Novos paradigmas, ou, os nichos negligenciados.

Esta série de artigos que publico atualmente nasceu de minha palestra “Design de Interiores e Ambientes: N Jeitos de Atuar” e as constantes solicitações de maiores explicações sobre alguns aspectos mencionados na mesma e que, por falta de tempo na palestra, acabam ficando algumas pontas soltas. Então, a intenção desta série é exatamente esta: complementar e ampliar o conteúdo da palestra. Mas antes de dar prosseguimento, faz-se necessário elencar alguns aspectos de relevância para o melhor entendimento do conteúdo aqui expresso.

Causa certa estranheza a forma como as Instituições de Ensino Superior (doravante apenas IES) e as Instituições de Ensino Técnico (doravante apenas IET) abordam a área de Design de Interiores e Ambientes. Há uma falha imensa nas matrizes curriculares bem como nos ementários das disciplinas com relação às possibilidades de atuação profissional ficando, portanto, bastante distantes da realidade do mercado. Outro fator importante a destacar é que os acadêmicos não devem ser treinados para seguir um padrão projetual, ou conjunto de procedimentos pré-determinado, já que vivemos numa constante evolução em todos os aspectos tangenciais ao projeto: tipos e usos de espaços, materiais, tecnologias, entre outros.

Antes de tudo, faz-se necessário entender o que significa esta palavra “Design” que antecede o nome de nossa profissão, um detalhe que trataremos mais adiante em outro artigo. Mas, mesmo sem este conhecimento prévio, não nos impede de pensar sobre a abrangência de nossa área.

Como um campo “multidisciplinar” – prefiro dizer que é transdisciplinar – o Design de Interiores e Ambientes é uma profissão que, por suas características específicas aliadas aquelas oriundas de nossa raiz, o Design, não podem ser limitadas por barreiras supostamente definidas por sua nomenclatura, bem como não deve ser amarrada a qualquer outra área profissional (EX. o elemento arquitetônico) à exceção de sua origem: o Design.

O projetista não deve comportar-se como um motorista de taxi: “Diga-me exatamente aonde você quer chegar e me pague que eu te deixarei no destino.” (Phillips, 2008).

Durante a formação acadêmica, é praticamente imperante o direcionamento para trabalhos voltados apenas ao elemento arquitetônico. Poucas são as IES que conseguiram livrar-se do erro acadêmico de confundir a área com a Arquitetura ou a Decoração e hoje oferecem cursos de alto nível e com uma vasta abrangência de possibilidades de atuação profissional que vão muito além dos projetos residenciais ou comerciais. Aliás, existem diferentes tipologias de espaços residenciais, bem como de comerciais. Mas não somente estes tipos existem.

Jenny Gibbs[1] lembra que

Durante muitos anos, o Design de Interiores confundiu-se com a Arquitetura, ficando, muitas vezes, encoberto. Distinções mais claras entre essas duas profissões tão relacionadas entre si estão começando a se formar atualmente e, uma vez estabelecidas de forma definitiva, será mais fácil definir o Design de Interiores como uma profissão respeitada, ética, com valores, missão e objetivos claros. De forma geral, a profissão estará em melhor posição para abordar questões importantes relacionadas com a ideologia do Design, estilo de vida, segurança, conforto e comportamento humano, e estimular os aspectos sensoriais e perceptivos do Design de Interiores, além da função e ergonomia”.

O ato de projetar sempre esteve ligado ao intelecto: arte, ciência e filosofia afinal, projetar envolve um esforço mental sofisticado: lidamos com diversas ideias (vagas e precisas), informações (criatividade e cálculos), problemas (objetivos, subjetivos), materiais (físicos e sensoriais), processos industriais e construtivos, psicologia e percepção humana entre outras variáveis (pensamento sistemático e caótico), onde temos de ordena-las de forma coerente a fim de concretizar as soluções através do projeto. E assim deve permanecer, sempre em expansão acompanhando a evolução da humanidade e, principalmente, da sociedade.

Não podemos permitir sermos transformados em robôs automatizados que seguem padrões pré-definidos eliminando de nosso labor o pensar[2]. Esta falha tem a sua base no movimento modernista da Arquitetura que pregava, sutilmente, o fim da história do projeto[3]. Apesar da sutileza, este pensamento influenciou profundamente a academia, até os dias atuais. Com isso surgiu a ideia dos laboratórios onde os alunos poderiam “pôr a mão na massa”. Não podemos discordar desta prática, porém vemos que o trabalho artesanal e visual acaba tomando quase que a totalidade do tempo do processo. Normalmente transformam-se em um parque de diversões distante da realidade, deixando de lado o pensar, a reflexão, a pesquisa, a análise das realidades e outros elementos fundamentais ao processo para a obtenção de projetos, produtos e até mesmo soluções com melhor qualidade e, até mesmo, inovadores.

Quando o aluno se forma numa graduação ou num curso técnico, são recorrentes as dúvidas:

– “E agora? O que devo fazer? Por onde devo começar? Qual caminho devo seguir?”

Isso reflete a fraca oferta de conhecimento e entendimento dentro da academia brasileira bem como o desconhecimento, por parte desta mesma academia, da abrangência possível do Design de Interiores e Ambientes.

Vale ressaltar aqui, que as IES que já adotaram o termo “Ambientes” como nome de seus cursos são aquelas que melhor conseguiram entender e derrubar as muralhas impostas sobre a nossa área visando meramente o cerceamento profissional, bem como permitiram que o Design assumisse o comando curricular ao contrário de outras que ainda insistem em manter as Artes Decorativas ou a Arquitetura direcionando as matrizes curriculares.

Durante os cursos atuais, salvo raras exceções, o foco é sempre: projeto residencial ou projeto comercial. Quando se fala em residencial normalmente estudam-se projetos do tipo “capa de revista[4]” e, quando são comerciais, o foco normalmente são lojas, esquecendo-se de todo o resto do mercado. Ficam de fora as possibilidades diversas de outros segmentos e especialidades que os profissionais desta área podem atuar tranquilamente dada a sua formação complexa e holística[5]. Embora pareça que a Arquitetura e o Design de Interiores/Ambientes – lembrando que somos designers – sejam “íntimas”, ao analisarmos o processo do desenvolvimento dos projetos percebemos que existe pouco contato real entre as áreas. Na verdade resume-se, quando é o caso, ao elemento arquitetônico, ou edificação.

É preciso ressaltar aqui que sombreamento ou suposta invasão de mercados alegados por aqueles que levantam a bandeira do “direito adquirido” não pode significar exclusividade de atribuições ou de reserva de mercado – o que é crime segundo o Código Civil Brasileiro e a Constituição Federal – deixando clara, meramente, as disputas mercadológicas e interesses financeiros.

Portanto, ante qualquer dúvida sobre exercício ilegal de profissões, atribuições profissionais, exclusão profissional e outras situações constrangedoras e segregadoras, deve-se buscar as bases nos currículos acadêmicos. Caso as Leis brasileiras sejam insuficientes, pode-se utilizar como exemplos as formações e atribuições profissionais empregadas no exterior para mostrar como a área vem sendo prejudicada aqui no Brasil em sua liberdade criativa, baseada apenas em interesses tácitos de outras categorias.

Bryan Lawson[6] diz que

Até certo ponto, podemos considerar genérica a atividade de projetar, mas, ainda assim, parece haver diferenças reais entre os produtos finais criados por projetistas de vários campos, assim, uma das perguntas presentes no livro todo será até que ponto os projetistas tem processos em comum e até que ponto esses processos variam de um campo a outro e entre indivíduos.

Uma das questões latentes nesse sentido é: como superar isso e mostrar à sociedade (governos, academia, profissionais e comunidade) o que é e até onde podemos contribuir na construção de um País melhor, seja no âmbito ambiental, cultural, estrutural, econômico e social.

