Quem tem medo da regulamentação?

Revista Lume Arquitetura
Coluna Luz e Design em Foco
Ed. n° 63 – 2013
“Quem tem medo da regulamentação?”
By Paulo Oliveira

63
Em minha última coluna escrevi sobre o erro conceitual empregado por alguns profissionais ligados à iluminação, de forma deliberadamente proposital, na tentativa de minimizar e reduzir a área de Lighting Design e, deste modo, sorrateiramente, satisfazer interesses próprios. São grupos que irão, certamente, perder um excelente filão no caso da profissão ser regulamentada. Creio piamente que esta ação tem, em última análise, um único fundamento: o medo.

E quem são estes grupos profissionais que atuam na contramão de uma regulamentação profissional coerente, ética e justa? Não é difícil percebê-los no dia a dia em páginas de renomadas revistas em alguns editoriais. Passo então a elencá-los para esclarecer melhor esta problemática.

Lojistas e fabricantes: com a regulamentação serão obrigados a acabar coma misteriosa transformação de vendedores em projetistas que realizam dentro de suas lojas. Senão resta-lhes contratar profissionais para realizar este trabalho mediante o pagamento de um piso salarial justo ou buscar meios e incentivos para que seus vendedores/projetistas sejam formados e especializados na área e, consequentemente passem a receber o piso salarial justo. Ou ainda – a melhor opção – que parem de oferecer este desserviço à comunidade profissional de Lighting Design.

Universidades: serão obrigadas a contratar profissionais realmente especializados para atuarem como docentes nas disciplinas de iluminação e correlatas nos cursos de graduação e pós-graduação. Há também o fato de que, por força de um Conselho Federal da área normatizando inclusive o ensino, as condições estruturais básicas para o desenvolvimento curricular do ensino atendam exigências de qualidade que poucas oferecem atualmente. Certamente, muitos cursos terão que se reestruturar para atender tais exigências.

Associações: poderão continuar atuando livremente, porém terão de repensar e rever seus estatutos e ações visando a não segmentação ou reserva de mercado para um ou outro grupo de profissionais. É o caso da AsBAI, que será obrigada a acordar o quão umbiguista foi durante todos estes anos.

Profissionais: existem alguns profissionais que se valem da bagunça do mercado não regulamentado para tirar vantagens. É o caso de algumas figurinhas carimbadas que sempre estão na mídia. Sempre eles, sempre os mesmos. Alguns inclusive impedem a realização de grandes eventos de LD aqui no Brasil, pois não desejam que o mundo e o mercado brasileiro conheçam outros profissionais de alta qualidade e competência que existem por aqui. Muitos que não cobram ou cobram valores muito abaixo do mercado. Sim, alguns também estão sempre envolvidos em obras públicas. Não podemos nos esquecer também da gorda comissão recebida por estes, seja dos fabricantes ou do grupo a seguir.

“Politiqueiros”: o que seria dos profissionais acima citados se não existisse este nobre grupo de interesse? É através deste grupo que os profissionais não éticos sambam e sapateiam na cara do mercado e de seus “colegas profissionais”. São os politiqueiros que, através de embustes, forçam projetos e processos onde o apadrinhamento é visível e claro; o desvio de verbas idem. Afinal, sem a regulamentação não há exigências legais para a contratação e esta é livre, sem licitação ou concursos de projetos. Por isso adoto o termo “politiqueiros” e não políticos.

Mas a regulamentação somente acontecerá se partir da união dos profissionais de LD. Já passou da hora de nos unirmos e lutarmos juntos por esse importantíssimo detalhe jurídico para o nosso exercício profissional e a segurança do mercado.

E você?

Tem medo da regulamentação?

Em resposta ao comentário da Sil

Em resposta ao comentário da Sil neste post

Recebi o seguinte comentário no post acima citado:

Sil – Demds@hotmail.com
“Prezado Paulo, acho que se você se empenhasse em conseguir um diploma em arquitetura seria muito menos frustrado e poderia parar de perder seu tempo escrevendo estes posts calejados de dor de cotovelo.”

Bom, primeiramente “Sil”, aqui é a minha casa, portanto respeito é bom e eu gosto. Mas já que teve um “piti”, me dou o direito de respondê-la à altura, mas fique tranquila, não vou me rebaixar ao seu nível.

Em primeiro lugar “Sil”, volte para a escola básica (educação primária) pois você tem um sério defeito de aprendizagem em interpretação de textos.

Depois disso, rasgue sei diploma pois você não merece arquitetura. São pessoas como você que queimam a imagem desta belíssima profissão.

Agora, esclarecendo alguns pontos:

1 – Eu não sou frustrado, muito pelo contrário. Sou um profissional realizado, amo o que faço.

2 – Escrevo para uma revista de renome nacional e especializada na minha área de atuação. Mantenho este blog que conta com mais de 1 milhão de acessos, do mundo todo. E você, escreve algo além destas tuas sandices?

