

2003 – PL n° 2621/2003 – autoria deputado Eduardo Paes – arquivado em 2007;

Observem que são mais de 30 anos de esforços na tentativa de regulamentar o Design aqui no Brasil. Das tentativas anteriores o que se pode observar basicamente são duas coisas:

A – a desinformação sobre a área que imperava na maioria dos parlamentares;

B – o forte lobby dos arquitetos agindo nos bastidores do Congresso Nacional.

O primeiro ponto (A) fica claro nos votos dos relatores e pareceres das comissões quando afirmam coisas mostrando que o entendimento deles sobre a área estava equivocada: tratavam Design como Artesanato.

O segundo ponto (B), no vídeo da ADG que apresento mais abaixo onde fica bem clara a existência dele e de sua força lá dentro.

Como todos sabem, atualmente tramitam no Congresso Nacional dois Projetos de Lei (PL) de regulamentação de profissões de Design, à saber:

O PL 1391/2011 de autoria do Deputado Penna que regulamenta a profissão do Designer contemplando todas as áreas, menos a nossa. Este PL já está na última Comissão e tem todas as possibilidades de ser aprovado, finalmente, e ir para a sanção presidencial.

O PL 4692/2012 de autoria do Deputado Ricardo Izar que regulamenta a área de Design de Interiores, projeto este feito pela ABD e que, em vários aspectos, minimiza a área apenas ao objeto arquitetônico além de diversos outros problemas que este não trata. (farei um adendo à isto no capítulo 2, abaixo).

Isso se deve à ingerência e arrogância da ABD ao se achar no direito de “falar em nome de todos os profissionais”, inclusive aqueles que não fazem parte de seu quadro de associados que, diga-se de passagem, é a maioria esmagadora dos profissionais habilitados aqui no Brasil.

Tudo aconteceu na primeira reunião da comissão formada por designers de varias áreas e de renome nacional (Van Camp, Harsi, Porto entre outros), que se uniram em prol da regulamentação para estudar e elaborar um texto base (minuta) que servisse para o futuro PL de regulamentação.

Nesse contexto inicial, foram chamadas as associações profissionais para fazer parte da comissão. Mesmo com protestos de diversos profissionais de Design de Interiores (ainda na época do Orkut), alguns membros da comissão resolveram manter a ABD como integrante da comissão e não abriram a possibilidade da participação de uma única voz discordante da ABD lá dentro.

Um aparte: a ADG, ADP e outras associações de design atuam dentro de suas áreas específicas respeitando-as e construindo-as. É bastante raro perceber, mesmo na web, vozes dissonantes ou contrárias às mesmas com dados precisos e contundentes. Fato este que não ocorre com relação à ABD: ela sempre foi alvo de graves críticas, desmascarada em ações nada éticas e, principalmente, nunca ouviu realmente o que os profissionais habilitados falam. Até mesmo os associados reclamam que nunca conseguem ajuda alguma desta associação, especialmente jurídica e de relações de mercado.

Este fato pode ser observado neste vídeo do “Encontro ADG: Sobre a Regulamentação do profissional de Design”, nas palavras do designer Ernesto Harsi que diz, com todas as letras, os motivos da área ter sido retirada do PL. A partir dos 30 minutos começa a parte que ele deixa isso bem claro. Sobre a ABD, está a partir do minuto 32:20m.

http://www.ustream.tv/recorded/22297935

2. Falsidade e mascaramento

Para mascarar tudo isso, vez ou outra a ABD lança umas “pesquisas de mercado” em seu site. Porém, comodamente, ela não toca nas questões que são as mazelas do mercado. Assim é fácil passar a impressão que a profissão é um “mar de rosas”, que a profissão é magnífica e que todos vão sair nas revistas de alta circulação e mídias além de ficarem ricos. E, quando aparece alguma outra pesquisa levantando assuntos espinhosos e sérios, tentam desqualifica-la.

Vale lembrar que a ABD significa na realidade Associação Brasileira dos Decoradores. Quando a área de Design de Interiores/Ambientes começou a ganhar espaço na mídia e status no mercado (na gestão da Brunette Fracaroli), numa reunião fechada da diretoria eles resolveram alterar a denominação para Associação Brasileira dos Designers de Interiores.

Mas vale ressaltar que a ABD é uma associação multiprofissional: ela agrega basicamente três profissionais entre seus associados:

Os decoradores, dos quais muitos deles são oriundos daqueles antigos cursos de curta duração que eram oferecidos por instituições como Senac, por exemplo. Observa-se que, considerando este aspecto, nem de longe chega perto da amplitude formativa do Design de Interiores/Ambientes.

Poucos decoradores oriundos dos primeiros cursos superiores da área que são o início da implantação (tardia se comparada aos outros países) da área de Design de Interiores/Ambientes no Brasil.

Os arquitetos decoradores, como aqueles profissionais que não trabalham – ou pouco trabalham – com arquitetura, mas que também não tem formação ou especialização alguma em Design de Interiores/Ambientes e que encontraram na área de Design e Decoração um excelente filão a ser explorado com interesses financeiros.

E finalizando, os designers que são formados por escolas técnicas ou superior, devidamente habilitados em Design de Interiores/Ambientes.

Ou seja, ela não é nem nunca foi uma associação exclusiva da área de Design de Interiores/Ambientes.

Abaixo, apresento uma tabela quantitativa de associados que fiz com base nos dados levantados por mim no site da própria ABD no dia 06/03/13, na seção “Guia de Designers”:

 varanda_19 Mar. 14 02.42

 Vale aqui ressaltar alguns pontos interessantes encontrados nessa lista:

* Estados onde percebi nomes duplicados sejam como estudante/estudante, estudante/profissional ou profissional/profissional ou ainda, todas as duplicações exemplificadas.

** Acreditem, o único estudante cadastrado está duplicado

*** Pelo numero elevado de associados me poupei de contar tendo de fazer a seleção visual na lista buscando identificar entre profissionais e estudantes cadastrados e misturados sem a possibilidade de filtrar os resultados. Porém percebe-se uma alta quantidade de nomes duplicados (mais de 40 numa rápida olhada em menos da metade da lista completa do estado).

De acordo com o site da ABD no dia 13/03/2013, há um total de associados de 2.773. No entanto, estima-se que hoje existam mais de 30.000 profissionais habilitados formados na área aqui no Brasil atuando nos mais diversos setores do mercado: lojas, escritórios próprios, empregados em escritórios de outros profissionais, indústrias, Instituições de Ensino Superior e Técnico entre outros.

É bastante comum vermos notícias da ABD alegando que o quadro de associados vem crescendo “vertiginosamente”. Em 2012 li matérias onde a ABD ora alegava ter 8.000, em outra anterior eram 9.000, no final do ano somavam 10.000 associados. Estamos em 2013 e o site da associação (recentemente totalmente reformulado e atualizado segundo a própria associação) mostra números bem diferentes.

Alegarão o que sobre esta discrepância?  Seja o que for eu acredito mesmo é na ineficiência e desorganização da associação. Como pode uma associação crescer assim enquanto suas regionais fecham as portas? Isso é informação de fonte segura. Mas, mesmo com o hipotético numero de 10.000 associados, não cabe representatividade legal por não ser uma associação exclusiva.

Por ser esta uma associação multiprofissional, em nome do bom senso e da ética de mercado, ela deveria apresentar corretamente os associados deixando clara a sua formação. Entretanto, ela prefere afirmar que todos são designers, incluindo os ainda estudantes, lançando-os todos dentro de um mesmo balaio alimentando, assim, a desinformação sobre a área.

Não se sabe quantos arquitetos fazem parte dessa lista, nem quantos são os decoradores e muito menos quantos designers devidamente habilitados estão ali escondidos. E os ainda estudantes, aparecem em seu site como DESIGNERS!!!!

Claro, se ela fizer esta distinção entre os profissionais associados será obrigada a fazer a correta separação e consequente divulgação das barreiras profissionais, segmentando seus associados em grupos específicos. Isso fatalmente levaria vários profissionais que ali estão associados, já com anos de carreia, a serem impedidos de realizar determinados trabalhos por não serem devidamente habilitados para tal. Incluindo diretores.

Também devo salientar que a ABD jamais terá coragem de enfrentar os desmandos e abusos cometidos pelo CAU, CREA e outros órgãos ligados à Arquitetura e à Engenharia contra os profissionais de Design de Interiores/Ambientes. Na verdade ela somente se mexe quando estes órgãos atingem algum dos diretores, como foi o caso da Fabianne Brandalise(que era diretora regional do PR), de Curitiba, que se viu envolvida num mal estar com arquitetos provocado por um erro de uma jornalista. Um dos problemas corriqueiros no mercado de trabalho que afeta muitos profissionais  e que, apesar das denúncias – incluindo de associados –  a ABD sempre fazia “vistas grossas” e nunca agia na defesa destes.

Outro fator que devo salientar para deixar claro a não representatividade da ABD sobre a área de Design de Interiores/Ambientes é a sua consciente ignorância sobre a mesma. Observem este vídeo que a ABD lançou anteontem (12/03/13) em sua página do facebook:

É o programa Transforma Decor de Vitória-ES. Na entrevista, a atual presidente Renata Amaral descreve a profissão e também o Jéthero em sua fala faz alguns complementos.

Perceberam como a ABD amarra a área exclusivamente ao objeto arquitetônico?

Para esta associação, Design de Interiores/Ambientes é somente isso: aquele profissional que visa melhorar a casa, a loja, o escritório. Duvida ainda? Olhem o que diz o site da associação:

“O que é?

(…)

Um projeto de interiores deve considerar a estrutura do edifício, sua localização, o contexto social e legal do uso e o respeito ao meio ambiente. A criação exige uma metodologia sistemática e coordenada que inclui pesquisa e levantamento das necessidades do Cliente e sua adequação às soluções estruturais e de sistemas e produtos.”

“Especialidades

Designers de interiores podem ser especializados em um ou mais segmentos de atuação, sejam eles residenciais ou comerciais.

Residencial – Projetos de interiores para casas e apartamentos, novos ou reforma, localizados no campo, na cidade ou na praia, com intervenção em salas, cozinhas, banheiros, dormitórios e outras áreas. Para elaborar um projeto de interiores na área residencial estuda-se os hábitos dos indivíduos habitantes do espaço, como desejos aspiracionais e de relacionamento entre os membros da família, e as condições do edifício. Aspectos técnicos como elétrica, hidráulica e outras condições precisam ser avaliadas com atenção nos projetos residenciais

Comercial – Na área comercial, as exigências associadas à performance econômica são mais importantes e devem ser consideradas, ainda, questões como segurança, normas e regulamentos para cada segmento. Muitos designers de interiores são especializados em diversos campos do design comercial:

– Entretenimento: Emprego de avançadas tecnologias na concepção de espaços tais como: salas de cinema, teatros, casas de espetáculo, museus, galerias de artes, clubes de música e jogos etc.

– Saúde: Ambientes desenvolvidos sob rígidas condições de operação que abrigam clínicas, ambulatórios, consultórios médicos e dentários entre outros.

– Hospitality: Espaços destinados a prestar serviços ao público, como restaurantes, hotéis, auditórios, centros de convenções, night clubs etc.

– Escritórios (ou Espaços Corporativos): Instalações para acomodar colaboradores, dentro de exigências de conforto e saúde, em empresas de qualquer porte ou ramos de atuação.

– Varejo: Planificação de lojas, supermercados, shoppings centers, showroons, padarias e outros espaços destinados à comercialização de produtos e serviços.”

E o restante de segmentos (nichos de mercado) que não são atrelados à Arquitetura e que nós podemos sim atuar? E os segmentos que auxiliam a alavancar a economia, o bem estar social e ambiental, a segurança entre tantos outros?

Eles não falam sobre isso, pois simplesmente não conhecem a área em sua essência, em sua amplitude, em sua complexidade e abrangência. Existem muitos associados – incluindo diretores – que não tem formação em Design. Portanto, são incapazes de projetar outros espaços/ambientes como, por exemplo, uma aeronave. Logo, não são na verdade Designers de Interiores/Ambientes.

3. Conselho? Piada!

Fui usado de diversas formas pela ABD na tentativa de calar-me e nisso inclui-se o fato de membros desta associação se aproximar de mim passando-se por “amigos”.

Um exemplo disso é o diretor Jéthero que, após diversas trocas de e-mails PARTICULARES entre eu e ele, estes foram apresentados abertamente numa reunião de diretoria (tenho testemunhas lá dentro que presenciaram o fato e estão dispostas a testemunhar sobre o ocorrido caso necessário).

Num momento anterior a isso e importantíssimo sobre essa situação é que, na última conversa que tive com o Jéthero por telefone (quando aguardava a conexão de vôo em São Paulo para Londrina no retorno do NDesign 2012), ele me falou que os planos da ABD eram regulamentar a área separadamente para inseri-la dentro do CAU!!!

É!!! Eles não querem um Conselho Federal próprio. É mais fácil eles se manterem no poder dentro do CAU (com diretorias indicadas) de quem já são muito amigos que num Conselho próprio onde há eleições que não podem ser manipuladas com tem sido as da ABD.

Já temos problemas demais com alguns arquitetos que não nos aceitam (incluindo autoridades do CAU) e ainda querem nos enfiar lá dentro?

Seremos o que afinal de contas? O mesmo que os arquitetos foram por anos dentro do CREA? Massacrados, sem voz, sem preferência, sem tudo? Foram estes problemas que os levaram à alforria e à criação do CAU, separando-se definitivamente dos engenheiros para que pudessem cuidar decentemente da Arquitetura. Viviam num Conselho onde existiam “50 tons” de Engenharia (especialidades) e “2 tons” de Arquitetura (Arquitetura e Urbanismo). Óbvio que eram voto vencido. Uma batalha inglória e injusta.

Vale ressaltar aqui a visão tosca que o sistema CREA/CONFEA tem sobre a área de Design de Interiores. Até hoje o sistema CREA/CONFEA não aceita o registro de profissionais de Design de Interiores com nível superior. Aceitam apenas o registro se este for de nível médio (técnico) e de acordo com as legislações internas, as atribuições profissionais são apenas aquelas relativas à Decoração. Não consegui ainda encontrar nada do CAU sobre o assunto, mas duvido que haja diferença nesse discernimento sobre Design de Interiores/Ambientes uma vez que estas legislações do sistema CREA/CONFEA foram feitas dentro da Câmara de Arquitetura do CREA, antes da existência do CAU.

4. Outros

E como se não bastasse tudo isso, esta associação age de maneira mafiosa. É bastante comum as empresas oferecerem aos profissionais programas de benefícios. Alguns pagam as promíscuas RTs, outras premiam os maiores especificadores com viagens e outros prêmios. Porém o que vemos em grandes redes como a Tok & Stok, Etna, Leroy Merlyn e tantas outras lojas grandes e importantes é a exigência da associação à ABD para poder fazer parte dos programas. Há também mostras e até mesmo concursos que exigem a associação.

Mas isso é CRIME!

A ABD não tem representatividade e tampouco poder legal de um Conselho Federal para impor estas restrições no mercado ou qualquer norma sobre a área. Ela força a reserva destes benefícios e direitos apenas para seus associados.

Também levanto a questão do desrespeito com todos os profissionais de Design envolvidos direta e indiretamente na elaboração e tramitação do PL 1391/2011 que regulamenta o Design. É fato que o Design ainda não é compreendido corretamente por alguns parlamentares. Até mesmo na tramitação deste PL houveram algumas confusões de conceito, como as já demonstradas no inicio e a ADEGRAF teve que trabalhar muito lá em Brasília esclarecendo os parlamentares que ainda tinham dúvidas sobre a área.

Porém, quando encaminhei o e-mail ao Jéthero (aquele entre eu e ele que ele apresentou à toda a diretoria) dizendo que nós (diversos designers que mantenho contato e que me seguem nas redes sociais e aqui em meu blog) não apoiaríamos o PL deles e que daríamos apoio integral ao PL do Design  o que a ABD fez?

Mostrou a verdadeira face: arrogância, prepotência, desrespeito e egoísmo.

No desespero de perder o suposto poder que acreditam ter, enfiaram o PL deles dentro do Congresso Nacional cientes que esta confusão de conceitos e entendimento sobre Design poderia levar todo o trabalho feito até aqui pró-regulamentação do Design pelo ralo, atropelando todos os que outrora chamaram de amigos e deram tapinhas nas costas (a comissão do Design e associações envolvidas).

Oras, um deputado que ainda tem dúvidas sobre o que é Design certamente irá pensar:

Mas o que é isso? Acaba de passar um PL por aqui sobre Design e agora vem mais um?”

Isso irá acontecer até mesmo com os que já são esclarecidos com relação ao tema e, fatalmente poderá atrapalhar o andamento do PL do Design isso se não chegar a parar a sua tramitação e, mais uma vez, vermos todo o árduo e competente trabalho desenvolvido por uma equipe séria ser desmantelado por mero egoísmo de um grupinho.

Não podemos permitir que isso aconteça.

É jogo sujo demais por trás de uma fachada bonitinha.

Com isso tudo exposto fica então a questão:

Que representatividade legal é essa que ela diz ter para “falar e agir em nosso nome”?

No meu ponto de vista, NENHUM!!!!

5. Concluindo

Portanto, diga não ao PL 4692/2012 da ABD.

Encaminhe e-mails aos deputados de seu estado rejeitando este PL.

Encaminhe e-mails ao deputado Ricardo Izar (dep.ricardoizar@camara.leg.br) rejeitando este PL.

Encaminhe e-mails à relatora Dep. Andreia Zito (dep.andreiazito@camara.leg.br ) rejeitando este projeto.

Encaminhe e-mails aos deputados da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público rejeitando este PL. Para saber quais são os membros acesse este link que irá aparecer uma lista de membros por partido. É essencial que todos os deputados desta comissão recebam e-mails rejeitando o PL da ABD. http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ctasp/conheca-a-comissao/membros

Mas só rejeitar não adianta.

Temos de dar apoio ao PL 1391/2011  que está atualmente na CCJC – Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Aqui está a lista dos membros desta Comissão: http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ccjc/conheca/membros

Além de apoiar o PL 1391/2011, devemos apresentar o nosso desejo de que a nossa área seja inserida no referido PL após a sanção presidencial, através de emenda.

