LightingNow > workshop online

É pessoal, à convite do Alexandre, gestor do Portal Lighting Now, vou ministrar um workshop online em junho/julho.

Trata-se do workshop “Lighting Design: mitos, verdades e erros frequentes em projetos de iluminação”.

Objetivo:

Este Workshop On-Line tem por objetivo, trazer à discussão o papel do Ligthing Designer no cenário brasileiro, evidenciando suas qualificações, relações entre profissionais, atividades projetuais complementares e desmistificando o projeto luminotécnico, apontando o que é Mito e o que é Verdade quando o assunto é luz.

Todos estes pontos, além dos Erros mais frequentes nos projetos de iluminação, serão tratados de forma simples, clara e objetiva junto aos profissionais do mercado, buscando um melhor entendimento sobre o assunto e promovendo cultura orientada à qualificação e diferenciação em seus projetos.

Público-Alvo:

– Profissionais da área de Arquitetura, Decoração e Iluminação;
– Contratantes de projetos e serviços correlatos que precisam de maiores conhecimentos sobre o assunto;
– Estudantes e pesquisadores das áreas acima citadas.

Formato:

O workshop será ministrado no formato de apostilas em PDFe está dividido em 4 módulos com início em 18/06 e vai até 13/07 (4 semanas).

A cada semana (segunda -feira) será disponibilizado um novo módulo que o participante pode assistir on-line ou baixar para acompanhar posteriormente nos dias e horários que mais lhe for adequado.

Durante a semana, o participante pode tirar suas dúvidas sobre o conteúdo exposto comigo pelo próprio site.

Todas as aulas ficarão disponíveis para consulta até o final do último módulo.

O Programa

1º Módulo – 18 a 22/06
Introdução
Cultura de parcerias profissionais (importância das parcerias)
Comunidade criativa
Diferenças entre Iluminador e Lighting Designer

2º Módulo – 25 a 29/06
Erros mais comuns e frequentes em projetos de iluminação
Estudos de casos
É mais caro consertar do que iniciar certo

3º Módulo – 02 a 06/07
A valorização da arquitetura e dos ambientes através da iluminação
Intervenções urbanas
Desenvolvimento de produtos

4º Módulo – 09 a 13/07
Pesquisa
Mitos e verdades
Tira dúvidas

Maiores informações:

Workshop Lighting Design com Paulo Oliveira
Data: de 18/06 a 13/07
Onde: Evento On-Line (internet)
Valor: R$ 49,90 (Cartão de Crédito ou Boleto Bancário pelo PagSeguro)

Inscrições: clique aqui para inscrever-se.

Expolux 2012 – impressões

Bom, é mais que necessário fazer algumas considerações sobre a Expolux. Então vamos ao trabalho:

1 – Crescimento da feira

Para quem visitou as edições anteriores pode notar como esta feira cresceu. Ótimo isso pois é um sinal claro de que o mercado da iluminação está sólido e crescendo. Confesso que me assustei um pouco com o crescimento, mas no sentido positivo pois pude constatar que sim, o mercado de iluminação já está independente.

Para quem não foi, acesse esse link e veja a planta da feira, com os expositores.

2 – Divisão na feira

Um dos pontos positivos – e que eu sempre torci para que acontecesse – é a separação da Expolux da Feicon. Digo isso pois esta separação é sadia para o mercado de iluminação e mostra o quanto este segmento vem crescendo e tornando-se independente.

A feira amarrada à Feicon, acontecendo nos mesmos dias e no mesmo espaço, sempre atrapalhou a visitação de quem foi atras de equipamentos de iluminação.

Tudo bem que alguns aleguem que comercialmente é melhor pois aproveita o fluxo de visitantes da Feicon que é bem maior. Mas essa suposta vantagem é irreal pois quem vai atras de cimento não vai atras de fios, lâmpadas, luminárias, etc.

Conheço muitas pessoas que foram à Feicon e nem entraram na área da Expolux. Viram que tinha essa outra feira colada (separada apenas pela cor do carpete) mas não entraram.

Portanto, por causa desse pensamento burro, algumas empresas não participaram da Expolux 2012.

Bom, só posso dizer uma coisa: perderam!!!

Perderam a oportunidade de estar num espaço onde todos os visitantes estavam focados no mercado de iluminação.

Perderam a oportunidade de ajudar na solidificação da nossa área e mostrar que sim, hoje temos vida própria e independente.

Perderam a oportunidade de calar a boca e não ficar provocando a cizânia, afastando outros possíveis expositores.

É uma pena que algumas empresas que eu trabalho com seus produtos tiveram esta visão burra. Sinal de um departamento de marketing mais burro ainda e falido.

Espero que na próxima edição isso não volte a acontecer e que todas as empresas estejam ali na feira. Que a administração da Expolux tenha percebido a importância desta separação física da Feicon para o mercado de iluminação e mantenha assim.

As empresas que boicotaram a Expolux só deixaram espaço livre (estandes) para os chineses e seus produtos…

3 – Chinesas

Sinceramente eu me assustei com a quantidade de empresas chinesas na feira. Vou pontuar algumas coisas sobre isso:

– impossibilidade de comunicação: com todo o barulho, ficou impossível tentar conversar com qualquer um deles que, só falavam inglês ou chinês.

– disputa: me senti um frango numa arena sendo caçado por todos eles, disputado no tapa… você estava conversando com um e o outro do lado já tentando te puxar para o estande dele…

– 25 de março: pois é, foi assim que me senti… numa grande 25 de março da iluminação… uma mega variedade de produtos e muita tecnologia de ponta mas, visivelmente, sem qualidade alguma…

#EuHeim

=0

4 – Cópias

Me assustou também a quantidade de cópias descaradas de designs famosos e vencedores de prêmios internacionais… Para piorar a situação algumas cópias muito mal feitas e com materiais de péssima qualidade.

O Brasil precisa rever com urgência questões sobre direito autoral e patentes. Assim como está não dá.

5 – Clientes

Algumas coisas me deixaram extremamente irritado na Expolux. O que é um “cliente”? Vou narrar um acontecido num dos estandes de uma marca famosa.

Cheguei e fui recebido por uma recepcionista sorridente com um “bem-vindo”. Comentei que eu era profissional e precisava do catálogo da marca e ela me direcionou a um balcão no centro do estande. Ali dois atendentes de prontidão.

Cheguei ao rapaz, me apresentei e solicitei um catálogo. A resposta:

– Pois não senhor, qual o cnpj de sua loja?

Respondi que eu não era lojista e sim projetista. Ele me cortou a fala com um:

– O nosso catálogo é só para clientes.

Já imaginando onde tudo iria parar, respondi que eu era cliente da marca pois sempre especifiquei os produtos dela em meus projetos e ele me cortou novamente, porém com cara de desdém e impaciência:

– O nosso catálogo é apenas para clientes.

Respondi então que eu sou cliente, afinal sou eu quem especifica os produtos para o consumidor final e ele me cortou novamente já bem grosseiro:

– Eu já falei que não tem catálogo pra você pois são apenas para clientes.

Aí soltei em alto e bom som dentro do estande:

– Parabéns! São ações idiotas como a sua que fazem uma empresa como essa perder clientes.

Virei as costas e fui saindo quando fui abordado pela recepcionista perguntando o que estava acontecendo. Expliquei o acontecido, quem eu era e que fiquei extremamente irritado com aquela situação. Descaso total com os profissionais pro uma empresa que se diz séria. Ela então chamou o responsável pelo estande e expliquei novamente toda a situação. Desta vez, dei uma carteirada nele quando dei-lhe meu cartão e disse que sou colunista da Lume Arquitetura além de blogueiro reconhecido e respeitado. Qual a resposta?

– Lamento senhor Paulo, mas o nosso catálogo é só para clientes.

Isso porque o fulano é um diretor da empresa…

Outra nesse estilo:

Num outro estande de uma empresa que está crescendo bastante, fiquei impressionado com os produtos. Belos, práticos, versáteis…

Um rapaz veio me atender, me apresentei e ele ficou me mostrando algumas peças mais específicas, os carros chefe da coleção. Até aí tudo bem.

Depois de uns 15 minutos dentro do estande, solicitei o catálogo. Ele me disse que estavam sem catálogo ali pois a gráfica tinha atrasado a entrega. Continuamos a conversa e ele então se apresentou corretamente como sendo o designer responsável pelas criações.

Nisso, chegou um outro rapaz do estande, cortou a nossa conversa e tascou:

– Fulano, pega um catálogo para este cliente (apontando para outro cara).

Ele me pediu licença, saiu e voltou com um catálogo e entregou para o outro cara.

Fiquei olhando para ele sem dizer uma única palavra até ele se tocar e se lembrar do que tinha acabado de me falar menos de 3 minutos antes…

Aí veio a frase:

– Olha senhor Paulo, o nosso catálogo é apenas para clientes…

Virei as costas e saí do estande.

Bom, vamos analisar essa situação:

Clientes não são apenas os lojistas. No rol de clientes existem também os profissionais, projetistas que são quem especifica as peças para o consumidor final comprar onde? Nas lojas.

Assim, eu, como projetista e especificador, sou um cliente das marcas também. O catálogo impresso é de extrema importância para que apresentemos os produtos para os nossos clientes (consumidores finais deles) bem como para termos acesso às informações técnicas dos produtos – item fundamental para projetarmos.

Mas infelizmente existem empresas que tem um departamento de marketing idiota que não vêem assim. Para estes departamentos, clientes são apenas os vendedores lojistas.

Vale lembrar que, nos dois casos, nenhum consumidor final vai chegar numa loja e comprar um candeeiro de cristal, que custa boas dezenas de milhares de reais, para colocar sei lá onde, sem o acompanhamento de um especificador.

6 – Catálogos

Infelizmente muitas empresas estão eliminando os catálogos impressos. Agora o que mais se ouve é:

– Acesse o nosso site e lá encontrará todas as informações sobre os nossos produtos.

Isso ao mesmo tempo em que nos entregam um panfletinho mequetrefe e mal feito… Essa frase parece que foi criada em conjunto pois ouvi isso em vários estandes…

Porém devo ressaltar que o catálogo impresso é de extrema importância para o projetista. É muito mais fácil estarmos com um catálogo aberto sobre a mesa enquanto projetamos pois ali temos todas as referências sobre o produto que são necessárias para a especificação. Imagine você com AutoCAD aberto, mais a planilha de especificação, mais um monte de páginas de fabricantes tendo de ficar rodando e rodando e rodando atras daquela peça…

É bem diferente do lojista que abre o site e pesquisa uma peça específica para um cliente.

Se existe vida inteligente nesses departamentos de marketing eles deveriam rever essa posição e fazer as diretorias serem menos sovinas, mão de vaca, e voltarem a fornecer estes catálogos impressos.

7 – Decoração

Infelizmente, apesar de muita coisa linda, o que predominou nos estandes foi a iluminação decorativa. Ótimo para decoradores, arquitetos…

Mas muito pouco se viu de iluminação técnica, aquela que realmente interessa para nós Lighting Designers. Vou fazer alguns posts durante a semana apresentando algumas coisas técnicas que vi por lá.

Algumas empresas investiram sim pesado nesse segmento e apresentaram peças excelentes. Porém o domínio da parte técnica ficou com as indústrias de lâmpadas.

Mas o domínio foi para a iluminação decorativa.

8 – Encontros

Durante a visita pude me encontar com diversos amigos e profissionais..

Acácia Caitano (Philips)

Wilson Sallouti (Fasa)

Maria Clara De Maio (Lume) e Malu Junqueira

Valmir Perez (LabLuz/Unicamp) – infelizmente a foto não saiu..

Jamile Tormann (IPOG) – fugiu antes de tirar foto comigo rsrsrs

Alexandre (LightingNow) – vou fazer um post específico sobre o estande rsrsrs

Tinha muita gente legal que encontrei por lá.

Valeu por encontra-los, todos vocês! Pelos papos rápidos ou conversas mais extensas.

9 – Lume Arquitetura

Como é bom estar em família!!!!

Um espaço lindo, mais que agradável, onde pude me encontrar com diversos profissionais de respeito além, é claro, de finalmente conhecer pessoalmente esta minha nova família: a equipe da Lume Arquitetura.

Maria Clara, Nelson, Kátia… Enfim, este pessoal todo que já faz parte de minha vida e que amo de paixão!!!

Destaco também a presença do Valmir Perez que estava lá lançando o seu livro “LUZ e ARTE – Um Paralelo Entre as Ideias de Grandes Mestres da Pintura e o Design de Iluminação”. É claro que adquiri um para mim e recebi uma bela dedicatória dele.

O mais engraçado é que, tanto o Valmir quanto a Maria Clara e o pessoal da Lume, apesar de não nos conhecermos pessoalmente, a sensação é que já éramos amigos pessoais e reais de longa data.

Também tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a Malu Junqueira, uma mega profissional, queridíssima, que passou pelo estande e pudemos bater um excelente papo sobre associações, profissão, formação, etc.

Agradeço todo o carinho com que fui recebido no estande da Lume Arquitetura por essa equipe brilhante que faz a maior e melhor revista sobre LD do país!!!

10 – Reconhecimento

Confesso que me assustei um pouco em alguns estandes com isso. Foram vários os que entrei e, sem me apresentar, vinha alguém me cumprimentar com frases como:

– Seja bem-vindo senhor Paulo Oliveira, colunista da Lume!

O tratamento que recebi em vários estandes foi bárbaro.

Carinho, atenção, respeito, reconhecimento, elogios…

Nossa, não imaginam como isso me fez bem!!!

Bom, é isso pessoal.

Estas são as minhas impressões que eu precisava compartilhar com vocês sobre a Expolux 2012.

Museu da Lâmpada

Bom, chegando de Sampa, vamos às news!!!!

Tive o imenso prazer de ir conhecer o Museu da Lâmpada.

Apesar de ser um espaço ainda pequeno posso afirmar que é bárbaro!!! Uma grande contribuição e ferramenta para o conhecimento!!!

E importantíssimo ressaltar que é o 1° Museu do gênero da América Latina!!!

Uma breve história:

Dois sócios, Gilberto Pedroni e Wladimir Pedroni, abriram ha 24 anos atrás a Gimawa Materiais Elétricos. Empresa séria e consolidada no mercado paulistano.

Com o comércio de lâmpadas surgiu a curiosidade e paixão pelas lâmpadas. E, na lida com os fornecedores e fabricantes começaram a aparecer as “velhinhas” e a coleção.

Sentindo a falta de um espaço que tratasse com a seriedade e o respeito que este elemento tão importante nas nossas vidas merece, surgiu um sonho de cria-lo. Assim nasceu o Museu da Lâmpada, dentro da própria empresa Gimawa, que é a mantenedora e patrocinadora do Museu.

A marketóloga Bruna Alves, responsável pelo departamento de eventos da Gimawa, é quem assumiu o Museu. Toda a parte de pesquisas, a criação dos vídeos, eixo temático, programação visual enfim toda a parte expositiva e documental ficou sob sua responsabilidade. E cumpriu o papel com primor!!! Olha eu e ela aqui:

Apresentados os responsáveis, vamos rodar pelo Museu da Lâmpada.