3 – Não Sil, não tenho o menor interesse em fazer arquitetura pois meu foco de trabalho é outro e eu sei muito bem qual é ele. Não sou nenhum perdido que se formou e saiu atirando para todo lado tentando acertar algum alvo pelo caminho pra ver se consegue ao menos uma risadinha de satisfação profissional. E não, refiro-me à realização profissional baseada na seriedade e ética, coisas que você prova em seu comentário, que desconhece por completo.

4 – Escrevo porque não sou um conformado com o sistema que nos impõe regras sem observar o entorno, olhando e protegendo apenas seu próprio umbigo. Sistema por sinal planejado por pessoas com a mentalidade parecida com a sua: morrem de medo da concorrência por causa de sua incompetência. Não suportam ver outros profissionais criando ou pensando. Se corróem de inveja por serem incapazes de praticamente tudo.

5 – Não tenho dor de cotovelo, pois admiro quem merece e desprezo gente como você.

Só para terminar “Sil”, como coloquei meu foco é outro. Não escolhi o Design para sair atuando como açougueiro. Não escolhi o Design para invadir outras áreas.

Aliás “Sil”, o que você tem produzido em arquitetura em sua medíocre vida profissional? Ah claro, certamente é mais uma que perdeu anos e gastou uma fortuna numa faculdade de arquitetura (provavelmente em alguma “uniesquina” da vida) pra sair fazendo decoração né?

rsrsrsrsrs (ô dozinha)…

Do seu tipo, conheço vários. São incapazes de fazer um projeto completo de arquitetura e por isso vivem de interiores…

Não, nem de longe Design de Interiores. No máximo, Decoração de Interiores.

Pois é “Sil”, como te escrevi acima, são seres como você que queimam a imagem da Arquitetura. Por falar em imagem, você alguma vez já leu o Código de Ética de sua profissão?

DU VI DO!

Pelo visto nem sabe o que é isso.

Portanto criatura, se tem tanto medo assim dos Designers de Ambientes faça o seguinte: faça um bom curso superior de Design de Ambientes e abandone a Arquitetura.

Não.. melhor que você não faça isso. Nós designers não merecemos um ser como você como “colega de profissão”. Tampouco os arquitetos merecem ter uma colega de profissão como você.

E basta. Já perdi muito tempo com a sua ignorância.

Passar bem, se conseguir digerir isso.

Só para terminar, aos meus amigos arquitetos:

Isso é apenas mais uma prova dos ataques que recebemos. E este ainda foi leve, tem coisa muito pior acontecendo especialmente no mundo real.

Portanto quando escrevo algumas coisas percebam que eu nunca generalizo pois conheço excelentes profissionais da Arquitetura. Porém quando escrevo é direcionado exatamente a esse tipo de gentinha, como a “Sil”.

Cuidado com quem vocês tem elegido nas associações, conselhos, etc. Vocês já perceberam a quantidade de guerrinhas que eles estão criando?

Restauradores, Técnicos em Urbanismo, Paisagistas, Designers, até hoje não se entendem com os Engenheiros. Até quando vocês vão permitir que eles gerem essas “guerras satânicas” usando os nomes de vocês e queimando o nome da profissão de vocês?

Pensem nisso.

Antes do designer, vem o Design.

Como se já não bastasse toda a problemática que enfrentamos entre profissões – alguns profissionais de outras áreas são ardilosamente maldosos – e a desinformação geral, ainda temos de lidar com preconceitos dentro do próprio Design!

É corriqueiro e comum no meio do Design preconceitos entre as áreas. Rola de tudo um pouco. É só olhar em qualquer fórum de Design e também nos das áreas.

Toda piadinha, por mais inocente que seja, carrega em si um lastro de preconceito. Já as acusações vêm impregnadas do preconceito e uma absurda ignorância sobre o assunto.

“Ah, ele partiu pra Produto porque não tem o dom da arte”, diz um gráfico.

“Ah, ele foi pra Gráfico porque é péssimo em matemática” diz o de produto.

“Ah, Interiores é coisa de patricinha ou de viadinho”, dizem muitos.

São imensuráveis as piadinhas. No último NDesign ouvi muitas delas, especialmente sobre a minha área, Interiores.

A não inserção de minha área na Regulamentação do Design tem muito a ver com isso.

Basta de apartheid! Chega de guetinhos!

O que ocorre é o seguinte: quando entramos para a faculdade pensamos que vamos encontrar um mundo maravilhoso, um universo infinito de possibilidades. Mas rapidamente percebemos que não é bem assim. Ou não, às vezes não nos damos conta de que as coisas não são bem assim. Somos forçados a acreditar que as coisas são exatamente como nos pintam.

Por exemplo: numa universidade existem quatro cursos de Design: Produto, Moda, Gráfico e Interiores (Ambientes). Cada um tem o seu departamento, seus laboratórios, suas salas, seus professores (alguns compartilhados, mas em horários distintos), seus alunos, seus espaços.