Isso é fácil de se fazer, rápido, justo e ético.

Caso você não goste de escrever ou tenha dúvidas sobre o conteúdo do texto para encaminhar aos deputados, copie o link deste post e encaminhe aos deputados apresentando-se como profissional da área e solicitando que eles leiam com atenção este post.

Faça a sua parte!!!!

O Design brasileiro agradece!!!

Retrospectiva 2012

Bom pessoal, sei que escrevi muito pouco neste ano, mas vale ressaltar aqui o que de melhor rolou por estas páginas:

2012a

Janeiro:

E EU QUE PENSAVA….

Vale relembrar também o PDF com a excelente entrevista do Francesco Iannone, publicada em 2007 na revista Lume Arquitetura.

Fevereiro:

Aproveitando-se da histeria coletiva

Negativista?

Março: neste mês este humilde blog virou 1 milhão de acessos!!! ;-)

COMO PRECIFICAR PROJETO, CONSULTORIA E ACOMPANHAMENTO DE OBRAS?

As matérias sobre materiais madeirados e lenhosos I e II.

Abril:

é… estamos ferrados???

Mais do mesmo de sempre

Maio:

=\

Iluminação comercial x iluminação técnica

Junho:

AsBAI e reserva ilegal de mercado

Julho:

A “bendita” e mal intencionada reserva de mercado

Antes do designer, vem o Design.

E, claro, a cobertura de minha participação no NJeitos que vocês podem ler aqui, aqui e aqui.

Agosto:

sumido e consumido…. Expoflora 2012

Setembro:

Iluminação cênica x arquitetural

Tendências em projetos de Ambientes e Decoração.

Uma questão de bom senso…

Outubro:

ABD e a tentativa de golpe na Regulamentação

PROPINA

Sites de decoração online

Novembro:

The Gangs

Já deu, agora basta ABD.

Defesa da área como DESIGN

Dezembro:

Sejamos honestos?

Desassociação!

Vale ressaltar também – e agradecer – as minhas participações em eventos acadêmicos e profissionais:

NJeitos

Eita!

Semana Acadêmica de Design da UFSM

Design na Brasa

Além das palestras ministradas.

Agradeço também ao Portal LightingNow pela oportunidade da realização do 1° workshop online e a todos os participantes!!!

Também devo agradecer à Maria Clara De Maio por me aguentar como membro da família Lume Arquitetura rsrs

E agradeço também de coração a todos vocês que me acompanham aqui pelo blog ou pelas redes sociais por mais este ano cumprindo o meu papel: informar e educar sem usar máscaras.

2012 foi um ano louco, mas sobrevivemos, o mundo não acabou e que venha 2013 mais que iluminado para todos nós!!!

Desassociação!

Bem meus amigos, esta semana levei a cabo o que vinha pretendendo ja a bastante tempo: desfiliar-me de associações e grupos que definitivamente não contribuem em nada com as áreas de Design de Ambientes e Lighting Design.

A primeira a rodar foi, claro, a ABD (Associação Brasileira dos DECORADORES).

Estava incoerente demais eu aqui criticando, alfinetando, mostrando os podres, erros e abusos dessa associação ao mesmo tempo em que me mantinha associado a ela. Para muitos dava a impressão que eu os apoiava o que é uma inverdade.

No estatuto da associação está escrito que todos os associados tem direito a voz e serão atendidos em suas solicitações.

BALELA!

Não só eu, mas muitos profissionais cansaram de encaminhar e-mails ou telefonar para essa associação sem conseguir absolutamente nada em resposta. É o perfeito exemplo do descaso com o associado.

Quando encaminhei o e-mail, recebi a seguinte resposta:

“Bom dia Sr. Paulo,
Por favor, peço que nos envie uma declaração com os seus dados completos (RG, CPF e numero ABD) solicitando o desligamento da associação. Se possível, pedimos que o senhor coloque o motivo, sendo assim se um dia o senhor optar por retornar o senhor não perderá o seu histórico com a associação e nem o seu numero AB.
Estamos a disposição.
att”

Apesar de achar estranho questionar os motivos da desassociação, encaminhei-os:

Londrina, 09/12/2012.

DECLARAÇÃO DE DESFILIAÇÃO

Eu, PAULO ROBERTO GONÇALVES DE OLIVEIRA, portador do RG n° xx.xxx.xxx.x, CPF xx.xxx.xxx.xx, associado ABD n° 9024 venho, através deste, solicitar a minha desfiliação desta associação bem como o imediato cancelamento das cobranças de anuidade em meu cartão de crédito.

Os motivos desta desfiliação estão claros em meu blog. Tenho conhecimento que muitos dos diretores lêem meu blog e tem ciência de todos os pontos de discordância entre eu e a associação e a associação e o mercado REAL. Porém o que me levou a esta decisão final foi a questão da regulamentação profissional. A ABD não tem o menor direito de falar em nome dos Designers de Interiores/Ambientes. Não tinha o direito de retirar a área do projeto de regulamentação do Design numa ação vil e baixa desrespeitando todos os verdadeiros profissionais HABILITADOS em Design de Interiores/Ambientes bem como, amputando a área do Design em seu processo de regulamentação causando um enorme desconforto entre os Designers.

Por diversas vezes tentei dialogar, apontei erros, dei dicas. Mas a ABD se acha acima do bem e do mal e senhora absoluta da verdade, da razão e das Leis. Na tentativa de calar-me, tentaram me comprar oferecendo-me oportunidades que nunca saíram do papel, pois nunca me calei.

Se a ABD quiser continuar com seu joguinho, que o faça, mas apenas com os Decoradores e com os Arquitetos Decoradores, porém, que deixem os Designers (verdadeiros) em paz. O PL de vocês não vai andar no Congresso. Não com o nome Design de Interiores. Não com as atribuições dos Designers de Interiores. Se quiserem, que se virem com os Decoradores e suas atribuições que, diga-se de passagem, são bem menores que as dos Designers.

Se a ABD pensa que ainda tem algum moral entre os Designers (do PL de regulamentação), podem esquecer disso, pois a brincadeira arrogante e desesperada de vocês pode ter colocado em cheque a PL de Regulamentação do Design. Ou seja, tudo que eu sempre alertei ao grupo do Freddy Van Camp, Ernesto Harsi, Bruno Porto e outros, se materializou agora através desse projeto de regulamentação de vocês. E a ABD despencou no conceito e respeito. Isso sem contar os parlamentares que também não gostaram nada dessa brincadeira de vocês.

ABD não respeita ninguém a não ser seus próprios diretores. Esta associação não tem qualquer relação ética com o mercado REAL.

Assim sendo, peço deferimento.

ATT,

Paulo Oliveira – LD”

Em resposta veio apenas um

“Muito Obrigada Sr. Paulo
A sua desfiliação foi finalizada.
att”

Agora é esperar chegar a proxima fatura do cartão de crédito e verificar se a cobrança da anuidade continua…

Ah se continuar…

A segunda a rodar foi a AsBAI.

Da mesma forma que a ABD, a AsBAI se acha no direito de impor suas vontades no mercado assim como as suas (in)verdades.

É uma associação arrogante e prepotente. Mas isso tem uma razão de ser. Eles tem medo, muito medo da concorrência dos outros profissionais.

Já coloquei neste post o que a tal “Dama da Luz”, matriarca dessa associação, anda fazendo.

Já denunciei em diversos posts os absurdos e sandices que esta associação vem cometendo.

Seria muito incoerente de minha parte continuar também associado a esta jpa que eles, assim como a ABD, só ouvem e atendem os pedidos dos amiguinhos da corte (a diretoria).

Não posso continuar compactuando com as atitudes surreais (e até ilegais) desses dois grupelhos mantendo-me associado ou com qualquer ligação com eles.

Quem tem medo do mercado?

Certamente estas duas associações aí tem sim, e muito! Não só do mercado, mas especialmente, da COMPETÊNCIA DOS OUTROS PROFISSIONAIS.

Já deu, agora basta ABD.

Não vou entrar em detalhe sobre os planos macabros da ABD em forçar uma regulamentação profissional separado do PL do Design, pois já escrevi exaustivamente sobre isso aqui no blog.

Também não vou falar mais sobre os porquês disso acontecer, pois já está tudo detalhadamente descrito aqui nas páginas deste blog.

A questão agora é: a ABD novamente mostrou a sua verdadeira face: hipócritas, umbiguistas e estúpidos. Estão pouco se lixando pra quem quer que seja que não faça parte de seu grupelho.

O fato é:

1 – estamos com o PL de regulamentação do Design nos trâmites finais no Congresso Nacional. Atualmente ele está na última Comissão e após isso é só esperar a assinatura da Presidente Dilma e pronto: O Design finalmente estará regulamentado aqui no Brasil.

2 – Diante do que escrevi em um e-mail particular para o Jéthero Cardoso  e ele, num ato estúpido, desrespeitoso e antiético, simplesmente apresentou o inteiro teor deste e-mail numa reunião para toda a diretoria da ABD. Assim, ela simplesmente resolveu forçar a entrada de seu projeto idiotizado de regulamentação da área de Design de Interiores através do deputado Ricardo Izar.

A questão é:

Estamos com um projeto sobre Design em trâmites finais. Agora, entra um segundo projeto, também sobre Design. É sabido que a maioria dos parlamentares desconhecem o que é Design, muitos ainda confundem Design com Artesanato ou Arte. O que vai acontecer?

“Acabou de passar por aqui um projeto sobre Design e agora vem esse outro?”

Sim, é esse o pensamento que vai rolar na cabeça dos parlamentares e querem saber o que isso pode implicar?

O impedimento da finalização da tramitação do PL do Design ou seja: todo o trabalho desenvolvido pela Comissão (Van Camp, Harsi, Patricia e tantos outros) nos estudos e confecção da minuta e posteriormente pelo Deputado Penna dentro do Congresso Nacional mais a pressão feita pela ADG nas Comissões e gabientes dos parlamentares vão pelo ralo. Literalmente falando, teremos mais um PL engavetado.

Parabéns ABD!!!

Mais uma vez vocês deixam claro que só se importam com seus próprios umbigos. São arrogantes, são ignorantes, são ingratos enfim, são o que são: LIXO!!!!

Pois então, para evitar que isso tudo aconteça, começo pelo seguinte:

Aqui está, oficialmente, o meu pedido de desfiliação dessa associação estúpida. Não vou ficar em suas fileiras dando a impressão de que concordo com seus atos arbitrários – sim, pois vocês NUNCA consideram o que os associados pensam, desejam, questionam. O que vale são apenas as suas vontades.

Em seguida, conclamo aos verdadeiros profissionais de Design de Interiores/Ambientes(os estudantes também)  filiados à ABD que também desfiliem-se dela.

Acordem gente, ela é apenas uma associaçãozinha, não tem poder legal para ditar absolutamente nada com relação ao mercado de trabalho, não tem direito algum a autorizar ou avaliar cursos nem nada.

No próximo post vou colocar a apresentação que fizontem (24/11) no Design na Brasa, defendendo a nossa área como DESIGN e diferenciando-a da Decoração. Na verdade esta apresentação serve também para refutar a visão reducionista que a ABD tem da área. Também uma associação formada por Decoradores e Arquitetos (não menosprezando-os profissionalmente) não tem a menor condição de entender a amplitude do Design de Interiores/Ambientes. Por isso eles relutam tanto em fazer a correta distinção das atribuições profissionais entre Arquitetos decoradores, Decoradores e Designers de Interiores/Ambientes. Para eles, quanto maior a confusão e desinformação sobre a área, é lucro… para eles apenas.

Também conclamo a todos a encaminharem e-mails ao deputado Ricardo Izar (dep.ricardoizar@camara.leg.br) repudiando integralmente o PL-4692/2012 (o projeto de regulamentação da ABD).

Também encaminhem e-mail ao Deputado Jose Luiz Penna (dep.penna@camara.leg.br) apoiando o PL de regulamentação do Design de sua autoria, repudiando o PL do deputado Izar e solicitando a inserção de nossa área no referido PL pós sanção presidencial.

Vejam bem: se inserirmos agora a nossa área no PL em tramitação o mesmo terá de voltar lá na primeira Comissão. Voltaremos à estaca zero!!! Portanto, o mais correto é:

Ficaremos aguardando a finalização deste PL de regulamentação do Design e, assim que a Presidente Dilma sanciona-lo, o deputado Penna irá entrar com uma emenda ao PL do Design inserindo a nossa área.

Portanto, não temos o que temer.

Seremos sim regulamentados junto com o Design.

Dois passarinhos me contaram que…

É… fiquei sabendo de algumas coisas estes dias e já passou da hora de informar meus leitores sobre o que anda acontecendo.

Passarinho 1:

Um professor, arquiteto, que eu respeitava e admirava muito me decepcionou.

Ele mudou-se para Curitiba. Lá ele já coordenava à distância o curso de Design de Interiores de uma renomada universidade.

Diga-se de passagem, em 5 anos de existência do curso, ele figura atualmente entre os 5 melhores do país no Provão.

Fato é que desde o início os alunos sofrem com a falta de laboratórios. Sempre tentavam conversar com a coordenação e reitoria e tudo sempre ficou nas promessas.

Agora, este arquiteto conseguiu aprovar a criação do curso de Arquitetura na universidade. Até aí tudo bem, sem problema algum.

Porém, no lançamento deste curso, após uma palestra de uma arquiteta ele resolveu falar também.

Observação: estavam presentes na platéia todos os alunos do curso de Interiores e vários outros convidados.

O cara simplesmente começou a avacalhar com o curso de Design de Interiores e enaltecer o curso de arquitetura.

Disse em alto e bom som que era melhor para os alunos de Interiores que migrassem para o curso de arquitetura onde poderiam aproveitar várias disciplinas já que “Interiores não dá futuro pra ninguém”.

Além disso, o curso de arquitetura estava nascendo já com todos os laboratórios necessários e se o pessoal de Interiores quisesse utiliza-los deveriam agendar.

Isso é apenas uma parte da conversa que tive com esse “passarinho”, que é aluno(a) do curso de Interiores.

Mas essa conversa me fez sentir nojo do abraço e dos parabéns que recebi desse coordenador quando palestrei na Semana de Arquitetura e Design do Cesumar anos atrás e também me fez entender o porque de eu nunca mais ter sido chamado para palestrar lá: minha palestra “N jeitos de atuar” é uma verdadeira porrada na cara de alguns arquitetos idiotas pois nela desconstruo os argumentos reducionistas e corporativistas desses imbecis.

Passarinho 2:

Um outro passarinho me confidenciou o seguinte:

1 – ABAI está à todo vapor junto com o CAU para o fechamento (reserva de mercado) da área de Lighting Design para os arquitetos. Aquele discurso todo da AsBAI de melhorar a qualidade de ensino nos cursos de Arquitetura ao que parece serve apenas para desviar o foco do que eles andam aprontando nos bastidores.

2 – A “mamma” da iluminação brasileira é a responsável pela não vinda de grandes congressos da área aqui para o Brasil. O ponto é: se vierem verão que existem muitos profissionais qualificados e com excelentes projetos no mercado. Melhor que brilhemos só nós mesmo. E pensar que esta tal “mamma” é uma das fundadoras da AsBAI…

3 – A ABD também está em negociatas e namoricos de bastidores com o CAU para a inserção da área de Design de Interiores/Ambientes dentro deste Conselho. Assim, a regulamentação da profissão de Design de Interiores/Ambientes será feita lá dentro de um Conselho de ARQUITETURA!!!!! E, à exemplo do que fizeram no passado dentro do CREA, não devemos esperar muito: teremos nossas atribuições profissionais reduzidas a quase nada.

Vamos acordar povo???

Depois não adianta reclamar não viu???

Sites de decoração online

Pensei que seriam poucos, mas agora já temos uma série de sites de decoração (e design) online. São sites onde os clientes preenchem um brieffing, os profissionais cadastrados tem acesso a este material e a partir dele desenvolvem projetos. Aí, o cliente escolhe o que mais gostar e paga por este projeto.

Na verdade funciona como um “concurso de projetos”.

Vamos então analisar quais os problemas que este tipo de serviço destes sites oferecem:

1) Brieffing

As questões levantadas no brieffing são fundamentais para o desenvolvimento de projetos. No entanto, é barrado o contato dos profissionais com o cliente. Logo, a conversa, o diálogo, aqueles detalhes que só conseguimos perceber numa conversa direta com o cliente não são alcançados, não  temos a percepção das entrelinhas (aquilo que o cliente diz sem ser preciso), não notamos as reações (expressões faciais, gestual, entonação vocal, etc) que nos permite perceber por onde estamos indo.

É falho, logo, não tem como ser preciso e exato dando margem à diversos problemas na hora da execução e/ou do uso.

2) Projetos por ambientes

Com esse tipo de atitude, o cliente corre um sério risco de ter em sua casa um verdadeiro picadeiro de estilos. Usei picadeiro pois, ao contratar livremente o cliente pode pegar vários profissionais diferentes. Cada profissional tem um modo de projetar, tem suas técnicas, tem suas interpretações dos estilos entre diversos fatores que tornam, para o cliente, praticamente uma roleta russa esse tipo de atitude.

3) Valores cobrados

Peguei estes valores em um dos sites. Observem:

01 Ambiente: R$ 549,00; 02 Ambientes: R$ 1.078,00; 03 Ambientes: R$ 1.587,00; 04 Ambientes: R$ 2.076,00; 05 Ambientes: R$ 2.545,00.

Já num outro site encontrei estes valores:

Quarto R$ 450,00; Cozinha R$ 500,00; sala de jantar R$ 550,00; sala de estar R$ 550,00; sala de tv R$ 550,00; escritorio R$ 550,00; hall R$ 400,00; banheiro / lavabo R$ 400,00; closet R$ 400,00; sala comercial R$ 900,00.

E, num outro site mais recente encontrei estes valores:

Projeto Residencial: Casa e Apartamento – A partir de R$ 2000.00; Loft – A partir de R$ 1400.00; Quarto – A partir de R$ 350.00; Sala de jantar – A partir de R$ 400.00; Sala de estar – A partir de R$ 450.00; Cozinha – A partir de R$ 500.00; Banheiro e Lavabo – A partir de R$ 250.00; Área de serviço – A partir de R$ 250.00; Monte seu Projeto – A partir de R$ 500.00; Consultoria de Projeto – A partir de R$ 150.00.