Nada mais justo que as estrelas do Museu tenham a sua própria calçada da fama!!! Ficou muito bom isso!!! ;-)

Bom, e tudo começou onde?

Pois é gente!!! Tudo começa lá atrás, ainda na época dos homens das cavernas quando dominaram o fogo. Na verdade,a relação dos seres vivos com a luz sempre existiu. O bicho-homem e outros bichos sempre dependeram da luz natural seja ela a luz da lua, a luz do sol, a luz das estrelas ou a luz do fogo. Esta última foi a que o homem na época conseguiu dominar – com muito trabalho, observação, medo e ferimentos – e nos trouxe ao hoje.

Mas para chegar ao hoje, passamos por muitas fases, tochas, fogueiras, apetrechos, velas, lamparinas, óleos, e um monte de coisas…

Tudo isso (além das várias peças expostas tem muito mais nos vídeos dos diversos monitores espalhados pelo espaço) chegamos ao nosso mestre e “pai” Thomas Edison que está ali presente com a sua lâmpada:

Arrepiantemente hipinotizante olhar para esta lâmpada ao vivo….

Bom, na sequência, viajamos pela evolução da lâmpada até chegarmos aos dias de hoje. A evolução é mostrada por tipo de lâmpada. Temos desdeas primeiras incandescentes até as últimas; das primeiras halógenas até as mais recentes; das primeiras fluorescentes até as mais recentes e assim por diante além de expor todos os tipos de lâmpadas:

Um elemento bastante interessante é o expositor sobre o IRC. Temos três nichos, cada um iluminado por uma lâmpada com um IRC:

Observando-os (na foto não ficou muito visível a diferença) você consegue perceber claramente a importância do bom IRC. Mas tirei essa outra foto mostrando dois deles:

Você sabe dizer qual braço está sendo iluminado por uma lâmpada com maior IRC?

Outro elemento que chama muito a atenção é uma lâmpada fluorescente tubular desenvolvida pela Philips especialmente para o Museu. Trata-se de uma lâmpada comum, porém ela está sem o revestimento de fósforo (aquela “capa” branca que vemos). Assim, quando acesa vemos o fluxo (um risco) do raio ultravioleta em seu interior:

Gente, isso é “lindo de doer”!!!! É para ficar parado na frente dela, olhando, e olhando, e olhando e viajando… Não faz parte da linha de produção e tampouco encontra-se à venda. Também SE – se somente SE – fôssemos aplica-la num projeto, seria para algo meramente decorativo…

Tem também toda a parafernália LED e fibra ótica exposta onde o visitante tem a possibilidade de conhecer o equipamento e visualizar produtos aplicados pelo espaço:

E, claro que não poderia faltar, um espaço para nos fazer refletir sobre a importância da reciclagem das lâmpadas e sobre a sustentabilidade afinal, lidamos e convivemos com produtos agressivos e/ou nocivos ao meio ambiente e à nossa vida:

Enfim, este Museu mostra claramente que A LÂMPADA É

Pois, quem aqui consegue imaginar a humanidade vivendo sem a luz?

Acesse o site do Museu da Lâmpada, agende a sua visita e deleite-se nesse espaço feito para conhecer e para o conhecimento!!!

A Bruninha (olha a intimidade ahahaha) irá recebê-los com esse sorriso lindo e uma simpatia ímpar!!!

E já vou avisando: a Bruna entende muito mais de lâmpadas e iluminação do que muitos profissionais da área rsrsrsrs.

Ah, claro que eu não poderia deixar de citar que o projeto de LD foi feito pelo Everton Cordeiro, projetista da Gimawa.

Um outro detalhe: o sucesso do Museu é tanto que ele mal nasceu e já está prestes à ser ampliado!!!!

Pensam que acabou??

Que nada!!!

Tem mais!!!

A Gimawa, junto com o Museu da Lâmpada ainda montou um auditório onde estão sendo oferecidos cursos de iluminação!!!

Para vocês terem uma idéia, a Philips que teve o LAC (espaço físico) desativado, está começando a oferecer seus cursos lá, a Fasa fibra ótica também e adivinhem???

Fui convidado para ministrar cursos lá também!!!

(UEBAAAA!!!!)

Para ver a grade de cursos já disponíveis acesse esse link.

Finalizando, gostaria – e é mais que necessário – deixar uma nota:

Em nosso mercado brasileiro onde temos empresas (lojistas, fabricantes, etc) nacionais e multinacionais, que movimentam milhões de dólares – algumas mensalmente – ver uma ação desta importância surgir de uma empresa de pequeno porte (se comparada às grandes) deve ser motivo de orgulho não só para ela, para mim, para as revistas e para os visitantes.

Isso deve ser, com urgência, reconhecido pelos governos estadual e federal e também, principalmente, pelas Universidades dando um Título Honorífico à Gimawa Materiais Elétricos dada a importância deste empreendimento que é, aberto ao público e não cobra ingresso, apenas um pré-agendamento pelo site.

Para mim, a Gimawa merece um prêmio diamante, uma distinção de honra e todo respeito e louvor de todos nós cidadãos brasileiros!!!

É motivo de orgulho nacional!!!

Outro detalhe: se você tem filhos em idade escolar e é de São Paulo, a Bruna me falou que eles estão começando a agendar visitas monitoradas para escolas, principalmente as públicas. É só conversar com os professores e direção da escola e pedir para entrer em contato com ela para agendar.

Bom, é isso gente. Não tinha como fazer um post menor. Espero que tenham gostado!!!

é… estamos ferrados???

A falta da regulamentação profissional do Design de Interiores/Ambientes está afetando cada dia mais o nosso exercício profissional. Muitos acadêmicos nem fazem idéia do que anda acontecendo e incontáveis profissionais já formados simplesmente fazem de conta que o problema não é com eles.

Pois bem, está tramitando no Congresso Nacional o PL 1391/11, de autoria do Deputado Luiz Penna, que regulamenta a profissão do designer. No entanto, abre-se uma grande discussão em torno desta regulamentação.

O PL contempla apenas as seguintes áreas: Comunicação Visual, Desenho industrial, Programação Visual, Projeto de Produto, Design Gráfico, Design Industrial, Design de Moda e Design de Produto. Design de Interiores/Ambientes ficou de fora.

Esta é uma discussão que já tenho há vários anos com alguns “cabeças do referido PL”. Com um deles, especificamente, não há mais qualquer respeito no tratamento um com o outro – e também nem faço questão disso com relação especificamente a esse cara. Explico:

Em todos os fóruns que participo sobre o assunto sempre tentei mostrar a área de Interiores/Ambientes como parte integrante da raiz Design. Tanto é verdade isso que até mesmo as diretrizes do MEC a mantém ligada à raiz Design. No entanto, nunca recebi qualquer argumento convincente que me calasse. Todas as tentativas foram baseadas em máscaras e deixavam claro o desconhecimento total deste(s) com relação à área de Interiores/Ambientes. Não passam de meros “achismos”.

Sempre questionei sobre as escolhas das pessoas que iriam compor este comitê para estudos do PL, especialmente sobre “quem” representaria Interiores neste grupo. Também me posicionei radicalmente contra a escolha da ABD como representante em detrimento da AMIDE, ou melhor, porque associações são ouvidas e os profissionais não? Porque alguns profissionais de outras áreas do Design foram ouvidos e nenhum da área de Interiores foi? Alertei inúmeras vezes de que isso não funcionaria, pois a ABD não é uma associação de Design. Ela é uma associação que congrega decoradores, arquitetos decoradores E designers de interiores/ambientes. Para piorar a situação, a própria associação é incapaz de distinguir os três profissionais que fazem parte de seu corpo de associados. Mas foi a escolha deste grupo, sem qualquer tipo de consulta aos profissionais da área. Claro e óbvio que não funcionou e a ABD caiu fora alegando ter “um projeto próprio de regulamentação”.

Certa vez, depois de um forte debate e, quando vários designers de outras áreas perceberam a enrolação dele e começaram a pegar no seu pé para que me respondesse claramente ele soltou:

“Não queremos problemas com os arquitetos”.

Na sequência, quando percebeu que isso revoltou vários profissionais presentes, ele apagou o post. Nesse mesmo período, o pessoal das comunidades de arquitetura estavam com um forte movimento pela criação do conselho próprio, o CAU. Vários assuntos eram debatidos e entre eles, claro, ficava claro o descontentamento deles com a invasão (na verdade percebia-se o medo pela competitividade) dos Designers de Interiores/Ambientes, raça infeliz que tinha de ser extirpada. Como, legalmente, isso não é possível, começaram com um trololó de fazer a regulamentação da área através do CAU. E esse fulano juntou-se ao coro deles apoiando integralmente a ideia. Aí foi quando o respeito meu por ele acabou de vez (o dele por mim nunca existiu).

Então é assim. Corta-se na carne para beneficiar alguns grupos – ou áreas – e que se danem os outros. Uma postura no mínimo vergonhosa e que deve ser motivo de vergonha para todos os designers, de todas as áreas, nesse processo em andamento e para os parlamentares que o estão aprovando cegamente.

O Design no Brasil está sendo regulamentado, porém, antes disso, foi estupidamente amputado.

E pior, ainda tem gente que acredita que fazendo isso o Design brasileiro vai encontrar finalmente a sua identidade…

Mas devemos culpar apenas este grupo por esse erro insano?

Não!

Querem saber de quem também é a culpa? Vamos lá:

Das IES:

Enquanto tivermos cursos de Design de Interiores ligados à coordenações de Arquitetura e não de Design, enquanto tivermos uma maioria do quadro docente oriundos da Arquitetura e não do Design, dificilmente teremos cursos reais de Design de Interiores/Ambientes. Grande parte dos cursos está formando meros decoradores por causa destes dois problemas citados.

Ponto 1: O curso deve, assim como direciona o MEC, ser ligado ao departamento de Design;

Ponto 2: Os professores devem ser primeiramente das diversas áreas do Design que são utilizadas num projeto de Interiores/Ambientes. Arquitetos e engenheiros entram apenas nas disciplinas técnicas de plantas arquitetônicas, hidráulica, elétrica e similares. O resto tem de ser ministradas por DESIGNERS.

Ponto 3: os coleguismos nas contratações devem acabar. Professor que não tem comprometimento com a educação e não está disposto a compartilhar conhecimento, não merece espaço numa IES séria. E temos muitos pseudos-professores que não vêem alunos e sim futuros concorrentes no mercado de Interiores e evitam a todo custo, compartilhar corretamente os conhecimentos.

Ponto 3: Devemos pressionar e incentivar as IES públicas no sentido da abertura deste curso. A grande maioria dos cursos brasileiros é oferecida por IES privadas e todos sabem muito bem como estes funcionam (PP e PPP).

Ponto 4: O reconhecimento de qualquer profissão e o fortalecimento vêm através de pesquisas e, nas IES privadas isso não interessa. Para as IES provadas a pesquisa é um gasto desnecessário. Tanto é verdade isso que a bibliografia brasileira na área é ridícula.

Ponto 5: Nos vestibulares faz-se urgente a exigência de THE (Teste de Habilidade Específica). Da forma como vem sendo feito, muitas IES privadas cobram apenas uma redação que, muitas vezes, não passam de um parágrafo ridículo e mal escrito. Não à toa que muitos calouros desistem do curso ao descobrir que o curso de Design de Interiores/Ambientes não é mera decoração como pensavam e sim algo bem mais complexo. Um THE já eliminaria essa visão errada do curso e, certamente, teríamos alunos mais preparados para o curso.

Ponto 6: as IES devem ver este curso como uma importante área para o bem estar da sociedade e não apenas como um mero arrecadador de dinheiro, já que está na moda e a procura é grande.

Ponto 7: eliminação da oferta deste curso na modalidade “à distância”. É uma área técnica e que exige a presença constante do professor ao lado do aluno para corrigir seus erros e ensinar a forma correta de fazer um projeto e tudo que engloba o mesmo. Não vemos cursos de Arquitetura à distância. Da mesma forma é impensável um curso de Design de Interiores/Ambientes à distância dada a sua complexidade e transdisciplinaridade.

Das associações:

Ponto 1: Seriedade. Ninguém aqui estudou e investiu tanto para ficar brincando de casinha. As associações tem de acordar para a realidade do mercado e posicionar-se claramente sobre o mesmo. Não devem agir apenas quando um problema acontece com um dos membros da corte e na sequencia simplesmente fazer o problema cair no esquecimento da mídia.

Ponto 2: Jamais uma associação deve ficar em cima do muro por melindres ou medinhos. Deve encarar de frente os problemas que afetam os profissionais por ela representados.

Ponto 3: Transparência. As associações devem ser claras nas informações destinadas ao público, distinguindo corretamente os profissionais que agregam.
Ponto 4: Ação. Elas devem promover ações propositivas e positivas no sentido de educar o mercado corretamente e de maneira eficiente.

Ponto 5: Isenção. Uma associação jamais deve deixar-se guiar por fornecedores tornando-se refém. Em primeiro lugar devem vir os profissionais por ela representados, depois idem, depois idem e se sobrar tempo, idem.

Dos Profissionais:

Depois de formados saem feito loucos atrás de clientes sem se importar com questões profissionais. Só aparecem quando enfrentam algum problema. Mas assim que é resolvido, desaparecem novamente sem se importar com os colegas de profissão. Na verdade o problema é bem mais sério.

Ponto 1: A maioria atua como decoradores e se esquecem dos princípios do Design em seus projetos. Vivem dentro do mesmo mercado que os decoradores e os arquitetos decoradores. Raramente aplicam seus conhecimentos em Design em seus projetos. A maioria não desenha um móvel mais que a forma externa e esboços do que pensaram para as divisões internas. Especificar ferragens e materiais pra que se o marceneiro sabe tudo e fará o trabalho? A maioria prefere largar o projeto da cozinha nas mãos dos vendedores projetistas das lojas. Também pra que perder esse tempo todo se temos móveis prontos em lojas de qualquer esquina? Onde enfiaram os conhecimentos aprendidos na faculdade? Ou será que só frequentaram faculdades do tipo PP (pagou passou) ou PPP (papai pagou passou)? Ou ainda, será que cursaram mesmo Design de Interiores ou algum curso mascarado de decoração? Foram enganados?

Ponto 2: Será que a formação foi tão deficiente para lançar no mercado meros decoradores com canudo de designers?

Ponto 3: profissionais que preferem ficar com suas bundas gordas confortavelmente sentados esperando que alguém faça o “trabalho sujo”, que “dê a cara pra bater”. Assistem tudo de camarote e são covardes ao ponto de não se pronunciar, mesmo sabendo que a situação pode afetar o seu lado profissional.
Ponto 4: estes mesmos profissionais folgados que, depois de regulamentada a profissão e, antes mesmo da instalação do Conselho Federal, já estarão berrando nas redes sociais que querem a sua carteira profissional.