Muitas vezes percebemos que se trata de guetos que não se misturam nunca e/ou raramente algum maluco ousa interagir com outro grupo quando já é rapidamente repreendido seja lá de que maneira for.

Não há interação, não há integração. Ficam todos fechados em seus mundinhos, observando e absorvendo apenas o que está em seu campo visual (aproximadamente 150° somando a visão central + a periférica) nos esquecendo dos 210° restantes.

Não os culpo afinal, já foram condicionados a isso desde quando cursaram suas universidades. Na verdade o ser humano sempre é condicionado a isso, desde quando nasce:

– Somos ricos, não se misture com “aquela gentinha” (pobres);

– Aquele menino não é uma boa companhia para você;

– A sociedade, que devemos participar, é apenas aquela à qual pertencemos;

– Não devemos nos casar com outro de jugo desigual (igrejas);

Entre outras incontáveis frases que ouvimos desde que nascemos que condicionam, normatizam e engessam o nosso desenvolvimento como seres humanos. Se ousarmos quebrar uma destas regras somos tirados como loucos, irresponsáveis, etc. Na verdade,

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ruN_LR60ZfQ

A gente se acostuma numa vã ilusão de que seguindo estas regras seremos felizes… a gente se acostuma até mesmo a engolir e sofrer calados quando estas regras nos trazem tristeza, sofrimento e dor…

Durante os cursos, a gente se acostuma a focar em nossa especialidade, a conviver com nossos colegas de curso, a pensar apenas em nossa área. Chegamos à faculdade e vamos direto para o nosso gueto. Se vamos à biblioteca buscamos as prateleiras de nossa área. Se encontrarmos com professores pelos corredores, só paramos para conversar com os de nosso curso. Na verdade só conhecemos estes. Só lemos revistas, livros, artigos, blogues, sites e toda forma de informação relativa à nossa área. Somos condicionados a isso. O sistema nos leva a isso.

Pergunte a um professor: “o que é Design?”.

Certamente ele irá começar um discurso teórico que rapidamente entrará em sua especialidade. Se ele for de produto, levará o discurso para esse lado.

Interrompa-o. “Professor, eu perguntei o que é Design, não Design de Produto.” Tenho certeza que a maioria dos professores não conseguirá fazê-lo ou tentará algo que ficará genérico demais.

A gente se acostuma a viver em nossos mundinhos, em nossos guetos, fechados em nossas conchas. E isso tem muito a ver com os profissionais no mercado também.

Daí nascem essas piadinhas e comentários maldosos e errados sobre as áreas.

Quando cheguei ao NJeitos, conversando com alguns encontristas e convidados ou ouvindo conversas paralelas, ouvi diversas vezes a frase  de que “interiores é coisa de patricinha ou viadinho”. Ficava quieto e apenas lançava: procure assistir a mesa redonda ou a palestra de amanhã sobre esta área. Acho que vai ser interessante para vocês.

E o pessoal de gráfico que não aceita muito bem seus próprios colegas de curso que preferem trabalhar com ilustração? Porque não foram fazer artes plásticas então já que gostam tanto de desenhar?

Mesmo diante de uma grade de conteúdos cobrindo uma imensidão de assuntos, percebe-se que o pessoal prefere informar-se apenas sobre a sua área. Muitos se tornam “achistas” sobre vários assuntos porque ouviram outros “achistas” dizer que é assim e aceitaram passivamente a desinformação como se fosse informação. Tornam-se achistas porque recebem uma informação e não vão pesquisar sobre o assunto para ver se confere com a realidade. Perguntam para um professor de Produto, o que é o curso de Interiores, por exemplo. Se este não tiver ligação com o curso de Interiores, certamente não conhece a especialidade para poder falar sobre com autoridade e acaba lançando ideias e teorias erradas.

Professores também são assim. Vem direto para as aulas, quando tem um tempinho ficam na sala de professores de seu departamento/curso, não interagem – ou muito pouco – com professores de outros cursos. Muitos nem conhecem a maioria dos professores dos outros cursos além do visual.

O de Grafico “acha” que sabe o que é Moda. O de Produto “acha” que sabe o que é Interfaces. O de Moda “acha” que sabe o que é Interiores. E o ciclo segue: a desinformação vai imperando.

As associações segmentadas também contribuem alimentando esse tipo de desinformação e apartheid. Elas até conversam entre si, mas não – ou pouco – cooperam umas com as outras.

E as coisas não devem, não podem continuar assim.

Essa linha de pensamento afeta o mercado onde profissionais se digladiam e não se entendem. Isso está afetando até mesmo o processo de regulamentação profissional em trâmite no Congresso Nacional.

Temos de ter em mente que:

Antes do designer (especialidade), vem o Design (área).

Não podemos e nem devemos manter ou alimentar estes guetinhos como se fossem coisas absolutamente distintas, não misturáveis, não integráveis ou integrantes da mesma raiz: o Design.