Projeto Comercial: Escritório e Consultório – A partir de R$ 1000.00; Estande – A partir de R$ 1100.00; Lojas – A partir de R$ 1500.00; Restaurante, Bar e Cafeteria – A partir de R$ 1300.00; Monte seu Projeto – A partir de R$ 500.00.

É simplesmente irresponsável cobrar estes valores. O valor de um ambiente não cobre nem mesmo os custo operacionais de um escritório sério. Os outros valores também são absurdamente fora da realidade do mercado. A única explicação para isso é este pessoal estar ganhando pelas costas dos clientes com as RTs dos fornecedores cadastrados e parceiros deste tipo de site.

4) Fornecedores

São várias as empresas de móveis, revestimentos e outros mais que estão fazendo parceria com este tipo de site. Estão no direito deles? Sim! Porém estão contribuindo para a prostituição profissional ao validar esta prática  condenável.

Em tempos de responsabilidade social, esse tipo de atitude é um tiro no próprio pé além do desrespeito aos profissionais sérios que atuam no mercado.

5) Visibilidade profissional

É mais um argumento mentiroso para atrair profissionais incautos. Um cliente sério e que busca  qualidade (por mínima que seja) em seu projeto, jamais vai contratar o serviço de um profissional que ele nem sabe quem é. Não vai contratar um profissional apenas pelo projeto apresentado virtualmente. Estes clientes são aqueles que desejam o profissional atuante sempre que possível, acompanhando as obras e o acompanhando nas compras.

São clientes que gostam de discutir o projeto, entende-lo por completo. E são estes clientes que fazem a diferença na carreira de qualquer profissional.

Clientes que usam este tipo de serviço certamente são aqueles que adoram o “jeitinho brasileiro” de tirar vantagem em cima de tudo e todos que puder. E é exatamente isso que estes sites promovem.

6) Concorrência criativa

Não, na verdade o que temos neste tipo de proposta é a CONCORRÊNCIA ESPECULATIVA.

É uma prática bastante comum em concursos de Design não sérios e que agora está invadindo o mercado profissional.

É condenável a partir do momento em que faz os profissionais trabalharem de graça sem ter a certeza do pagamento. Infelizmente esta é uma artimanha que pega muitos estudantes e profissionais ainda não estabelecidos no mercado.

Veja vem: você só irá receber aquele valor ridículo (sim, lembre-se que nesses valores cobrados, ainda vem descontadas as “taxas administrativas”) SE, e somente SE o cliente escolher o seu projeto.

Caso ele escolha outro profissional, parabéns orelhudo, trabalhou de graça, perdeu tempo com algo não retornável. Mantenha seu caixa no vermelho assim seu BURRO!!!

Tenho certeza de que se estes profissionais fossem rodar bolsinha n’alguma rua ganhariam muito mais dinheiro, pois o que não falta é cliente atrás de prostitutas!

Além, é claro, de não sujar a nossa profissão perante o mercado.

Esse tipo de trabalho me lembra claramente uma frase que ouvi num filme a muito tempo atrás:

“Dinheiro na mão, calcinha no chão!”.

Pois é, e temos uma associação que diz ser ética e séria e não faz absolutamente nada contra isso. E, para quem não sabe, uma associação serve para defender os direitos dos profissionais.

Tá bem difícil ABD.

Se vocês acham que são alguém saibam que não passam de um monte de LIXO!!!

E, cada dia que passa tenho mais certeza disso.

No entanto, com isso só não identifiquei ainda se vocês são mero LIXO ou cafetões…

#ParaPensar…

ABD e a tentativa de golpe na Regulamentação

Pois é meus amigos. Conforme prometido está aí o texto do tal PL de regulamentação profissional que a ABD está tentando enfiar no Congresso Nacional depois de arrogantemente e arbitrariamente retirar a nossa área do PL de regulamentação do Design.

Segue o texto que recebi por e-mail do Jethero Cardoso. Os grifos e numerações entre parênteses são meus para marcar minhas considerações após o texto.

PROJETO DE LEI Nº……………DE 2012

Regula o exercício da profissão de designer de interiores e dá outras providências.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art.1º  Esta lei regulamenta a profissão de designer de interiores, estabelece os requisitos para o exercício da atividade e determina o registro em órgão competente.(1)

Art. 2º É livre o exercício da atividade profissional  de designer de interiores desde que atendidas as qualificações e exigências estabelecidas.

Art.3º O exercício da profissão de designer de interiores, em todo o território nacional, é privativo dos portadores de:

I – diploma de curso superior em Designer de Interiores, Composição de Interiores e Design de Ambientes expedido por instituições regulares de ensino; (2)

II – diploma de curso superior em design de interiores, expedido por instituições estrangeiras e revalidado no Brasil, de acordo com a legislação.

III – dos que, possuidores de outros cursos superiores em áreas afins, tais como, Arquitetura, Desenho  industrial, Artes plásticas e outros similares, venham exercendo, comprovada e ininterruptamente, à data da publicação desta lei, as atividades de designer de interiores  por, pelo menos, dois anos. (3)

IV – dos que, tenham sido diplomados como técnicos em decoração ou designer de interiores  ou tendo concluído  o segundo grau e vêm exercendo comprovada e efetivamente, à data da  publicação desta lei, as atividades de designer de interiores, por um período mínimo de três anos, com credenciais expedidas por associações de classe estabelecidas no território nacional.

Art. 3°  São atividades do designer de interiores:

I  – planejar e organizar espaços, visando o conforto e a estética, a saúde e a segurança do ser humano em qualquer de suas atividades, idades ou condição física.

II – estudar e projetar os espaços conforme os objetivos e necessidades do cliente, seguindo normas técnicas homologadas pela ABNT de acessibilidade, ergonomia, conforto lumínico, térmico e acústico.

III  – elaborar projetos de interiores, sistemas e equipamentos, mobiliário e objetos de decoração de interiores e  exteriores e responsabilizar-se pelos mesmos;

IV – elaborar plantas, cortes, elevações, perspectivas e detalhamento de elementos construtivos não estruturais.

V – especificar mobiliário, equipamentos, produtos, sistemas de automação, telefonia, internet, eletro/eletrônicos e segurança, providenciando orçamentos e instruções de instalação.

VI – selecionar e especificar cores, materiais, tecnologias, revestimentos e acabamentos .

VII -comprar produtos, sistemas e equipamentos, após cotação e aprovação pelo cliente.

VIII-  Administrar compras e fluxos organizacionais, gerenciar obras e serviços, manter o orçamento dentro dos valores previstos ou submetendo ao cliente qualquer alteração para prévia aprovação.

IX – planejar  interferências de espaços pré-existentes internos e externos, alterações não  estruturais, circulações, abertura e fechamento de vãos;  (4)

X -promover eventos relacionados a área de design de interiores ;

XI  – fornecer consultoria técnica referente ao design de interiores e exteriores;  (5)

XII – desempenhar cargos e funções em entidades públicas e privadas relacionadas com ao design de interiores;

XIII – exercer ensino e fazer pesquisa, experimentação e ensaios;

XIV – fazer produção técnica especializada, para cinema, tv, shows, eventos, cenografia e produção fotográfica.

XV  – estudar o comportamento humano  e preservar os aspectos culturais que os constituem.

XVI – (13)

Art. 4º  Compete ao designer de interiores,  na execução do projeto de interiores:

I  – especificação de materiais de revestimento, aplicação e troca dos mesmos;

II  – especificação, montagem, reparo, substituição e manutenção de mobiliários e equipamentos;

III – alteração de forro e piso através de rebaixamento ou elevações;

IV  – planejamento hidráulico, elétrico, eletrônico, luminotécnico, telefônico, de ar condicionado e de gás;

V –criação desenho e detalhamento de móveis;

VI  – criação de elementos avulsos para complementação do projeto;

VII – planejamento de paisagismo e jardinagem

VIII  – planejamento e interferências de espaços pré-existentes internos e externos, alterações não  estruturais, circulações, abertura e fechamento de vãos;  (4)

IX – especificação e disposição do mobiliário, observando normas técnicas de ergonomia, conforto térmico, acústico e lumínico visando o conforto e a saúde do usuário.

X -formalizar  a prestação dos serviços em contrato escrito, que estabeleça  as fases do projeto de interiores , prazos, honorários contratados e as formas de remuneração, as responsabilidades do profissional e todas as demais cláusulas necessárias à transparência , objetividade e descrição dos direitos e obrigações das partes no transcorrer da prestação de serviços.

XI – certificar-se de que os produtos e serviços que oferece e/ou indica são adequados aos fins propostos.

§ 1º Na execução do projeto, o designer de interiores deverá prestar assessoria técnica, exercendo as seguintes atividades:

I – coleta de dados de natureza técnica;

II – desenho de detalhes e sua representação gráfica;

III – elaboração de orçamento de materiais, equipamentos, instalações, prestadores de serviços especializados e mão-de-obra;

IV – elaboração de cronograma de trabalho, com observância de normas técnicas e de segurança;

V – fiscalização, orientação, acompanhamento e coordenação do projeto nas instalações, montagens, reparos e manutenção;

VI – assessoramento técnico na compra e na utilização de materiais, tecnologias,  móveis,equipamentos, adornos e objetos de arte;

VII – responsabilidade pela execução de projetos compatíveis com a respectiva formação e competência profissional;

VIII – condução da execução técnica dos trabalhos de sua especialidade.

IX -Gerenciamento da obra observando organogramas e fluxogramas.

§ 2º –  Na execução dos itens, IV e VIII, do “caput” deste artigo o designer de interiores deverá ter o acompanhamento de técnico responsável  especializado.  (6)

Art. 5°  O projeto de interiores é de autoria exclusiva do designer de interiores, que o assina, e de sua inteira responsabilidade, quando o executa.

Art. 6º  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

O Design de interiores já é uma profissão amplamente reconhecida pela sociedade, por todas as  mídias,  pela indústria, pelo comércio e por inúmeros profissionais prestadores de serviços que trabalham em parceria com o designer de interiores. Este exercício profissional  vem sendo utilizado pela sociedade há mais de cem anos com o objetivo de se viver melhor. (7)

O design de interiores projeta ambientes atendendo, através de seus saberes específicos, o Ser Humano em qualquer espaço onde aconteça a atividade humana, de uma sala de estar a qualquer das tipologias que o trabalho exigir, em escritórios, indústrias, hospitais, nos transportes  e em outros espaços,  em qualquer de suas idades, de um recém nascido a um ancião, todos precisam de cuidados especiais, sob qualquer condição física em que o ser humano possa se encontrar ou com qualquer deficiência física.

Neste sentido, o trabalho do designer de interiores atinge a todos seres humanos que circulem, habitem ou trabalhem em um determinado ambiente, independente até de sua classe social ou condição financeira.

Todos nós, seres humanos precisamos viver com conforto físico e estético, com respeito a nossa  cultura e em condições  que preservem nossa saúde e felicidade, é este o eixo fundamental da atividade profissional do designer de interiores.

O designer de interiores,  a partir da década de 60 do século XX vem tendo um aprimoramento contínuo em seu processo de formação  profissional,  através de conhecimentos técnicos, cursos de reciclagem e pós graduação, seminários e congressos nacionais, pesquisas e permanente atualização dos aspectos da evolução tecnológica, que fazem parte da vida contemporânea .

Desta maneira, vem ampliando continuamente sua atuação num  mercado, cada vez mais complexo, visando sempre o bem estar, o conforto, a estética, a saúde e segurança de quem o contrata.

O profissional habilitado tecnicamente no desempenho de sua profissão contribui para a humanização de grandes e pequenos espaços, como creches, hospitais, praças, fábricas etc. Recuperação e conservação de espaços históricos, através do restauro de ambientes e bens culturais.

De acordo com levantamento realizado pela ABD (Associação Brasileira de Designers de Interiores) em 2011, durante o VI Encontro Nacional de Professores e Coordenadores de cursos de design de interiores, realizado pela ABD em Itú S. P. obtivemos os seguintes e expressivos números:

O Brasil conta com 92 cursos de design de interiores em nível superior (Bacharelados e Tecnológicos) com 17.678 alunos e 1.477 professores.

Soma-se a formação universitária  os 90 cursos de técnicos em design de interiores com 10.080 alunos e 874 professores.

Totalizando um numero significativo de estudantes de design de interiores no Brasil,  27.678 estudantes e 2.351 professores em 182 escolas regulamentadas pelo Ministério da Educação e pelas Secretárias Estaduais de Educação no ensino técnico.

Temos mais de 50 títulos nacionais de revistas especializadas em design de interiores nas bancas de jornais, vários programas de tv  e inúmeros artigos publicados diariamente nos jornais de grande circulação sobre a área de design de interiores. (8)

O Brasil realiza através das mostras; Casa Cor (26 anos), Mostra Artefacto (21 anos), Morar mais por Menos( 8 anos) e Casa Black(2 anos) a maior exposição de design de interiores do planeta, envolvendo a indústria, o comércio e a prestação de serviços para apresentar ao público, diferentes maneiras de ocupar os espaços interiores que envolvem da mais sofisticada tecnologia  ao artesanato mais puro das raízes culturais brasileiras. (9)

Não podemos mais desprezar ou ignorar esta atividade que movimenta  de acordo com o DCI (Diário do Comércio, Indústria e Serviços) R$ 60 bilhões de reais por ano, distribuindo riqueza por entre grandes e médias indústrias e pequenas empresas de marcenarias e prestadores de serviços autônomos, como pedreiros, pintores, encanadores, eletricistas, gesseiros, artistas plásticos, lustradores, marceneiros, serralheiros, jardineiros etc.

Com a regulamentação da profissão dá-se condições ao designer de interiores  para exercer a profissão na sua amplitude de seus direitos e deveres. Permite ao profissional participar de licitações públicas, candidatar-se a cargos específicos em empresas públicas ou privadas, e prestar serviços àquelas que exigem documentação profissional.

Não é demais lembrar que o  trabalho profissional do designer  está também intimamente ligado à saúde e à segurança da população.

O exercício por pessoas ou profissionais de outras áreas não qualificados, sem conhecimento técnico de ergonomia, de iluminação, acústica e conforto térmico, das normas técnicas homologadas  pela  ABNT e de outros aspectos relativos à segurança, pode acarretar danos irreparáveis à saúde do  usuário.

A Medicina do trabalho identifica as causas da infortunística* mas é o designer de interiores o profissional que esta apto a projetar e executar projetos de interiores que evitem doenças como:  a Tenossinovite, Tendinite, Epicondilite, Bursite, Miosites, Síndrome do Túnel do Carpo, Síndrome Cervicobraquial, Síndrome do Ombro Doloroso, Cisto Sinovial, Doença de Quervain , que somadas são a segunda maior causa do afastamento do trabalho no Brasil.

*De acordo com Lorenzo Borri a Infortunística é a parte da Medicina legal que estuda os acidentes de trabalho ou “o conjunto de conhecimentos que cuida do estudo teórico e prático, médico e jurídico, dos acidentes do trabalho e doenças profissionais, suas consequências e seus meios de preveni-los e repara-los.”

A lesão corporal, a perturbação funcional, a irritabilidade, depressão e estresse podem ser evitadas através de projetos de design de interiores que transformem os ambientes de trabalho em espaços com cores e revestimentos agradáveis, com conforto acústico, térmico e lumínico, com mobiliário ergonomicamente adequado as atividades desenvolvidas, são estes o fatores que constituem os  ambientes saudáveis para o trabalho.

O Brasil possui duas grandes associações de profissionais a ABD (Associação Brasileira de Designers de Interiores) fundada em 30 de outubro de 1980 com escritórios regionais em  Salvador, Porto Alegre,Curitiba, Brasília, Goiana, Vitória, Rio de Janeiro, e AMIDE (Associação Mineira de Designers de Ambientes de nível superior) afiliadas a IFI (Federação Internacional de Designers de Interiores)e mais uma série de associações de profissionais regionais.

Propõe-se, atualmente, a regulamentação das profissões via negocial, onde as regras e condições de trabalho de natureza profissional seriam demarcadas por intermédio do entendimento entre os interessados. (10)

Argumentam os defensores desta ideia que seria improdutivo fazer da negociação coletiva o grande instrumento jurídico para criar normas e condições de trabalho e, ao mesmo tempo, continuar preservando as regulamentações  de profissão pela via legal. (10) 

Não é demais enfatizar, porém, que a regulamentação legal de uma determinada profissão integra a tradição de nosso ordenamento jurídico, como o confirmam as diversas leis e dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho.

Teve seu início na década de trinta  do século passado, com a finalidade de disciplinar certas profissões, a fim de garantir ao cidadão a prestação qualificada de bens e serviços.

Nesse contexto, insere-se a regulamentação do exercício da profissão de designer de interiores num mundo  globalizado, onde a qualidade e a excelência de bens e serviços vem  se sofisticando cada vez mais, os profissionais da área de design de interiores  devem ter habilitação especializada, pois a organização dos espaços interiores, residenciais, comerciais, culturais e institucionais requerem procedimentos projetuais sofisticados que envolvem a somatória de diversas especialidades.

Conforme disposto na Constituição Federal (art. 5º, inciso XIII) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.

Observando os limites impostos pela Constituição, a situação dos designers de interiores exige medida legislativa, a fim de corrigir omissões e lacunas no ordenamento jurídico, que tem prejudicado a atuação desses profissionais em todo o território nacional.

A atividade  do designer de interiores está relacionada com à do arquiteto, sem, contudo, confundir-se com ela. A C.B.O. (Classificação  Brasileira de Ocupações) realizada pelo Ministério do Trabalho e do Emprego, identifica distintamente as profissões de designer de interiores (código 2629) e a de arquiteto (código 2141) e também os técnicos em design de interiores de nível médio(código 3751).

Ocorre que a falta de regulamentação da  profissão de designer de interiores leva a dúvidas quanto ao livre exercício profissional  desta atividade e uma série de argumentos pré-conceituosos  e de ordem legal são colocados através dos CREAs para inibir e restringir o exercício profissional. (11)

Hoje os processos de formação profissional em curso no Brasil habilitam com qualidade os profissionais ao pleno exercício da atividade.Para tanto, a proposição que ora apresentamos tem o objetivo de esclarecer as atividades  e responsabilidade dos designers de interiores, diferenciando-a explicitamente das exercidas pelos arquitetos.