O designer de interiores pode fazer as pessoas pensarem, desafiarem convenções sociais e até questões políticas, destacando temas como o desperdício, quando há pessoas com carências básicas, ou o consumo desmedido em um mundo onde os recursos naturais estão se esgotando rapidamente.” (GIBBS, 2010).

Voltando ao questionamento do egresso citado acima, a dica é: especialize-se. Durante o curso você tem contato com diversos conhecimentos e certamente terá mais afinidade com algum ou alguns. Geralmente é aquela disciplina que você tem maior facilidade e geralmente faz os trabalhos acadêmicos com gosto. Passe a analisar o que e até onde essa especialidade pode te levar, quais as possibilidades de especialização e pós-graduação que a mesma proporciona e também qual a demanda do mercado sobre este nicho específico. Pode ser também aquela disciplina que você pouco ouviu falar antes do curso e que te arrebatou, maravilhou, encantou.

Lembre-se sempre que não podemos focar apenas no efeito (estética) que pretendemos obter e que devemos saber e dominar o processo (identificação e solução de problemas, função, etc.) para alcança-lo. Projetar exige muito mais que bom gosto ou bom senso estético. É impossível pensar no produto final sem passar pela fase projetual.

Desta forma você poderá encontrar um nicho de mercado bem específico (disciplina única) ou um pouco mais abrangente (mistura de alguns conhecimentos). Porém vale o alerta: não tente abraçar o mundo pensando que pode fazer tudo sozinho. Precisamos aprender a lidar com as parcerias profissionais, trabalhar em projetos de coautoria.

A partir do momento que os profissionais de Design de Interiores e Ambientes perceberem isso, passarão a trabalhar em equipes multidisciplinares (ou multiprofissionais). São estas equipes, formadas por profissionais especialistas em diversos segmentos relacionados ao projeto global, que encontrarão as melhores soluções para os problemas do projeto.

Podem questionar: mas o mercado está inchado. Como então vamos lucrar tendo que dividir o lucro do projeto entre diversas pessoas?

Simples. Tudo começa pequeno e com o tempo e o mérito vai crescendo, ganhando credibilidade e valor. A qualidade agregada e percebida pelo mercado no resultado final dos projetos é o grande diferencial que fará o grupo ter sucesso e, consequentemente, o reconhecimento e destaque pelo mercado da marca, possibilitando assim, um valor de projeto maior.

Para que estas equipes funcionem e frutifiquem é fundamental que, além de designers, façam parte das mesmas profissionais de outras áreas como, por exemplo, engenharia civil e eletricista (para cuidar da parte estrutural e elétricas dos projetos sempre que necessário). Pode-se contar também com arquitetos na equipe, desde que estes sejam conscientes da abrangência e complexidade do Design e qual é o papel de cada integrante desta equipe.

Ser especializado dentro de uma equipe multidisciplinar não significa que você irá atuar apenas dentro de sua especialidade afinal, o seu conhecimento não se restringe à sua especialidade. Para que uma equipe desta funcione realmente, temos de ter consciência de que ali dentro ninguém manda, ou melhor, todos mandam. É como um relógio com suas engrenagens: uma depende da outra. Cada uma ajuda a outra a cumprir o seu papel. Portanto, nada impede que quando o responsável pelo paisagismo estiver projetando e você passar ao lado e perceber algo no projeto e tiver uma ideia diferente do que está vendo, tenha a liberdade de apontar e propor a ideia assim como, quando você estiver desenvolvendo a sua parte, deve aceitar e considerar as opiniões dos outros integrantes da equipe.

Todos estes questionamentos levam claramente às seguintes constatações:

Se somos capacitados tecnicamente para projetar interiores comerciais (mobiliários, revestimentos, iluminação, etc) garantindo a segurança de todos os usuários (funcionários e clientes), porque não podemos projetar um ambiente externo?

Se projetamos banheiros complexos, com hidro e diversos outros equipamentos, porque não podemos projetar ambientes como os spas em espaços externos à edificação, mesmo que em varandas?

Se somos capacitados tecnicamente para projetar um banco para usuários no interior de uma residência ou ambiente comercial, porque não podemos cria-lo como mobiliário urbano ou para um shopping?

Qual a diferença?

Nosso trabalho tem uma profunda ligação com o campo das idéias e a criatividade. Vale lembrar que,

A criatividade em Design só tem valor quando gera conceitos que resolvam o problema proposto. Isso começa pela compreensão e escolha da abordagem adequada em cada caso específico. Além disso, muitos problemas relacionados ao projeto são tratados apenas quando surgem. Essa abordagem emergencial dos problemas pode levar ao aumento dos custos e dilatação dos prazos.[7]

Como pretendo deixar claro nesta série de artigos, ao apresentar as diversas possibilidades de atuação destes profissionais, percebe-se que o termo “Interiores” não deve ser utilizado como jaula visando o cerceamento do exercício profissional e que o nosso conhecimento adquirido na academia extrapola qualquer barreira imposta pelo mesmo (EX. entre quatro paredes e/ou apenas ambientes internos da edificação). Devemos, portanto, reconhecer como verdadeiro e passar a adotar o título Design de Ambientes.

Exposto isso tudo, precisamos reconhecer os nichos de mercado específicos – alguns trabalhados em algumas universidades e outros negligenciados pela maioria – como forma de apontar novos horizontes para o Design de Interiores e Ambientes brasileiro.

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[1] GIBBS, Jenny. Design de Interiores: Guia útil para estudantes e profissionais. Ed, Gustavo Gili, 2010.

[2] Segundo o Dicionário Michaellis, pensar significa: “(lat pensare, freq de pendere) vint 1 Combinar ideias, formar pensamentos. vti 2 Meditar, refletir em. vint 3 Ser de tal ou qual parecer. vtd e vti 4 Ter na mente; lembrar-se. vtd 5 Julgar, supor. vint 6 Raciocinar. vti 7 Fazer tensão. vtd 8 Delinear mentalmente; meditar, planejar. vti 9 Estar preocupado, ter cuidado.”

[3] LAWSON, Brian. Como arquitetos e designers pensam. Ed. Oficina de Textos, 2011.

[4] Apartamentos ou residências enormes, de clientes ricos e distantes da realidade normal do mercado. Até mesmo os orçamentos propostos são fora da realidade de mais de 90% dos clientes disponíveis.

[5] Segundo Jenny Gibbs (2010), “O termo holístico costuma ser muito utilizado para designar projetos de interiores que consideram os sentidos humanos. No entanto, um projeto de interiores realmente holístico é aquele que considera todos os produtos especificados desde a sua compra e produção até o seu descarte, certificando-se de sua qualidade estética e funcional”.

[6] LAWSON, Brian. Como arquitetos e designers pensam. Ed. Oficina de Textos, 2011.

[7] PHILLIPS, Peter L. Briefing: A Gestão do Projeto de Design. Ed, Blucher, 2008.

Prazos e qualidade projetual.

Revista Lume Arquitetura
Coluna Luz e Design em Foco
Ed. n° 59 – 2013
“Prazos e qualidade projetual.”
By Paulo Oliveira

59
Escrevi tempos atrás em meu blog sobre os prazos apertadíssimos que alguns clientes nos impõem. Esta redução de tempo hábil para pensar e solucionar um projeto baseia-se em vários motivos. Sejam estes quais forem, vamos então analisar apenas a questão prazo e o que ela implica.

Todos os profissionais que trabalham com projeto conhecem bem as dificuldades para fechá-los. São vários fatores, condicionantes, necessidades, elementos, normas, análises e estudos necessários para conseguirmos chegar a um padrão mínimo de qualidade. E, por mínimo que este seja, exige tempo, um prazo adequado para tal.