Um exemplo rápido: o pessoal de Moda quando faz um desfile, não busca conversar com o pessoal de Interiores/Ambientes para que estes desenvolvam a cenografia de seus desfiles ou produções de catálogos e editoriais. E as salas de aulas são ali, uma ao lado da outra. Mas ficam isolados em seus mundinhos.

Não podemos nos esquecer de que a base de todas as especialidades é a mesma: o Design.

Pregam que o Design é multidisciplinar, mas na pratica não vemos isso acontecer de maneira efetiva. Produto pega parte de Gráfico apenas no que lhe interessa. Interiores pega parte de Moda apenas no que lhe interessa. E não há uma busca real de integração, interação, complementação, cooperação. O que temos é apenas um aproveitamento de conhecimentos.

Prefiro afirmar que o Design é trans ou até “megadisciplinar”. Ele não é apenas multidisciplinar. Ele passeia e dialoga por praticamente todas as áreas do conhecimento que seus conteúdos abrangem.

Portanto, entes de sermos designers, temos de ter em mente que temos uma raiz em comum: o Design.

Então, não leiam e pesquisem apenas sobre a sua especialidade.

Professores, não falem sobre outra especialidade se não tem autoridade sobre o assunto. Não fechem as possibilidades de seus alunos apenas na sua especialidade. Não limitem os TCCs ou TFGs à especialidade.

Alunos, interajam com alunos de outros cursos, busquem formas de integração, cooperação. Ampliem seus conhecimentos.

Porque não uma associação nacional que agregue todas as áreas do Design? Seria muito mais forte, teria muito mais peso e, consequentemente, mais facilidade de trânsito e visibilidade que as segmentadas.

Somos muito mais do que nos condicionam e nos acostumamos a pensar.

O NJeitos foi um excelente exemplo disso. Apesar das piadas paralelas, a integração entre especialidades foi excelente e engrandeceu o Design e a compreensão sobre o Design.

Quem não é da área e assistiu ao Dedo de Prosa ou à minha palestra sobre Design de Interiores/Ambientes saiu com uma visão diferente da que tinha sobre a mesma. Conseguiu compreender – além do porque é sim Design – como é importante e integração e cooperação entre as áreas. E assim foicom as outras atividades. Isso ficou bastante claro nos dois últimos dias nas conversas que tive com o pessoal e pude perceber a alteração positiva de pensamento sobre a área pelo pessoal de outras áreas.

Viemos do Design, e ele é muito maior que as especialidades.

A “bendita” e mal intencionada reserva de mercado

Fico muito feliz que minhas duas últimas colunas na Lume Arquitetura estejam dando um verdadeiro chacoalhão no mercado.

A primeira direcionada aos profissionais. A segunda à industria, fornecedores e lojistas.

Sim, atingi meu objetivo. Estou recebendo muitos elogios, mas também críticas. Ótimo sinal de que fui certeiro nos problemas e, como nao tenho o rabo preso com ninguém, falo o que quiser.

Porém, os que me criticam deixam claro que concordam com as práticas espúrias que prostituem o mercado e não estão interessados na construção da profissão. Destes, nós profissionais sérios e comprometidos, definitivamente, não precisamos. O mercado nao precisa de gente assim maculando a profissão.

Na última edição saiu uma entrevista com o presidente da AsBAI no mínimo, nojenta. Sob um falso discurso de renovação, novos ares, novos caminhos, percebi que nada mudou, continuam com a mesma cabeça oca de sempre. Só que agora estão agindo nos bastidores (sim sei dos passos que estão trilhando nos bastidores) e me levou a fazer o post AsBAI e reserva ilegal de mercado.

Diante disso exposto, muitos profissionais revoltaram-se com a situação e intenções desta associação. Tanto que a Malu Junqueira soltou na sequencia outro texto também bastante ácido e sério sobre a situação.
Transcrevo-o abaixo. Volto ao final:

A “bendita” e mal intencionada reserva de mercado

Fazendo um contraponto ao dito de meu colega lighting designer e designer de interiores, Paulo Oliveira, coloco também meu ponto de vista. Em relação a matéria da revista renomada e séria, Lume Arquitetura, com conteúdo de uma entrevista ao recém-empossado presidente da AsBAI, o jovem Rafael Leão, concordo plenamente com o colega Paulo. Rafael não tem vivência suficiente para poder colocar todas as suas prerrogativas como sendo a verdade absoluta. Como já disse em outras ocasiões, não existem verdades, mas sim versões. E, Deus só existe um, o onipotente.

Acredito até que ele tenha boa vontade e ótimas ideias, mas em pleno século vinte e um, não podemos admitir que ainda pudesse existir discriminação, seja ela racial, religiosa ou mesmo profissional. E é o que acontece com a AsBAI. Os outros profissionais não aceitos em seu quadro, mesmo sendo arquitetos, se sentem rejeitados e discriminados por não compactuarem com seus modos de pensar; e com isso se colocam à margem vendo a banda errada passar.