Observamos, que não se propõe reserva de mercado. Ao contrario, busca-se a expressa autorização legislativa para que os designers de interiores possam atuar em um campo que equivocadamente , tem sido em nome da lei, e protegido por ela, convenientemente  atribuído somente aos arquitetos e isto sim, se configura em reserva de mercado e contraria a legislação em vigor. (12)

Por entender que a regulamentação da profissão de designer de interiores virá em benefício não somente da categoria  mas, principalmente, dos usuários dos serviços,  pedimos aos nobres Pares apoio para a aprovação deste Projeto de Lei.

(1) Vai ser assim? Todos enfiados no mesmo saco como se fossem a mesma coisa? Sem distinção entre arquiteto decorador, decorador e designer? Manterão “interiores” para continuarmos enjaulados entre 4 paredes e as partes internas das edificações dificultando a nossa contratação por clientes que necessitam de projetos internos e externos tendo de optar por dois profissionais distindos (1 para interior e outro para exterior) ou um que faça as duas coisas nos fazendo perder clientes?
Hummm…

(2) No meu caso (e em casos atuais), o nome do curso é Decoração de Interiores porém a matriz curricular é a mesma de Design de Interiores/Ambientes. Isso se deu por ingerência e arrogância do ex-coordenador do curso (um arquitrouxa) que odiava a ideia da existência deste curso e destes profissionais. Eu já tenho experiência de sobra para entrar por “tempo de atuação” mas como fica esse pessoal que está se formando nos cursos de “Decoração de Interiores” que ainda existem hoje cujas matrizes são de Design?

(3) Só dois??? Os decoradores que nunca estudaram instalações prediais e sempre largam isso nas mãos de outros profissionais serão DESIGNERS??? A madame que nao tem o que fazer e começa a “dar um tapa” na decoração da propria casa, depois da filha, depois de uma ou outra amiga, faz um curso livre de Decoração e se tiver mais de dois anos de “atuação profissional em DECORAÇÃO vai ser DESIGNER?? Difícil heim…

(4) Porque não podemos PROPOR alterações estruturais visando a melhoria e adequação dos espaços para os usuários? Pensar, analisar o problema e propor soluções que envolvam alterações estruturais é uma coisa, realizar a alteração é outra bem diferente. Para isso existem as parcerias profissionais onde, quando necessário, existe um profissional competente para realizar estas alterações chamado ENGENHEIRO CIVIL que é quem ficará responsável por esta parte. Por isso eu inseri a observação n° 13, que explicarei abaixo.

(5) Já que falam em interiores e exteriores, porque não assumem de vez a nomenclatura mais adequada que é AMBIENTES libertando-nos de vez do estigma setorizado (melhor dizendo, ENJAULADO) de atuação profissional?

(6) Porque se não tem nada demais nisso? No item IV estamos executando o que fomos “treinados” para fazer na universidade. No item VIII, é uma tarefa normal na execução de obras. Salvo no caso de alterações estruturais, aí sim entra a necessidade de acompanhamento técnico, preferencialmente de engenheiros. Propor é uma coisa, executar é outra.

(7) Surtaram? O que existia ha 100 anos era Arquitetura segundo os decanos da Arquitetura e, para os mortais, um tipo de “arrumação” que foi o princípio da Decoração. Ou será que este surto é mais uma compra de briga com os arquitetos? A 100 anos mal se falava em DESIGN, que é a matriz de onde viemos. Antes de propor algo nesse sentido, vocês deveriam cobrar das IES que apoiam e “validam” seus cursos que produzam mais materiais em teoria e história sobre a área pois ainda não existe bibliografia sólida sobre isso aqui no Brasil.

(8) Vamos lá, me diga 1 revista ou programa de TV ou encarte de jornais que seja realmente especializada em Design de Interiores/Ambientes. O que temos é um monte delas que mistura arquitetura, design, decoração e artesanato como se fosse a mesma coisa. “Cafofo da Cráudia” vir dizer que é especializada em Design é uma piada de mau gosto aliás, eles nem sabem o que é DESIGN! Isso é uma mentira! O que as revistas mostram é apenas uma pequena e irrisória parte do nosso trabalho e, muitas vezes também, trata-se de ARQUITETURA. É um total desrespeito com a nossa área profissional. Estas revistas só servem para confundir o mercado.

(9) Da totalidade de ambientes das mostras que acontecem no Brasil, se contarmos 2% dos ambientes que são (ou foram) realmente projetos de Design de Interiores/ambientes é muito. É pura decoração, arquitetura e exposição de peças de design e lançamentos de produtos. Outra coisa que distancia as mostras do Design é que predominam tendências, estética, luxo… os elementos do design ficam para trás e em muitos espaços não se observa absolutamente nada dele. É um surto coletivo de mediodridade conceitual que somente prejudica o mercado.

(10) ATENÇÃO AQUI=> Isso me soou assim: olha aqui deputados, isso é somente entre nós (ABD) e vocês parlamentares.  SE, e somente SE houver a necessidade de ouvir alguém de fora, somente serão os por nós indicados e que “rezem a nossa bíblia”. Muito ético, muito  transparente, muito respeitoso com os profissionais não é mesmo? No entanrto vale lembrar-lhes que vivemos numa DEMOCRACIA onde o arbitrarismo (normal para vocês) não tem espaço.

(11) Opa pera lá!!! Onde estão o CAU, IAB, AsBEA e outros ligados à Arquitetura que são quem realmente nos enchem o saco com suas sandices??? Os engenheiros NUNCA nos causaram problemas.

(12) Poxa, até que enfim aparece isso vindo pela ABD. Uma pena que esse discurso somente ficará no texto de defesa deste projeto. Pois SE a ABD fosse séria, já teria lançado inúmeras notas e campanhas sobre este assunto, mas mantem-se calada como se nada disso acontecesse. E tem mais, direito adquirido não é significado de reserva “ilegal” de mercado, portanto este argumento dos arquitetos é falacioso e criminoso.

(13) De acordo com o item 4 acima, o correto seria a existencia do seguinte texto: “planejamento de alterações estruturais visando a melhoria dos espaços/ambientes adequando-os às necessidades dos usuários.”

Minhas considerações finais:

Está, de modo geral, bom o projeto. Porém é mais salutar e ético e ABD deixar os designers de interiores/ambientes em paz e ficar apenas com os arquitetos decoradores e decoradores como seus membros. Já que não nos respeita em nossa especificidade que pare de nos usar porcamente.

Também, revogar a ação idiota de alteração do nome e voltar a ser Associação Brasileira dos Decoradores, já que de designers, nunca foi nem nunca será.

Outra coisa, este texto está ótimo sabe para que? Para depois da regulamentação do DESIGN ele servir para regulamentar a área dentro do Conselho de Design, assim como acontecerá com as outras áreas suprimidas do PL de regulamentação do DESIGN. Mas claro, aproveitado por NÓS, verdadeiros DESIGNERS e sem ingerência desta associação tosca e vendida.

Vi várias vezes em comunidades e fóruns pela web, o pessoal mais ligado ao CAU elaborando planos para regulamentar Design de Interiores através deles, dentro do CAU. Mas o primeiro passo seria a extinção dos cursos de Design de Interiores aqui no Brasil. Isso é só uma parte das sandices que vi pela web.

Também alerto para o fato de que um amigo meu de Brasilia me informou que tem um deputado negociando com o CAU a inserção da área dentro do conselho, já com um projeto de regulamentação em mãos.

INADMISSÍVEL!!!!

Já vi várias afrontas do CAU e outros órgãos da arquitetura sem que a ABD se pronunciasse, deixando parecer para todos que eles estão certos.

Se a ABD quiser seguir em frente com isso, terá de alterar este projeto para Decoração (o nome da associação também) eliminando atribuições dos designers e arquitetos. Estes são apenas alguns pontos de discordância e existem ainda muitos outros que corroboram a posição de vários profissionais verdadeiros da área e nos embasam inclusive, juridicamente, para barrar essa tentativa de golpe contra a nossa profissão.

Então é bom a ABD parar com esse processo, pois de estudantes à profissionais, enfrentarão uma batalha que jamais imaginaram contra essa tentativa descabida de golpe contra a nossa profissão pois de profissionais a estudantes, serão muitos os que se levantarão contra esta associação.

Já existem grupos formados e observando o andamento de tudo isso. Não há nenhum vinculo desta ação com qualquer outra associação. São grupos compostos por acadêmicos e profissionais formados em Design de Interiores/Ambientes revoltados com o descaso, desrespeito e falta de transparência e ética da ABD.

Na próxima semana estou pedindo minha desfiliação da ABD e vou sim postar em meu blog, mais uma vez, o porque da decisão. Associado, entende-se que eu concordo com as atitudes dela. Por mais que eu diga que não e afronte-a em meu blog e redes sociais de nada adianta.

Por duas vezes a ABD tentou comprar o meu silêncio oferecendo-me vantagens. Mas não me deixo comprar, não sou sujo.

Um exemplo disso foi quando “surtei” (novamente) meses atrás e lancei um post ácido e critico contra a ABD, o pessoal entrou em contato comigo me convidando para ser colaborador para palestrar, ministrar cursos, escrever artigos para o site, etc… desconfiei… e realmente não passou de uma tentativa de me comprar/calar pois nunca mais entraram em contato.

Por falar nisso, comentei (sem saber quem era ou se havia alguma ligação dela com a ABD) com uma colega de profissão sobre isso e ela literalmente teve um piti em publico, surtou porque “como a ABD convida pessoas sem ao menos me consultar, pedir minha aprovação? Sou eu que mando nisso lá dentro!”. Foram as palavras dela… Prova de que tudo não passou de mais uma armação imunda da ABD na tentativa desesperada de comprar o meu silêncio.

A ABD não passa de ilusão, de um reininho cor de rosa onde os pseudos reis e rainhas intercalam-se no poder para manter sempre a mesma coisa nojenta, inescrupulosa e ineficiente. Usam-na apenas como trampolim profissional e social através da mídia que compram. E os idiotas associados aplaudindo cegamente e bancando toda essa palhaçada sem questionar nada ou, quando questionam, não recebem qualquer resposta. No máximo recebem uma resposta de que a diretoria analisará a situação e enviará um parecer que. Bem sabemos,  NUNCA vai chegar tal resposta. E afirmo isso por experiência própria.

Então é isso. Taí a porcalhada que a ABD está tentando fazer nos bastidores.

Siga-a e aplauda-a quem for idiotizado ou acéfalo.

Eu tou fora.

PROPINA

Que vergonha!

Não tenho outra palavra para expressar o que senti ao ler o artigo do Walcyr Carrasco falando sobre suas experiências com arquitetos e designers de interiores…

Não leram? Então, sintam-se envergonhados! É só clicar aqui para ler a íntegra do artigo dele.

Tudo o que já venho denunciando há anos aqui neste blog e que me fez levar alcunhas como “alienado”, “marciano”, “alucinado”, “bipolar” entra tantos outros bem carinhosos, é desnudado agora através deste artigo.

E agora ABD, quem é o alucinado? Quem é o retardado? Quem é o doente?

Chupa essa que grande parte dessa culpa é de VOCÊS que apóiam e defendem essa prática execrável, irresponsávem e criminosa!

Se os “nobres” diretores são incapazes de ganhar dinheiro com quantidade de projetos e precisam receber propinas para sobreviver, o problema é de vocês.

Mas não sujem a nossa profissão com suas ações escrotas, imbecis e insanas.

Taí o resultado das ações estúpidas em defesa da “legalidade” das RTs que vocês tanto defendem.

Envergonharam a nossa classe profissional. Nos fizeram ser humilhados publicamente através de uma revista de circulação nacional e pior, por um escritor renomado e respeitado.

Eu sempre procurei uma palavra que encaixasse perfeitamente nessa prática e nunca cheguei numa tão justa quanto a que ele usa: PROPINA!

Fica a denúncia e alerta também para o CAU que agrega os arquitetos-decoradores.

Putz… 40% de desconto “na lata”??

=0

Profissionais que ganham 100% em cima de um projeto de planejados?

Uma mesinha mequetrefe por 10 paus???

Isso assusta sim, mas o que me deixou mais puto da vida, foi ver o descontentamento dele com relação à atenção dos profissionais com o “eu” do cliente. Não querem saber disso, se o cliente gosta ou não, se será prático ou não que se exploda.

À estes imbecis que fizeram isso (e a todos os outros que fazem o mesmo) só desejo uma coisa: que sejam execrados em praça pública, tenham seus diplomas cassados e sejam impedidos de trabalhar!!!

Fica a dica ao Walcyr: ao menos sobre os arquitetos, denuncie-os junto ao CAU e IAB.

Aproveite e pegue no pé destes dois órgãos pois eles são os responsáveis diretos da profissão de Design de Interiores/Ambientes não ter sido regulamentada até hoje. Responsabilize-os também.

É só pesquisar sobre o processo de regulamentação do Design no Brasil e perceberá as patas e garras destas instituições empacando e inviabilizando este processo.

 

Sobre prazos

Dias atras aconteceu mais um vez um problema recorrente, creio, não só comigo: clientes pedindo projetos com prazos curtíssimos. Já faz tempo que quero escrever sobre isso e sempre fico protelando. Mas vamos lá, vou relatar o que aconteceu.

Recebi na terça feira (11/09) um e-mail de um diretor de uma instituição pública. Nesta instituição existe um espaço do qual ele é diretor que necessita de uma readequação, especialmente na parte de iluminação. Um excelente projeto, com muita visibilidade.

Para tal, ele necessitava de especificações e orçamentos para encaminhar aos gestores para verificação da possibilidade de liberação de verbas para a execução do projeto.

Iniciados os contatos, tudo correndo bem até que ele me revelou o prazo para entrega do material: até dia 19/09/2012.

IMPOSSÍVEL!!!!

É humanamente e tecnicamente impossível realizar este trabalho num prazo tão curto.

Humanamente pois estou com minha agenda abarrotada, já comprometida até a metade de outubro com outros projetos.

Tecnicamente, pois as empresas demoram vários dias para responder orçamentos, especialmente de um projeto com equipamentos bem específicos para iluminação de obras de arte. Só este fator já estoura o prazo definido por ele.

Por sorte, este cliente é bem esclarecido, consciente e entendeu o porque de minha recusa para o projeto neste momento.

Outro fator que pesou na recusa é que para especificar adequadamente os equipamentos, eu teria de projetar. Pelas dimensões dos ambientes, não dá para supor que esta luminária com aquela lâmpada irá atender às necessidades e resolver os problemas. Para esta definição, faz-se necessário o projeto que é onde iremos analisar, testar, re-testar, alterar, 2D, 3D, softwares de iluminação, catálogos e mais catálogos afinal, não quero meu nome atrelado a um projeto mal resolvido através de suposições.

No entanto, este ato de projetar somente seria remunerado caso os gestores aprovassem  o projeto. Se não aprovassem, eu teria trabalhado em vão. Expliquei isso a ele que entendeu perfeitamente a situação e me solicitou um orçamento de projeto para ser analisado pelos gestores e, caso aprovado, futuramente a contratação de meus serviços e a execução do projeto.

Como coloquei no início deste post, este é um problema bastante comum que enfrentamos no dia a dia. Os clientes pensam que somos mágicos e conseguimos projetar e executar uma obra num estalar de dedos ou num piscar de olhos. Afinal, muitos tem a visão tosca de que fazemos “apenas uns deseinhos”, é fácil.

O problema, por outro lado, tem raízes também dentro dos profissionais. Existem muitos por aí que tem “projetos de gaveta” e acabam aceitando esse tipo de coisa. Mas vale explicar o que são esses tais projetos:

Um projeto de gaveta é aquele projeto que você fez para um determinado cliente e que ficou bom. Aí, você o deixa numa pasta separada. Uma hora ou outra vai aparecer um cliente com um ambiente semelhante, com os mesmos gostos e aí é só ajustar o layout dentro do espaço. Fácil assim não é mesmo?

E engana-se quem pensa que isso acontece só na nossa área. Conheço arquitetos que tem projetos de gaveta também. Engenheiros idem.

O pior é que, por não precisarem “trabalhar” para projetar, esses “proficionals” cobram uma ninharia dos cllientes. Por isso vemos alguns com uma quantidade espantosa de clientes tendo conhecimento que a qualidade de seus projetos é no mínimo, duvidosa.

Sem contar que, por cobrarem mais barato, estes profissionais são os que mais prostituem o mercado com as RTs.

Assim, como explicar a um cliente que você não consegue projetar num prazo tão enxuto enquanto ele aponta outro profissional que afirma conseguir fazer?

Explique a situação, seja honesto mesmo que tenha de “queimar” o outro profissional esclarecendo sobre esses projetos de gaveta, que são a única forma possível de realizar um projeto em seis dias (como no caso exemplificado no inicio).

É anti-ético, imoral e desrespeitoso com os colegas de profissão, com os clientes, com o mercado.

Mas, como diz o ditado, quem está na chuva é pra se molhar… Sim, nos molhemos então, mas deixemos esses profissionais sem noção ensopados e atolados em sua propria lama.

Por isso é urgente que a regulamentação profissional aconteça. Mas uma séria e exclusiva para os profissionais devidamente formados em Design de Interiores/Ambientes, não a palhaçada que a ABD está tentando fazer.

O mercado e a nossa classe profissional não precisa de gente assim.

Uma questão de bom senso…

E a regulamentação do Design no Congresso Nacional (CN), vai muito bem, obrigado!!! Esta semana ela foi aprovada em mais uma Comissão e segue a passos largos para a aprovação final.

No entanto, vale lembrar que a área de Design de Interiores/Ambientes foi excluída do processo por pressões  da ABD e do lobby dos arquitetos lá no CN. Logo, a nossa área não está sendo regulamentada.

Por um lado, uma associação frustrada e irresponsável, um reininho formado ensencialmente por não designers, que se acha no direito de falar em nome dos designers. Sim, a maioria lá dentro são arquitetos e decoradores. A minoria é designer.

Embrenham-se no meio do processo, dizem “não pois temos um projeto proprio de regulamentação” como se tivessem o direito de falar em nome dos designers.