Como muito bem colocou a Keylla Amelotti no grupo Design de Ambientes – UEMG:

“Acredito que se os próprios designers de ambientes se entendessem como uma disciplina de design e não um “braço” da arquitetura, não bateríamos tão de frente com a arquitetura. Porque nós, designers de ambientes, fazemos muito mais do que decorar e humanizar a edificação que o arquiteto projetou; nós podemos ser paisagistas, designers de móveis, cenógrafos, designers de eventos; nós podemos fazer a diferença na qualidade de vida dos trabalhadores de uma loja, de uma fábrica, de um consultório; nós podemos auxiliar na produtividade de uma empresa, nós podemos transformar a forma como uma criança pode ver e sentir toda a sua vida escolar; nós podemos fazer o sonho de uma vida virar realidade num casamento, numa festa de aniversário, num quarto com alma… Nós somos e podemos muito mais do que a maioria pensa – muito mais do que alguns de nós mesmos pensam, e é por isso que parece que lutamos por migalhas de arquitetos. Nós temos muito mais a oferecer à sociedade do que querem nos fazer acreditar. Basta que a gente descubra isso, inclusive dentro da escola de design.”

Disse tudo!

Todo Designer de Interiores/Ambientes é também um Decorador. Mas não é Arquiteto.

Todo Arquiteto é também um Decorador. Mas não é Designer.

Todo Decorador é apenas Decorador. Não é Arquiteto. Também não é Designer.

Isso é um fato real e tem de ser encarado de frente, sem achismos, melindres e ego(ísmo)s.

Daí a necessidade de um profissional necessitar da parceria com os outros numa equipe multidisciplinar. Cada um no seu quadrado correto.

Ou preferem ficar aí vendo a banda passar para depois chorar sobre o leite derramado se fazendo de vítimas do sistema?

Reader 20/03/12

Vamos dar uma geral pelo meu reader?

1) Olhem que barato essas prateleiras:

Ela é apenas um dentre tantos novos itens da italiana B-line que serão apresentados no Salone Internazionale del Mobile in Milan.

2) A Eletrolux está lançando um novo modelo de geladeira com várias divisões:


O design é assinado por Stefan Buchberger.  Através destas divisões elimina-se o problema de contaminação (cheiro/sabor) de produtos por outros que venham a estragar. Consiste em uma base e mais quatro módulos superiores separados.
Todas as seções são removíveis e customizáveis.

3)Berndnaut Smilde (artista plástico) criou algumas peças interessantes em forma de nuvens. Claro que não é para qualquer ambiente pois tratam-se de instalações artísticas, mas adorei o efeito leve. Observem:

4) Uma coisa que eu não entendo…

Quem projeta esse tipo de cuba certamente nunca teve de limpar uma…

É bonito? SIM! Porém fico imaginando o limbo e as bactérias se proliferando nas reentrâncias e o prazer de quem tiver de limpar isso aí semanalmente ou diariamente…

#AFF

5) O estúdio de design polonês WAMHOUSE criou a mesa e cadeira rajtuzy.

Lindas, porém principalmente a cadeira, passam uma sensação de insegurança plena. A impressão é: sentou, caiu…

Mas vale a visita ao site deles, tem peças fantásticas!!!!

6) Adoro quando a ousadia se faz presenta na arquitetura através do uso de peles nas fachadas.

7) Que projeto fantástico da Vértice Arquitectos:

O escritório manda muito bem com um estilo arrojado e tem projetos excelentes. vale a pena visitar o site deles e conhecer o portfolio.

8) Gente, por favor muita atenção na imagem abaixo:

Conseguiram entender a imagem acima???Não, não se trata de 3D mal feito não, é uma imagem real…

Pois é, eu também levei um tempinho para conseguir assimilar tudo isso. Pior que são banheiros de um espaço comercial…

Então gente, MUITO CUIDADO COM OS EXCESSOS!!!

9) Do excelente blog Chega de Demolir SP! ressalto dois importantes posts:

Notícia boa: Antigo quartel do Parque D. Pedro II será restaurado

Tombamento de imóveis demora até 20 anos em São Paulo

10 – Um estande green para a LG:

A LG Hausys em parceria com o designer francês Patrick Nadeau criaram para a feira IDEO BAIN em Paris este interessante estande.

E, finalizando este post, não tem nada a ver com meu reader mas tem e muito a ver com o mercado em que atuamos. Estava lendo hoje pela manhã a revista “Cafofo da Cráudia” – aquela que mais desinforma que informa – e me deparei com uma matéria entitulada “Feras da decoração contam o que faz a diferença em seus projetos”.

Ok, tem algumas dicas interessantes sim – para quem está começando na área ou para quem é adepto do DIY. Porém, são sempre os mesmos profissionais consultados como se no Brasil só existissem eles, como se só eles produzissem algo de bom, útil ou decente.

Mas devo destacar um detalhe que a matéria e eles esconderam de maneira vergonhosa: a gorda conta bancária de seus clientes.

Gente, qualquer um que pegar um cliente com um orçamento poupudo é capaz de fazer milagre com um barracão. Assim fica fácil!!!

Difícil e uma verdadeira prova de competência profissional é conseguir fazer o verdadeiro milagre com os orçamentos apertadíssimos de 90% dos clientes que compõem o mercado real.

Adoraria ver qualquer uma destas ditas e pseudas “feras da decoração” dando pitis com clientes normais que não dispõem da dinheirama que poucos tem para seus projetos.

AH AH AH! Pago pra ver!!!

Comemoração 1MI: duas bolsas integrais do LightingNow!!!

Pois é, mais um presente para vocês em comemoração à marca de 1MI de acessos!!!

O nosso parceiro LightingNow – Portal de Iluminação, me cedeu DUAS BOLSAS INTEGRAIS para o workshop online “Automação para edificações eficientes“.

Para concorrer basta seguir estes passos:

1 – Participar do grupo Design: Ações e Críticas, lá no facebook;

2 – Participar do grupo Lighting Design Brasil, lá no facebook;

3 – Adicionar o perfil do LightingNow no facebook;

4 – Copiar e colar aqui nos comentários a frase: “Eu quero ganhar a bolsa do LightingNow“.

E pronto.

Depois disso é só torcer e aguardar.

O sorteio que será realizado no dia 20/03/2012 às 20:00 horas.

O sorteio será através do site Random.org respeitando a ordem de chegada dos comentários.

Boa sorte a todos!!!

;-))

.

E os dois sortudos foram:

1ª bolsa vai para a Lisiane

Parabéns!!!

2ª bolsa vai para Rodrigo Mendes.

Parabéns!!!

Solicito aos dois que entrem em contato urgente com o Alexandre do Portal LightingNow (mkt@lightingnow.com.br) para realizar as suas inscrições informando que foram sorteados aqui no blog.

Quem não foi sorteado e deseja fazer o curso é só se inscrever pelo site do curso.

Abraços e até o próximo sorteio!!!

Meus grupos no Facebook

Participe também dos meus grupos no facebook:

Grupo deste blog:

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Grupo Lighting Design Brasil:

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Design – bibliografia

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Outros grupos e páginas que vale a pena participar no Facebook:

Portal DesignBR

LightingNow Portal da Iluminação

Revista Lume Arquitetura

Grupo IPOG

Arte e Arquitetura – profissionais, colaboradores e admiradores

Design de Interiores – FAESA

Obras de Engenharia e Arquitetura

Setorial de Design – Ministério da Cultura

VM

Design Critics

Branding Brasil

Pessoas Design, 754

Antiguidades, Colecionismo e Curiosidades

Curso on-line: Automação para edificações eficientes. LightingNow

Você sabe como transformar seu projetos em Espaços Sustentáveis?   Pois o LightingNow traz até você a oportunidade de aprender mais sobre este assunto através de um workshop online.

Objetivo:

O Workshop On-Line tem por objetivo, trazer informações relevantes sobre o tema Automação para Edificações Eficientes, de maneira simples, clara e fácil aos profissionais do mercado, buscando um melhor entendimento sobre o assunto e promovendo cultura orientada à inclusão destes conceitos em seus projetos.

O Instrutor José Roberto Muratori

Engenheiro de produção formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) com especialização em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas.
Atua há mais de dez anos na área de Automação Residencial e Tecnologias para Habitação. É presidente e membro fundador da AURESIDE, Associação Brasileira de Automação Residencial.

Público-Alvo:

Profissionais da área de Arquitetura, Decoração, Iluminação e Sustentabilidade;
Profissionais da área de automação residencial e predial;
Profissionais da área de energia (geração, transmissão e distribuição);
Contratantes de projetos e serviços correlatos que precisam de maiores conhecimentos sobre o assunto;
Estudantes e pesquisadores das áreas acima citadas.

O Programa

1º Módulo – Perfil do consumo de energia
Dados quantitativos e qualitativos
Matriz de geração e distribuição
Políticas governamentais
Posição das concessionárias
Smart Grid
Tendências mundiais

2º Módulo – Novas tecnologias e mudança de hábitos
Consumidor de energia x consumidor de tecnologia: comparativo
A aceitação da tecnologia
Mudanças de prioridades
Introdução de novos produtos e serviços
Experiências piloto em andamento

3º Módulo – Oportunidades de novos negócios ligados à eficiencia energética
Projetos inovadores
Serviços inovadores

4º Módulo – Apresentação e discussão de casos
Empreendimentos corporativos
Empreendimentos residenciais
Residências unifamiliares

Formato:

O workshop será ministrado no formato de vídeo-aulas* e está dividido em 4 módulos com início em 26/03 e vai até 20/04 (4 semanas).

A cada semana (segunda -feira) será disponibilizado um novo módulo que o participante pode assistir nos dias e horários que mais lhe agradar.

Durante a semana, o participante pode tirar suas dúvidas sobre o conteúdo exposto com nossos especialistas pelo próprio site.

Todas as aulas ficarão disponíveis para consulta até o final do último módulo.

Mais informações:

Workshop Automação para Edificações Eficientes
Data: de 26/03 a 20/04
Onde: Evento On-Line (internet)
Valor: R$ 49,90

Inscrições: clique aqui.

*Para acessar o conteúdo, seu PC ou Tablet deve aceitar Flash. Faça um teste rápido e veja como será ministrado este curso, CLICANDO AQUI!

2ª Expo Virtual de Iluminação Sustentável – LightingNow

O nosso parceiro Portal LightingNow está lançando a segunda edição da sua Exposição Virtual. Isso demonstra o grande sucesso desta idéia tanto junto aos fornecedores quanto ao público.

A idéia é simples: fornecedores adquirem seus estandes virtuais, montam os mesmos e o público visitam a feira através de sites elaborados especificamente para este fim. Veja um exemplo de estande virtual aqui.

Não há necessidade de instalação de nenhum software. A Expo pode ser acessada de qualquer equipamento conectado a internet, seja ele um computador, tablet ou celular. E ainda tem mais: ela fica disponível 24h por dia!!!

Para vocês terem uma idéia da dimensão deste evento, observem os números da primeira edição:

Os Números da 1ª Edição:
16.000 visitas ao portal
6.791 visitantes na expo
43.745 páginas visitadas
550 profissionais no Workshop

Os Expositores
GE
PHILIPS
BRILIA
LIGHT DESIGN
INTEGRATTA
LEDPLUS
LUME ARQUITETURA
EFILUX
SSL LEDS
UTILUZ
ILUFLEX

Lembrando que todo o público é formado maciçamente por profissionais ligados à iluminação

Quais as vantagens desta exposição virtual?

Benefícios p/ Expositores

Baixo Investimento
Abrangêcia Nacional e Internacional
Sem locação de “Chão” e Montadora
Sem despesas com Viagens e Staff
Sua empresa não “pára” em virtude da Expo
288 horas disponíveis à visitação
Sem produção de Gráfica p/ Visitantes
Sem consumo de Energia Elétrica
Evento Sustentável

Benefícios p/ Visitantes

Visitação com horário flexível (24 horas)
Otimize de seu tempo (visite quando puder)
Sem despesas com Viagens e Hospedagem
Sem a ausência de seu Trabalho ou Faculdade
Material por Download (sem papel)
Interação com os Expositores
Vídeos, Animações e Apresentações
Informações atualizadas em tempo real
Evento ambientalmente correto

O que pode ser disponibilizado no Stand Virtual?

Apresentação de sua Empresa
Catálogos
Folders de Lançamentos
Fotos de Produtos e Institucionais
Cases de Sucesso
Vídeos em Geral
Apresentações em Power Point
Downloads Diversos
Links Externos
Contatos Comerciais e tudo mais que puder ser “virtualizado”

A Feira Virtual é uma oportunidade única para disponibilizar ao público visitante, tudo o que um “Stand Convencional” pode oferecer, porém com um custo infinitamente inferior.

Entre em contato com o Departamento Comercial e conheça a proposta exclusiva para disponibilizar o seu Stand Virtual na 2ª Edição.

Do fogo ao LED: a história da iluminação

Como ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, compartilho aqui a matéria que saiu na Casa & Jardim sobre o museu. Assim que eu for à Sampa visitarei, tirarei fotos e colocarei aqui minhas impressões.

É o tipo de passeio que eu adoraria fazer com meu mestre e amigo Farlley Derze!!!

Segue a matéria:

Do fogo ao LED: a história da iluminação

Museu da Lâmpada, em São Paulo, conta a trajetória do homem na busca pela luz. O acervo inclui mais de 70 modelos diferentes, produzidos a partir do século 19.


Ficar sem energia elétrica por alguns minutos é um tormento na vida moderna: cada minuto que passamos na escuridão, sem computador, televisão e outros equipamentos fortemente incorporados na nossa rotina, parece uma eternidade. Imagine, então, como era o cotidiano das pessoas antes do empresário americano Thomas Edison inventar a lâmpada. A criação deste objeto revolucionou a história e para mostrar como isso tudo aconteceu, São Paulo inaugura no próximo dia 15 de março o Museu da Lâmpada.

O espaço, único do tipo na América Latina, conta com um acervo composto por peças antigas, produzidas a partir do século 19, e também por equipamentos mais modernos, utilizados nos dias de hoje. Tudo para contar como aconteceu a evolução da iluminação, desde que o homem começou a sentir necessidade dela, na pré-história, até os efeitos desta invenção na humanidade. “Havia dúvidas constantes de clientes e interessados sobre os princípios da luz. Como tínhamos um acervo de lâmpadas antigas, resolvemos investir e colocar a ideia em prática”, explica o idealizador do projeto, Gilberto Pedrone. A iniciativa é da empresa especializada em materiais elétricos Gimawa.

PASSEIO ILUMINADO

Além de ver de perto mais de 70 modelos de lâmpadas diferentes em exposição, o público também poderá assistir a vídeos explicativos, para saber mais sobre cada um deles. Outra atração do museu é o Teste de IRC. Interativo, permite que os visitantes experimentem e entendam como funciona a visualização de cores por meio da luz e a variação dos tons de acordo com a fonte de iluminação. O espaço também trata do processo de reciclagem das lâmpadas e de sustentabilidade.

Em entrevista ao site de Casa e Jardim, Gilberto Pedrone conta um pouco mais sobre o assunto:

Casa e JardimCite alguma evolução muito importante para a humanidade que só aconteceu porque tínhamos luz.