Tecnicamente é impossível realizar projetos, pois não dependemos apenas de nosso trabalho como projetistas. Não estudamos tanto para colocar “apenas uma luzinha”. Os fornecedores demoram vários dias para responder orçamentos; outros profissionais demoram a responder sobre as alterações e soluções encontradas e necessárias, entre outros fatores externos que nos impossibilitam de cumprir prazos curtos mantendo a qualidade nos projetos.

Já do nosso lado, gastamos horas a fio analisando o briefing, pensando em soluções, esboçando ideias técnicas e estéticas, pesquisando na imensidão de equipamentos disponíveis no mercado através dos catálogos, fazendo testes, projetando, etc. Pensar em um projeto de LD com menos de 30 dias de prazo é um tiro no próprio pé. Mas há profissionais e empresas que andam fazendo isso e bagunçando o mercado. O caso é que estes, para conseguir cumprir estes prazos enxutos, agem de maneira antiética com seus clientes.

Alguns profissionais têm os famosos e conhecidos “projetos de gaveta”, que repetem para vários clientes, fazendo apenas pequenos ajustes ou alterações. Isso acontece na arquitetura, na engenharia, interiores/ambientes e várias outras áreas. No entanto, este tipo de projeto não considera o essencial: o usuário. Além disso, são os projetos que nos dão aquela sensação de déjà vu. Repetem-se infinitamente e descaradamente, deixando tudo com a mesma cara.

Já os fornecedores que “dão de graça” projetos para clientes que compram em suas lojas fazem quase a mesma coisa. A diferença é que eles mudam os equipamentos de acordo com as tendências e lançamento de catálogos. E também sabemos que estes projetos não saem de graça, pois seu custo está embutido – e diluído – no valor das peças.

E engana-se quem acha que isso só acontece com interiores. Existem vários edifícios, monumentos e espaços públicos com a mesma iluminação. Analisando seus projetos, percebe-se a autoria. Por falar em autoria, esta sempre vem amarrada a algum fornecedor especial – o que paga mais comissão. E não posso deixar de execrar também os valores cobrados por esses projetos, se é que podemos denominá-los assim.

Por culpa única e exclusiva destes dois citados acima, encontramos clientes desinformados, seja com relação à técnica e estética, quanto sobre os prazos necessários para a qualidade.

Creio que nenhum bom profissional quer ver seu nome atrelado a um projeto mal resolvido, solucionado e executado. Prazos enxutos só levam a suposições e, consequentemente, erros. Projetar não é um truque de mágica.

Temos de ter a consciência de nosso papel na sociedade e no mercado, esclarecendo e informando corretamente os clientes sobre todas as necessidades que um projeto de qualidade exige. Só assim teremos um mercado sério, responsável e respeitado.

Colocar uma luzinha?

No way!!!

A lista

O Código de Ética do CAU (doravante CE) proíbe que seus profissionais (arquitetos) recebam qualquer tipo de benefício, bonificações (RTs) ou prêmios por causa da especificação de produtos de marcas e fornecedores. Até mesmo um mero dia num resort ou um jantar estão proibidos e, segundo o CE, quem desrespeita-lo estará sujeito(a) às penalidades nele impostas.

A reserva técnica inscreve-se nos termos da regra 3.17: “O arquiteto e urbanista deve recusar-se a solicitar, aceitar ou receber quaisquer honorários, proventos, remunerações comissões, gratificações, vantagens, retribuições ou presentes de qualquer tipo, sob quaisquer pretextos, de fornecedores de insumo aos seus contratantes sejam constituídos por consultorias, produtos, mercadorias ou mão de obra.”” (fonte: http://www.caubr.gov.br/?p=14464)

Diante disso, tempos atrás uma pessoa entrou em contato comigo e “quase” me convenceu a elaborar uma lista de todas as premiações existentes no Brasil, incluindo nomes dos arquitetos premiados, fornecedores e lojistas que continuam beneficiando seus vendedores (ops! Arquitetos) e encaminha-la na forma de denúncia ao CAU/BR. Seria algo como uma “Caixa de Pandora”.

Fonte: palavraaberta

Fonte: palavraaberta

Sim, concordo que isso deva ser mesmo feito.

MAS NÃO POR MIM. NÃO SOU EU QUEM DEVE FAZER ISSO.

Não tenho obrigação alguma de dar um passo que vai, fatalmente, reforçar a fama de inimigo dos arquitetos em minha imagem. Sim, pois se eu fizer isso, automaticamente ganharei algumas centenas de inimigos “premiados” diretos e mais alguns milhares indiretos: os colegas, amigos e familiares destes.

Denúncias desse tipo devem ser feitas por aqueles que são do mesmo grupo profissional e repudiam tais praticas ou por aqueles que “dizem nos representar” (grupo do qual a pessoa que me solicitou a lista faz parte).

E também não vou disponibilizar a minha lista, já bem extensa, nem para A e nem para C. Na verdade acabei de apaga-la, pouco antes de começar a escrever este texto.

Mas caso o CAU – ou o grupo que me solicitou – queira, posso indicar algumas pessoas que sei que foram convidadas para estes prêmios, pois certamente terão mais informações a dar que eu que nem fiquei sabendo dos mesmos. A coisa toda está tão errada que até mesmo as notícias da que inundavam as mídias desapareceram após o CE, pois ferem o mesmo e eles sabem muito bem disso.

E mais uma vez digo ao CAU: está aí mais uma prova de que, antes de bulir na casa dos outros, deveria sim é organizar e limpar a própria casa.

E, mesmo depois de tudo certo em sua própria casa, ter ciência de que não tem direito algum de bulir na casa dos outros afinal, designers não são seus filhos e não lhes devem qualquer obrigação e satisfação.

2015, o que tenho a oferecer?

Pois bem, estamos chegando ao final de 2014 e garanto a todos que este foi, especialmente para mim, um ano em que aprendi muito e, depois de avaliar algumas atividades, senti a necessidade de reestrutura-las, ajusta-las e propor novas atividades.

SOBRE EVENTOS.

Após levar alguns calotes por parte de organizadores de eventos para os quais fui convidado defini que:

  • PARA EVENTOS ESTUDANTIS E ACADÊMICOS:

Tudo referente à minha participação deve estar organizado com no máximo UM mês de antecedência. Transportes, hospedagem, alimentação devem estar confirmados neste prazo. Já o pró-labore (quando houver), deverá ser pago a mim ANTES do início da atividade.

Sobre o fechamento da agenda de atividades do evento, quando não houver a possibilidade de conhecê-la neste prazo de UM mês antes do evento, quero saber ao menos os meus horários já encaixados na grade para que eu possa organizar a minha agenda e planejar melhor minhas viagens (contatos com prospects, atendimento a clientes e parceiros locais, etc).

Manterei isento do pagamento do pró-labore APENAS alguns eventos como os NDesign, R’s, Eita, e alguns outros que sei que posso confiar na organização dos mesmos.

Isso se deve a dois calotes que recebi de eventos onde acreditei na promessa de ressarcimento e acabei tendo de arcar com todas as despesas de minha participação nos mesmos.

  • PARA EVENTOS PROFISSIONAIS:

Tudo referente à minha participação deve estar organizado com no máximo UM mês de antecedência. Transportes, hospedagem, alimentação devem estar confirmados neste prazo.

O pró-labore, deverá ser pago a mim ANTES do início da atividade. O valor (bem como o suporte) deverá ser negociado e acordado em contrato assinado por ambas as partes.

Sobre o fechamento da agenda de atividades do evento, quando não houver a possibilidade de conhecê-la neste prazo de UM mês antes do evento, quero saber ao menos os meus horários já encaixados na grade para que eu possa organizar a minha agenda e planejar melhor minhas viagens (contatos com prospects, atendimento a clientes e parceiros locais, etc).

Após levar um calote pesado de um evento organizado por um “promoter”, ao mesmo tempo em que o via fazendo festas e mais festas, lançando novos produtos com a sua marca resolvi fechar a porta de vez para os futuros espertinhos (do tipo mau caráter mesmo).