Uma associação que num ato arbitrário, altera ao seu nome desconsiderando as diferenças entre os diversos profissionais que fazem parte de seu quadro de associados e atuam no mercado com atribuições distintas que por vezes – apenas por vezes – sobrepõem-se. Não faz a correta distinção entre estes profissionais. Diz amém às imposições de conselhos federais e associações de outras áreas, etc.

Uma associação que faz vista grossa com a realidade do mercado. Uma associação que só se mexe quando a água bate na bunda de seus diretores ou amiguinhos. Uma associação que só se mexe em suas cidades sedes e se esquece completamente do restante do país. Uma associação que deixa seus associados sem qualquer apoio quando precisam.

Uma associação formada por alguns membros sem caráter, dissimulados, que mentem, se fazem de amigos para conseguir informações confidenciais e depois divulgam-nas abertamente em reuniões da diretoria. (#PerdeuPlayboy) (#JáEra)

Uma associação que apoia coisas como o curso de decoração da revista Casa Claudia (inclusive, vários diretores são “professores” desse lixo), aberto para qualquer pessoa que queira participar e avalisa cursos superiores-lixo de qualquer uniesquina.

Uma associação que defende o direito e a legalidade da Reserva Técnica (RT), prática execrável pois prostitui o mercado além de ser anti-ético com os clientes que pagam duas vezes por um serviço contratado e com os colegas de profissão sérios.

Uma associação que para calar-me (ou comprar-me) me oferece benefícios como, por exemplo, vir-a-ser palestrante ou colaborador do site – coisa que nunca aconteceu.

Que feio ABD!!!

Já que jogaram sujo comigo, me dou o direito de divulgar o LIXO do PL de regulamentação que vocês estão tentando enfiar no CN. Afinal, trata dos direitos de inumeros profissionais reais, sérios e competentes de Design de Interiores/Ambientes que vocês insistem em desrespeitar. Além do fato que estão fazendo isso pelas nossas costas, sem consulta, sem direito a opinar, sem direito a discordar, sem direito a nada. Então, vou sim divulgar a íntegra desse lixo de PL para que todos os profissionais de Design de Interiores/Ambientes tenham acesso a ele e fiquem cientes da grandiosa sacanagem que vocês estão propondo. Servirá também de alerta para os congressistas para que não comprem (ou se vendam) à esse PL ridículo.

Por outro lado, um grupo corporativista existente dentro e fora do CN – o lobby – que pressiona para que a área seja excluída do projeto caso contrário haveria forte pressão visando a derrubada do projeto, o que levaria à bancarrota de mais uma tentativa de regulamentação do Design. Um grupo que não tem a menor noção da realidade, que acha que sabe o que é Design, que se acham designers quando na verdade o máximo que estudaram sobre Design foi a História do Design.

Neste último grupo, alguns alegam que fizeram especialização em “Design de alguma coisa”, portanto são designers. Porém se eu – ou qualquer outro profissional – fizer uma especialização, mestrado e doutorado em “arquitetura de alguma coisa” e usar o título arquiteto eles me processam por “exercício ilegal da profissão”.

Aham…

Quanta seriedade e ética…

=0

Mas temos outros lados nessa história ainda:

– Um CN formado por vários parlamentares desinformados e vendidos, que ainda confundem Design com Artesanato por exemplo;

– A equipe que se reuniu para elaboração do PL de regulamentação do Design e chamou a ABD apesar de ter sido advertida incontáveis vezes – e por diversos profissionais – para que não fizessem isso, tendo recebido todas as informações precisas sobre o assunto provando que a ABD não era a melhor escolha.

– Uma classe profissional desunida formada pro profissionais que não olham nada além de seus proprios umbigos.

– O MEC que aprova qualquer porcaria de curso superior, especialmente das IES privadas. Cursos superiores mal elaborados, ineficientes, incompletos, superficiais, enfim, errados em vários aspectos.

– IES privadas que só visam o lucro fácil.

Estes são apenas alguns pontos que merecem ser destacados nesse contexto que estamos sendo forçados a viver. Pontos que merecem uma reflexão mais aprofundada por parte dos envolvidos e, principalmente, dos profissionais verdadeiramente formados em Design de Interiores/Ambientes.

Num próximo post vou liberar o PL que a ABD está tentando enfiar no CN pelas nossas costas. Farei minhas considerações sobre o mesmo.

Um esclarecimento necessário: eu e a regulamentação.

Desde que começou  a movimentação pela regulamentação do Design, ainda lá no “falecido” Orkut, procurei estar presente nos debates nas diversas comunidades buscando contribuir.

Quando foi apresentado que seria montado um comitê para elaborar uma minuta de projeto de lei, apoiei de imediato a idéia. Melhor um grupo que se reunisse no mundo “físico” que os diversos grupos que nunca chegavam à um denominador comum no mundo virtual.

Porém, em determinado ponto foi lançado que este comitê seria formado esencialmente por associações com alguns poucos profissionaos convidados.

De pronto indaguei se a associação que representaria a minha área (Design de Interiores/Ambientes) seria a ABD e tive uma resposta positiva: sim, seria a ABD.

Parti então numa tentativa de mostrar que a ABD não seria a melhor opção mostrando com diversos exemplos práticos e reais os porques disso. Especialmente aquele que até hoje ela não fez: a ética e correta distinção entre Decorador, Arquiteto Decorador e Designer de Interiores/Ambientes.

Em momento algum exigi ser “o profissional convidado” de minha área. Apenas me dispus a contribuir seja fornecendo material e conhecimentos específicos sobre a minha área ou até mesmo, caso convidado, participar das reuniões com recursos proprios.

Como um determinado integrante deste comitê deturpou absolutamente tudo o que eu tinha exposto e percebi que, por ele, eu não seria bem vindo nem pessoalmente e tampouco virtualmente, passei a indicar outros profissionais formados na minha área e indiquei a AMIDE como uma associação mais coerente.

Porém ele preferiu ignorar e fazer absolutamente tudo o que eu e diversos outros profissionais (até mesmo de outras áreas do Design) imploramos para que não o fizesse. Isso inclui ir buscar inormações da área dentro do meio da Arquitetura. Sim, ele entrou em diversas comunidades e fóruns de Arquitetura para buscar informações sobre Design de Interiores.

De qualquer maneira eu nunca postei-me contra a regulamentação, mesmo depois de saber que minha área havia sido excluída do PL. Passei sim a lutar contra a palhaçada da ABD e seu arrogante rascunho de um projeto de lei independente que é absurdamente ineficaz e não vai alterar em nada a realidade das academias e do mercado de Design de Interiores/Ambientes. Vai continuar tudo na mesma: uma bagunça, todos dentro do mesmo balaio como se fossem a mesma coisa.

Dias atrás recebi uma chuva de despautérios surtados desse senhor por causa deste comentário que fiz na page do Portal DesignBR:

“XXX, quantas vezes terei de te avisar que a ABD não é referência para falar sobre Design de Interiores/Ambientes? Que eles nem sabem o que é isso pois só entendem de decoração? Ha aproximadamente duas semanas você teve uma nova reunião com eles. De nada adianta alerta-lo (coisa que faço desde quando começou a movimentação pela regulamentação lá no orkut). Cansei de me disponibilizar para participar das reuniões do comitê e vc preferiu me ignorar, me agredir publicamente nas comunidades (tem “n” testemunhas disso) e foi exatamente pelo caminho inverso e fez tudo que te alertamos para não fazer. Você não sabe o que é Design de Interiores/Ambientes… vc pensa que sabe mas nao verdade não sabe NADA sobre minha área. Teria sido muito importante que você tivesse ido participar do NDesign deste ano onde eu eu outros verdadeiros profissionais de minha área estiveram presentes para entender do que se trata e porque é sim DESIGN. Os presentes (convidados e encontristas) conseguiram entender a minha área sim como Design. Uma pena que vocês, cabeças duras, não tenham enviado um único representante nem que fosse apenas como ouvinte ou que fosse procurar os profissionais da minha área para conversar. Isso que estão fazendo não é regulamentação, é palhaçada, cirquinho baseado em guetinhos estúpidos. E o Design não precisa disso. Paulo Oliveira”

Tudo bem que errei ao generalizar e dar a entender que eu me referia a todo o comitê, o que nem de longe é verdade. Referi-me especificamente a este senhor que, desde nossos primeiros contatos nas comunidades do Orkut preferiu, na falta de argumentos, passar a agredir-me ferozmente na pessoa, já que nas idéias sempre deixou claro não ter competência. O que se seguiu da parte dele nem vale a pena postar aqui pois nao vou sujar meu blog com suas palavras e palavrões em momento de “piti” e histeria.

Logo após esse entrave na page do portal, o mestre Freddy solta uma nota no grupo setorial. De inicio não me atentei para o “FVC” no final da nota e pensei ser coisa do fulano. Independente do autor, percebe-se que distorcem o que escrevo alegando que:

“Temos visto algumas observações de que”faltamos” ao NDesign. Na verdade nós somos um grupo de pessoas que se dispõe a participar desta luta e não um grupo de interesse que representa alguem ou alguma instituição. No momento atual com um projeto correndo no Congresso, com a necessidade de pressão para que nossos interesses sejam respeitados e apoiados, nos surpreende que o item não tenha sido ao menos incluido na pauta do NDesign. Pode até ser que tenha havido alguma discussão mas a falta de convite a alguém deste grupo, ao menos para esclarecer do que se trata, mostra uma profunda falta de interesse da atual classe de estudantes pelo assunto. Dá vontade de perguntar se há “futuro” nesta discussão e luta!!! /FVC”

Provavelmente tem a ver com o que rolou lá na page do Portal. Mas erraram novamente: vários convidados falaram sobre o assunto em suas atividades. Vários bate papos aconteceram informalmente (alguns até bem quentes com divergências). Sim estiveram presentes, mas não sei o que fizeram ou se fizeram algo.

Porém destaco que SE fizeram foi algo muito tímido e, tratando-se de NDesign, sabemos que com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, se nao fizer barulho, não é notado.

Eu, que participei do dia 19 até o último dia não vi sequer um cartazinho qualquer com a palavra regulamentação chamando o pessoal para conversar numa sala ou o qualquer outra ação que fosse.

Portanto, deixo claro que não sou contra a regulamentação do Design. Sou contra a exclusão da minha área do PL e a resistência em não inseri-la entre as áreas contempladas no PL.

Até propus a alguns membros do comitê uma simples alteração:

Eliminar as áreas e regulamentar o Design.

Depois disso, dentro do Conselho, delimitar as áreas. É o mais correto, o mais justo, o mais ético.

Como o projeto ainda está em tramitação (leia-se: sofrendo alterações), é possível fazer isso sem grandes consequências. Pode ser que demore um pouco mais o trâmite até a aprovação e sanção, porém não o inviabilizará ou levará tudo à estaca zero como alguns estão falando por aí na rede. E, para quem espera por isso ha mais de 20 anos, o que serão alguns meses a mais nesse processo?

Então, que fique bem claro:

Eu nunca fui contra a regulamentação do Design.

Sempre apoiei mesmo discordando da exclusão de minha área.

O que sempre fui contra é a regulamentação separada de minha área, especialmente sendo feita pel ABD que usa indevidamente o nome Design de Interiores quando, na verdade, nem sbe o que é isso.

Design de Ambientes – isso também é Design.

É bastante comum a confusão entre o que é arquiteto, decorador, designer de interiores e designer de ambientes. Pela pouca produção teórica específica na área que mostra-se incipiente e também por poucos profissionais dispensarem alguns momentos para pensar a profissão por estarem sempre enfiados em projetos e mais projetos, vivemos em meio a este turbilhão de desinformação. Precisamos pensar a nossa profissão de maneira coerente, séria e ética. É isso que proponho com este texto.

Há anos cobramos da ABD uma definição que, pelas praticas desta associação, constata-se uma forte resistência a esta definição correta. Buscam então impor a desinformação, sem qualquer possibilidade de diálogo.

Já escrevi em meu blog “Design: Ações e Críticas” sobre as diferenças básicas neste post e também neste outro. Mas vou ser mais profundo, crítico e prático sobre o assunto.

Atenção: Nem de longe pretendo aqui desmerecer ou desqualificar a arquitetura, que fique muito claro isso. Quem entender assim o fará por pura deturpação de meu texto, baseado em sua visão corporativista. Então muito cuidado com a interpretação do conteúdo deste texto. Vale lembrar que:

“Eu sou responsável pelo que escrevo, penso e falo. Nunca pelo que você entende de maneira distorcida”.

Existe um ditado no meio profissional que afirma:

“Todo arquiteto é designer e nenhum designer é arquiteto”.

Calma lá, as coisas não são bem assim. Não podemos admitir que “todo arquiteto é designer” de forma leviana como vem sendo pregado. As coisas não são bem assim. Então vamos colocar os pingos nos “Is”.

Essa linha de raciocínio vem dos catedráticos que impõem leis por eles ditadas ou replicadas como se fossem verdades absolutas e que ninguém, nunca, deve ousar questioná-las. Porque é Vitruvius (sem bem que este coitado é mais distorcido que Marx nas interpretações e releituras), Gropius ou qualquer outro “deus” da arquitetura, é inadmissível refutar e muito menos ousar tentar derrubar qualquer uma de suas teorias. Teorias estas que são repassadas de geração em geração da mesma forma como um cabresto. Devemos aceitar que nos enfiem goela abaixo, mesmo que forçado, tudo isso sem questionar absolutamente nada. Porém vale lembrar que eles são meros humanos, pensantes, como eu, você e qualquer outro. Não foram, não são e tampouco serão deuses. As praticas, formas de pensar deles relacionam-se com o seu momento, o seu tempo, o seu contexto histórico, com as suas necessidades. Se vivessem hoje, teriam certamente outra forma de pensar. E nas academias, de um modo geral, teorias não devem ser contestadas.

O equivoco hermenêutico é desconsiderar o tempo e o espaço em que se insere um determinado autor. Só há espaço para pensar o novo se for relacionado a tecnologias.

Em primeiro lugar, a academia de arquitetura e os profissionais devem parar de colocar que tudo, desde a criação é arquitetura. Isso é uma mentira debochada e leviana. Ah, o homem de neanderthal, numa caçada encontra-se repentinamente em meio a uma tempestade e não tem onde abrigar-se. Pega então três galhos, joga umas folhas por cima e voilá: é arquitetura!

Não mesmo. É uma barraca e arquitetos não projetam barracas nesse sentido. Isso é produto. Arquitetura é fixa, é estrutura, é construção. Não a carregamos nas costas para onde vamos.

Portanto, nem todo arquiteto é designer. Alguns – muito poucos – podem vir a serem sim. Mas apenas por receber seu diploma de arquitetura não. Nenhum arquiteto sai da universidade como designer, com conhecimentos específicos sobre a área que o enquadrem como Designer. Ter tido em sua matriz curricular disciplinas como História do Design ou desenho e detalhamento de móveis não o tornam designers. Design é tão complexo em sua especificidade quanto a arquitetura, tanto que os cursos são tão longos quanto os de arquitetura. Apenas aqueles que buscam especializar-se e atuar especificamente com Design podem ser reconhecidos como tal. O restante, são arquitetos.

Em segundo lugar, ainda corroborando o parágrafo acima e apenas para lançar um breve exemplo disso, o desenho e detalhamento de móveis ensinado nas faculdades de arquitetura nem de longe se aproxima da mesma disciplina ensinada nos cursos de Design. Na arquitetura ficam basicamente na forma, função e estética (não necessariamente nessa ordem). Os desenhos são geralmente um esboço do que foi idealizado. As soluções técnicas construtivas ficam a cargo dos marceneiros que definirão e solucionarão a resistência dos materiais, ferragens (pregos, parafusos, dobradiças, corrediças, etc), processos de montagem. Nenhum arquiteto sai da universidade consciente do que é um desenho industrial e capaz de fazê-lo de tal maneira que possa ser inserido na central de controle de uma linha de produção para que o produto saia na última máquina pronto, sem falhas ou interrupções. Nem mesmo os ciclos do processo produtivo e de vida do produto são ensinados. Portanto, não é Design.

Os arquitetos de formação são na verdade arquitetos-decoradores, nunca arquitetos designers de interiores por estas e várias outras situações que poderia elencar neste post. Mas ainda vale lembrar que sim, Decoração nasceu dentro da arquitetura, mas em seu início não era feita por arquitetos. Ou será que o primeiro neanderthal que resolveu usar uma caverna como abrigo ocupando seus espaços tinha feito uma faculdade de arquitetura? Sabemos piamente que não. Então porque este processo não pode também ser admitido como o princípio do Design de Ambientes? Porque não se pode questionar isso? Devemos nos lembrar também que dos primeiros arquitetos reais até bem pouco tempo atrás, eles cuidavam da estrutura, da edificação, da construção, de seu impacto no entorno, das cidades. A parte interna, decorativa, geralmente era feita por pessoas de bom gosto. Os mobiliários, projetados e confeccionados por marceneiros (artesãos). E nenhum deles eram arquitetos.

Mas prefiro aproveitar o espaço do presente texto para esclarecer corretamente porque Design de Ambientes tem sua raiz no Design e não na Arquitetura.

Como não temos a intenção de projetar e tampouco construir edificações e tampouco este é o nosso foco, não temos o menor interesse em sermos reconhecidos como arquitetos. Portanto, não cabe a acusação de que tentamos invadir a arquitetura.

Já a idéia de que Design de Interiores (doravante, Designer de Ambientes ou Design de Ambientes) é uma “evolução” da decoração – inclusive a ABD prega isso como regra – precisa ser desmentida pois trata-se de uma falácia maldosa e sem sustentação teórica alguma.

Nem de longe aqueles antigos cursos de curta duração (poucos dias) tem algo a ver com Design de Ambientes. Na verdade, a Decoração é apenas uma pequena parte dentro do Design de Ambientes e da Arquitetura. Como já expliquei aqui em meu blog, Decoração é o ato de coordenar panejamentos, revestimentos e acessórios com a intenção de embelezar os interiores. Não deve ser negado o fato de que estes cursos antigos eram freqüentados essencialmente por madames que buscavam conhecimentos para melhorar esteticamente as suas próprias residências ou para ocupar o seu tempo ocioso. Poucos estudavam para aprender uma nova profissão e trilhar este caminho. Tanto que os decoradores – e nós também – sofrem até hoje com o estigma de que “isso é coisa de madame que não sabe o que fazer na sua vida” ou “isso é meramente um hobby e não uma profissão”.