Gilberto Pedrone – Existem muitas, mas acredito que a principal foi o advento da organização social. O homem começou a utilizar a luz tanto para sua vida, em casa, como também à noite criando toda uma cultura de hábitos e conceitos.

CJQuantos modelos de lâmpadas o museu tem? Foi difícil reunir todos eles?

GP – O museu possui cerca de 70 modelos de lâmpadas. Foi difícil sim! Demorou cerca de dois anos para reunirmos um acervo de pesquisa.

CJQual foi a maior dificuldade?

GP – A maior dificuldade foi achar uma réplica da primeira lâmpada de Thomas Edison.

CJQual é a peça mais antiga do museu?

GP – É uma lamparina do ano de 1800.

CJComo ela funciona?

GP – Com acendimento a querosene.

CJ Na sua opinião, qual é a peça mais curiosa?

GP – Acredito que a peça mais seja um lustre que tematiza o momento de várias lâmpadas incandescentes. O objeto é adornado por fibras óticas.

CJPor quê?

GP – Porque é a junção dos tempos: passado e futuro, unidos por um único ideal, que é a iluminação.

Serviço
Museu da Lâmpada
Inauguração: 15 de março de 2012
Av. João Pedro Cardoso, 574
Aeroporto – São Paulo, SP
Ingresso: um quilo de alimento não perecível
As visitas deverão ser agendadas pelo telefone  (11) 2898-9333

Fonte: Casa e Jardim

Materiais: madeirados e lenhosos II

Dando sequencia à série de posts sobre materiais, vamos finalizar esta parte sobre madeiras e derivados.

Diante de algumas necessidades e demandas do mercado, outros produtos foram sendo desenvolvidos tendo como base a madeira maciça. De questões como valor (barateamento) aos ligados diretamente à sustentabilidade, vários foram os que moveram a indústria à desenvolver novos materiais.

Dentre os principais derivados da madeira atualmente temos:

AGLOMERADO

O aglomerado é uma chapa com miolo composto de resíduos de madeira como pó e serragem. No processo de fabricação são adicionados resina e cola. Após a prensa se transforma em painel de madeira.

Não possui um acabamento dos mais bonitos mas pode receber qualquer tipo de revestimento.

É bastante utilizado na fabricação de móveis de baixa qualidade. Geralmente a montagem é feita com cavilhas e cola pois o uso de pregos e parafusos não é recomendado devido ao risco de ocorrerem rachaduras.

Encontramos no mercado chapas no tamanho-padrão de 2,75 m x 1,83m e espessuras que variam de 0,6 mm a 30 mm .

Material com baixíssima resistência à água.

MDF

MDF é a abreviação de Medium Density Fiberboard ou Fibra de Média Densidade.

É um painel de fibras de madeira e tem composição homogênea em toda a superfície e em seu interior. Bastante resistente e estável, características que tornam possível obter excelentes acabamentos onde quer que este material seja aplicado.

Dentre as chapas, é o material que mais se aproxima da madeira maciça com relação às possibilidade de manuseio e uso, que são muitas: pode ser pintado, laqueado, cortado, lixado, entalhado, perfurado, colado, pregado, parafusado, encaixado, moldurado. Apesar de todos estes processos que ele pode vir a passar, permite sempre um excelente acabamento tanto com equipamentos industriais quanto com ferramentas convencionais para madeira.

Encontramos no mercado chapas que variam em espessura (3, 6, 9, 18, 20, 25, 30 e 35mm). Cada uma tem uma aplicação específica e seu uso depende da observação das características e propriedades de cada fabricante.

O MDF tem nas faces maior densidade que a camada interna.

Se você não sabe como ele é produzido, este vídeo da Masisa irá te mostrar:

De um modo geral temos propriedades em comum entre todos os fabricantes:

Flexão Estática: O mesmo processo da madeira maciça. (ver post anterior)
Tração Perpendicular: O mesmo processo da madeira maciça. (ver post anterior)
Tração Superficial: quando submetemos a superfície à uma força de tração aplicada perpendicularmente ao plano da face, para promover o arranque de uma determinada área da camada superficial.
Arranque de Parafuso: É a resistência que um corpo oferece ao arrancamento de um parafuso, colocado na superfície ou topo, quando submetido a uma força de tração. No entanto, arrancamanto não deve ser confundido com espanamento. Com o tempo, por ser um material poroso, é normal que o buraco comece a aumentar ante o esforço.

Importante:

Este é um material que não resiste à ação da água e nem aos cupins.

Ao absorver a água, as fibras que compõem a chapa incham. Se este for um processo permanente ou que ocorra sistematicamente o material certamente será danificado.

Se o ambiente onde o móvel for instalado estiver contaminado por cupins, estes certamente irão atacar o móvel também pois trata-se de madeira.

O MDF não é mais ou menos resistente que os outros materiais derivados da madeira maciça. O que pode torna-lo mais ou menos resistente são detalhes técnicos: projeto do móvel, execução e ferragens utilizadas.

Como todo material, o MDF também sofre interferências de fatores externos.  Calor e frio provocam o inchamento e achatamento do material. Portanto, muito cuidado ao projetar grandes áreas. Para evitar aberturas nas juntas de placas, o ideal é que se projetem juntas de dilatação ou a aplicação de frisos para escondê-las.

O MDF é encontrado com ou sem revestimento:
– Com revestimento melamínico em Baixa Pressão (BP)
– Com revestimento Finish Foil (FF)
– Ou sem revestimento, pronto para aplicação de Lâminas de Madeira, Laminados de Alta-Pressão ou Pintura e Impressão.

MDP

MDP é a abreviação de Medium Density Particleboard, ou Painel de Partículas de Média Densidade.

Difere-se do MDF por ser formado por partículas de madeira em camadas, ficando as mais finas nas superfícies e as mais grossas no miolo. O processo de fabricação é o mesmo que o do MDF.

O consumo de madeira para a fabricação do MDP é menor que na fabricação do MDF tornando-o, portanto, mais ecologicamente correto.

Suas principais características são:

– Alta densidade das camadas superficiais, garantindo acabamento superior nos processos de impressão, pintura e revestimentos;
– Produção através de 3 camadas: colchão de partículas no miolo e camadas finas nas superfícies;
– Homogeneidade e grande uniformidade das partículas das camadas externas e interna;
– Propriedades mecânicas superiores: melhor resistência ao arrancamento de parafuso e menor absorção de umidade e empenamento; Porém não é imune à ação da água.

O MDP é especialmente indicado para a produção de móveis de linhas retas ou com formas orgânicas, desde que não exijam usinagens em baixo relevo, entalhes ou cantos arredondados. Para estes casos o melhor é o MDF.

Principais aplicações: Portas retas, laterais de móveis, prateleiras, divisórias, tampos retos, tampos pós-formados, base superior e inferior, frentes e laterais de gavetas.

Também não é resistente à água e pode sofrer contaminação por cupins.

O MDP é encontrado com ou sem revestimento:

– Com revestimento melamínico em Baixa Pressão (BP)
-Com revestimento Finish Foil (FF)
– Ou sem revestimento, pronto para aplicação de Lâminas de Madeira, Laminados de Alta-Pressão ou Pintura e Impressão.

OSB

OSB significa Oriented Strand Board, ou Painel de Tiras de Madeira Orientadas. É um produto de grande resistência mecânica, versatilidade e qualidade absolutamente uniforme. Por suas características é tratado como um painel estrutural.

O OSB é um painel de madeira impregnado com resina sintética, feita de três camadas prensadas com tiras de madeira ou strands, alinhados em escamas, de acordo com a EN 300 OSB (Norma Européia).

Dependendo do tipo da liga, ele pode ser usado em condições secas (OSB/2) ou úmidas (OSB/3 e OSB 4), de acordo com o DIN 68800-2 (Norma Alemã) que fala sobre a preservação da madeira. A aplicação de cola líquida assegura um equilíbrio do conteúdo de umidade similar à umidade predominante de 8 +/- 3%.

Vantagens que o OSB oferece:

– inexistência de espaços vazios em seu interior;
– inexistência de nós soltos ou fendilhados;
– sem laminação;
– qualidade consistente e uniforme;
– tem espessura perfeitamente uniforme e calibrada (menos perdas);
– maior resistência a impactos;
– excelentes capacidade de isolamento termo-acústico;
– rigidez instantânea no uso para  “steel-framing construction”;
– preço mais competitivo e atrativo;
– visual esteticamente atrativo  e agradável.

Principais aplicações: paredes, tetos, base de pisos para a aplicação de carpetes, pisos de madeira, ladrilhos, etc; tapumes e barracões de obras; Pallets tipo container.

Encontramos no mercado algumas variedades (de chapas para diferentes aplicações) deste produto. A empresa Global Wood, por exemplo, disponibiliza as seguintes variações:

LP TechShield são painéis de LP OSB revestidos em uma das faces com foil de alumínio que garante uma menor absorção do calor proveniente dos raios solares. O LP TechShield pode ser aplicado sobre telhados ou em paredes, melhorando o desempenho térmico das construções.
Top-Form é um painel OSB específico para uso em fôrmas de concreto. Bitolado e esquadrejado, apresenta resistência mecânica e baixos índices de inchamento.
OSB Canteiro tem o aspecto natural do OSB. Sua alta resistência, à ação das chuvas, assegura durabilidade e boa aparência durante toda a obra.
OSB tapume é utilizado na montagem de tapumes, barracões de obras e bandejas de proteção.
OSB Indu-Plac é um painel produzido com resinas potentes. Apresenta uma variedade de espessuras que permitem diversos usos.
OSB Home Plus Estrutural possui bordas seladas com impermeabilizante, garantindo maior resistência à umidade. Otimiza materiais e mão-de-obra, tendo a opção de encaixe macho-fêmea e garantia estrutural de 20 anos para o sistema steel-framing, além da garantia anti-cupim por 10 anos.

As espessuras das chapas variam de acordo com o tipo das mesmas. Mas de uma maneira geral encontramos chapas de 8 a 30mm.

LAMINADO

Vou deixar para falar sobre eles no post sobre pisos ok?

É bom sempre ressaltar que para a durabilidade da aplicação destes produtos temos de considerar sempre:

– condições térmicas e de umidade do ambiente projetado
– qualidade do projeto
– qualidade e especialização da equipe de produção
– ferragens utilizadas (um dos próximos temas desta série de posts)

Bom pessoal, por hora é isto. Espero que ajude vocês em seus projetos.

Até o próximo post onde falarei sobre os seguintes revestimentos:

– laminado melamínico
– laminados AP, BF e FF
– laminado formplast !!!

See you!!!

;-))

Materiais: madeirados e lenhosos I

Bom, vou começar uma sequência de posts seguindo esta linha: apresentando os principais materiais e outros nem tanto que podemos (e devemos) usar em nossos projetos. Sei que nas universidades muitos professores desta disciplina simplesmente largam os alunos à própria sorte, não compartilham conhecimentos e ainda tem a cara de pau de dizer que os trabalhos estão muito básicos… Como primeiro post da série, entram então os madeirados e lenhosos ou seja: as madeiras maciças.

Madeira maciça

Este é, sem sombra de dúvida, o material mais nobre de todos dentre aqueles usados nos projetos. Porém, dada a sua escassez e, por vezes, proibição legal de corte por causa do desmatamento e da demora de crescimento de novas mudas (reflorestamento), acaba ficando bastante cara tornando inviáveis alguns projetos.

Existem dois tipos de madeira: as coníferas e as folhosas. Lembram-se das aulas de biologia???

Um detalhe interessante à ressaltar é a Higrospicidade, que é a capacidade de absorver umidade do ar e de perdê-la por evaporação, e todas as madeiras são higroscópicas. Daí a necessidade de tratamento correto delas para o uso.

A diferenciação na coloração, durabilidade e resistência mecânica variam muito entre as espécies. Algumas apresentam excelente resistência à tração e torção por serem duras e outras já são mais frágeis. Algumas são mais resistentes à água e outras sofrem sérios danos quando em contato com a menor quantidade dela.

A madeira apresenta duas formas de resistência:

– a mecânica: que é a sua capacidade para suportar cargas ou forças;
– a deformação: que determina em qual proporção a madeira é comprimida, fletida ou distorcida sob carga ou força. Esta pode ser de dois tipos:
– deformação elástica: sofre mudança na forma instantaneamente.
– deformação reológica: sofre mudança com o tempo de aplicação da carga ou força sobre a madeira.

Como a grande maioria dos materiais, ela também sofre alterações provocadas por fatores externos (chuva, sol, vento, etc). A retratibilidade e o inchamento se fazem presentes neste material. E as propriedades mecânicas dependem das direções principais de corte efetuado na madeira.

A madeira apresenta três planos ortogonais de corte principais:

Plano RT (corte transversal) é aquele que evidencia os anéis da madeira.
Plano LR (longitudinal à partir da medula) é aquele que evidencia linhas aproximadamente paralelas.
Plano LT (longitudinal tangente à casca) que evidencia linhas sinuosas superpostas.

A madeira é um material elástico e sempre que sofre sobrecargas, se deforma. Dependendo da carga ela pode ou não romper-se. Quanto maior a carga, maior o risco dela se quebrar, pois os danos na sua estrutura interna foram intensos e excessivos. Quando a carga não atinge o limite elástico da madeira, ainda é possível recuperá-la.

No corte paralelo às fibras, temos uma madeira com maior resistência.

Já no corte na direção normal às fibras, a resistência é bem menor.

Segundo Hellmeister (1982) a densidade (porosidade) é a propriedade física mais significativa da madeira destinada à construção civil, à fabricação de chapas ou à indústria moveleira. Desta propriedade dependem todas as outras três propriedades de resistência da madeira:

– Compressão:
Cargas que provocam o encurtamento do material (Ex: uma prensa).
Na compressão paralela às fibras temos uma maior resistência.
Na compressão perpendicular às fibras temos uma menor resistência.
Esta é, talvez, a maior propriedade da madeira. Blocos de algumas espécies, com umidade controlada e 15cm de espessura podem suportar até 20.000Kgf.

– Tração:
São as situações que exigem o alongamento do material. Estra é a maior propriedade da madeira.
Na tração paralela às fibras temos uma maior resistência.
Já na tração paralela às fibras temos uma menor resistência.

– Flexão:
São as cargas que provocam o encurvamento do material. Nesta ação temos a combinação de compressão e de tração agindo ao mesmo tempo.

A NBR 7190/1997 estabelece a caracterização completa das madeiras pelas seguintes propriedades.