Os dirigentes de associações voltadas para a iluminação também não aceitam e nem concordam com seus estatutos. Está se formando uma associação protecionista apenas para quem reza em sua cartilha. O que fazer com esses profissionais que de uma forma ou outra são reconhecidos? Pelas escolas, pelos alunos, pelos leitores e por dirigentes sérios de um profissionalismo exemplar? Se temos respeitadíssimas pessoas em nosso mercado de trabalho (o da iluminação) que até são convidadas para participar de evento internacional em solo nacional, o Rio +20 e membro de associação abalizada e que faz restrição aos estatutos dessa “mandona” entidade, por que os “manda – chuvas” querem por força serem melhores? Não seria de bom tom e melhor convivência não impor regras e deixar o mercado ser algoz?

Se nós “os pequenos” que fomos aceitos pelo mercado de trabalho, pelos nossos clientes e fomos não só analisados, mas fomos agraciados com prêmios pelos nossos trabalhos executados, não basta?

Será que os novatos sofreram lavagem cerebral? Será que o tempo dos coronelismos não vai acabar nunca? Eu mando e você obedece? Isso é inadmissível…

Essa sociedade brutal precisa acabar, pois o sol nasceu para todos; por certo que a sombra só para meia dúzia, mas espaço há para todos e que se sobressaia o melhor. A competição é salutar! Ou será que essa imposição absurda reflete certo temor em perder o poder? O que neste século, nosso papel, é, de na corrida da vida mostrar que podemos e devemos ser melhores pessoas para que com nosso exemplo, possamos inspirar novas gerações com o livre arbítrio de pensar e agir. Pelo menos temos que tentar.

Fiz parte dessa associação (discriminadora) por um curto espaço de tempo, e deliberadamente resolvi sair, por me sentir aviltada por tentar ajudar e não ser aceita. Já que na área da iluminação era discriminada, tentei ajudar na área jurídica. Também sou bacharel em direito. Não fui levada a sério.

Então lutemos com as armas que temos e vamos em frente. Quem sabe possamos deixar este grito para o futuro.”

Diante da divulgação de meu texto e depois deste da Malu, surgiu um forte movimento de indignação de profissionais que atuam na área da iluminação.

Comprometimento é a palavra e defesa a regra.

Vale salientar que não falamos de pessoas e sim da instituição e suas artimanhas. Esse recado vai para a ABD também. Estão no mesmo barco que a AsBAI, tramam as mesmas sujeiras nos bastidores sob a lápide da ética.

Mas que ética se nem mesmo seus diretores, membros cumprem um simples código de ética ditado e imposto por eles mesmos?

Em breve terei mais notícias muito boas para vocês que não posso compartilhar por hora, mas os reinadinhos baseados em apartheids e reservas ilegais de mercado irão desmoronar.

E a ação já começou!!!

Especialista, prático ou oba-oba?*

Engraçado o uso do termo oba-oba no título deste texto? A meu ver, creio que ele tem muito a dizer a respeito do mercado de Lighting Designers brasileiro. Por este termo designo tudo aquilo que é feito valendo-se do jeitinho brasileiro que algumas pessoas usam para burlar leis, aproveitar-se de situações.

Para trabalhar com Lighting Design, não basta apenas um curso superior de arquitetura, engenharia ou design. Sabemos que os alunos saem desses cursos despreparados e crus em algumas áreas por causa do todo que engloba um projeto. O que vemos na academia não passa de um esboço em disciplinas estanques do que é trabalhar com iluminação. Grande parte dos formandos desses cursos receberam seus canudos sem saber nominar as lâmpadas, quiçá usálas corretamente. Culpa do desinteresse do aluno? De uma instituição universitária particular irresponsável ou de uma pública negligente?

Esses egressos, sem qualquer especialização, vão engrossando o coro do oba-oba, e só fazem repetir conceitos e discursos aprendidos na academia ou então, dissimuladamente, apoderam-se de fragmentos de discursos alheios lançando ao vento frases de efeito. Forjam uma aparente “expertise” para vender um produto que desconhecem. Isso, de certo modo, depõe contra a seriedade profissional e formação especializada de autênticos Lighting Designers.

Temos um outro grupo, que podemos denominar como práticos, formado por vendedores e instaladores. Dentre esses, alguns, pela seriedade de sua atuação profissional, tornaram-se “experts” no assunto iluminação. Conhecem profundamente o todo que compreende este universo. São profissionais capazes de elaborar projetos complexos e, por vezes, os vemos resolvendo projetos de profissionais formados nas lojas.

Por fim, temos o grupo dos especialistas, aqueles que aliaram sua experiência profissional ao necessário aprendizado teórico-prático em cursos especializados sérios. Mas existem alguns que, mesmo com estes cursos, saem sem aprender ao menos o básico. São aqueles que pensam na especialização apenas como um livro de receitas prontas. Culpa de quem? Deles ou de uma incapacidade decorrente de uma formação generalista realizada em instituições universitárias? De ambos?