Também devo ressaltar a questão da especificação: decoradores especificam móveis prontos e no máximo lançam escopos de algo mais personalizado, mas não fazem a menor idéia de como desenvolver o projeto de um móvel e desconhecem os processos envolvidos. Sempre são peças únicas e/ou adaptadas de outros projetos. Outros detalhes que deixam claro essa diferença: nos cursos de decoração não eram ensinados projetos hidráulicos, elétricos, sistemas prediais, ergonomia, segurança entre vários outros elementos que a Arquitetura e o Design de Ambientes utilizam em seus projetos. Também vale ressaltar que o processo projetual na Decoração coloca a estética/estilo/bem-estar antes de elementos muito mais importantes como os estudos de levantamento, detecção e soluções para o problema, função, formas e meios de produção entre outros.

Portanto não, Decoração não é o mesmo que Design de Ambientes. É apenas uma pequena parte dele e da Arquitetura.

Chegamos finalmente ao Design de Ambientes.

Eu me recuso a utilizar o termo Interiores e uso Ambientes. Explico o porquê:

O termo “Interiores” vem do nascimento desta profissão e que, infelizmente, foi elaborada e pensada nas universidades essencialmente por arquitetos. Especialmente aqui no Brasil. poucos foram os designers – das diversas áreas – que tiveram acesso a esse processo de pensar a profissão. Tanto é verdade que até hoje a maioria dos docentes dos cursos são arquitetos, incluindo disciplinas específicas em Design onde, também a maioria, não tem qualquer especialização ou conhecimentos específicos no assunto. Isso atrapalha e engessa desde o pensar até a definição e evolução para chegar à informação correta, à acreditação e visibilidade da profissão. Muitos debocham de seus alunos com relação à escolha da profissão denegrindo-a. Outros tantos estão ali não por amor à educação mais por interesses pecuniários do que propriamente reconhecer o valor do profissional que está sendo formado dentro de um currículo. Estão distantes do que propõe a proposta curricular do curso onde são docentes.

Longe de desmerecer a atuação docente dos arquitetos dentro dos cursos de Design de Interiores/Ambientes, o correto, coerente e ético é que eles permaneçam no corpo docente, mas apenas em disciplinas de sua alçada: sistemas prediais, sistemas estruturais, desenho arquitetônico, história da arquitetura, restauração, etc. Deixando a parte relativa ao Design, com docentes da área do Design. Até mesmo iluminação é interessante deixar nas mãos de um designer afinal, já tem especialistas no assunto no mercado.

Isso também tem a ver com as distorções detectadas em praticamente todos os cursos de Design de Interiores e a própria nomenclatura que leva-me a acreditar que essa escolha foi proposital. É comum alunos ouvirem de seus professores arquitetos que o curso é de “interiores”, portanto nada que estiver para fora das quatro paredes (exterior) podemos mexer.

Se um cliente contrata um designer e o ambiente é composto por um living com uma varanda anexa, insistem que o designer não pode atuar na varanda por ser um ambiente externo. No entanto não reclamam de um artista plástico faz uma intervenção numa fachada.

Incoerente isso.

Esse tipo de atitude levanta muralhas psicológicas no acadêmico que permanecerão durante sua vida profissional cerceando a sua capacidade criativa e conseqüente produção. E são impostas como leis irrefutáveis.

Outro ponto importante é que os arquitetos lidam essencialmente com arquitetura e tem seu foco mercadológico nessa área. Com isso, as disciplinas de projetos ficam na maioria das vezes focadas apenas em interiores residenciais e comerciais. Esquecem-se, no entanto, que existem muitos outros segmentos em que o designer de ambientes pode e deve atuar. Na verdade reafirmam veementemente que a atuação resume-se aos projetos de interiores. Percebe-se claramente que a exigência na elaboração dos projetos impõe tendências, peças de design assinado ou os clássicos em suma, um arranjo de coisas prontas, bonitas e organizadas que são mais decoração que design.

Afirmo isso pois é inadmissível um paradigma que enjaula e engessa todo o conhecimento de um designer de ambientes – seja por corporativismo ou qual motivo for – entre quatro paredes permaneça intocável, como se fosse um baluarte santificado.

Se aprendemos a projetar um banco para uma residência, porque não podemos projetá-lo para uma praça? Se aprendemos paisagismo, porque aprisionar o nosso conhecimento em jardins de inverno ou vasos no interior? Só porque o nome do curso é Interiores?

Creio que seja por causa do desconhecimento que estes tem sobre o que é DESIGN. Muitos acham que sabem o que é Design quando na verdade tem apenas uma vaga idéia, e bastante distorcida. E vemos constantemente na mídia provas disso. Outros tantos o fazem pela visão errada de que estamos invadindo áreas o que também é uma falácia em que acreditam. Se formos por esse caminho, arquitetos invadem a área da engenharia civil e aí como fica?

Podem também alegar os Designers de Produto que estamos invadindo a área deles? Sim em partes, pois o projeto de um móvel feito por um profissional de produto tem um estilo seriado e industrial ou seja, comercial. O de ambientes faz o mesmo projeto de produto, porém consegue captar necessidades, peculiaridades e personalidade das pessoas e adaptá-las na seriação de maneira que possa ser também vendável e rentável respeitando igualmente todo o ciclo de produção e vida do produto final. E não, afinal nossa raiz é a mesma: o Design.

Não somos e tampouco queremos invadir. Nosso foco é outro completamente diferente.

Porém não podemos deixar de contribuir, somar.

Na verdade esta é a meta de todas as profissões: contribuir para a construção de um mundo melhor, mais justo, mais seguro, mais humano, mais viável, mais prático, mais belo, mais ético. E nenhuma, absolutamente nenhuma profissão é capaz de realizar isso sozinha. Todas dependem direta ou indiretamente umas das outras.

E o Design está em tudo, em todos os lugares, em todas as áreas e tem muito a contribuir com todas as outras profissões e a sociedade. E estamos aqui exatamente para isso.

E, antes de sermos designers de ambientes, devemos nos lembrar que nossa raiz está no Design.

Portanto, passemos a utilizar a nomenclatura mais adequada: Design de Ambientes como profissão; designer de ambientes como profissional.

A “bendita” e mal intencionada reserva de mercado

Fico muito feliz que minhas duas últimas colunas na Lume Arquitetura estejam dando um verdadeiro chacoalhão no mercado.

A primeira direcionada aos profissionais. A segunda à industria, fornecedores e lojistas.

Sim, atingi meu objetivo. Estou recebendo muitos elogios, mas também críticas. Ótimo sinal de que fui certeiro nos problemas e, como nao tenho o rabo preso com ninguém, falo o que quiser.

Porém, os que me criticam deixam claro que concordam com as práticas espúrias que prostituem o mercado e não estão interessados na construção da profissão. Destes, nós profissionais sérios e comprometidos, definitivamente, não precisamos. O mercado nao precisa de gente assim maculando a profissão.

Na última edição saiu uma entrevista com o presidente da AsBAI no mínimo, nojenta. Sob um falso discurso de renovação, novos ares, novos caminhos, percebi que nada mudou, continuam com a mesma cabeça oca de sempre. Só que agora estão agindo nos bastidores (sim sei dos passos que estão trilhando nos bastidores) e me levou a fazer o post AsBAI e reserva ilegal de mercado.

Diante disso exposto, muitos profissionais revoltaram-se com a situação e intenções desta associação. Tanto que a Malu Junqueira soltou na sequencia outro texto também bastante ácido e sério sobre a situação.
Transcrevo-o abaixo. Volto ao final:

A “bendita” e mal intencionada reserva de mercado

Fazendo um contraponto ao dito de meu colega lighting designer e designer de interiores, Paulo Oliveira, coloco também meu ponto de vista. Em relação a matéria da revista renomada e séria, Lume Arquitetura, com conteúdo de uma entrevista ao recém-empossado presidente da AsBAI, o jovem Rafael Leão, concordo plenamente com o colega Paulo. Rafael não tem vivência suficiente para poder colocar todas as suas prerrogativas como sendo a verdade absoluta. Como já disse em outras ocasiões, não existem verdades, mas sim versões. E, Deus só existe um, o onipotente.

Acredito até que ele tenha boa vontade e ótimas ideias, mas em pleno século vinte e um, não podemos admitir que ainda pudesse existir discriminação, seja ela racial, religiosa ou mesmo profissional. E é o que acontece com a AsBAI. Os outros profissionais não aceitos em seu quadro, mesmo sendo arquitetos, se sentem rejeitados e discriminados por não compactuarem com seus modos de pensar; e com isso se colocam à margem vendo a banda errada passar.

Os dirigentes de associações voltadas para a iluminação também não aceitam e nem concordam com seus estatutos. Está se formando uma associação protecionista apenas para quem reza em sua cartilha. O que fazer com esses profissionais que de uma forma ou outra são reconhecidos? Pelas escolas, pelos alunos, pelos leitores e por dirigentes sérios de um profissionalismo exemplar? Se temos respeitadíssimas pessoas em nosso mercado de trabalho (o da iluminação) que até são convidadas para participar de evento internacional em solo nacional, o Rio +20 e membro de associação abalizada e que faz restrição aos estatutos dessa “mandona” entidade, por que os “manda – chuvas” querem por força serem melhores? Não seria de bom tom e melhor convivência não impor regras e deixar o mercado ser algoz?

Se nós “os pequenos” que fomos aceitos pelo mercado de trabalho, pelos nossos clientes e fomos não só analisados, mas fomos agraciados com prêmios pelos nossos trabalhos executados, não basta?

Será que os novatos sofreram lavagem cerebral? Será que o tempo dos coronelismos não vai acabar nunca? Eu mando e você obedece? Isso é inadmissível…

Essa sociedade brutal precisa acabar, pois o sol nasceu para todos; por certo que a sombra só para meia dúzia, mas espaço há para todos e que se sobressaia o melhor. A competição é salutar! Ou será que essa imposição absurda reflete certo temor em perder o poder? O que neste século, nosso papel, é, de na corrida da vida mostrar que podemos e devemos ser melhores pessoas para que com nosso exemplo, possamos inspirar novas gerações com o livre arbítrio de pensar e agir. Pelo menos temos que tentar.

Fiz parte dessa associação (discriminadora) por um curto espaço de tempo, e deliberadamente resolvi sair, por me sentir aviltada por tentar ajudar e não ser aceita. Já que na área da iluminação era discriminada, tentei ajudar na área jurídica. Também sou bacharel em direito. Não fui levada a sério.

Então lutemos com as armas que temos e vamos em frente. Quem sabe possamos deixar este grito para o futuro.”

Diante da divulgação de meu texto e depois deste da Malu, surgiu um forte movimento de indignação de profissionais que atuam na área da iluminação.

Comprometimento é a palavra e defesa a regra.

Vale salientar que não falamos de pessoas e sim da instituição e suas artimanhas. Esse recado vai para a ABD também. Estão no mesmo barco que a AsBAI, tramam as mesmas sujeiras nos bastidores sob a lápide da ética.

Mas que ética se nem mesmo seus diretores, membros cumprem um simples código de ética ditado e imposto por eles mesmos?

Em breve terei mais notícias muito boas para vocês que não posso compartilhar por hora, mas os reinadinhos baseados em apartheids e reservas ilegais de mercado irão desmoronar.

E a ação já começou!!!

COMO PRECIFICAR PROJETO, CONSULTORIA E ACOMPANHAMENTO DE OBRAS?

Bom, muita gente me escreve dizendo que não consegue entender a forma como precifico meus projetos. Então resolvi apresentar um resumão da forma tradicional de precificação.

Basicamente existem quatro tipos de remuneração para os profissionais de Design de Interiores e Lighting Design:

1 – Projeto: é a contratação do profissional, através de contrato, onde o profissional realizará todos os procedimentos necessários para a implantação do mesmo (da concepção à entrega do ambiente finalizado).

2 – Consultoria: A consultoria ocorre quando o cliente solicita uma orientação sobre alguma coisa relativa ao seu espaço. Não implica necessariamente na elaboração de projetos nem na especificação de produtos. Apenas a indicação de melhores soluções para os problemas, alertas sobre possíveis erros. Pode ser a Consultoria simples, que visa atender situações emergenciais ou a Consultoria Completa, geralmente utilizada por escritórios parceiros.

3 – Hora Técnica: São aqueles serviços não contemplados no Projeto. Pode ser o acompanhamento do cliente à uma loja para auxilia-lo na escolha de algum elemento, por exemplo.

4 – Administração da Obra: são os honorários destinados à cobrir os custos do profissional para o acompanhamento das obras garantindo, assim, o bom andamento das mesmas e o correto atendimento às especificações projetuais.

Existe também a Reserva Técnica – ou RT – que é a comissão paga por fornecedores. Porém esta prática é bastante controversa uma vez que muitos profissionais não avisam seus clientes sobre a existência da mesma levando o cliente a pagar duas vezes pelo mesmo serviço. Outro elemento que deve ser destacado sobre essa prática é que nem sempre os produtos especificados são os melhores considerando a amizade entre profissional/fornecedor e o valor em % paga pelas lojas. A que paga mais, geralmente leva.

Os valores de cada uma destas formas de remuneração dependem da região onde o profissional está atuando. A média nacional para 2012, segundo a ABD, são:

Projeto: varia de R$ 32,00 até R$ 86,00 por m² dependendo da região, da dimensão e do tipo de projeto (residencial, comercial, etc).

Consultoria simples: de R$ 150,00 a R$ 250,00.

Consultoria Completa: de R$ 750,00 a R$ 1.500,00.

Hora Técnica: de R$ 85,00 até R$ 175,00.

Administração de obras: de 10 a 15% do valor total da obra.

RT: em média, 10% a 20% sobre o valor total da compra.

Lembro que estes são valores mínimos e máximos delimitados através da observação dos valores apresentados pela ABD e dos cobrados por profissionais.

Lembre-se que não cobrar por projetos ou cobra valores muito abaixo do mercado (dumpping) são ações criminosas e podem ser punidas caso você seja descoberto(a).

Espero que ajude a vocês!!!

Londrina e o CCZ – a novela continua…

Pois é gente. Por estas terras, berço de mensaleiros e laboratório de tantas maracutaias politicas eis que aparece mais uma: o tão esperado e mais que urgentemente necessário Centro de Controlo de Zoonozes (CCZ). Mas calma, nada é tão simples assim. Ainda não saiu do papel, pra variar…

Bom, o que me leva a escrever sobre isso é que analisando o edital encontrei várias incoerências e irregularidades sendo a principal, o fechamento do mesmo exclusivamente para arquitetos e engenheiros. Sim, são exatamente estas palavras que constam lá: arquitetos e engenheiros.

Pois bem, vamos analisar então a situação como um todo.

Tempos atras quando começou o barulho em cima da construção deste CCZ aqui em Londrina, estranhamente o SOS Animal daqui juntou-se à prefeitura, fazendo coro ao apresentar um espaço que mais me pareceu um mero depósito de cães de rua. Nem de longe lembra um CCZ na infra-estrutura necessária. Depois disso todos sumiram da mídia sobre este assunto e só retornam agora.

Ontem sou surpreendido com a notícia de que pela segunda vez a licitação foi deserta ou seja, não houveram interessados. Das duas uma: ou os profissionais daqui são incompetentes e não fazem a menor idéia de como projetar um CCZ atendendo às necessidades reais deste espaço ou a coisa foi tão mal feita pela prefeitura que ninguém ficou sabendo. Pra mim, uma mistura das duas coisas.

Claro, nao posso deixar de citar que tem um arquiteto aqui em Londrina que é eterno amiguinho da prefeitura e sempre acaba pegando estes projetos desertos para fazer suas sandices. Em troca recebe da prefeitura e políticos apoio ao seu projeto esdrúxulo de transformar Londrina numa cópia ridícula e fajuta de Londres, desprezando absurdamente a verdadeira história desta cidade.

Bom mas voltemos ao edital. Quem quiser ler na íntegra, está aqui para vocês baixarem o PDF:

tp0023_11_edital

Pois bem, vamos analisar alguns trechos desta coisa chamada edital.

OBJETO: Elaboração de projetos complementares para a Construção de Unidade de Controle de Zoonoses na Fazenda Refúgio – Londrina/PR.

A primeira parte é uma apresentação da Lei de Licitações municipal. As condicionantes para que uma empresa possa participar do certame. O que interessa mesmo é o Anexo I onde temos a descrição dos lotes em disputa:

LOTE 01:
Serviços – Contratação de sondagem do tipo SPT, para uma edificação de 2.000 m², com no mínimo 5 furos, seguindo normas das NBRs – 6484 – 6502 – 7250.
R$ 7.962,50

LOTE 02:
Serviços – Contratação de projetos, Arquitetônico e complementares (conforme memorial descritivo), para Construção do Centro de Zoonoses com área de 2.000 m².
R$ 205.500,00

Pois bem, entende-se por “projetos complementares” todos aqueles que não fazem parte do sistema estrutural da edificação. Assim temos: elétrica, hidrossanitario, segurança, acessibilidade, interiores, lighting design (ou iluminação), paisagismo, etc.

Então, porque raios consta isso aqui no presente edital?

“1.2. São documentos específicos para este certame, devendo, também, constar do ENVELOPE 1
(UM):
I – Prova de regularidade para com o CREA, mediante apresentação de Certidão de
Registro de Pessoa Jurídica, comprovando que tanto a empresa quanto o responsável
técnico pela obra encontram-se em situação regular, nos termos da Lei n.º 5.194 de
24/12/66, bem como Resolução n.º 218/73 e 266/79 do CONFEA;

II – Comprovação de aptidão para desempenho da atividade pertinente e compatível com
o objeto da licitação, através da apresentação da Certidão de Acervo Técnico
expedida pelo CREA, em nome do responsável técnico pela empresa licitante,
acompanhada do Atestado(s) emitido(s) por pessoas jurídicas de direito público ou
privado sendo pertinente e compatível: LOTE 01 – prestação de serviços de sondagem
através da apresentação da cópia de Acervo Técnico emitido pelo CREA, bem como,
cópia de Atestado de Capacidade Técnica; LOTE 02 – prestação de serviços de
topografia, projeto de fundações e estruturas, projeto de arquitetura, projeto de
instalações hidráulicas e sanitárias, projeto de instalações elétricas e eletrônicas,
projeto de instalações mecânicas, projeto de instalações de prevenção e combate a
incêndio, através da apresentação da cópia de Acervo Técnico emitido pelo CREA,
bem como, cópia de Atestado de Capacidade Técnica.”