Temos também outras características importantes para a área de interiores e que devem ser observadas, como nos mostra o site Guia do marceneiro:

CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS
As madeiras apresentam algumas características que auxiliam no processo de identificação: são as chamadas características sensoriais, isto é, que podem ser reconhecidas pelo órgãos dos sentidos, como cor, cheiro, sabor e brilho.
Cor – É uma das propriedades da madeira diretamente relacionada ao seu uso, principalmente como elemento decorativo.
A coloração da madeira origina-se normalmente dos pigmentos e outros materiais, como taninos e resinas, que se fixam principalmente no cerne.
A cor é alterada pela incidência da luz solar, pelo teor de umidade e pela exposição ao ar.
A madeira escurece devido à oxidação de componentes orgânicos.
O aspecto acinzentado da madeira velha se deve ao fato de as fibras de celulose da superfície se soltarem.
Isso acontece principalmente quando a madeira não recebeu verniz, tinta ou outro tratamento superficial preservativo.
Para identificação, a cor pode ser observada na superfície do cerne recém-polido com uma navalha.
Madeiras identificáveis por sua cor típica são o pau-rosa, o pau-amarelo e a braúna preta.
Cheiro – A presença de compostos orgânicos determina o cheiro da madeira.
Essas substâncias em geral são encontrada no cerne, o0nde o odor é mais pronunciado.
É possível identificar algumas espécies de madeiras apenas pelo seu odor característico.
Alguns exemplos de espécies com cheiro agradável são os louros e o cedro.
A cupiúba tem odor desagradável.
O piquiá tem cheiro suave de fermento ou vinagre; a cerejeira tem odor agradável, lembrando baunilha.
O cheiro também determina o uso da madeira, pois caixas para embalagens de alimento, por exemplo, não podem ter odor algum.
Sabor – O sabor ou gosto da madeira está relacionado com o seu cheiro e em geral é mais pronunciado em madeiras verdes ou recém-cortadas.
Madeiras com altos teores de tanino, por exemplo, têm sabor amargo.
Alguns exemplos são a peroba-rosa e o angelim amargoso, de sabor amargo; o Pinus elliottii, resinoso; o angico-vermelho, adstringente; a canela-sassafrás, ligeiramente picante; a cerejeira, adocicado.
Brilho – É a propriedade de as paredes celulares da madeira refletirem a luz. Em geral as madeiras são mais brilhantes nas fases radiais.
Espécies consideradas brilhantes são a itaúba e a canela.”

Lâminas

Além da madeira maciça, temos as lâminas de madeira natural que podemos aplicar nos projetos.

Seja para revestir uma parede ou um móvel, ou ainda para criar acessórios aproveitando-se de sua elasticidade, o seu uso deve considerar a base onde este material será aplicado.

Superfícies de materiais que trabalham muito (expansão/retração) não são uma boa área para uso destas lâminas, pois as mesmas podem rachar estragando o acabamento. Também é importante ressaltar que para melhores resultados, as áreas à serem revestidas não devem ser muito grandes. As lâminas podem soltar-se, rachar e, como qualquer madeira, empenar caso não esteja totalmente seca.

Elas são originárias das placas de madeira maciça de onde são extraídas através do processo de descascamento (laminação) e podem ser encontradas em chapas de 2 ou 3mm de espessura.

Sua aparência dependerá da região onde a laminação foi feita.

Se esta vier do caule, temos a lâmina com aparência natural de madeira.

Já a laminação da área das raízes nos fornece a rádica.

Aproveitando a maravilhosa biblioteca que é o site Guia do Marceneiro, vale ressaltar aqui alguns cuidados fundamentais para a escolha e compra de madeiras:

CARACTERÍSTICAS E PRECAUÇÕES
Madeira peluda:
Madeiras com “pelos” nas bordas, também conhecidas como “miolo” ou “bica”, são muito ruins para se trabalhar, além de empenarem muito, ainda há o problema do acabamento, pois, não se consegue um acabamento polido nesse tipo de madeira.
Independente da madeira que se compre, deve-se observar com cuidado esse detalhe em todas elas.
Madeira empenada:
Madeiras empenadas quase sempre apresentam problemas mesmo após o seu aplainamento na desempenadeira.
Algumas vezes elas voltam a empenar, principalmente quando cortadas na serra estacionaria.
Madeira com nós:
Madeiras que apresentam “nós”, quando trabalhadas costumam rachar e até mesmo perder o nó, deixando um buraco no lugar.
Madeira rachada:
As madeiras rachadas não oferecem grande aproveitamento, mesmo se tentarmos contornar as rachaduras podem ocorrer novas rachaduras ou ainda o agravamento de outras .
Madeiras sósias:
Madeiras sósias, ou seja, madeiras que se parecem muito umas com as outras, são muito comuns nas lojas.
Algumas vezes nem mesmo seu vendedor de confiança saberá a diferença.
Um bom exemplo é o mogno, que tem vários sósias bem parecidos tais como o louro rosa, o cedro vermelho, o Jitó e etc..”

Finalizando esta parte sobre madeiras maciças, lembro que de nada adianta você projetar com madeira maciça fazendo seu cliente gastar muito dinheiro, se não educa-lo sobre os cuidados e a manutenção do material. Novamente, dicas diretas do site Guia do Marceneiro:

Como começam os danos?
 Com o passar dos anos a madeira tende a perder suas características, principalmente se estiver exposta aos raios solares e a umidade.
Os raios solares possuem raios ultravioletas que descolorem e ressecam a madeira. Já o excesso de umidade apodrece a madeira.
Buracos feitos por insetos
Para desaparecer com pequenos buracos feitos por insetos, podemos utilizar palitos ou pequenas lascas de madeira para tampá-los.
Para isso aplique cola dentro dos buracos, a seguir enfie os palitos com força e deixe secar.
Depois de seco corte os palitos junto á tábua e lixe com lixa fina para acertar.
Amassados e marcas
Marcas feitas na madeira por objetos pontiagudos podem ser retiradas da seguinte maneira :
Coloque um pano molhado sobre o local marcado, depois passe um ferro elétrico (ferro de passar roupas) bem quente sobre o pano até que a marca desapareça.
Riscos e Arranhões
A madeira quanto mais macia, mais marcada pode ficar com um golpe de uma cadeira ou a queda de um objeto mais duro sobre ela e etc.
Para retirar uma marca quanto mais rápida for a ação mais chances teremos de sucesso.
Comece por retirar o polimento ou verniz do lugar onde foi feita a marca.
Faça uma boneca ( prepare uma bola pequena de algodão, estopa ou pano, coloque dentro de um pano macio e torça podendo mesmo dar um nó para que fique firme e fácil de manipular) .
Prepare com cuidado um recipiente com água fervendo.
Molhe a boneca nesta água e aplique encima da marca, tenha cuidado para que não escorra encima de outros lugares, poderá manchar uma parte do móvel que esta perfeita.
Não deixe a água esfriar, é muito importante que esteja todo o tempo “fervendo”, vá aplicando até que a marca tenha desaparecido.
Deixe secar espontaneamente (pelo menos 12 horas), depois de bem seco passe uma lixa fina para conseguir o nivelamento da região afetada com o resto da madeira em volta. Dê acabamento.
Fungos (mofo), Brocas e Cupins
Prevenir é a única solução, para isso, as madeiras novas devem ser protegidas com imunizantes que podem ser adquiridos nas lojas.
Deve ser aplicados em toda a madeira ou conjunto de madeiras (cadeiras, camas, mesas, etc.) conforme especificação do fabricante.
A aplicação normalmente é feita com pincel ou bomba de spray em todos os lados do objeto.
Trabalhe numa área ventilada, longe de crianças e animais domésticos, proteja os olhos, as mãos e vias respiratórias, estes produtos são muito tóxicos.
Preste muita atenção ás recomendações dos fabricantes.
Fungos (mofo)
Os ataques de fungos, que causam o apodrecimento da madeira, são o resultado da permanência no sol ou na chuva.
Ficar ao tempo é o principal fator para o aparecimento de grandes quantidades de fungos.
Alta umidade e calor também colaboram. Além do empenamento das madeiras pelas constantes mudanças climáticas.
A melhor solução para madeiras expostas são os vernizes, fáceis de aplicar com pincel, isolam e protegem a madeira do tempo, com grande elasticidade acompanham a dilatação retração da madeira.
A manutenção também é extremamente fácil, uma vez que se aplica uma nova camada encima da anterior.
Os vernizes em geral já contém inseticidas e fungicidas.
Brocas
podem atacar todo o tipo de objeto em madeira e papel, fazendo verdadeiras avenidas no interior de moveis ou livros.
A indicação que o lugar esta tomado pelas brocas, é o aparecimento de quantidades de “areia” e “poeira”(de madeira) junto ao objeto infestado.
O cupim
Ele se instala no interior da madeira seca e uma das poucas maneiras de saber que ele esta lá é pelo aparecimento de camada de pó de madeira (parecido com areia) no chão embaixo do local da infestação.
Qualquer objeto pode estar infestado pelos cupins, portas, rodapés, moveis, forros, etc.
Na madeira úmida ou molhada (enterrada) o cupim é mais difícil de ser descoberto.
Afinal tanto podem ter seu ninho feito “com terra” acima como abaixo do piso.
Mas uma maneira eficaz é verificar se existem sinais de terra fresca, em armários de áreas úmidas como na cozinha, banheiro, área de serviço, caixas de interruptores ou tomadas, rodapés, etc.
Se for descoberta uma infestação, e a injeção do produto não for possível no local, é melhor se aconselhar com um profissional da área.
Nos casos mais graves de “infestação” deve-se injetar o inseticida nos próprios orifícios abertos pelos insetos até ficarem saturados ou fazer vários furos com uma broca bem fininha e injetar o produto adequado, com a ajuda de uma seringa comum. Pode-se também mergulhar por um ou dois minutos (ver indicação do fabricante) a madeira no produto.Depois espere secar bem.
Para a aplicação destes produtos a madeira deve estar limpa, seca e livre de qualquer tipo de acabamento.
Depois de dez dias, se a infestação continuar repita a operação.
Descolamento de laminas de compensado e revestimentos
Se o revestimento ou laminado está se descolando, levante com cuidado para não quebrar.
Tente retirar toda a cola já existente no local descolado, pode raspar com uma faca afiada, lixa, espátula ou usar água bem quente para amolecer a cola.
Depois de secar ou limpar o local passe cola branca (PVA) nas partes a serem re-coladas; junte-as e mantenha sob pressão com grampos ou outro meio (um peso, etc.) e espere secar por 24 horas, em ambiente seco.
Rachaduras
Rachaduras nas extremidades de madeira maciça:
Aplique cola branca no local depois enfie uma cunha feita da mesma madeira e no formato da rachadura, aperte bem no sentido horizontal.
Espere secar e corte o excesso, lixe ou raspe para tirar qualquer diferença.
Sumindo com os “Nós”
A resina de alguns “nós” de madeira, continuam correndo por muito tempo. Algumas vezes os “nós” apresentam rachaduras e as vezes se soltam.
A solução é a retirada do nó e no seu lugar colar uma peça no mesmo formato feita da mesma madeira. Para tirar o nó, dê pancadas leves sobre ele com um martelo e uma cunha de madeira.
Cunhando rachaduras
Para colocar uma cunha de madeira em outra madeira seca ou rachada e não correr o risco de rachar ainda mais, faça o seguinte: coloque a cunha (pedaço no formato da rachadura) em água fervendo e ainda quente embutir na outra madeira já com a cola aplicada.
O mesmo se aplica aos “nós” de madeira.
Pisos de madeira | Assoalhos – Laminados – Tacos – Parquetes
Aplicação de madeira na construção ou revestimento de pisos, é uma das TÉCNICAS mais antigas usada para aquecer e dar conforto em ambientes para moradia.
Assoalhos são feitos de réguas de madeira maciça que podem ter comprimento, espessura e larguras variáveis, conforme a necessidade e a geometria.
Geralmente estas tábuas são aplicadas diretamente sobre contra-piso (piso sem acabamento) e fixadas por barroteamento (pequenos pedaços de madeira embutidos no cimento ao nível do piso, nos quais serão aparafusadas ou pregadas).
Lateralmente, as peças são encaixadas de modo a não deixar qualquer espaço vazio.
A colocação pode ser feita também em diagonal e até mesmo de maneira mista, dependendo somente da capacidade de quem o faz. é muito importante calcular bem a espessura do piso e sua relação com o espaço abaixo (a altura) das portas.
Laminados (tapete de madeira), são réguas resinadas de cerca de 8mm de espessura (existe uma enorme variedade de pisos laminados), que tentam reproduzir artificialmente os padrões da madeira.
São fixadas entre si por colagem e encaixe, em geral coladas diretamente no piso preparado, mas também podem ser colocadas em cima de um assoalho já existente, dependendo das condições encontradas.
Nem sempre o resultado é o mais “natural”.
Tacos são pequenas placas de madeira maciça com tamanhos variáveis, encaixadas e coladas entre si, geralmente são aplicados diretamente sobre contra-piso.
Pode-se escolher o tipo e cor dos tacos, permitindo desenhos e nuances na composição do piso.
Parquetes constituem-se de placas compostas por pequenos grupos de tacos colados, formando uma espécie de mosaico.
Colados diretamente sobre o contra piso, por melhor que sejam as colas sempre existirá a possibilidade de descolagem.
Pode-se escolher o tipo de madeira e cor dos parquetes (que são muito variados), permitindo desenhos e nuances na composição do piso.”

E lembrem-se:

Usem apenas madeiras de demolição ou aquelas com certificado de procedência garantindo assim, a vida em nosso planeta.

Bom, espero que tenham gostado. No proximo post desta sequência escreverei sobre os derivados da madeira (MDF, OSB, etc).

Referências bibliográficas:

– HELLMEISTER, J.C. Madeiras e suas características. In: ENCONTRO BRASILEIRO EM MADEIRAS E EM ESTRUTURAS DE MADEIRA,I, São carlos, 1983. Anais. São Carlos: USP, SET, LaMEM, 1983. v.I
– DIAS, FABRICIO MOURA. LAHR, FRANCISCO ANTONIO ROCCO. Estimativa de propriedades de resistência e rigidez da madeira através da densidade aparente. In: SCIENTIA FORESTALIS, n° 65. p. 102-113, jun. 2004.

Cursos Osram 2012

Agende-se!!!

A OSRAM acaba de anunciar, sua programação para os cursos de iluminação de 2012.

Neste ano, serão apresentados cinco temas diferentes, que vão desde a apresentação dos conceitos básicos da iluminação e demonstração do portfólio de produtos da companhia, até a explicação de assuntos mais complexos, como a elaboração de cálculos luminotécnicos.

Veja abaixo as características e as datas de cada tema.

Conceitos Luminotécnicos
São apresentados todos os conceitos relacionados à iluminação, seguindo as tendências de eficiência, economia energética e conforto, essenciais para profissionais que atuam neste segmento. Além disso, temas básicos de luminotécnica, como sistemas de iluminação, grandezas fotométricas e critérios de desempenho são abordados. É a base inicial para todos os demais cursos de iluminação.
Datas: 12/3, 21/5 e 16/6
Palestrante: Nelson Solano, arquiteto, é mestre formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. É especialista e consultor na área de conforto ambiental e eficiência energética nas edificações desde 1979 e possui dezenas de projetos realizados. Atualmente, além de professor em cursos de graduação e pós, é diretor da Geros Arquitetura Ltda.