Por outro lado, temos de reconhecer aqueles (poucos) que enfrentam seriamente a especialização, incansáveis na pesquisa diária e conscientes da necessidade da formação contínua, não apenas para conhecer melhor, mas compreender os porquês, entender os conceitos e suas inter-relações, conhecer profundamente os equipamentos e sistemas e como eles se constituem e se articulam para atender às demandas dos projetos.

No entanto, esses profissionais acabam encontrando inúmeras dificuldades em estabilizar-se no mercado por causa dos erros cometidos por outros. Culpa de quem isso tudo?

Culpa nossa, Lighting Designers. Culpa das associações profissionais que dizem nos representar e que na verdade só promovem ações inócuas e fragmentadoras, geralmente,visando defender apenas os interesses de sua diretoria. Com toda certeza, culpa também do descaso dos parlamentares reféns de lobbies corporativistas.

Enquanto não tivermos a nossa profissão devidamente regulamentada através de um projeto sério, feito não apenas por associações, mas por um processo democrático, transparente e público, que envolva todos os profissionais, continuaremos com este quadro.

E você acha que não tem nada a ver com isso?

*Coluna “Luz e Design em foco” da revista Lume Arquitetura ed n° 54.

E vamos que vamos

Pois a correria tá grande e o tempo muito curto.

Bom pessoal, lá vou eu com um tapão na fuça de alguns ok? Não se assustem.

Quero e preciso destacar aqui que deu entrada no Congresso Nacional um projeto de regulamentação do Design (mais um).

Ótimo! Espero realmente que dessa vez a coisa ande.

Porém tenho algumas considerações à fazer sobre o referido projeto. Isso terá de ser muito debatido pois do jeito que está, vai dar complicações.


Coloquei na resposta no Portal DesignBR o seguinte sobre o mesmo:

“(Comunicação Visual, Desenho industrial, Programação Visual, Projeto de Produto, Design Gráfico, Design Industrial, Design de Moda e Design de Produto)

é,

pra não variar, a panelinha dos “dotôres” do dezáine brasuca excluíram mesmo interiores/ambientes do processo demonstrando claramente o quanto entendem realmente sobre Design.

Entendem tanto que não conseguem perceber a obviedade da áres de interiores/ambientes ser parte da matriz Design.

LAMENTÁVEL!

Mas observem o absurdo disso:

Art. 5º A denominação “designer” é reservada aos profissionais que atendam as exigências previstas no art. 3º, desta Lei.

Ah sim senhores dôtores, então nós da área de Interiores/ambientes não poderemos nos apresentar mais como Designers? Aham… senta lá cráudia… pode sentar…

Art. 7º A pessoa física ou jurídica que desempenhar ilegalmente as atividades reservadas aos profissionais de que trata esta lei, ficará sujeita as sanções previstas no Decreto-Lei nº 3.688, de 1941.

Aham cráudia, continua sentadinha tá??? Eu vou sim continuar a usar o título que tenho e quero ver quem vai me impedir.

Não, não sou contra a regulamentação e todos sabem o quanto luto por ela. Meu blog e este portal são provas disso.

No entanto, nao posso ficar calado diante desse absurdo.

Fica aqui registrado o meu protesto com relação a isso e intimo os “dotôres” que estao fazendo isso a efetuar consultas públicas no congresso, convidando os Designers de Interiores/Ambientes para o debate.

Mas não associações vendidas, chamem os profissionais. E nao ajam, novamente, desta forma sorrateira e covarde.

Apoio a causa, mas nao o meio.

Como se vê, o projeto não contempla a área de Interiores/Ambientes e tampouco sonha com a existência da de Lighting.

Isso se deu por dois motivos que já expus aqui neste blog e vale a pena ressalta-los:

1 – porque o grupo que se reuniu para elaborar este projeto convidou a ABD para fazer parte e a mesma fez pouco caso dizendo que tem um projeto próprio de regulamentação da área de Interiores. Porpem vale ressaltar aqui que até hoje a ABD não teve culhões para separar decoradores, arquitetos e designers e continua insistindo no ERRO de classificar todos como designers. E o projeto que a dita cuja pretende enfiar no Congresso Nacional seguirá essa linha tosca de pensamento.

2 – porque a maioria dos “dotôres” que participaram da elaboração deste projeto preferem viver no achismo (Morin) à ir pesquisar sobre o que realmente é Design de Interiores/Ambientes. Preferem continuar vomitando seus lixos intelectualóides sobre uma coisa que sequer se preocuparam em ler sobre, em conversar com um profissional da área realmente sobre.

Mas vale ressaltar que nos dois casos há um “argumento” velado: não querem se indispor com o pessoal da arquitetura.