SOBRE ATIVIDADES

Então, o que tenho para oferecer a vocês em 2015?

CONHECIMENTO!!!

Como bem sabem não falo mais (palestras) sobre a regulamentação profissional enquanto o caso de amor bandido entre a dupla conselho/associação não parar. Isso não significa que me nego a participar de mesas redondas sobre o tema, pois se trata de um momento importantíssimo onde podemos, olho no olho e cara a cara, debater sobre o assunto. Sei que isso é impossível de acontecer, pois o outro lado é COVARDE e sempre foge desta possibilidade. Mas caso aconteça, está valendo. É só me chamar!

PALESTRAS

  • N JEITOS DE ATUAR

Palestra, já antiga mas que sempre faz sucesso e abre a mente dos acadêmicos e profissionais, onde exponho as diversas possibilidades de atuação para o Designer de Interiores/Ambientes além daquele “bêabá” (residencial x comercial) imposto pela academia. Um olhar com a amplitude do Design sobre os diversos ambientes utilizados direta ou indiretamente pelos usuários.

  • ANTES DO DESIGNER, VEM O DESIGN

Trata-se de um ponto fraco dentro do Design brasileiro e que busco fazer com que os acadêmicos e profissionais parem e repensem um pouco como andam levando suas vidas profissionais: os guetos. Guetos estes que já são formados ainda na academia quando vemos pouca interação entre professores e alunos de cursos de Design de áreas diferentes como se um nada tivesse a contribuir ou aprender com os outros. Infelizmente é uma prática que é levada para o mercado de trabalho pelos profissionais (não todos), mas que prejudica e muito a união da “classe” assim como mantém, especialmente a nossa área, como marginais ou motivo de piada para alguns que desconhecem o que realmente é DESIGN de Interiores/Ambientes.

  • DESIGN SOCIAL

Porque as academias só nos ensinam a pensar em projetos do tipo “capa de revista”? Onde, quando e como podemos (E DEVEMOS) aplicar o Design de Interiores/Ambientes com foco no social, destinado à população de baixa renda, entidades e grupos de apoio sociais visando à qualidade de vida e bem-estar dos usuários, seja este individual ou coletivo? Sim, há muito que fazer e nosso país necessita de designers com responsabilidade social.

  • DEFESA DA ÁREA COMO DESIGN

Há ainda certa resistência de algumas pessoas de fora de nossa área (docentes, profissionais e os empoleirados em cargos) em perceber a nossa área como integrante da raiz DESIGN. Apresento aqui aspectos e elementos de nossos cursos, formação acadêmica e prática profissional que mostram claramente que a nossa ligação DIRETA é com o DESIGN e não com outra área que insistem em nos amarrar.

  • FORMAÇÃO E VIDA PROFISSIONAL

Uma palestra onde aponto os erros e falhas curriculares dos cursos fazendo um contraponto entre formação e vida profissional e, como estas falhas prejudicam a atuação profissional. Das disciplinas dispensáveis no currículo àquelas indispensáveis e por vezes menosprezadas, faço um passeio pela formação real x ideal em diversos cursos mostrando como alguns cursos já perceberam estas falhas, as corrigiram e hoje oferecem cursos de excelência.

  • LUZ, VISÃO E PERCEPÇÃO

Qual a relação entre a nossa visão e a luz? Como a luz afeta a nossa visão e a nossa percepção dos ambientes? O foco desta palestra é mostrar exatamente estas relações psicológicas e físicas entre a luz e o usuário.

  • LUZ E ERGONOMIA I: FUNÇÕES DA LUZ

Trabalhar com Lighting Design é muito mais que simplesmente “botar uma luzinha aqui e outra acolá”. Existem características e necessidades dos usuários e dos espaços que devem ser levadas em consideração no momento do projetar. E todas estas características e necessidades somente são percebidas após um profundo conhecimento sobre equipamentos de iluminação, sobre como iluminar e, especialmente, através de uma visão multidisciplinar e holística da LUZ.

  • LUZ E ERGONOMIA II: ERGOLIGHTING?

Sim, engana-se quem pensa que iluminar pouco tem a ver com a Ergonomia. Diferente da parte I, nesta palestra mergulho fundo na iluminação através de um enfoque ergonômico que vai desde o briefing até a avaliação pós-ocupação. Luz (seus conceitos, técnicas e equipamentos) x Ergonomia (seus pilares, aspectos e soluções).

  • BRIEFING

Palestra voltada PARA Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design onde aponto a diferença entre Briefing (ferramenta do Design) e o programa de necessidades (ferramenta da Arquitetura e Engenharia) que, lamentavelmente vem sendo repassado na academia como se fosse Briefing, quando na verdade não é e deixa muito a desejar. A importância do uso desta ferramenta para pensar e elaborar projetos com a mínima chance de erros e buscando sempre atender as reais necessidades dos usuários. Aponto também nesta palestra a falácia do “realizar sonhos” e o real papel do designer em mostrar aos clientes os erros, inconsistências e impossibilidades destes sonhos, ao mesmo tempo em que propõe soluções para estes problemas o mais próximo possível do desejado. Afinal, todo sonho é um problema a ser resolvido.

WORKSHOPS

  • LIGHTING CONCEPTS I*

Workshop de quatro horas onde, utilizando a luz como ferramenta, levo os participantes a iniciar e turbinar o processo criativo numa gostosa brincadeira entre luz e sombras. Workshop realizado em sala de aulas (laboratório/câmara escura).

  • LIGHTING CONCEPTS II*

Workshop de oito horas com atividades internas (laboratório/câmara escura) e externas (noturno). O uso da luz como ferramenta criativa e de transformação dos espaços.

  • LIGHTING CONCEPTS III*

Workshop de seis horas de duração (ou mais) com duas horas de atividades internas (final de tarde para estudos e planejamento) e o restante realizado através de intervenções urbanas utilizando a luz como ferramenta de transformação e embelezamento urbano.

  • DESIGN SOCIAL I*

Workshop de quatro horas (laboratório de informática) buscando as melhores soluções para o desenvolvimento de projetos voltados às residências de usuários de baixa renda.

  • DESIGN SOCIAL II*

Workshop de oito horas (laboratório de informática) com foco nas instituições filantrópicas e sociais que necessitam de apoio atendendo às necessidades de cada segmento e solucionando os problemas das mesmas através do desenvolvimento de projetos de forma colaborativa.

  • DESIGN SOCIAL III*

Workshop com duração de um final de semana (16 horas ou mais) onde colocamos “a mão na massa” para analisar, pensar e solucionar os problemas de um determinado cliente (residência, instituição, etc) e, através de parcerias com fornecedores, realizar alterações visando a segurança, a funcionalidade, a qualidade e o bem-estar dos usuários.

  • REDESIGN URBANO*

Calma, nada tem a ver com urbanismo afinal, este já está implantado. O foco aqui é, seguindo as ações internacionais onde a liberdade criativa é respeitada, realizar intervenções de DESIGN em espaços urbanos degradados ou que apresentem problemas de mobilidade, usabilidade, estéticos e funcionais.

* Estes workshops não são voltados apenas para lighting designers ou designers de interiores/ambientes e sim, para os designers de todas as áreas. A intenção é a interação e compartilhamento de conhecimentos entre as áreas.

Além destas atividades existem ainda mais duas palestras que são fruto das pesquisas de meus livros e versarão sobre estes temas. Não as divulgo, por hora, para não estragar a surpresa sobre os temas dos mesmos. Assim que publicados liberarei a contratação das mesmas.

Graças à reclusão, que fui forçado no último semestre, tive tempo de voltar meu foco às minhas raízes: as pesquisas. Todo este material das palestras e workshops já estão prontos para uso.

Precisando, é só chamar!