Portfólio OSRAM
Tem o objetivo de apresentar o completo portfólio de produtos da OSRAM, bem como suas diferentes tecnologias e características, com grande foco na tecnologia LED. O curso abordará as linhas de lâmpadas LED, fluorescentes, halógenas, incandescentes e descarga, além de módulos e luminárias de LED, transformadores, reatores eletrônicos e sistemas de gerenciamento de iluminação. Além disso, também abrange o portfólio de produtos da Traxon Technologies, empresa do grupo OSRAM. Por conta do extenso conteúdo, é realizado de maneira dinâmica em dois dias seguidos.
Datas: 13 e 14/3, 22 e 23/5 e 16 e 17/6
Palestrantes: Cláudia Antonelli, arquiteta e gerente de Produto da linha Consumer Lighting da OSRAM; Juliano Aníbal, engenheiro e gerente de Produto LMS e Siteco; Marcos Santos, engenheiro e gerente de Marketing da linha profissional de LEDs da OSRAM; Rafael Biagioni, engenheiro e gerente de projetos da Traxon Technologies; e Ronald Leptich, engenheiro e gerente de Produto da linha Professional Lighting da OSRAM.

Iluminação Residencial
Neste curso o participante poderá ter uma visão geral sobre a maneira mais adequada de iluminar variados ambientes de uma residência. Além disso, os alunos receberão diversas dicas para a elaboração de seus próprios projetos de iluminação, a partir da atualização do conhecimento para melhor atender as necessidades do mercado.
Datas: 15/3, 24/5 e 19/7
Palestrante: Silvia Bigoni arquiteta com especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, é consultora autônoma na área de Iluminação e comunicação desde 2001. Foi professora da pós-graduação de Design de Interiores na FAESA/ES e professora convidada da pós-graduação em Iluminação e Design de Interiores das Faculdades Oswaldo Cruz/SP. Atualmente, ministra cursos de aperfeiçoamento pela AEA- (Academia de Arquitetura e Engenharia), entre outras entidades. Atuou na OSRAM do Brasil por 10 anos, onde desenvolveu projetos de iluminação residencial e comercial.

Iluminação Comercial
O participante receberá neste curso orientações para elaborar projetos comerciais, discutir as diferentes estratégias para iluminar ambientes e objetos com o intuito de evitar erros comuns na escolha das fontes de luz, além de eleger o local ideal para iluminar de acordo com a geometria da arquitetura. De forma didática, o aluno vai aprender a selecionar os efeitos desejados de acordo com as intenções do projeto, suas atmosferas e, principalmente, o impacto que a arquitetura deve provocar no observador.
Datas: 16/3, 25/5 e 20/7
Palestrantes: Marcos Santos, engenheiro e gerente de Marketing da linha profissional de LEDs da OSRAM; Rafael Biagioni, engenheiro e gerente de projetos da Traxon Technologies; e Rafael Sanches, arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e responsável por especificações e projetos da OSRAM.

Cálculos Luminotécnicos
Voltado para profissionais com conhecimento prévio em conceitos luminotécnicos e produtos para iluminação, o curso demonstra a didática dos cálculos, apresentando métodos, como o ponto a ponto, além de contar com a demonstração de softwares, tudo exemplificado através de aplicações e realização de exercícios práticos.
Datas: 9/4 e 11/6
Palestrantes: Nelson Solano, arquiteto, é mestre formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo; e Rafael Sanches, arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e responsável por especificações e projetos da OSRAM.

Informações Gerais:
O número de vagas é limitado a 60 pessoas e a inscrição é feita apenas pelo site, sujeita a confirmação posterior.

Local: OSRAM Light Studio – Avenida dos Autonomistas, 4229. Vila Granada, Osasco – SP

Mais informações no site www.osram.com.br

LD> + e + erros

É, vamos analisar mais algumas imagens para entender onde estão os erros cometidos nos projetos de iluminação dos mesmos?

Porém desta vez vou colocar também imagens de projetos nacionais que encontrei pela web. Vou começar a também usar imagens de projetos nacionais pois tem mais a ver com a nossa realidade.

Começando…

Tudo bem que o quarto é grande e blablabla… Mas este mega lustre aí não tem nada a ver (à não ser com frivolidades e falta de bom senso). Fico imaginando a empregada metendo a cabeça nele toda vez que vai arrumar a cama… Além de que, para um quarto, este tipo de lustre gasta um pouquinho demais de energia elétrica. Aliás, aficiência não é o forte deste projeto, basta olhar as luminárias (se conhece-las bem) e perceber as lâmpadas que elas usam…

Ainda sem sair do quarto, esta outra imagem mostra o erro mais comum que deixa claro que o profissional não entende muito bem sobre conforto lumínico e, consequentemente, projetos de iluminação. Já falei várias vezes sobre este erro aqui no blog. Onde está?

*Respondo no final do post (1)

Como estávamos falando, lá no quarto, sobre eficiência energética, não posso deixar de colocar esta imagem aqui neste post. A altura de instalação das luminárias está legal pois não atrapalha a visualização do outro lado da mesa mesmo com as pessoas em pé. No entanto, vocês contaram quantas luminárias tem sobre esta mesa? 4X5=20 luminárias!!! Cada uma com uma lâmpada bipino. Pelo catálogo da Philips, cada lâmpada dessa consome 40W ou 60W.

Logo, temos um consumo de 800W ou de 1.200W, dependendo de qual delas foi usada, apenas sobre esta mesa!!!! Totalmente absurdo!!!

Vamos dar uma chegadinha até o banheiro?

Bizarro isso!!! Bizarramente descuidado e irresponsável!!!

Lembro que as lâmpadas halógenas esquentam demais atingindo temperaturas absurdas durante o funcionamento. É só chegar perto de uma luminária qualquer que use halógena e perceberão isso. E a pessoa que projetou este banheiro vem e coloca uma cortina de tecido a centímetros da luminária… Depois, quando acontece um incêndio a responsabilidade certamente será do eletricista que instalou mau e porcamente a luminária e provocou um curto né??

#AFF

Vamos pras salas???

Qual a lâmpada destas luminárias???

Exato! AR111.

Coitada da pessoa que se sentar nesta cadeira para apreciar a paisagem ou ler um livro… Pode ser uma boa para quem está em busca de “bronzeamento artificial” ganhando, de bônus, um belo câncer de pele…

Não conhecer o funcionamento dos fachos das lâmpadas bem como não se atentar à questões estéticas e técnicas (especialmente afinação da iluminação) resulta nesse tipo de… de… absurdo estético, pra ser bem legal e nada desrespeitoso…

Ok, o projeto de interiores está lindo!!! Mas aqui, a sanca está (apesar de não parecer na foto) causando um sério problema: ofuscamento. É só olhar para ela e imaginar-se sentado numa daquelas cadeiras.

Esta imagem me lembrou de uma matéria que saiu na Lume Arquitetura, na edição n° 52, falando sobre o uso das cores nos projetos. Aqui, além da cor alterar a obra do artista plástico (certamente sem o seu consentimento), os fachos das lâmpadas distorcem a percepção da obra ao criar pontos luminosos onde, originalmente, não existem. Devemos considerar também a ausência da afinação que percebemos ao olhar o alinhamento dos fachos sobre o quadro e no chão.

Reflexos e mais reflexos, e também, reflexões…

Observem, especialmente, o resultado da iluminação sobre o papel de parede metalizado…

Observem também o foco na tela…

Achou pouco? Tem esta outra foto do mesmo ambiente que mostra mais reflexos:

Como se pode ver, um belo projeto de um decorado nacional, destruído por erros crassos de iluminação… A quantidade de reflexos manchando o teto é absurda!!! E quais os materiais que refletem a luz??? Já escrevi sobre isso várias vezes.

De novo, problemas com materiais reflexivos manchando o teto, estragando o projeto. Outro detalhe: impossível não prestar atenção nas sombras projetadas das telas…

Aqui, de cara, já percebemos dois erros: reflexo no teto e ofuscamento na parede atrás da mesa. Ou dminui-se a quantidade de luz que sai da sanca e banha a parede, ou escureça a parede um pouco para quebrar o ofuscamento. Talvez, se a luz tivesse TC um pouco mais baixa essa sensação não aconteceria pois ficaria mais suave.

Bora cozinhar??

Perceberam que não existe um foco de luz direcionado sobre o fogão? Não, a luz embutida sob os armários não é suficiente. Outro detalhe é a luminária sobre a pia certamente, para dar uma “bossa a mais” ao projeto. No entanto, fico pensando no uso de água quente, o vapor subindo e pegando diretamente na lâmpada e na luminária…

Perceberam também que não há uma iluminação geral para facilitar a limpeza do ambiente?

hum…

O terror da falta de noção sobre fachos, estética e afinação da luz…

#EuHeim!!! =0

E para encerrar, um ambiente comercial…

As sancas e os embutidos já resolveriam o ambiente tranquilamente se tivessem uma luz mais baixa. Mas não, o “proficionau equisperti” (sim fui irônico pois percebe-se que não se entende nada de luz nesse projeto) e que quer ganhar mais ainda em cima dos clientes através das RTs, tem de inventar de meter uma “bossa a mais” no projeto e enfiam mais gastos com peças e acabam chegando a um resultado inútil esteticamente e visualmente. Não percebeu? Outra foto:

Agora, volte na imagem anterior e localize estas luminárias. Percebe como o efeito simplesmente desapareceu? Sabe o porque disso? Uma ampla luz banhando a parede onde estão as luminárias (na verdade são balizadores aplicados de outra forma).

#Fail

É, tá difícil convencer os clientes da importância de um BOM projeto de iluminação (LD) e, principalmente, feito por ESPECIALISTAS, quando as referências que eles encontram na web e nas mídias ditas especializadas ou “as melhores ou maiores” apresentam essas cacas como “o must”.

#AAAAAAAAAAAAFFFFF

*Resposta:

(1) deite-se na cama e olhe para o teto…

 

Abaixo o Splash!

Este ia ser o tema de uma de minhas colunas futuras na revista Lume Arquitetura. Mas diante de alguns acontecimentos recentes resolvi cortá-lo da revista para dar espaço a um outro texto mais sério e contundente. Portanto segue aqui no blog o texto sobre o uso do “Splash” na iluminação.

Para quem não sabe, o termo “splash” é utilizado pelos designers gráficos para designar um elemento gráfico que os clientes deles (especialmente os comerciantes) adoram colocar em suas peças:

É isso mesmo… esse espirro que geralmente vem com inscrições como:

– Imperdível!

– Oferta!

– Grátis!

– Promoção!

Dentre outras palavras ou conjunto de palavras que sempre “puxam o olhar e a atenção do observador”. Não podemos negar que realmente chama, mas isso deve-se a vários fatores dentre os quais podemos destacar:

– busca do cliente pelo menor preço;

– aos olhos mais “esteticamente treinados”, pela bizarrice desse elemento.

Sim, é bizarro, feio, emporcalha e estraga o material. Em Design, um elemento mal planejado ou pensado pode estragar todo o projeto. É o caso do “splash”.

Mas o que isso tem a ver com iluminação? Simples, explico: costumo usar este termo para indicar aquelas aplicações de projetores que lavam as fachadas. Verdinho, lilás, azul, vermelho enfim, seja a cor que for deveriam proibir este tipo de iluminação.

Não, “splash” é bastante diferente do “wall-wash”. Splash estraga enquanto o wall-wash valoriza.

Mais que modismo, isso virou uma praga nas cidades. De empresas privadas a espaços públicos, temos assistido ao aumento vertiginoso deste tipo de aplicação. O resultado disso? O enfeiamento das urbes e o descaso com o meio ambiente. E, para piorar a situação, o “projeto” e instalação disso geralmente foi feito por algum eletricista. Mas tem também muito profissional de engenharia, arquitetura e design implantando este lixo pelas cidades.

Observem atentamente a imagem acima. Onde foram parar os relevos e detalhes arquitetônicos desta construção? Perceberam como a construção ficou “chapada”, esmagada pela luz que não valoriza sua volumetria?

Outro detalhe a destacar é o desperdício de energia elétrica e a poluição luminosa que este tipo de iluminação provoca. É só olhar a potência das lâmpadas normalmente utilizadas nos refletores e projetores  que promovem este efeito. Observe também a quantidade de luz vazando para fora do espaço iluminado e afetando o entorno.

Devemos considerar também o risco de acidentes aos usuários afinal, pela alta potência destas lâmpadas, a temperatura das luminárias é sempre muito alta.

Mais um péssimo exemplo do emprego do “splash”. Porém nesta mesma foto percebe-se um elemento interessante sobre o uso desta técnica: observem a parte mais colorida (azul/lilás). Aqui temos um excelente exemplo do que diferencia o “splash” do “wall-wash”: o posicionamento das luminárias e o direcionamento da luz.

Perceberam como a parte alta da edificação está chapada, lisa? E perceberam como na parte baixa conseguimos – mesmo à distância – perceber melhor seus relevos e formas?

Geralmente o “splash” vem de iluminação aérea (aquela instalada em postes pegando a construção de frente) mas não somente assim. É óbvio que qualquer elemento com volume perderá a sua percepção ao olhar pois as sombras desaparecerão. Já no caso de luminárias instaladas lateralmente ou no chão, o excesso de luz pode distorcer as formas.

É bem diferente deste caso:

Conseguem perceber como, apesar da explosão de luzes e cores, conseguimos perceber a volumetria e texturas das árvores? Isso é a técnica do wall-wash aplicada ao paisagismo.

Nesta outra imagem, conseguem perceber a textura do reboco da parede apesar da quantidade de cores? Isso é wall-wash.

Não há a menor necessidade de fazer uma construção explodir em luz para que ele fique perceptível ou bela à noite afinal, a sombra faz parte da iluminação e o olhar necessita dela para perceber as formas.

Assim, proponho com urgência o movimento ABAIXO O SPLASH!

Designer? Seja bem vindo!

Bem diferente do que me aconteceu numa loja aqui de Londrina e que relatei no post “Só dizáiner?” (sic), preciso mostrar que nem tudo está perdido nesta terra. Algumas (poucas) lojas tem a coragem e a ética de enfrentar o lobby estúpido dos arquitetos que predomina por aqui.

Entre elas, destaco a MMartan do shopping Catuaí. (Rod. Celso Garcia Cid Km 377, Lj32A – Catuaí , Londrina – PR. CEP 86050-901 Tel:(43) 3339-4050 )

Estive na loja no dia 29/12/11 já ao final da noite. Inicialmente ia comprar apenas duas capaz de travesseiro e dois travesseiros. Porém, a Nadir me atendeu tão bem desde a entrada na loja que acabei levando em edredom que não estava nos planos iniciais.

Inicialmente ela estava me tratando como um cliente normal. Quando perguntei se havia algum desconto especial para especificadores ela me perguntou qual era a minha profissão. Respondi que era Designer de Interiores/Ambientes e especialista em iluminação (LD) ao mesmo tempo em que entregava-lhe o meu cartão. De pronto ela me levou até um terminal de computador para verificar a existência de meu cadastro no sistema. Eu já sabia que não existiria pois como trabalho 95% com projetos de LD, são poucas as lojas de outros produtos em que tenho cadastro aqui em Londrina.