Cráudias, um detalhe:

DESIGN DE INTERIORES/AMBIENTES NÃO É ARQUITETURA FOFFY’S, É DESIGN!!!

Dá pra entender isso?

Porém a coisa é mais grave: este projeto elimina outras vertentes (áreas) do Design.

Eu já tinha falado várias vezes que o correto seria um projeto que regulamentasse o DESIGN.

Depois disso, no Conselho à ser criado, regulamentariam-se as áreas.

Mas os “dotôres-sabe-tudo-e-reis-da-razão” preferiram seguir seus egos. Ou melhor, as associações e grupinhos “falando em nome de” sem consultar os inúmeros “des”, que são os profissionais.

Isso vai sim dar merda!!!

Então, já que está no Congresso Nacional o projeto, vamos lá, para ajudar nisso tudo:

1) Que se promovam audiências públicas (várias – pois o tema é amplo e complexo) onde os profissionais sejam convidados a participar, opinar, alterar enfim, fazer parte do processo que irá regulamentar a sua área profissional e que este não seja feito nos bastidores, apenas com grupinhos que se acham os reizinhos da cocada branca.

2) Que estas audiências não sejam realizadas apenas em Brasília dada a dificuldade de acesso para quem mora longe, mas sim que sejam realizadas plenárias em todos os Estados (e não só nas capitais) para que um maior número possível de profissionais possam ser ouvidos. Me disponho a organizar aqui no interior do Paraná.

3) Também que nestas audiências sejam realizadas mesas separadas por áreas, para que todas possam ser ouvidas em suas reivindicações e realidades, sem a interferência de outras áreas ou de “achistas” de plantão.

Sim, é uma intimação isso!

Se é pra ser, que seja.

Mas que seja JUSTO, CORRETO e ÉTICO para TODOS os profissionais de Design.

E aí?

Vão encarar?

#5do11 O que comemorar?

Pois é Designers, chegamos a mais um #5do11. Mais um do mesmo, de novo.

Mais um ano se passou e aí?

Como vai o Design por aí onde você mora e trabalha?

Como vai o design por aí, dentro de você?

QQ tá rolando? QQ tá pegando? QQ tá acontecendo? Alguma novidade sobre isso tudo?

Pois é, vi que ha pouco tempo atrás fundaram uma tal de associação de designers aqui do Paraná, só feita por curitibanos e pelo que pude observar, a tal paranaense só vai atender aos curitibanos… e se diz “paranaense”. Sei, sei… E ainda há o fato de os mentores terem “engolido” atravessado a sub-área de moda, porém regurgitaram completamente a de Interiores e Ambientes.

“Isso me fez pensar…” e tem gente que odeia quando escrevo isso….

Outra coisa é que tivemos recentemente também aqui no Paraná uma tal de Bienal de Design. Tudo bem ser realizada em Curitiba até mesmo porque nas outras cidades do Estado, infelizmente, não encontramos estrutura necessária para a realização de um evento deste porte. Mas então, observando as noticias, coberturas, fotos e posts por aí, além de todos os pappers lançados anteriormente, percebi com tristeza que a minha área foi deixada de fora. Deixada não, foi ignorada mesmo. No entanto, contrataram profissionais de outras áreas para fazer trabalhos que qualquer profissional de Design de Interiores e Ambientes é capaz de fazer. Mas não estranhei tanto não isso…

Pouco antes disso, percebi numa comunidade do Orkut que alguns profissionais de outras áreas do design estão atacando seriamente Interiores e Ambientes. Afirmo com toda certeza de que se tratam de “dezáiners” independente de ter formação superior, mestrado ou doutorado. Pelo tipo e formato de argumentação percebe-se claramente que, depois de anos de estudos e vida profissional, ainda não conseguiram compreender a complexidade e abrangência do DESIGN. Porém, o mais triste foi ver um deles (que é arrogante ao extremo e se acha um deus, e odeia críticas) que é da área de produtos, postar que está começando a fazer… interiores… #KiMedo…. rsrsrs

Pois é, mais um ano se passou, nada mudou e a população do país reelegeu o partido que diz que o Design não deve ser regulamentado porque “senão a dona Maria, que mora lá na vila, não vai mais poder pintar seus panos de pratos”…. é gente, a dona Maria vai continuar a ser uma excluída, à margem da sociedade, com a sua TV de plasma pendurada na parede da sala que ela ainda tem mais umas 500 prestações à pagar nas Casas Bahia, vai continuar a pisar no esgoto a céu aberto no portão da sua casa, agonizando nas filas do SUS, vendo seus netinhos serem deseducados na escola e marginalizando-se pelas ruas mas está feliz: tá pintando e vendendo os seus paninhos de pratos.