LD – a carnificina da mídia continua…

Well, well, welllllllllllllllll……

Vi dias atrás um vídeo enviado por um amigo meu sobre uma reportagem que o canal Record (leia-se igreja, hipocrisia e similares) apresentou em seu programa matinal Hoje em Dia. Trata-se de uma pauta do quadro “Arrumando a Casa”. Podemos tranquilamente defini-lo como algo do tipo Do It Yourself (DIY).

Muitas coisas cabem no DIY porém, a maioria dos itens que englobam uma reforma NÃO! Pior ainda se falarmos de iluminação.

Bem, a matéria começa – após uma péssima apresentação pela bela, porém sem graça, Gianne Albertoni – com uma arquiteta que se diz Lighting Designer… (duvido e explico a seguir).

Fui atrás de informações sobre ela após ver e ouvir a sua primeira fala onde, em resumo, ela compara um projeto de iluminação com, acreditem, um vestidinho preto básico. =0 (se fosse LD realmente jamais cometeria uma sandice dessas).

Pelamor!!! Parei o vídeo e fui correndo atras do site dela para saber quem ela é, qual a sua formação, etc… Pois bem, em seu site ela diz que estudou LD e Antiquariato na europa, mais precisamente na Sotheby’s, na Chriestie’s e no Victoria & Albert Museum. Ok gente, lá vou eu entrar em cada um destes sites para procurar os tais cursos de LD oferecidos por eles e que eu NUNCA ouvi falar em lugar algum, a não ser no site dela.

Olhem o que eu encontrei de cursos em todos estes sites que são oferecidos por essas instituições:

Na Sotheby’s:
Art Business
-International Art World I
-Ethics and Law I
-Art Finance I
-Research and Marketing Methodology
-International Art World II
-Ethics and Law II
-Art Finance II
-Professional Practice and Appraisal

Fine & Decorative Art
– Old Master paintings and connoisseurship
– Modern art and collecting
– Ceramics and trade
– Furniture and interiors
– Cataloguing and professional practice
– Techniques and materials
– The historical art market
– Country-house and collection studies

Contemporary Art
– Art from 1960 – 1990
– Critical issues in contemporary art
– Curating an exhibition in both public and private galleries
– Producing a print and web-based magazine
– Writing and publishing art criticism
– Research methodology
– Study visits to North of England and Northern Germany
– International guest lecture series and artist’s studio visits
– Art from 1990 to the present day
– Networks of the art world
– Globalisation and art practices
– Art, critisism and contemporary literature
– Research seminars and presentations
– Key global artists, key international exhibitions
– Research methodologies and critical theory
– Art law and business
– Contemporary practices and concerns: the artist’s medium, – site-specificity, participation
– International guest lecture series and studio visits
– Study visit to European Biennial and exhibitions

Photography
– 19th Century Photography
– 20th Century Photography
– Academic & Professional Practice
– Photography & Difference
– Contemporary Photography
– Critical Approaches
– Academic & Professional Practice
– The Photographic Network

East Asian Art
– Ritual and religious art
– Decorative art
– Pictorial art (paintings and prints)
– Three-day study visit to Europe
– Decorative art
– Pictorial art (paintings and prints)
– Study trip to East Asia

Contemporary Design
– Design 1900-1939: history, theory and market
– Design 1940-1980: history, theory and market (Part I)
– Academic and professional practice
– Design 1940-1980: history, theory and market (Part II)
– Design since 1980: history, theory and market
– Academic and professional practice

Interior Design
(não consegui acessar a matriz porém Design de Interiores não forma o LD nem aqui, nem em Londres e nem na China)

Tem também os cursos semestrais como Arts of Asia, Decorative Art and Design, Art and Business e Foundations of Western Art.

Em local algum encontrei qualquer alusão que seja sobre LD nem neste nem nos outros dois sites (que são bem parecidos em cursos e conteúdos oferecidos). O que certamente acontece nesse caso é o que eu já imaginava apenas ao ler os nomes das “escolas”: são lojas/galerias, tem história e lidam com a história. Ao ver a palavra Antiquariato em seu currículo liguei as duas coisas e o que me apareceu claramente?

Claro gente, aqueles lustres de cristais antigos ou aqueles abajoures da Tiffany, que custam pequenas grandes fortunas e que ela certamente viu durante os cursos de HISTÓRIA DA ARTE, DA DECORAÇÃO. Aí, sai a louca se auto-denominando LD.

Pera lá, aí não. Ela definitivamente não é uma LD!!!

Mas continuemos com a matéria em pauta pois tem muita coisa pra rolar ainda…

Seguindo, entra um quadro apresentando as diferenças das lâmpadas. Não vou nem comentar os valores que aparecem nas etiquetas pois nem as chinesas conseguem custar aquilo… (salvo se vierem de contrabando).

As aplicações são um show de horrores à parte.

Fluorescentes tubulares são usadas em sancas, em cozinhas – quando são amplas – e em lavanderias…” Só!

=0

A lâmpada fluorescente economiza até 80% de energia(…)

G.ZUIZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!

Está errada a informação? NÃO totalmente, pois isso vai depender absolutamente do modelo e marca da lâmpada, dos equipamentos e da qualidade do sistema elétrico e, especialmente, do PROJETO que DEVE levar em consideração as necessidades do USUÁRIO. Portanto, se for necessário ou a melhor solução, até dentro do box do banheiro podemos usar as tubulares.

Ao apresentar as ARs, o proprio mostruário que aparece nas imagens já destrói o valor do comentário: pé direito. As lâmpadas estão instaladas por volta de 60cm acima da cabeça da repórter e da moça que está falando. Como se não bastasse esse erro ela ainda indica fazer um rebaixamento no teto e embutir os spots com as ARs.

Os piolhos agradecem o calor que fará seus ovos (lêndeas) chocarem mais rápidos… E também a indústrica farmacêutica que vai vender muuuuuuuuito remédio para tratar as incontáveis casos de câncer de pele…

AFF!!! (sou sádico, pois continuei assistindo mesmo depois disso tudo…)

Depois ela fala das dicróicas…

A instalação no mostruário está legal – ok admito. Porém os comentários a seguir são de matar.

Ela afirma categoricamente que nos banheiros, em frente aos espelhos, não se recomenda usar as dicróicas pois elas reforçam e destacam demais, formando sombras, o que pode prejudicar na hora da maquiagem (ela certamente tem dicroicas no espelho da casa dela pois a maquiagem dela é horrorível!!! #bichamá).
Porém ela se esquece que tem homens que moram sozinhos (e não se maqueiam – ok alguns sim), crianças, idosos que precisam de uma luz mais forte. Tudo, enfim, depende do PROJETO.

Entram então nas lâmpadas LEDS.

São as mais econômicas? OK.

Duram até 25 anos?

MINTCHIIIIIIIIIIIIIRAAAAAAAAAAA!!!

Nem todas, só as de marcas muito boas conseguem essa façanha. Eu comprei uma chinesinha para testar e nao durou 1 semana. Troquei na loja e aconteceu novamente. Pedi meu $$ de volta, claro.

Custam R$ 85,00??

AH-AH-AH!

Vai nessa….

“Elas podem ser utilizadas em qualquer ambiente da casa.”

Aham, sei, sei…

As aplicações apresentadas são básicas. E, por favor né, “fios de LED”(SIC)??? Vai lá, bota um “fio de LED” não siliconado numa sanca do banheiro pra ver o que acontece.

Nas escadas, os LEDs (balizadores, na verdade pois a “especialista” nem sabe que essa palavra existe certamente) garantem segurança (OK) e um “algo a mais”, segundo a moça “ela marca a parede como um detalhe decorativo, fica um detalhe interessante”.

=0

Isso, uma vendedora de uma loja que faz “projetos de iluminação di grátis” para seus clientes!!!!