De pronto ela fez o meu cadastro e explicou o sistema de parceria da MMartan. Em momento algum percebi preferência por esta ou aquela classe social. Até relatei à ela o ocorrido na outra loja e ela me mostrou no sistema que não há preferências: todos recebem exatamente os mesmos benefícios.

Nesse meio tempo acabei me interessando também por um edredom (luxuozérrimo!) que foi inserido na compra. Além dos descontos da promoção das peças iniciais ainda ganhei mais 10% de desconto sobre o valor total.

No caixa vi um Aromatizador de ambientes Black Casa Moysés, e comentei com meu amigo (o mesmo que presenciou a cena grotesta na casa dos Puxadores) que um amigo em comum nosso usava aquele produto em sua casa. Comentei com a Nadir que em breve voltaria para comprar para mim pois adorei o cheiro do produto. Ela então, de pronto, me presenteou com um frasco pelo meu aniversário recém passado (27/12). Fiquei pasmo na hora e agradeci muito.

Então, é este tipo de empresa, séria e ética, que temos de valorizar no nosso dia a dia profissional. É nestas empresas que devemos levar nossos clientes e tira-los daquelas que só fazem unir-se a lobbyes corporativistas mantidos por profissionais incapazes em sua área de origem e que, todos sabemos, só fazem DECORAÇÃO de Interiores por causa da grana que este mercado oferece.

Assim, vou abrir uma lista em meu blogroll para divulgar empresas sérias como a MMartan que sabem valorizar o profissional, independente de que área venha.

Parabéns à toda a rede MMartan por esta postura ímpar!!!

LD> mídia desinformada, de novo.

Recebi este link no facebook da Ro, do Simples Decoração, e não tenho como (#EuNãoAguento rsrsrsrs) deixar passar em branco.

Mais um post falando sobre a mídia que mais desinforma e distorce as coisas atrapalhando cada dia mais o mercado.

A matéria em questão é esta aqui (não colocarei as fotos pois como é uma crítica eles podem ficar bravinhos e querer me processar por DA ahahaha).

Vou então analisar parte por partes (olhem as fotos e textos originais no link e acompanhem a análise por aqui).

Primeiro ponto que eu não consigo entender nessas matérias dessa “mídia sem noção e desinformada” é: porque quando falam de iluminação artificial, as fotos são – em sua grande maioria – diurnas? É o caso desta matéria.

Na abertura da matéria são citadas frases do Guinter Parschalk. No entanto, duvido que ele as tenha colocado literalmente como foram transcritas ou, se foram realmente, seria muita leviandade dele partindo do pressuposto que a grande maioria dos leitores desta revista são leigos em arquitetura e design, quiçá em iluminação e lighting. Acredito na primeira opção. Ele pode até ter dito desta forma, porém excluíram o restante que complementaria e evitaria interpretações dúbias, conhecendo-o como conheço.

A indireta, mais intimista, é boa para quem vai ouvir música. Já a geral clareia o espaço de forma homogênea” – duvido que ele tenha colocado apenas dessa forma.

Aí o jornalista resolve interpretar o restante que ele escreveu (ou disse) e me solta isso:

Para a leitura, basta um abajur ou uma coluna de piso, com foco direto.

Aham, aí a dona Maria (aquela sem curso, metida a decoradora) vai lá e compra uma peça dessas com dicróica, AR, PAR…) e coloca ali para ler… Imaginem a cena de algum familiar lendo com uma dicróica logo acima.

Bom, vamos analisar as fotos e as descrições das mesmas:

FOTO 1 –

O primeiro exemplo é um projeto do Guinter.

Eu, particularmente, não gosto dessa mistureba de luminárias. Mas cliente é cliente, ele quem está pagando e se ele quer assim, que o seja.

Tem uma luminária com PAR30 presa na viga lá no estar.

Perceberam a altura em que foi colocada?

Sabem o porque disso??

Já escrevi várias vezes aqui neste blog sobre as alturas/distâncias mínimas dos usuários/objetos que determinadas lâmpadas exigem. Olhem o PD desta sala.

Perfeito!

Porém o mais irritante desta foto é a janelinha lá no fundo em cima: foto tirada de dia!!!

FOTO 2 –

Plafons de embutir“.

Alguém, por favor, me traduza isso?

Alguém sabe me dizer se é algum modelo novo de luminária?

O fotógrafo se esqueceu de tirar fotos dessas preciosidades raríssimas?

Ou será que os conhecidos EMBUTIDOS ganharam um novo nome mais afrescalhado?

TREZE dicróicas (tem mais com certeza, é só olhar o alinhamento da primeira linha que aparece com o sofá) numa sala dessas é querer montar uma sauna além de fritar a pele dos usuários já que o teto foi rebaixado com gesso..

Ah, mas o split está lá no fundo escondido dentro do armário acima da TV. Ou seja, sustentabilidade ZERO.

Perceberam também que tem uma mancha no teto bem acima da mesinha de centro provocada por reflexo de algum dos objetos sobre a mesinha?

FOTO 3 –

Adorei a solução do rasgo de 60cm próximo à parede. Porém, quem não lê e olha a foto pensa que ali tem uma clarabóia ou algo assim, ficando meio confusa a leitura/interpretação. Na leitura isso é explicado.

Porém, esse elemento, pela quantidade de luz, não evidencia a madeira como diz o texto e sim deforma-a. Percebam a diferença de visualização dela embaixo e à medida em que vamos subindo o olhar pela parede em direção à luz. Fica algo “chapado”. Pela foto dá impressão de ser uma lâmina e não filetes de madeira.

Sobre a mesa, um dos “hits” do design: a luminária bossa. Linda, chique mas tem de saber usa-la.

O tampo da mesa branco lustrado provoca o que?

Reflexão.

Que quando encontra algum objeto no caminho provoca o que?

Projeção de sombra.

Bingo!

Detonaram o ambiente por causa de um dado simples, básico que certamente não foi pensado na hora do projetar.

Um outro detalhe: não sei se é mesmo pois a matéria não fala mas os embutidos, pelo tamanho, devem ser para lâmpadas AR111.

Num teto baixo desses???

=0
G-zuizzzz!!!!

FOTO 4 –

Na sala de jantar, gostei da solução sobre a mesa com iluminação indireta e rebatida no teto. Porém, tem muita luz explodindo no teto.

Para alguém que tem fotofobia (como eu) isso pode tornar um almoço ou jantar extremamente desagradável.

No escritório, oxalá a luminária sobre a mesa não seja de AR111…. parece ser…

O rasgo no corredor está ótimo.

FOTO 5 –

Iluminação simples demais para este ambiente.

Quatro dicróicas de 50W sobre esta mesinha? 200W no total? Tem muita luz aí não?

Segundo o(a) jornalista “wall washing significa “lavar a parede com luz”“. Pelo visto não sabe que palavras em inglês terminadas em “ing” significam gerúndio (arrrrghhhh). O correto nesse texto seria então “lavando” e não “lavar”.

Outro detalhe: o correto na linguagem do LD é WASH e não WASHING.

PD baixo, rebaixado com gesso e “Para realçar as velas e o livro sobre a mesa de centro, há lâmpadas AR 70 de facho concentrado“.

=0
#Murri

(as velas também após derreterem…)

FOTO 6 –

Melhor eu nem comentar a lambança desta foto, muito menos o que o(a) jornalista escreveu…

Só um: não é porque o LD tem suas raízes na iluminação cênica que os projetos de iluminação tem de virar um palco circense.

FOTO 7 –

Pouca luz para o tamanho do ambiente.

Acertaram nos rasgos revestidos com palha.

Mas, “Na estante, há lâmpadas T5 amarelas(…)“.

AMARELAS?
=0

Pelo visto não conhecem  TC (Temperatura de Cor).

Amarelo é isso aqui ó:


Aquilo são fluorescentes com baixa temperatura de cor. Tá, nem tão baixo assim… médio, digamos.

Observem também a quantidade de reflexos e sombras no teto na área da mesa de centro. Deve ser por causa dessa nova lâmpada que eu também desconheço: minidicróicas AR70.

Outro detalhe é que as “minidicróicas AR70“(SIC) “enfocam” desnecessariamente o quadro, já que tem um abajour de luz descontrolada bem na frente dele…

#EuHeim..

FOTO 7 –

Sobre a mesa eu não entendi o que “usa lâmpadas bolinha de 5W“. O lustre ou a sanca??? (Esses jornalistas e redatores… ai ai ai…)

Se for no lustre, deve ter umas 20 dessas dentro dele pois tem muita luz saindo dali…

Se for na sanca, tem muito photoshop nessa foto pois a luz está reta demais…

=0

Ah, a foto do projeto de iluminação artificial foi tirada de dia…

FOTO 8 –

Bom, particularmente, acredito que este tipo de… de… [“plafons de embutir” (SIC), de novo??? =0] embutidos são mais adequados para ambientes comerciais e institucionais, especialmente os grandes como esses (1mX1m).

#NãoCurti

Ainda questiono muito sobre esse tipo de peça ser considerado “iluminação indireta” por algumas indústrias de luminárias o que faz os profissionais e a mídia não especialistas saírem replicando essa informação, como é o caso. A luz sai diretamente dela para o ambiente. Não é porque tem uma “capa” de vidro (ou seja lá o que for) entre a lâmpada e o ambiente (ou objeto) iluminado por ela, que a transforma em indireta.

Sinceramente?

Creio que a idéia do projetista na área das minidicróicas “bugou” (termo usado em jogos online quando dá pau, trava, etc). Percebam como está confusa a visualização das luminárias e do efeito…

FOTO 9 –

Estou com dificuldades de entender o texto da foto (rsrsrsrs). Por isso vou analisar só a foto.

No “abajour gigante” percebem as manchas brancas onde estão as lâmpadas?

No jantar, tudo bem este tipo de pendente que banha de luz todo o espaço já que não há efeitos nas paredes.

Diferente do, provavelmente, home theater onde (de novo) os giga embutidos destróem o efeito das minidicroicas.

FOTO 10 –

Típico projeto de profissionais não especializados em Lighting Design:

Os ícones de iluminação não são específicos (norma)e não trazem as informações da lâmpada (quantidade por luminária, W por lâmpada, etc).

Este tipo de projeto me lembra claramente aqueles que são jogados – por alguns profissionais – sobre as mesas dos vendedores de lojas de iluminação acompanhados de frases como:

Eu pensei em algo assim…

Ou seja, traduzindo literalmente:

“Resolva isso pra mim pois eu não faço a menor idéia do que usar…”

Bom gente, esse é mais um exemplo da mídia “que se diz especializada” que na verdade mais desinforma que informa.

Perceberam que eles trazem na abertura um LD renomado e depois passam para profissionais não especializados?

Lá quase no final – foto 9 – trazem o Maneco (LD, porém ele tem projetos bem melhores para mostrar que este) e retornam fecham com uma pérola dos típicos não especializados na área.

Infelizmente, esta é a mídia nacional que cobre a nossa área.

A sorte é que temos a Lume Arquitetura para nos salvar com matérias de qualidade.

LD – a carnificina da mídia continua…

Well, well, welllllllllllllllll……

Vi dias atrás um vídeo enviado por um amigo meu sobre uma reportagem que o canal Record (leia-se igreja, hipocrisia e similares) apresentou em seu programa matinal Hoje em Dia. Trata-se de uma pauta do quadro “Arrumando a Casa”. Podemos tranquilamente defini-lo como algo do tipo Do It Yourself (DIY).

Muitas coisas cabem no DIY porém, a maioria dos itens que englobam uma reforma NÃO! Pior ainda se falarmos de iluminação.

Bem, a matéria começa – após uma péssima apresentação pela bela, porém sem graça, Gianne Albertoni – com uma arquiteta que se diz Lighting Designer… (duvido e explico a seguir).

Fui atrás de informações sobre ela após ver e ouvir a sua primeira fala onde, em resumo, ela compara um projeto de iluminação com, acreditem, um vestidinho preto básico. =0 (se fosse LD realmente jamais cometeria uma sandice dessas).

Pelamor!!! Parei o vídeo e fui correndo atras do site dela para saber quem ela é, qual a sua formação, etc… Pois bem, em seu site ela diz que estudou LD e Antiquariato na europa, mais precisamente na Sotheby’s, na Chriestie’s e no Victoria & Albert Museum. Ok gente, lá vou eu entrar em cada um destes sites para procurar os tais cursos de LD oferecidos por eles e que eu NUNCA ouvi falar em lugar algum, a não ser no site dela.

Olhem o que eu encontrei de cursos em todos estes sites que são oferecidos por essas instituições:

Na Sotheby’s:
Art Business
-International Art World I
-Ethics and Law I
-Art Finance I
-Research and Marketing Methodology
-International Art World II
-Ethics and Law II
-Art Finance II
-Professional Practice and Appraisal

Fine & Decorative Art
– Old Master paintings and connoisseurship
– Modern art and collecting
– Ceramics and trade
– Furniture and interiors
– Cataloguing and professional practice
– Techniques and materials
– The historical art market
– Country-house and collection studies

Contemporary Art
– Art from 1960 – 1990
– Critical issues in contemporary art
– Curating an exhibition in both public and private galleries
– Producing a print and web-based magazine
– Writing and publishing art criticism
– Research methodology
– Study visits to North of England and Northern Germany
– International guest lecture series and artist’s studio visits
– Art from 1990 to the present day
– Networks of the art world
– Globalisation and art practices
– Art, critisism and contemporary literature
– Research seminars and presentations
– Key global artists, key international exhibitions
– Research methodologies and critical theory
– Art law and business
– Contemporary practices and concerns: the artist’s medium, – site-specificity, participation
– International guest lecture series and studio visits
– Study visit to European Biennial and exhibitions

Photography
– 19th Century Photography
– 20th Century Photography
– Academic & Professional Practice
– Photography & Difference
– Contemporary Photography
– Critical Approaches
– Academic & Professional Practice
– The Photographic Network

East Asian Art
– Ritual and religious art
– Decorative art
– Pictorial art (paintings and prints)
– Three-day study visit to Europe
– Decorative art
– Pictorial art (paintings and prints)
– Study trip to East Asia

Contemporary Design
– Design 1900-1939: history, theory and market
– Design 1940-1980: history, theory and market (Part I)
– Academic and professional practice
– Design 1940-1980: history, theory and market (Part II)
– Design since 1980: history, theory and market
– Academic and professional practice

Interior Design
(não consegui acessar a matriz porém Design de Interiores não forma o LD nem aqui, nem em Londres e nem na China)

Tem também os cursos semestrais como Arts of Asia, Decorative Art and Design, Art and Business e Foundations of Western Art.

Em local algum encontrei qualquer alusão que seja sobre LD nem neste nem nos outros dois sites (que são bem parecidos em cursos e conteúdos oferecidos). O que certamente acontece nesse caso é o que eu já imaginava apenas ao ler os nomes das “escolas”: são lojas/galerias, tem história e lidam com a história. Ao ver a palavra Antiquariato em seu currículo liguei as duas coisas e o que me apareceu claramente?