Tudo fechado junto ao CREA, numa reserva de mercado descarada para arquitetos e engenheiros. Porém existem áreas neste projeto global onde nós, Designers de Interiores/Ambientes e Lighting Designers, poderíamos atuar tranquilamente dada a nossa formação acadêmica específica.

Ah sim, vão dizer que é por causa da fiscalização e responsabilidade técnica? Nada que uma boa cláusula contratual não resolva como já expliquei várias vezes aqui neste blog. Se o profissional é sério e responsável, não temerá uma cláusula de responsabilidade técnica.

Conheço muitos arquitetos e engenheiros que mal sabem desenhar uma planta baixa decente, fruto das “uniesquinas” que proliferaram-se por nosso país. Logo, esta exigência é inaceitável.

Pois bem, mas isso também se deve à inexistência de nossa regulamentação profissional. Enquanto os profissionais da área ficam posando de pavões e peruas, a categoria carece seriamente de apoio para que a regulamentação seja efetivada como deve ser feita. O egoísmo e o “isso não me afeta” é o que mais prejudica qualquer tentativa de regulamentação profissional de nossa área. Mas não a regulamentação fantasiosa e ineficiente proposta pela ABD e sim, aquela proposta pelo grupo do prof Freddy Van Camp.

Mantemos no Facebook um grupo onde denunciamos maus tratos, anunciamos boas ações e pedidos de ajuda:

MAGGYE – REDE PARA CÂES DOADORES DE SANGUE EM LONDRINA E REGIÃO

Este grupo nasceu após perdermos a nossa Maggye para a erlichiose canina (doença do carrapato) e pela falta de Banco de Sangue em junho/11. Londrina está infestada de carrapatos e são muitos os pets que vem sofrendo com esta doença e outras mais. Temos tido um grande apoio de moradores de Londrina e região bem como de alguns jornalistas não comprados pela admimistração pública.

Não entendemos os CCZs como meros depósitos de cães de rua à espera da eutanázia como alguns gestores tem colocado irresponsavelmente na mídia. Entendemos sim como um espaço para acolhimento, tratamento, doação através da posse responsável, castração, ações de prevenção, combate e controle às zoonozes urbanas bem como um laboratório de análises clínicas avançado (que Londrina não oferece em lugar algum à população) e de atendimento em casos específicos como é o caso do Banco de Sangue (coleta/doação/ transfusão) públicos, de acesso livre, diferente do que acontece com o do Hospital Veterinário da UEL que, apesar de ser um orgão público, não fornece sangue para clínicas particulares. Aberto todos os dias, 24h incluindo domingos e feriados.

Que abrigue também um corpo da promotoria de defesa animal para que possam, no exato momento da entrada/denuncia, inteirar-se do fato ocorrido para tomar as devidas providências legais.

Assim, venho publicamente oferecer, de graça, à prefeitura os meus serviços como Designer de Interiores/Ambientes e Lighting Designer para projetar o CCZ dentro do que me compete:

– projeto de iluminação decente e que atenda às reais necessidades do CCZ;

– projeto de interiores global (envolvendo tudo o que está em minhas atribuições profissionais);

O projeto arquitetônico, tenho um amigo arquiteto que tenho certeza que o fará também de graça já que ele também é um grande amante e defensor dos animais.

Mas com algumas condicionantes:

1 – um corpo clínico (veterinários e funcionários da rede pública de saúde) escolhido e indicado pelos gestores da Rede Maggye para que possam indicar o verdadeiro programa de necessidades de um CCZ decente;

2 – Um corpo gestor para realizar o acompanhamento das obras bem como dos pagamentos realizados com membros da Secretaria Municipal da Saúde e membros da sociedade civil (sem coleguismos/apadrinhamentos/outros por parte da ADM pública) devendo primeiramente serem analisados os nomes indicados pelos profissionais envolvidos no projeto;

3 – Isenção de interferências projetuais pelos gestores públicos;

4 – Liberdade de criação projetual.

5 – Outros tópicos que serão posteriormente discutidos.

A fiscalização através do CREA/CAU poderá ser realizada tranquilamente, desde que apenas sobre as suas áreas/profissionais de competência respeitando a liberdade das minhas áreas cujas responsabilidades serão formalizadas no contrato.

Assim, fica a oferta e o desafio à Prefeitura de Londrina.

Ou será que discordam de alguns itens elencados pois sabem que não conseguirão meter a mão na cumbuca se assim o for e, portanto, farão de conta que não ficaram sabendo desta minha proposta?

Vamos trabalhar decentemente por uma Londrina realmente digna para todos?

“Só dizáiner?” (sic)

É pessoal, depois eu que sou ranzinza e birrento. Mais uma vez me deparei com uma situação constrangedora em uma loja aqui de Londrina.

Estava com um amigo/cliente acompanhando-o em compras, quando resolvemos procurar puxadores para os criados-mudos recentemente adquiridos. Como a Belquímica (onde costumo comprar materiais de marcenaria) encontrava-se fechada em razão de férias coletivas fomos até a Casa dos Puxadores, na Rua Belo Horizonte 450, aqui na cidade de Londrina.

Verificamos o mostruário disponível sem acompanhamento ou qualquer interferência do vendedor que estava atrás do balcão, entretido no computador fazendo não sei o que. Definido o modelo chamei este vendedor para solicitar oito peças do produto escolhido.

Como eu já imaginava que o valor em RT seria ridículo, solicitei ao vendedor que o revertesse em desconto para o cliente.

Ele me perguntou se eu tinha cadastro na loja. Respondi que provavelmente não e ele falou que iria primeiramente fazer o cadastro. Perguntou-me então “O senhor é o ARQUITETO…(?)

Respondi de pronto que eu não era arquiteto e sim DESIGNER.

Ele olhou para mim com certo desdém e soltou:

Só dizáiner(SIC)?”

Questionei “como assim “só designer? Sou um especificador da mesma forma que eles.

Então, indiferente à situação de embaraço a que submeteu o cliente, ele retrucou: “Nosso sistema só aceita arquitetos”.

Reiterei que eu, na qualidade de designer, sou um especificador assim como qualquer arquiteto. Ou melhor, na maioria das vezes muito mais que os arquitetos, considerando que dentre as competências profissionais do designer destaca-se a de projetar e produzir os móveis por completo e não apenas comprá-los em lojas de móveis.

A resposta do vendedor foi que “não tem como cadastrar a não ser que o meu supervisor libere o sistema“.

Meu cliente, indignado com a situação, ao perceber o constrangimento e a falta de respeito profissional em relação a mim – creio que deveria estar visível o meu rosto roxo de raiva – pediu para sairmos dali e encontrar outra loja.

Antes de sair, falei para o vendedor que a loja perdeu um especificador, vendas futuras e também que não espere que eu fale bem da loja onde for.

No caminho para o carro meu cliente (formado em grau superior, pós-graduação em nível de doutorado) estava perplexo! De origem paulistana, morando alguns anos em Londrina, disse que se surpreendeu pela forma ignorante, medíocre e provinciana de perguntar “você é só designer?”! Como se houvesse graus inferiores no exercício da excelência profissional. Na conversa, mostrou-me por analogia como se aplicaria este absurdo em outros ramos técnicos ou profissionais, no âmbito da pesquisa, tecnologia e congêneres.

É preciso respeitar as competências específicas de cada área, inclusive considerando suas intersecções, que não obscurecem a identidade profissional. Ao contrário, segundo este cliente, num contexto onde valorizamos a interdisciplinaridade e as decorrentes interações na elaboração de projetos (em qualquer área) como condição sine qua non de qualidade e confiabilidade, esta reserva de mercado é obsoleta e inaceitável. Em outras palavras, um mercado de “mente pequena”, atrasado e de olhar míope para a própria realidade.

Como se pode observar, a indignação deste cliente lhe permitiu entender o corporativismo grosseiro e anacrônico que ainda reina nesta área profissional em Londrina: um sério obstáculo para parcerias que seriam bem vindas e que, com certeza por meio de uma sadia concorrência, proporcionaria o avanço em inovações de projetos para além da estagnação da criatividade que marca especificamente o mercado londrinense.

Na verdade, um mercado com contradições! Nem tudo está perdido! Saímos desta loja – Casa dos Puxadores – e fomos para outra próxima, do outro lado da rua Belo Horizonte, onde fomos bem atendidos com respeito profissional na compra dos puxadores de ótima qualidade.

Esta situação merece uma reflexão crítica muito séria e mais aprofundada: este caso deste vendedor e da loja que ele representa – que não é isolado – manifesta um corporativismo latente por detrás dos balcões comerciais. Para além de um comércio tacanho, a pergunta que devemos sempre fazer é a seguinte: a quem realmente interessa estas práticas de visão estreita?

É pessoal, aqui em Londrina – assim como em cidades do porte de Londrina e menores – podemos constatar uma certa “máfia” de arquitetos, encabeçada por uns poucos que se acham “estrelinhas” em torno dos quais gravitam aqueles que se contentam com migalhas do mercado sob tácita reserva. Entretanto, vários destas “estrelinhas” precisam ficar fazendo interiores pra sobreviver, confundindo ou enganando os clientes e, por sua vez, demonstrando claramente sua incompetência em destacar o que é específico no exercício profissional de arquitetura, sua verdadeira formação.

No que se refere à formação – inclusive do ponto de vista de uma ética profissional – cabe aos cursos de Design implementarem com seriedade curricular um diálogo com a Arquitetura – desde que esta se abra para isso – demarcando claramente as competências e as possibilidades de interação profissionais, abrindo o mercado para parcerias produtivas e para o respeito das especificidades de atuação. Não se pode mais suportar estratégias escusas e imorais para garantir reserva corporativista de mercado.

Considerando o Curso de Design ofertado pela UNOPAR, espero sinceramente que seu novo gestor, a empresa Kroton Educacional, sem se tornar refém de “coleguismos” provincianos,  promova um efetivo “choque de gestão” priorizando a qualidade curricular deste Curso sobretudo com a contratação de docentes de reconhecida competência para as áreas teórico-práticas e tecnológicas relacionadas com o Design.

Indo mais a fundo no problema inicial deste post, aqui em Londrina, arquitetos recebem o quanto querem como RTs das lojas (já ouvi relatos de até 40%) enquanto os designers tem de chorar muito para conseguir míseros 5% – quando conseguem isso. Pouquíssimas são as lojas que nos dão 10% de comissão. Sem considerar que muitas lojas também são coagidas a privilegiar os arquitetos, com receio de perder clientela. No entanto, os colegas designers por necessidade continuam levando clientes, submetendo-se a essa humilhação. Seria muito melhor se fossem éticos com seus clientes, relatassem como isso tudo acontece – inclusive a existência das RTs. Certamente o cliente ficaria do seu lado e não da loja.

Outro detalhe: as RTs dos arquitetos são pagas rapidamente. Estou com três lojas que, desde maio deste ano, estão me “enrolando” e não me pagam o que me devem de RT.

Aqui em Londrina rolam altos coquetéis das lojas, construtoras e empreiteiras que NUNCA convidam designers. O que acontece (e sei disso através de uma amiga que organiza as melhores festas aqui) é que um determinado grupo de arquitetos assedia os organizadores para saber quem são os convidados e, se tiver um único designer convidado eles boicotam a festa. Já relatei isso aqui em meu blog e já vinha relatando antes dele, ainda no orkut. Como vêem, nada mudou por aqui.

Enquanto isso na “Ilha da Fantasia” a ABD fica fazendo festinha e carnaval mascarando o real problema que afeta o mercado, isto é, a dura realidade a que somos submetidos diariamente.

Enquanto a nossa categoria (designers de interiores/ambientes) não conseguir reverter a asneira que a ABD fez junto ao grupo do prof Freddy Van Camp e termos a nossa área inserida no projeto de regulamentação do Design as coisas continuarão a ser assim. Fica aqui mais uma vez a minha solicitação para que o grupo do professor Freddy e os deputados envolvidos reavaliem essa questão pois a ABD, por interesses estranhos que rolam nos bastidores, não tem qualquer autonomia ou autoridade representativa para decidir sobre a nossa profissão, nosso futuro profissional.

A ABD afirma que não há essa rinha entre arquitetos e designers, porém até mesmo o Ricardo Botelho (que vocês conhecem muito bem) já escreveu recentemente sobre isso no portal ADForum. Tanto não há que a ABD insiste em não enquadrar ou separar os profissionais corretamente como Designers de Interiores/Ambientes, Arquitetos Decoradores e Decoradores. Irresponsavelmente, insistem em dizer que são a mesma coisa. Porém ficam quietos quando os arquitetos “sentam o cacete” nos designers.

Percebo claramente que a ABD continua refém do mesmo grupinho de “espertalhões” que se acham poderosos e espertos. Mas na verdade escondem as intenções oportunistas que não condizem com a maioria dos profissionais sérios que não participam da “rodinha” privilegiada.

Talvez o pessoal das grandes cidades não consiga entender estes problemas por ser bem mais difícil que estes aconteçam já que a realidade é bem diferente. Sempre recebo convites de empresas de São Paulo, Campinas e Curitiba para seus coquetéis e festas. Mas mesmo que não sintam estas dificuldades e não passem por estas humilhações diariamente não quer dizer que devem se calar e não defender a nossa classe profissional.

Então, profissionais, acadêmicos e docentes de Design de Interiores/Ambientes, acordem. Leiam e releiam este post quantas vezes forem necessárias para refletir sobre esta (e tantas outras) situação estúpida que temos de nos submeter diariamente longe dos grandes centros. Somos formados, estudamos muito como qualquer outra profissão exige. Então não tem porque termos de nos submeter a este tipo de humilhação diariamente.

Se a ABD não se mexe, nos mexamos nós então. Aqui vão, inicialmente, algumas sugestões de como nos unir. Vou refletir sobre isso e soltarei um post em breve com mais sugestões para educar o mercado.

1 – Entrem em contato com o grupo do professor Freddy Van Camp pedindo que acrescentem Interiores/Ambientes nas especialidades do PL de regulamentação do Design com urgência. Se você já passou por alguma situação constrangedora ou vexatória não tenha vergonha de relatar isso a eles.

2 – Converse com as lojas (preferencialmente com o gerente) antes de levar os clientes para compras. Ligue e diga que é arquiteto (invente um nome) e pergunte quanto é a RT. Depois ligue, apresente-se corretamente e questione quanto é a RT. Se houver diferença, fale na cara dura que a loja perdeu um especificador e o porquê disso. Também avise seus colegas profissionais de sua cidade sobre a sacanagem que tal loja faz.

3 – Boicote também as lojas que fazem coquetéis e festas “só para arquitetos”.

4 – Se algum estabelecimento – ou alguém – exigir a sua carteira de associado da ABD para seja lá o que for, diga claramente que ela não é um Conselho Federal, não tem poder legal, portanto não há o menor cabimento nessa exigência.

Bom é isso por hora.

Hoje é meu aniversário e eu não conseguiria curtir tranquilo a minha festinha aqui em casa sem colocar isso para fora.

5/11 – Dia Nacional do Design

Pois é nobres colegas de profissão, mais um ano se passou e pouca coisa mudou.

– Continuamos com um mercado prostituído.

– Continuamos com profissionais prostitutos.

– Continuamos tentanto explicar o que é Design.

– Continuamos enfrentando o descaso de profissionais em questões sérias relativas ao mercado.

– Continuamos com a falta de compromisso dos profissionais com a profissão.

– Continuamos com a fileira regulamentista quase sem novas adesões por mero comodismo ou umbiguismo.

– Continuamos com associações degladiando-se para ver quem vai ser o rei no futuro Conselho Federal de Design – talvez daí a necessidade da ABD não juntar-se ao grupo sério que busca a regulamentação do Design: para não perder o troninho que acham que tem, não perder a suposta majestade.

Porém demos um passo importantíssimo este ano: finalmente conseguimos colocar (mais um) Projeto de Lei (PL) de regulamentação dentro da Câmara dos Deputados.

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Sim, temos de comemorar e muito essa vitória pois todos sabemos que aquela casa somente funciona na base do lobbie ou seja: quem dá mais.

Mas sempre tem alguma alma boa (difícil encontrar mas tem) que não está vendido ao capeta. Sim, digo isso pois uma vez entrei em contato com vários parlamentares para falar sobre a regulamentação e, geralmente as respostas eram de que não poderiam ajudar. Porém um deputado me respondeu que ja “estava comprometido com a causa dos arquitetos (CAU)”. Questionei então se este comprometimento era sério ou se era baseado em troca$$ de favores.

Ele me respondeu dizendo que a partir dali eu trataria com a equipe jurídica dele. Fazem mais de 3 anos e estou até agora esperando esse contato para poder colocar meu advogado em campo e nada até agora… ahahahahha.

Também escrevi este ano a “Carta Aberta ao Senado Federal” que teve uma boa repercussão. Engraçado que esta carta repercutiu em diversas mídias e dentro da comunidade brasileira de Design. No entanto, a ABD fez de conta que não viu. Não houve sequer um único pronunciamento sobre o assunto e sobre os pontos sérios que levanto sobre a atuação do Designer de Interiores/Ambientes. Ela prefere fazer vista grossa ao enviar aquele projeto paralelo e fake de regulamentação (LIXO!), separado do projeto do grupo do Freddy Van Camp.

Pois bem, neste ano temos de agradecer muito a este grupo que trabalhou em cima de um texto sério e coerente de um projeto de regulamentação profissional.

Temos também de agradecer ao deputado José Luiz Penna (pv-sp) que acolheu esta demanda e reconhece nela a real necessidade da regulamentação desta profissão séria.

Assim, parabéns colegas Designers!!

Parabéns Design Nacional!!!

Parabéns a todos aqueles que lutam diariamente para tornar a nossa profissão reconhecida, séria e regulamentada.

Parabéns a todos nós, regulamentistas graças à Deus!!!