Continuem lendo pois tem mais…

Na sequência, a reporter apresenta uma loja de iluminação mostrando o teto com aquele mundaréu de luminárias (comum em lojas de iluminação né?) e conversa com a gerente. Ela (a gerente) começa super bem ao ser confrontada com a verdade de que o cliente quando vai sozinho à loja acaba ficando perdido em meio à tantas opções (claro, com aquela poluição visual que impera nas lojas não tem como ser diferente). Ela diz que a dica é o cliente associar-se à alguém que realmente entende de iluminação.

PERFECT!!!

Porém – sempre tem um porém, um mas… – ela prossegue dizendo que no caso, as vendedoras da loja dela são todas treinadas e habilitadas para ajudar o cliente na escolha.

#AltoLá!!!!

Vendedor não é especialista. Vendedor não é projetista. Ser treinado não significa entender com profundidade o assunto para estar apto a projetar. E também só pode ser considerado habilitado quem tem um curso (superior) específico na área! Pode até ser que tenha realmente ali dentro alguém que entenda de iluminação, mas dificilmente terá um LD na equipe de vendedores.

Tá, aqui em Londrina é “normal” isso na maioria das lojas. No resto do Brasil não é diferente. O pior é ver arquitetos, designers de interiores e decoradores jogando os projetos de iluminação nas mãos desses vendedores para serem feitos por eles. Chegam nas lojas com as plantas baixas, jogam em cima da mesa e deixam o vendedor resolver tudo, especificar tudo. Depois, claro, vendem a imagem ao cliente que o projeto todo foi feito pelo profissional… especialmente se sair em alguma coluna social, revista ou mídia. Que falta de ética heim gente???

E não venham dizer que isso não acontece ou que o sem ética sou eu ao escrever isso, pois trata-se da mais pura verdade e vocês bem sabem disso!

Um detalhe: não estou generalizando sobre os vendedores ok? Pois conheço alguns que dão chapéu em 99% dos profissionais (incluindo muitos “especializados”) sem ter formação alguma na área e sim, apenas a experiência de ANOS vendendo iluminação.

Bom, vamos para o quarto?

Pra que? Pra dizer que LD é apenas um jogo de efeitos e mostrar aplicações mais blasés e comuns, que tal?

#MePoupe!!!

Vamos pra cozinha???

Pois é, nenhuma novidade.

Porém, a iluminação – segundo a LD especializada na Europa – “é super simples de fazer… “

Sabemos o quão fácil e simples é instalar uma built-in que fique técnica e esteticamente bem instaladas e que seja funcional… Também sabemos da facilidade de projetar e produzir um móvel com iluminação built-in…

=0

E no banheiro?

Um monte de samambaias com lâmpadas a 20cm de distância…

Prefiro acreditar que são dicroleds (pois não dá para perceber pelo vídeo) à que a dona da casa tenha de trocar as plantas semanalmente ou seja sádica ao ponto de ver diariamente assuas  plantinhas definhando sob aquela luz…

Depois aparece um apartamento “onde cada ponto de luz foi planejado com a orientação de uma arquiteta”.

Na imagem que faz fundo à esta fala temos um spot duplo de AR111 num rebaixo de gesso sobre uma mesa de centro com uma orquídea e três velas sobre a mesma. Pé direito básico e normal de um apartamento novo ou seja, no máximo 2,65m menos o rebaixo do gesso…

=0

Em seguida mostra um espaço preferido da dona onde temos samambaias iluminadas (novamente) a 20cm no máximo por spots embutidos. Pela luz, sao dicróicas normais, pois as LEDs não oferecem aquela quantidade e qualidade de luz. Tadinhas das samambaias (de novo)…

E ainda tem mais. Agora a parte mais bizarra, no meu ponto de vista de um LD. As luminárias…

Num bom projeto de iluminação, vale a pena investir nas luminárias“. (concordo com a frase!)

Aí a repórter começa a mostrar algumas peças – que segundo a fala anterior vale a pena investir nelas – e creiam, isso é o que foi apresentado:

– uma luminária de piso baseada no vestido balonê =0
– um abajour inspirado nas lanternas japonesas… =0 =0
– e um pendente de…
de….
de…
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…………
PELÚCIAAAAAAAAAAAAA!!!!!

Em suma:

NADA QUE SIRVA PARA UM PROJETO DE LIGHTING DESIGN! #FATO

Pelo que se percebe, só são apresentadas peças “de dezáine”(SIC), claro, aquelas caríssimas e que rendem obesas RTs e comissões para os especificadores (“PROJETISTAS”) e vendedores.

Até a já batida e carne de vaca Tolomeu (que tem uma péssima luz) aparece com destaque.

Chegamos na sala de jantar…

E aqui, o que eu escrevi lá em cima sobre a formação da “lighting dezáiner” vem à tona: um lustre de cristal antigo, com velas à mostra, sem controle algum da luz sobre a mesa. Básico, carne de vaca, arroz de festa e sem novidade alguma. A única coisa certa que ela fala é sobre a altura, que ele deve ficar acima da mesa: 1m no mínimo – e não os 60cm que insistem em pregar alguns “pseudos entendidos” e “láiguiti dizáiners de frases prontas e copiadas do gooooogre”.

E finaliza-se a matéria com uma frase que começa bem acertada:

A escolha do tipo de iluminação e das luminárias é muito pessoal mas” devia ter parado aqui ou deveria ter finalizado também corretamente indicando aos clientes buscarem a consultoria de um especialista em iluminação e não terminado com “essas dicas podem dar uma luz nas idéias de como valorizar ainda mais o melhor espaço do mundo: a nossa casa“.

É, como se já não bastassem os “proficionaus” detonando com o mercado, ainda tem a mídia ABSOLUTAMENTE NADA ESPECIALIZADA E TOTALMENTE ALIENADA dando o empurrãozinho que falta pra seriedade e importância da profissão – de ser conduzida por profissionais sérios e realmente habilitados – ser jogada pra dentro do poço.

#desengasguei

Análise da iluminação… mais do mesmo: erros

Bom, vamos lá analisar mais algumas imagens de projetos.

(E foda-se se são ambientes de pseudas estrelinhas das revistas).

Começando por erros crassos cometidos com o uso das lâmpadas AR111 e 70.

Vocês acreditam realmente que estas plantas (especialmente as orquídeas e bromélias) não irão sentir essa luz e tudo que ela carrega em si (radiação e calor)? Fala sério… Sem contar ainda que o “destaque” pretendido não foi alcançado (prefiro acreditar nisso que na péssima estética projetual) seja por erro de especificação de luminária/lâmpada ou de instalação.

Bah, num ambiente desse, com esse pé direito, apresentar um projeto desse porte carregado de AR111 é de doer heim? Não digam que é por ser uma mostra e que o “conceito” é que manda pois esse erro é cometido repetidas vezes em diversas obras por aí.

Já disse e repito: sim, a luz das ARs é linda e os efeitos alcançados com o uso delas é único. Porém, creio que cliente algum deseja ter o seu inve$$timento destruído ou manchado em pouco tempo por causa de danos provocados por uma iluminação errada. Isso sem contar que o ambiente fica insuportavel, especialmente onde a luz incide diretamente sobre os usuários.

Conseguiram perceber a belezura da luminária sobre a mesa???

DEZ (10) AR111 sobre essa mesa… Talvez não seja uma mesa e sim um fogão ou forno… É só colocar os pratos ainda crus ali em cima, deixar por algumas horas e depois chamar o povo pra sentar-se e comer. Seria isso um conceito sobre a facilidade que a vida atual exige??? Também a família e convidados aproveitam para “pegar um bronze” enquanto se alimentam… Vai saber…

Depois acham ruim quando o cliente liga reclamando que as peças que são expostas estão ficando manchadas, desbotadas ou os tecidos enfraquecidos, queimados, etc… Ah, os manequins também estão “entortando”… Sempre tem um cheiro estranho de queimado dentro da loja, etc etc etc etc etc…

Essa está ÓTEMAAAA!!!!