Claro gente, aqueles lustres de cristais antigos ou aqueles abajoures da Tiffany, que custam pequenas grandes fortunas e que ela certamente viu durante os cursos de HISTÓRIA DA ARTE, DA DECORAÇÃO. Aí, sai a louca se auto-denominando LD.

Pera lá, aí não. Ela definitivamente não é uma LD!!!

Mas continuemos com a matéria em pauta pois tem muita coisa pra rolar ainda…

Seguindo, entra um quadro apresentando as diferenças das lâmpadas. Não vou nem comentar os valores que aparecem nas etiquetas pois nem as chinesas conseguem custar aquilo… (salvo se vierem de contrabando).

As aplicações são um show de horrores à parte.

Fluorescentes tubulares são usadas em sancas, em cozinhas – quando são amplas – e em lavanderias…” Só!

=0

A lâmpada fluorescente economiza até 80% de energia(…)

G.ZUIZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!

Está errada a informação? NÃO totalmente, pois isso vai depender absolutamente do modelo e marca da lâmpada, dos equipamentos e da qualidade do sistema elétrico e, especialmente, do PROJETO que DEVE levar em consideração as necessidades do USUÁRIO. Portanto, se for necessário ou a melhor solução, até dentro do box do banheiro podemos usar as tubulares.

Ao apresentar as ARs, o proprio mostruário que aparece nas imagens já destrói o valor do comentário: pé direito. As lâmpadas estão instaladas por volta de 60cm acima da cabeça da repórter e da moça que está falando. Como se não bastasse esse erro ela ainda indica fazer um rebaixamento no teto e embutir os spots com as ARs.

Os piolhos agradecem o calor que fará seus ovos (lêndeas) chocarem mais rápidos… E também a indústrica farmacêutica que vai vender muuuuuuuuito remédio para tratar as incontáveis casos de câncer de pele…

AFF!!! (sou sádico, pois continuei assistindo mesmo depois disso tudo…)

Depois ela fala das dicróicas…

A instalação no mostruário está legal – ok admito. Porém os comentários a seguir são de matar.

Ela afirma categoricamente que nos banheiros, em frente aos espelhos, não se recomenda usar as dicróicas pois elas reforçam e destacam demais, formando sombras, o que pode prejudicar na hora da maquiagem (ela certamente tem dicroicas no espelho da casa dela pois a maquiagem dela é horrorível!!! #bichamá).
Porém ela se esquece que tem homens que moram sozinhos (e não se maqueiam – ok alguns sim), crianças, idosos que precisam de uma luz mais forte. Tudo, enfim, depende do PROJETO.

Entram então nas lâmpadas LEDS.

São as mais econômicas? OK.

Duram até 25 anos?

MINTCHIIIIIIIIIIIIIRAAAAAAAAAAA!!!

Nem todas, só as de marcas muito boas conseguem essa façanha. Eu comprei uma chinesinha para testar e nao durou 1 semana. Troquei na loja e aconteceu novamente. Pedi meu $$ de volta, claro.

Custam R$ 85,00??

AH-AH-AH!

Vai nessa….

“Elas podem ser utilizadas em qualquer ambiente da casa.”

Aham, sei, sei…

As aplicações apresentadas são básicas. E, por favor né, “fios de LED”(SIC)??? Vai lá, bota um “fio de LED” não siliconado numa sanca do banheiro pra ver o que acontece.

Nas escadas, os LEDs (balizadores, na verdade pois a “especialista” nem sabe que essa palavra existe certamente) garantem segurança (OK) e um “algo a mais”, segundo a moça “ela marca a parede como um detalhe decorativo, fica um detalhe interessante”.

=0

Isso, uma vendedora de uma loja que faz “projetos de iluminação di grátis” para seus clientes!!!!

Continuem lendo pois tem mais…

Na sequência, a reporter apresenta uma loja de iluminação mostrando o teto com aquele mundaréu de luminárias (comum em lojas de iluminação né?) e conversa com a gerente. Ela (a gerente) começa super bem ao ser confrontada com a verdade de que o cliente quando vai sozinho à loja acaba ficando perdido em meio à tantas opções (claro, com aquela poluição visual que impera nas lojas não tem como ser diferente). Ela diz que a dica é o cliente associar-se à alguém que realmente entende de iluminação.

PERFECT!!!

Porém – sempre tem um porém, um mas… – ela prossegue dizendo que no caso, as vendedoras da loja dela são todas treinadas e habilitadas para ajudar o cliente na escolha.

#AltoLá!!!!

Vendedor não é especialista. Vendedor não é projetista. Ser treinado não significa entender com profundidade o assunto para estar apto a projetar. E também só pode ser considerado habilitado quem tem um curso (superior) específico na área! Pode até ser que tenha realmente ali dentro alguém que entenda de iluminação, mas dificilmente terá um LD na equipe de vendedores.

Tá, aqui em Londrina é “normal” isso na maioria das lojas. No resto do Brasil não é diferente. O pior é ver arquitetos, designers de interiores e decoradores jogando os projetos de iluminação nas mãos desses vendedores para serem feitos por eles. Chegam nas lojas com as plantas baixas, jogam em cima da mesa e deixam o vendedor resolver tudo, especificar tudo. Depois, claro, vendem a imagem ao cliente que o projeto todo foi feito pelo profissional… especialmente se sair em alguma coluna social, revista ou mídia. Que falta de ética heim gente???

E não venham dizer que isso não acontece ou que o sem ética sou eu ao escrever isso, pois trata-se da mais pura verdade e vocês bem sabem disso!

Um detalhe: não estou generalizando sobre os vendedores ok? Pois conheço alguns que dão chapéu em 99% dos profissionais (incluindo muitos “especializados”) sem ter formação alguma na área e sim, apenas a experiência de ANOS vendendo iluminação.

Bom, vamos para o quarto?

Pra que? Pra dizer que LD é apenas um jogo de efeitos e mostrar aplicações mais blasés e comuns, que tal?

#MePoupe!!!

Vamos pra cozinha???

Pois é, nenhuma novidade.

Porém, a iluminação – segundo a LD especializada na Europa – “é super simples de fazer… “

Sabemos o quão fácil e simples é instalar uma built-in que fique técnica e esteticamente bem instaladas e que seja funcional… Também sabemos da facilidade de projetar e produzir um móvel com iluminação built-in…

=0

E no banheiro?

Um monte de samambaias com lâmpadas a 20cm de distância…

Prefiro acreditar que são dicroleds (pois não dá para perceber pelo vídeo) à que a dona da casa tenha de trocar as plantas semanalmente ou seja sádica ao ponto de ver diariamente assuas  plantinhas definhando sob aquela luz…

Depois aparece um apartamento “onde cada ponto de luz foi planejado com a orientação de uma arquiteta”.

Na imagem que faz fundo à esta fala temos um spot duplo de AR111 num rebaixo de gesso sobre uma mesa de centro com uma orquídea e três velas sobre a mesma. Pé direito básico e normal de um apartamento novo ou seja, no máximo 2,65m menos o rebaixo do gesso…

=0

Em seguida mostra um espaço preferido da dona onde temos samambaias iluminadas (novamente) a 20cm no máximo por spots embutidos. Pela luz, sao dicróicas normais, pois as LEDs não oferecem aquela quantidade e qualidade de luz. Tadinhas das samambaias (de novo)…

E ainda tem mais. Agora a parte mais bizarra, no meu ponto de vista de um LD. As luminárias…

Num bom projeto de iluminação, vale a pena investir nas luminárias“. (concordo com a frase!)

Aí a repórter começa a mostrar algumas peças – que segundo a fala anterior vale a pena investir nelas – e creiam, isso é o que foi apresentado:

– uma luminária de piso baseada no vestido balonê =0
– um abajour inspirado nas lanternas japonesas… =0 =0
– e um pendente de…
de….
de…
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…………
PELÚCIAAAAAAAAAAAAA!!!!!

Em suma:

NADA QUE SIRVA PARA UM PROJETO DE LIGHTING DESIGN! #FATO

Pelo que se percebe, só são apresentadas peças “de dezáine”(SIC), claro, aquelas caríssimas e que rendem obesas RTs e comissões para os especificadores (“PROJETISTAS”) e vendedores.

Até a já batida e carne de vaca Tolomeu (que tem uma péssima luz) aparece com destaque.

Chegamos na sala de jantar…

E aqui, o que eu escrevi lá em cima sobre a formação da “lighting dezáiner” vem à tona: um lustre de cristal antigo, com velas à mostra, sem controle algum da luz sobre a mesa. Básico, carne de vaca, arroz de festa e sem novidade alguma. A única coisa certa que ela fala é sobre a altura, que ele deve ficar acima da mesa: 1m no mínimo – e não os 60cm que insistem em pregar alguns “pseudos entendidos” e “láiguiti dizáiners de frases prontas e copiadas do gooooogre”.

E finaliza-se a matéria com uma frase que começa bem acertada:

A escolha do tipo de iluminação e das luminárias é muito pessoal mas” devia ter parado aqui ou deveria ter finalizado também corretamente indicando aos clientes buscarem a consultoria de um especialista em iluminação e não terminado com “essas dicas podem dar uma luz nas idéias de como valorizar ainda mais o melhor espaço do mundo: a nossa casa“.

É, como se já não bastassem os “proficionaus” detonando com o mercado, ainda tem a mídia ABSOLUTAMENTE NADA ESPECIALIZADA E TOTALMENTE ALIENADA dando o empurrãozinho que falta pra seriedade e importância da profissão – de ser conduzida por profissionais sérios e realmente habilitados – ser jogada pra dentro do poço.

#desengasguei

Luxuria ou futilidade?

Estava rascunhando a algum tempo um post específico falando sobre o livro “A Linguagem das Coisas” de Deyan Sudjic. Desde que li o livro estou rabiscando algo sobre e nunca chego num ponto em que digo para mim mesmo: está digno, fiel ao livro e à visão que tenho sobre o Design…

Mas dias atrás, lendo meu reader, me deparei com um post num blog que me indignou (também porque eu já disse que iria retira-lo de meu reader e ele ainda se mantém lá rsrsrs).

Uma das partes do livro que mais gostei é a que ele diz sobre a deturpação (e desidentificação) que o Design vem sofrendo desde que iniciou a invasão de não designers na área, o que acabou por futiliza-la. A perda da identidade da profissão começou neste ponto. Procurem pesquisar sobre quando foi que surgiu essa porcaria de onda sobre “tendências” no Design e entenderão.

É mais que comum vermos hoje em dia profissionais de outras áreas fazendo suas incursões no Design, especialmente o de produtos. Tem também designers de outras áreas se metendo onde não deve pois não estudou especificamente para aquilo. Tudo isso à custa do certo renome que tem (muitas vezes o jabá $$ mesmo) , então se acham no direito de invadir, impor suas sandices e que todos tem de aplaudir, aceitar e comprar, claro que também elogiando (babando-ovo) com frases de efeito: fantástico, genial, maravilhoso….

É um tal de estilista lançar linha de móveis, arquiteto lançar roupas e mais uma infinidade de combinações estranhas e bizarras às suas raízes acadêmicas que dá medo…

Até parece que virou moda, tendência esse tipo de coisa, #credo.

O resultado disso?

FUTILIDADES que destróem a essência do Design!

Aham, a Rocca lança uma linha nova de metais – que já são caros e belos – e aí vem um imbecil e craveja a peça com cristais, diamantes ou a folheia com ouro e voilá: a futilidade personificada usando erradamente a palavrinha RE-DESIGN!!!

Se esse tipo de coisa for um Re-Design eu não sei mais quem eu sou, onde está o céu e a terra, etc…

Re-Design significa muito mais que simplesmente alterar a cor, textura ou revestimento de um objeto ou produto.

Vamos ser francos gente? Pra que uma coisa dessas folheada a ouro?

Tem público que consome? Sim, mas são mínimos se comparados ao publico normal do nosso mercado diário.

O pior é que este nosso público começa a querer copiar esse lixo e muitas vezes nos vemos em “sinucas-de-bico” por causa disso sabem porque? Porque eles não tem $$ para comprar o original e aí caem nas porcarias das cópias fajutas.

Vemos diariamente essas tendências sendo forçadas por sites, revistas e mídia em geral. Já escrevi aqui sobre tendências e os cuidados que temos de ter com esse tipo de coisa.

Além de não representar a personalidade do cliente e sim apenas um desejo forjado e forçado pela mídia de consumo, as tendências são passageiras. O que hoje é moda, semana que vem já não é mais. E o cliente como fica nisso tudo? Vai ficar com um trambolho demodê ou “over” e sua casa? E quando ele cair na realidade e perceber que este produto não atende às suas necessidades diárias? Que aquilo não tem absolutamente nada a ver com a sua personalidade e está incomodando?

A grande maioria destes produtos feitos por não designers ou por designers de outras áreas se esquecem do principal: atender a necessidade do usuário (função) e a usabilidade. Sim, são estes elementos que devem nortear todos os projetos seja em qual área do design for. E as tendências não tem nada disso, não consideram isso. Tem só desejo de consumo.

Voltando aos projetos estúpidos feitos por “dezáiners”, vejo diariamente um show de horrores pela web e pelas revistas. Sinceramente? Não tem como não acreditar na existência do “jabá” ($$).

Pois é, acreditem ou não, essa mesinha de torno – que eu aprendi a fazer em minhas aulas de técnicas industriais quando estudei no Polivalente lá em Assis Chateaubriand nos anos 70 – foi tempos atrás lançada no mercado por um arquiteto brasuca através de uma marca podero$a.

O que tem isso de novidade??? O que tem isso de Design??? O que tem isso demais que justifique o valor insano que é cobrado por essa peça?

NADA!!!

Nenhuma novidade na forma ou na estética, nenhuma técnica ou tecnologia inovadora seja em materiais ou processo de fabricação ou seja, é um NADA!

Porém ele tem grana pra pagar o “jabá” e colocar esse lixo em lojas de renome por um preço absurdo e também para divulgar em revistas como sendo “dezáine”… é Design o c*

Pra piorar vi dias atras um estilista internacional lançando uma linha de móveis através de uma grande marca internacional… Sinceramente? A pior aluna de minha turma de graduação ainda no 1° mês desenhava coisa bem mais útil e interessante que ele.

Um profissional sério e que respeite o seu cliente acatar e aceitar pacificamente este tipo de imposição demonstra claramente que não entendeu absolutamente nada durante os anos de faculdade.

Se este é incapaz de mostrar ao cliente a futilidade de determinados modismos, também cabe a mesma afirmativa anterior.

São pouquíssimos os profissionais de outras áreas que realmente conseguiram fazer Design.

Não é à toa que o Design continua sendo confundido com artesanato, especialmente aqui no Brasil.

Vamos parar de idiotices e de dizer amém pra tudo que esta mídia tosca e desinformada (movida por $$) tenta impor como “IN”?

Vamos centrar a nossa atenção no usuário e não nas revistas? Afinal fomos formados para isso e não para consumir deliberadamente porcarias.