Dia do Designer de Interiores

Estranha-me pesquisar da web e perceber que existe uma certa confusão na escolha desta data comemorativa. Não é por menos, ambas são impostas por entidades ditas representativas da classe.

Uma no primeiro semestre e outra recém passada.

Eu? Não comemoro nem uma e nem outra pelo simples fato de preferir a data 5/11 quando é comemorado o Dia Nacional do Design – oficialmente aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional.

Alem da legalidade jurídica desta data, ela é alusiva a um grande designer brasileiro: ALOÍSIO MAGALHÃES, PERNAMBUCANO IMPORTANTÍSSIMO NA HISTÓRIA DO DESIGN BRASILEIRO.

Chega de rinhas idiotas e separações ou segmentações. Design é Design e ponto! Não há um porque sensato em separar a nossa área do restante do Design.

Se o dia oficial é 5/11, comemoremos então corretamente nesta data e não em datas nada a ver baseada em pavonices de gente que não tem o que fazer. Aliás tem sim: dizer que nos representa quando na verdade só serve para atrapalhar e desenvolvimento de nossa profissão.

É ABD, este recado foi para vocês sim!!!

Sou totalmente contrário ao projeto de regulamentação que vocês estão negociando nos bastidores do CN pois ele vai trocar seis por meia dúzia ou seja: não vai mudar NADA, tudo vai continuar a mesma ZONA e vocês continuarão aí acreditando que reinam e são senhores da razão.

Onde é que está a correta separação entre os profissionais que atuam na área que até agora vocês não fizeram e permitem que qualquer zé mané se denomine “dezáiner de interiores”?

Onde é que estão as ações eficazes de proteção do mercado contra esses embustes (profissionais e cursos) e dos profissionais que dizem representar?

Sinceramente, com essa newsletter idiotizada que recebo via e-mail e aquele jornaleco que recebo pelo correio vocês estão é débito com tudo que pago anualmente para vocês. Materiais absolutamente inócuos, sem noção da realidade.

Voltando ao tema da regulamentação, quem é a ABD para tirar o Design de Interiores do processo de regulamentação que esta sendo trabalhado pelo grupo que o mestre Freddy Van Camp faz parte que tem um projeto de regulamentação do DESIGN? Quem autorizou vocês a fazerem isso alegando que tem um projeto próprio (LIXO) e falar “em nome de” todos nós profissionais sérios da área de design de interiores???

Não recebi qualquer coisa de vocês me questionando se eu aceitava isso ou não, como associado da ABD e também não conheço nenhum outro profissional ligado à ABD que tenha sido questionado sobre isso – salvo a diretoria e amiguinhos.

Portanto, não apóio esse lixo de projeto (piada) regulamentista de vocês e apoio sim integralmente o outro, o original, sensato, estudado, exaustivamente debatido entre associações, profissionais e mercado, com delimitações profissionais sérias e dentro da Lei.

Então fica aqui o recado: Não ao projeto da ABD. Não a qualquer dia comemorativo que não seja o 5/11.

Então, dia 5/11 eu comemoro sim.

O projeto de regulamentação do Design eu apóio sim!

O resto, é trairagem, fuleragem e pavonices desnecessárias de gente que não tem o que fazer.

E que venha 5/11. Ainda não conquistamos o que desejamos, não temos o reconhecimento que merecemos. Mas somos Designers, não desistimos NUNCA!

 

Picaretagem via internet

É, tentei não escrever sobre o assunto mas diante da barbárie que o mesmo representa para o mercado e, principalmente, para a classe de profissionais sérios, não posso deixar passar em branco.

Desculpem o palavreado chulo mas, que M* é essa?

É por isso que a nossa profissão não é respeitada e valorizada nesse país.

Dá para trabalhar via internet? SIM. Nunca neguei isso. Desde que se tenha um mínimo de ética profissional e seriedade.

No entanto, enquanto assistimos aos amigos designers gráficos sérios lutarem contra empresas como a WeDoLogos – que prega um estilo de concorrência criativa à preço de banana (ou seja: você faz o projeto da logoMARCA, envia pro site e o cliente escolhe entre os trabalhos enviados. Quem leva, leva por uma ninharia absurda) – descobri dias atrás um site que não faz a concorrência criativa, porém desrespeita completamente as regras básicas de mercado na área de Design de Interiores.

Já até tinha colocado esse assunto no grupo do blog lá no facebook mas vale a pena voltar ao mesmo por aqui para alertar o mercado e até mesmo os profissionais sobre isso. Depois quando eu escrevo que o mercado está sendo invadido por um bando de prostitutas(os) que só fazem denegrir a profissão, tem gente que vem me xingar nos comentários.

Pra piorar o tal site não apresenta absolutamente nada de currículo das “profiçonaiz” envolvidas. Só uns deseinhos (nem fotos reais são) com os nomes que deixam o site mais com cara de coisa relacionada a moda que a decoração ou interiores.

Mas vejam isso que marravilha:

Valores de projetos:

‎1 Ambiente: R$ 700,000
2 Ambientes: R$ 1.260,00
3 Ambientes: R$ 1.770,00
4 Ambientes: R$ 2.220,00
5 Ambientes: R$ 2.600,00

Achou péssimo isso? As fulanas sem rosto e sem CUrrículo ainda conseguem piorar tudo…

Pois ainda tem promoção de férias no site:

2 ambientes com 5% off – de R$ 1260,00 por R$ 1197,00
3 ambientes com 10% off – de R$ 1770,00 por R$ 1539,00
4 ambientes com 15% off – de R$ 2220,00 por R$ 1887,00
5 ambientes com 20% off – de R$ 2600,00 por R$ 2080,00

Quer mais ainda? Encontrei o anúncio desse absurdo virtual no site da revista Casa Claudia. Tudo com as bênçãos dessa que diz ser a maior e melhor revista da área. LA-MEN-TÁ-VEL!!!! Depois querem que eu acredite que não existe “jabá” para figurar lá dentro…

Me poupe!!!!

Depois que lancei a coisa no facebook, olhando o site hoje, percebi algumas alterações. Dentre elas uma seção de perguntas e respostas onde em uma diz que sim, são designers reais. Logo após, em outra pergunta sobre reforma da casa toda eles dizem que para isso é necessário que a pessoa entre em contato com um escritório de “arquitetura de interiores”.

Pera lá, se realmente fossem Designers e tivessem tido uma formação séria numa universidade também séria saberiam que um Designer de Interiores/Ambientes tem conhecimento e capacidade para fazer a reforma da casa toda (incluindo aqui cozinhas, banheiros, área de serviços que eles não fazem) portanto, não indicariam um escritório real de arquitetura e sim o de um designer. Como se não bastasse o desrespeito com os valores ainda fazem o desfavor de denegrir e menosprezar a classe profissional à qual “dizem” pertencer ao se apresentarem como “dezáiners”.

Outro detalhe é que de Design de Interiores os projetos não tem nada. É apenas o trabalho que qualquer pessoa com um mínimo de bom gosto numa cidade que tenha lojas decentes de móveis e acessórios consegue fazer.

Lançar móveis prontos sobre uma planta baixa de forma “bonitinha” ou “arrumadinha” qualquer um faz. Quero ver é entrar com projeto que exija produção, intervenções mais profundas no ambiente, personalização. Com a “vitrine de parceiros” o que me vem à cabeça é o seguinte: jogam o preço do projeto lá embaixo pois ganham nas RTs dos tais parceiros e, claro, isso eles não dizem no site.

Como se não bastasse isso, a Ro (Simples Decoração) me mostrou lá no face um outro site semelhante que apresenta um tal de “Coach Decorador” – que não faço a menor idéia do que venha a ser isso – e ainda apresenta um selo de certificação de um órgão que nunca ouvi falar em lugar algum.

Pera lá gente. Assim não tem como, assim não dá. Alguém me arranja uma bazuca???

Temos de matar um leão por dia no mercado para conscientizar o mesmo da importância e seriedade de nossa profissão para, do nada, me aperecer um bando “sem cara e sem currículo” e foder – desculpe a palavra mas não cabe outra – com todo o trabalho de anos de profissionais sérios??

Trabalhar via web é possível SIM. Mas por mais distante que esteja o cliente, ao menos uma visita real você tem de fazer se quer que seu projeto seja realmente executado e que tudo saia dentro do planejado. Isso o cliente tem de ter consciência.

Se quando estamos com uma obra, visitando-a diariamente, os parceiros (pedreiros, encanadores, eletricistas, etc) já conseguem aprontar poucas e boas, imagina se você nem der a cara na obra? O que vai virar a bagaça??? 90% dos parceiros não tem leitura de planta baixa e os clientes sempre buscam os preços mais baixos destes.

Sinceramente? Cliente honesto e mercado ético não tem como levar a sério isso.

E onde está a ABD que diz representar e trabalhar em nome dos profissionais para coibir esse tipo de absurdo?

Eu aderi à ABD à convite do Jéthero – que respeito muito – que está na diretoria atual. Mas já estou arrependido pois só estou pagando, pagando e pagando pra não receber absolutamente NADA em troca.

Não se vê qualquer ação séria e efetiva da ABD para arrumar o mercado, impor normas e tampouco buscar um projeto de regulamentação profissional sério – pois o que estão tentando colocar não vai melhorar em nada e sim manter tudo na mesma zona que está.

Desde que criei este blog venho cobrando da ABD que faça a correta distinação entre decorador, designer e arquiteto porém eles comodamente e covardemente não o fazem. Antes alegavam que por eu não ser associado não tinha direito a exigir nada. Agora, como associado pagante, simplesmente não recebo resposta alguma. O resultado dessa falta de atitude e peito da ABD de enfrentar os problemas de frente? Isso que acabo de relatar neste post é apenas um dos resultados – os outros vocês já conhecem bem e encontram facilmente aqui em meu blog. Isso já é o fundo do poço para os profissionais de Design de Interiores/Ambientes.

Se você é cliente e leu isso tudo, abra seus olhos e exija do seu profissional o seu currículo acadêmico. E se ele colocar valores muito baixos, desconfie da seriedade do mesmo.

Design de Interiores/Ambientes – localização

Tenho visto ja a um bom tempo pessoas tentando definir ou explicar o Design de Interiores/Ambientes. Porém percebo que tais visões encontram0-se sempre distorcidas por vários fatores tácitos ou explícitos.

Então, lá vou eu tentar resumir um pouco essa bagaça e tentar botar ordem na casa.

Estou bem sem tempo agora, portanto vou apenas lançar algumas idéias que podem servir como direcionamentos para debates e pesquisas sobre o assunto ficando, portanto, bem longe de querer bater o martelo sobre este assunto.

Sobre o projeto de regulamentação do Design, Interiores/Ambientes foi excluído do projeto como já exposto aqui neste post.

Mas vamos desenvolver a análise sobre os pontos que provocaram essa exclusão:

1) ABD

A ABD insiste em não fazer a distinção correta entre os profissionais que são associados a ela. Ali, encontramos Designers, arquitetos, engenheiros, decoradores (sim há muita diferença) e pessoas não formadas em POHHA nenhuma. Assim, ela lança o status “Designer” para qualquer um. A impressão que fica é: pagou a mensalidade, és dezáiner (SIC).

É óbvio que a ABD não vai se mecher nesse sentido. Afinal, as estrelinhas são, em sua maioria, arquitetos. E se a ABD fizer esta distinção, certamente muitas estrelinhas irão se sentir ofendidas e sairão da associação. E, associação sem estrelinhas, é o mesmo que associação sem crédito na praça.

Esta semana mesmo vi uma arquiteta paisagista  se apresentando na TV como “Designer de Exteriores” (PASMEM!).

É o KCT!

É paisagista ou arquiteta e ponto final.

Assim, fica mais fácil$$ para a ABD manter-se calada comodamente. Faz vista grossa sobre este e diversos outros detalhes e só se mexe quando a água bate na propria bunda – caso aconteceu no caso da Brandalise.

Sobre a avaliação dos cursos indicados pela ABD, pelo que se percebe, qualquer lixo entra naquela lista. E também há o caso de que a própria ABD estimula as diversas formações dando status igual a elas. Sem contar que tem cursos que aparecem no site da ABD como reconhecidos que tem qualidade altamente questionável seja pela estrutura curricular, ementário e corpo docente.

Eu, sinceramente, estou perdendo o crédito – novamente – na ABD. Jéthero, me perdoe dizer isso mas essa é a verdade. Acreditei em você, por isso me associei. Mas vejo que você não passa de mais um voto vencido lá dentro, infelizmente, como sempre aconteceu com quem tentou levar a VERDADE lá para dentro.

Isso já está cansando.

2) Outras associações

ADP, ADEGRAF e tantas outras associações das outras áreas que existem no Brasil. São válidas sim e estas – ao que parece – agem com mais dignidade que a ABD, lutando por seus profissionais representados.

No entanto, é um descabimento ter de ler profissionais de Design Gráfico ou Produto – apenas – tentando definir o que é ou onde se encaixa Design de Interiores/Ambientes dentro da raiz DESIGN.

Nem vale à pena repetir aqui as asneiras que tenho lido. Isso se deve a um simples fator: eles não são da área, não a conhecem profundamente como conhecem as suas próprias. Acabam se deixando levar por “achismos” (Morin) e disseminam estes absurdos como se verdades fossem.

Devo ressaltar aqui também o preconceito de alguns com relação à Interiores/Ambientes. Ressalto que preconceito = pré-conceito de algo, desconhecido com exatidão.

3) Design

Se formos analisar friamente, hoje não existe mais essa de Produto ou Gráfico puro. O que existe, na verdade, é o Design e as suas possíveis especialidades.

Vejam bem, esta imagem vem de um PDF da ADEGRAF explicando alguns dos porquês da necessidade da regulamentação:

Como se vê, Design é uma área permeável, multi, intra e transdisciplinar. Assim como ela influencia e/ou avança sobre outras áreas, também sofre influências destas.

É impensável hoje em dia alguém afirmar que a área de produto lida apenas com produtos. Isso é MENTIRA!!! Assim como Gráfico também não lida apenas com Gráfico.

Para desenvolver um produto, por exemplo, invariavelmente, o profissional terá de lidar com outras “disciplinas” – vamos chamar assim – à saber alguns exemplos bem rápidos:

– do produto vem a concepção desenho (gráfico) e detalhamento geral do objeto, o conhecimento técnico, estrutural, materiais, texturas, etc.

– do gráfico temos toda a parte de representação gráfica necessária para a apresentação e entendimento do objeto, cores e grafismos, etc

– das engenharias vem a parte estrutural, resistencia dos materiais, produção, etc

– da psicologia vem tudo o que engloba a parte sensorial, perceptiva, usabilidade, conforto, etc

– da administração vem todo o processo produtivo, vendas, etc

Da mesma forma podemos fazer a análise acima com relação ao Gráfico ou a qualquer outro tipo de Design.

Como se vê, não existem mais áreas dentro do Design, o que existem são as especialidades que dialogam entre si. O que acontece é que cada profissional é quem escolhe como e com o que trabalhar.

4) Design de Interiores/Ambientes

Este faz parte da arquitetura?

Pode até fazer, mas é um elo tão infimamente ridículo que resume-se apenas à edificação. O uso que se fará desta e como se dará este uso.

As imagens abaixo ( também do PDF da ADEGRAF) reforçam esta minha visão:

Existe alguma diferença no método de desenvolvimento de projetos entre um Designer de Interiores/Ambientes e outros Designers?

Não! É exatamente a mesma coisa. Tudo gera em torno de um problema (o ambiente e seu uso) e na busca da melhor solução para ele (o produto final).

As dificuldades de inserção ou diálogo com equipes multidisciplinares é a mesma. E, da mesma forma, estas equipes acham que sabem/entendem o sufuciente sobre Design a ponto de acreditar que não necessita de um profissional desta área junto delas. Porém, aquelas que já perceberam esse erro e assumiram profissionais de Interiores/Ambientes como membros das mesmas estão obtendo resultados fantásticos, antes impensáveis.

Com relação à sua participação na área DESIGN, esta se faz bem mais presente pois o que o profissional desta área busca é a solução de problemas assim como qualquer outra área do Design. Não é o mero ajeitar de peças dentro de um espaço buscando a disposição mais “bonitinha”. É bem mais que isso.

– Projeto de mobiliários: sim, o Designer de Interiores/Ambientes é capaz de realizar projetos de mobiliarios da mesma forma e padrão que um designer de produtos faz. A diferença é que este produto pode ser confeccionado como peça exclusiva (que também acontece no DP) ou seriada. O projeto é o mesmo.

– No trabalho com cores e texturas entra a parte gráfica. Sim, pois não é raro vermos grafismos em projetos sejam na pintura de uma parede, na paginação de um piso, na composição têxtil de um jogo de cama ou panejamento (têxtil), entre outros alémde que sempre nos vemos desenvolvendo novos padrões de texturas para superfícies.

– Superfícies? Porque não? Afinal sempre nos vemos trabalhando com materiais diversos buscando a melhor solução estética para alguma coisa através do tratamento das diversas superfícies de um projeto (produto final).

– Materiais também pois nos vemos constantemente pesquisando e até mesmo desenvolvendo novos materiais ou aplicações para os já existentes.

– Produtos novamente pois é bastante comum – especialmente na área de lighting ou num projeto de iluminação (que faz parte de Interiores) – desenvolvermos luminárias, suportes e outras partes para servir de suporte para o projeto  ou até mesmo para ser a peça central do projeto. Aqui inclui-se até mesmo alteração/inserção de elementos arquitetônicos.

– Gráfico mais uma vez que engloba toda a parte de apresentação de um projeto – dos rabiscos na concepção ao desenho final do projeto executivo.

Enfim, se formos esmiuçar tudo ainda cabem diversas transições entre-áreas do design que formam o Design de Interiores/Ambientes. Esta lista ficaria bastante extensa. Assim ocorre em qualquer outra área do Design. Pegue um caderno aí (ou o word) e procure fazer isso com a sua área e perceberá o quanto ela é maleável, dialoga e por vezes usa especialidades de outras áreas sem que você se dê conta.

Assim, se for para falar ou tentar definir sobre Design de Interiores/Ambientes, que o façam os Designers desta área.

Portanto, reitero aqui a minha posição: regulamentem o DESIGN.

Depois, dentro do Conselho, regulamenta-se as especialidades.