Descontando a quantidade de reflexos, fico imaginando como estes materiais – especialmente as imagens – estarão daqui a uns 6 meses…

Saindo das ARs, vamos a outros erros também crassos:

Gente do cecéu!!! Quem vai limpar a gordura e sujeira que fatalmente vão emporcalhar estas peças???

.

Ai, pelamor!!! Luzinha verdinha na plantinha???

Pior que isso só isso aqui ó:

Pra quê essa mistureba de cores??? Pra que alterar de forma tão estúpida a cor natural das plantas? Pra que essa variedade de cores???

Mas tem gente que ainda consegue fazer pior:

Splash de luz já é ridículo, pior ainda quando usa a mesma luz para iluminar as plantas.

Mas tem quem consiga fazer pior que isso:

O splash numa cor já é ridículo, usando duas então…  Irão dizer que isso é um walwash em uplight?

Noooooooooooooooo!!!! Olhem os refletores no chão. É splash mesmo!!!

Melhor nem escrever mais nada sobre essa foto…

Esse tipo de coisa só contribui para o EMPORCALHAMENTO URBANO!!!.

Olhem isso agora:

Que efeito, digamos, interessante não? (Uma bosta mesmo!)

Que é isso???

Ah, não posso deixar de apontar também as ARs…

“Ah, são peças caras…”

Problema do cliente que escolheu isso por conta própria ou pior: do projetista que especificou isso.

Quer “status-cús” ou gordas RTs, dá nisso…

Por falar em gordas RTs, o que dizer disso:

Aham… montar um projeto chiqueterrérrimo desse é fácil quando os clientes são cheios da grana e querem ambientes pra esfregar na fuça dos “amigos”. E também para o projetista encher os bolsos com poupudas RTs.

Energeticamente ineficiente, ergonomicamente instável, com relação à manutenção é bastante complicado e ao uso volto à velha questão: sentado até que tudo bem (tirando o peso sobre a cabeça das pessoas) mas em pé, são obstáculos visuais para lados opostos da mesa.

Luz direta sobre os travesseiros???

G-Zuiz!!!

Bom, paro este post por aqui… Tem ainda várias fotos que eu poderia colocar neste post mas fica para os próximos ok?

Observem as imagens. Atentem para as críticas que faço e as relacionem com o uso. Imaginem as pessoas usando estes ambientes no dia a dia.

Como bem colocou o Oz Perrenoud nesse ultimo modulo da pós (este exercício que faço tem tudo a ver com este modulo), pensem a iluminação já no inicio do projeto, se possível, iniciem pela luz e o seu uso diário.

JAMAIS deixem a iluminação para o final e muito menos se deixem seduzir pelo “status” de luminárias.

É a luz que tem de ser SENTIDA, PERCEBIDA pelo usuário e não a luminária cara. Deixe o caro, o “status” para mobiliarios, revestimentos, etc.

Só assim estes erros serão eliminados nos projetos.

E claro, muito conhecimento sobre iluminação.

Abraços e até o próximo post!!

TCCs – um olhar ampliado

Tenho recebido com certa frequência comentários e e-maisl de acadêmicos me solicitando ajuda para seus TCCs. De dicas à indicação de bibliografia e materiais diversos, vem de tudo um pouco que, sempre que possivel ou de meu conhecimento, tenho o maior prazer em compartilhar.

No entanto, tenho percebido uma crescente demanda por assuntos relacionados a áreas que  estão me surpreendendo.

De casas populares, embarcações, aeronaves, automóveis, áreas externas, redesign e adaptações de veículos para outra finalidade entre tantas outras visões sobre as possibilidades de atuação profissional que sempre defendi aqui neste blog.

Isso me deixa imensamente feliz por perceber que não só os acadêmicos, mas também as coordenações de alguns cursos estão conseguindo livrar-se do lodo que impunha a atuação do Designer de Interiores apenas entre 4 paredes.

Estão conseguindo ver o profissional de Design de Interiores de forma mais ampliada e correta, não restringindo as suas competências, habilidades e conhecimentos a estas 4 paredes ao perceber que este profissional pode contribuir e muito com o mundo que o cerca, formando então, Designers de Ambientes!!!

Vejo que também estão se livrando dos majestosos projetos de revistas, de apartamentos e residências de 500m² de clientes ricos e utópicos, trazendo os profissionais para a realidade e ao mesmo tempo fazendo-os trabalhar e desenvolver o lado social que DEVE estar presente na vida de qualquer profissional.

O meu mais sincero respeito, agradecimento e parabéns às coordenações destes cursos que conseguiram avançar e ampliar a visão.


Portanto, lanço aqui neste blog a oportunidade para acadêmicos, profissionais e IES mostrar o que estão produzindo nesse sentido.

Se você tem algum projeto assim ou conhece alguém que está desenvolvendo ou já desenvolveu, entre em contato comigo (ld.paulooliveira@gmail.com) e vamos mostrar o que podemos fazer de bom e melhor.Seu trabalho pode ser publicado aqui neste blog!!!

Vamos mostrar do que somos capazes e o que o Design de Interiores/Ambientes tem à contribuir com a sociedade e o mercado.

 

Até onde podemos ser lesados por “parceiros”

Pois é, como um profissional reconhecido pelas associações de Lighting Design tenho meus clientes particulares mas também tenho clientes que aparecem através das parcerias profissionais.

Estas parcerias podem ocorrer através de outros profissionais ou de lojas. Nos dois casos podemos conseguir efetivar excelentes parcerias mas, se não tomarmos o devido cuidado, podemos entrar numa bela roubada.

Ano passado fiz uma parceria para um projeto grande e, por confiar numa suposta amizade recíproca e sincera, acabei me descuidando. Resultado: tomei no zóio!!!

Trabalhei feito doido para resolver o projeto de Lighting, ainda tive de fazer uma boa parte do projeto paisagístico e acertar questões de acessibilidade, etc. Tive meu nome retirado do contrato de forma canalha e covarde, não recebi um centavo pelo meu trabalho e ainda descubro que a pessoa ainda teve o disparate de chegar a tentar forçar o meu eletricista a assinar uma declaração onde dizia que eu tinha feito a especificação das lampadas, luminárias e equipamentos toda errada. Fato é que ele constou que a listagem de peças na tal declaração não era a mesma que eu tinha entregue em cópia para ele. Ou seja, para justificar o meu afastamento do projeto junto ao cliente e, claro, esta pessoa receber todas as RTs sozinha (deu uma boa bolada), vale até mesmo falsificar documentos.

Como se não bastasse, vejo lá o meu projeto de Lighting implantado.

Estou aguardando a implementação real do CAU para fazer nova denúncia uma vez que, feita junto ao CREA, a coisa está empacada não sei por que motivo.

Outro acontecimento estranho, no mínimo, foi o contato de um arquiteto “amigo” meu dias atrás me chamando para uma parceria num projeto. Ele queria de todo jeito que eu precificasse sem nem ao menos olhar a planta ou o layout para ter noção do que teria de ser feito. Passou pouquíssimos detalhes sobre o cliente e o projeto e queria o valor.

Forcei-o a me passar a planta e depois de horas de insistência consegui. Quando abri no CAD percebi que a “coisa pouca” que ele se referia media nada menos que 180m² de área social de um mega apartamento.

Fui puxando conversa e, papo vai papo vem, ele me confidenciou que já haviam sido adquiridos algumas coisas para este projeto como, por exemplo, um lustre Maria Antonieta, um aparador e uma cristaleira, comprados em um antiquario famoso e nada barato que tem aqui no Brasil.

Pensei com meus botões: “esse cliente tem dinheiro. Um apartamento desse tamanho e gastando rios de dinheiro em antiquarios, a tem sim. Então posso colocar o meu valor normal de projeto.