Enquanto isso a gente vai seguindo, sem uma identidade própria, vendo empresas e empresários importarem design e designers, a mídia deseducando e desinformando ao apresentar “dezáiners e dezáine”, qualquer um virando “dezáiner e fazendo dezáine”, nossos parlamentares continuando a confundir Design com artesanato e a gente aqui, no nosso cantinho, cômodamente vendo a caravana passar… e aplaudindo… assoviando e chupando cana… e batendo no peito cheio de orgulho e arrogância que “eu sou Designer!”

E as associações? O que elas fizeram por nós este ano?

Ah, você nem sabe que existem associações de Designers? Ah, você sabe, faz parte mas apenas paga a anuidade e nem se importa com o que rola dentro da associação? Tem um número apenas para dizer que tem?

Aham… senta lá Cláudia, senta….

Pois é né, e aquele monte de grupos, comunidades, redes sociais que você participa?

Tá ja sei, você [Insane mode enabled] entra diariamente em todas elas, troca lances imagéticos (coraçõezinhos, leõezinhos, carneirinhos, cachorrinhos, inhosinhosinhos) com seus contatos, marca baladas e apenas dá uma geral nos assuntos. Afinal você é uma pessoa normal. E o Design não precisa nem um pouco do seu pensamento, da sua voz, da sua reflexão… Para quê se, afinal de contas, já existem uns 20 malucos por ai que já fazem isso, pensam por todos nós não é mesmo? Eles até falam sobre todos os assuntos que me interessam, então nem preciso me meter, propor algo, questionar nada, já está tudo ali mastigadinho. Ah, eu prefiro entrar nos blogs de meus amigos, ver aquele monte de imagens lindas e deixar um beijinho pra eles no comentário. Tá ótimo! Já fiz a minha parte!

Quando eu precisar de alguma coisa dou uma corrida até o blog da Mônica, ou o IFD da Iris, este aqui do Paulo, quem sabe o do Morandini, dou uma chegadinha até o Portal DesignBR, talvez no Espaço.com, pode até ser no Brains9 ou quem sabe ainda na Design Brasil do Orkut. Tem tudo por aí, dou um ctrlC+ctrlV, troco umas palavrinhas e pronto, posso apresentar a minha criação pro meu professor ou pro meu cliente. Tá ótimo!

Mas eu acho que ainda faltou trocar a cor daquela cadeira… azul não tá “ornando”.. acho que vou mudá-la pra vinho aí ninguém vai perceber de onde chupei a idéia.

Ah meu, tem tbm aquele povo chato daquele grupo que tá achando que eu sou um trouxa e vou dar dinheiro pra ajuda-los a manter aquilo lá… Tudo bem que tem muita coisa legal lá, fiz excelentes contatos, já rolaram até alguns jobs por lá.. ah, mas eu não tenho nada a ver com isso não. Nem tem empresários que visitam aquele espaço mesmo… Como o nome de lá diz é um ponto de encontro apenas para designers. E também tem outra, eles que são donos que tem de agitar aquilo lá e não vir entupir a minha caixa de e-mails com spams pedindo que eu entre lá para dar idéias. Fala sério meu…

E se tem uma coisa que me irrita profundamente é começar a trocar umas idéias com uns colegas da minha área lá naquele grupo e sem mais nem menos vem uns idiotas de outra área querer dar pitaco. Pô que sem noção aquela mina que faz roupas vir querer discutir sobre grafismos com a gente… [Insane mode disabled]

Pois é, meio amargo ler isso tudo não é mesmo? Mas infelizmente é a realidade.

Tá bom, parei!!!!

Afinal hoje é dia #5do11 e temos de comemorar!

Ok, então apesar da #vergonhalheia, eu vou comemorar o meu sucesso profissional, os novos contatos que eu fiz, clientes atuais e prospects, novos projetos, idéias e possibilidades, o sucesso deste meu blog, o respeito e reconhecimento que venho recebendo, o diálogo com parlamentares sérios que consegui abrir e que vou usa-los para regulamentar as minhas área s profissionais, entre outras coisas mais.

E faço da alegria desta minha comemoração, um brinde a todos os Designers brasileiros, de todas as áreas por este dia tão especial.

Tim-tim!

Mais correria…

Recebi hoje um comentário, na página Portfólio, de minha eterna Mestre e ex-professora, Drª Maria Tereza Devides.

Já a citei aqui neste blog algumas vezes pois sou mesmo fã dela.

Bom, recebi um convite para uma palestra/conversa com os alunos do primeiro período do curso de Design de Interiores da Unopar amanhã a noite (16/06).

Muito me honra este pedido vindo de quem vem e também pela oportunidade de poder conversar com o pessoal que está iniciando na área, certamente carregados de dúvidas e incertezas sobre o futuro profissional.

Não vou perder tempo dizendo quem sou eu, o que faço pois pelo que pude perceber eles já sabem pois conhecem e acompanham meu blog e meu trabalho. Então vou procurar focar na profissão, mercado e legislação vigente, associações, áreas profissionais possíveis, etc.

Infelizmente não é aberto então nao posso convidar outros para participar ok?