Lancei a proposta: R$ 11.700,00 pelo projeto de LD. Pagamento no padrão do mercado (50%, 20%, 30%).

Após alguns segundos de silêncio (acho que devia estar levantando do chão depois do tombo da cadeira) ele me solta que é um absurdo esse valor. Que ninguém em sã consciência pagaria esse valor por um projeto de iluminação. Que em lojas ele consegue este projeto de graça.

Rebati alegando que em lojas os projetos são feitos por vendedores ou por formados em arquitetura ou design que não são especialistas na área e que, antes de atender as necessidades dos clientes, buscam vender o que tem de melhor e mais caro. Também aleguei que, assim como qualquer profissional parceiro, eu tbm tenho uma profissão para a qual estudei – e estudo ainda – muito para conseguir me destacar e diferenciar no mercado.

Em meio à choradeira e  críticas ácidas e duras dele, descobri que ele tinha cobrado R$ 15.000,00 pelo projeto e ainda não tinha avisado aos clientes sobre as RTs.

Se ele pode cobrar os 15 paus pelo projeto de interiores, porque eu não posso cobrar o meu valor pelo projeto de LD e ainda, sem RTs???

Ofereci então a ele um desconto de 10% e acabei arredondando para R$ 10.000,00, porém as RTs da parte de iluminação seriam minhas.

Pronto, lá veio choradeira, decontentamento, agressões e mais um monte de blablabás novamente. Além de me menosprezarpois ele é arquiteto e eu designer – ainda tive de ouvir dele que ninguem sabe o que é esse tal de Lighting Design, que com todos os amigos dele que conversou ninguém sabe do que se trata. Que nem reconhecida entre os profissionais e juridicamente essa profissão é entre várias outras coisas.

Pior: ele me disse que é um absurdo eu exigir as RTs pois ele (tadinho) tem de sobreviver em Sampa e, sem elas, não consegue.

Como não se já está levando 15 paus só de projeto???? Pelos meus cálculos, só as RTs dos tres itens do antiquário dariam uma media de R$ 3.500,00 – isso sem contar as RTs de todo o resto que envolve o projeto.

Bati o pé e disse que essas eram as minhas condições. Ele ficou de conversar com o cliente e me responderia no dia seguinte.

Sumiu, nunca mais vi no MSN nem em rede social ou lugar algum.

Me faz falta este projeto? NÃO!

Me faz falta esta “parceria”? NÃO!


Também já levei tombos com parceiros de lojas que no primeiro contato oferecem uma coisa e depois é outra.

As lojas geralmente oferecem 10% de RT. Quando dou o desconto para o cliente é porque ele está ciente da existência delas e deixo isso mais que claro para os lojistas.

No entanto, é muito comum acabarmos levando rasteiras de lojistas. Vejam bem:

Estou com um cliente agora que, por sua situação financeira e também por sua amizade de longos anos, além do desconto especial que fiz, acrescentei – e expliquei muito bem o que era – sobre o acrescimo de 10% de desconto por causa das RTs.

Ele concordou e começamos a obra. Só comprar onde eu indicar pois são parceiros. O cliente está sim fazendo exatamente o que acordamos.

No entanto, em uma das lojas, num primeiro contato foi falado sobre as RTs de 10%. O cliente – e eu – escolhemos varios produtos e afetuamos a compra. Pouco mais de R$ 10.000,00 na primeira compra e mais um belo montante na segunda compra.

Passados alguns dias, recebo um telefonema desta loja dizendo que meus creditos já estavam disponíveis lá na loja. Fui ver e levei um susto.

A loja tem a pachorra de me oferecer 2% sobre as vendas EM MERCADORIAS a serem retiradas nela mesma como RT!!!

Disse que não tinha sido aquele o acordo mas de nada adiantou. Ou eu aceito os R$ 355,00 (perdendo mais de R$ 1.500,00) ou nao poderiam fazer nada.

“Levei no zóio” de novo!!!

Porém, nesta loja não levo mais cliente algum.

Não sou eu quem perdeu um parceiro e sim eles.

No segundo exemplo, não sou eu quem perdeu um parceiro e sim aquele arquiteto que me desrespeitou como profissional e como amigo.

No primeiro caso, não fui eu quem perdeu uma parceria, e sim aquela pessoa que perdeu o pouco de respeito que raras pessoas ainda nutriam por ela. Todos me conhecem e sabem o trairagem que foi feita comigo. Outros profissionais, fornecedores, amigos em comum. Todos nos conhecem e conseguiram perceber claramente de onde estava vindo a verdade, e quem estava mentindo descaradamente.

Isso tudo me afeta? NÃO!

Isso tudo serve apenas para que eu tenha mais cuidado e preste bastante atenção em possíveis “parcerias” profissionais.

Serve também para que eu tenha cada dia mais gana de preservar a dignidade de minha profissão e o respeito entre os profissionais.

Por isso também defendo a urgência da Regulamentação Profissional tanto para Design de Interiores/Ambientes como para Lighting Design.

Fica o alerta e a dica a vocês ok??

Carta aberta ao Senado Federal

Excelentíssimos Senadores e Senadoras da República Federativa do Brasil.

.

Venho através desta mensagem solicitar a sua atenção para a regulamentação da minha profissão: Design de Interiores/Ambientes.

Tenho visto com tristeza profissões sendo regulamentadas enquanto a minha parece ser desprezada pelo Congresso Nacional ou não sendo devidamente considerada diante de sua técnica, complexidade e seriedade.

Segundo a Lei, devem ser regulamentadas as profissões que coloquem o usuário (outrém) em risco por causa das ações de seus respectivos profissionais. No entanto tenho visto profissões como palhaços, astrólogos, DeeJays, peão de rodeio, entre outras, sendo regulamentadas desconsiderando o que a Lei determina: risco ao usuário e não ao profissional.

Medicina, engenharia, arquitetura e outras mais são profissões que foram regulamentadas exatamente por isso: colocam o usuário em risco.

Com tristeza percebo que muitos parlamentares confundem Design com Artesanato. E também confundem Design de Interiores/Ambientes com Decoração. Creio que tal confusão ocorra pela desinformação afinal é difícil encontrar tempo suficiente para estar a par de tudo de forma correta.

Gostaria então de auxilia-los corretamente na distinção destas áreas:

O Decorador é aquele profissional formado (ou não) naqueles antigos cursos de finais de semana ou de curtíssima duração (antigos do SENAC, por exemplo). Sua função é a escolha de acessórios como vasos, toalhas, almofadas e afins. Na realidade o seu trabalho acontece depois de tod o trabalho de engenheiros, arquitetos e designers ou seja, após a obra estar finalizada. Ele não está apto a especificar trocas de pisos, lidar com gesso e outros elementos que não são estruturais, mas fazem parte da estrutura ou podem vir a afetar a mesma. Sua atuação restringe-se ao espaço interno de uma edificação.

O Designer de Interiores/Ambientes, além de incorporar as atribuições do Decorador limitadas ao final do projeto, tem por competência profissional elaborar o espaço coerentemente, seguindo normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica além de ser um profissional capaz de captar as reais necessidades, explícitas ou não, dos clientes e concretizá-las através de projetos específicos. A reconstrução do espaço a ser habitado ou utilizado comercialmente através da releitura do layout, da ampliação ou redução de espaços, dos efeitos cênicos e aplicações de novidades tecnológicas, do desenvolvimento de peças exclusivas de mobiliários e acessórios entre outras tantas atribuições deste profissional. A formação acadêmica deste profissional lhe permite atuar fora dos limites internos de uma edificação podendo atuar em paisagismo e iluminação de áreas externas, concepção de praças, clubes e parques. No entanto, sua atuação nas áreas que afetem elementos estruturais, mantém-se, por segurança técnica e respeito à legislação vigente, sob a supervisão/acompanhamento de um engenheiro estrutural e/ou arquiteto.

Tais atribuições do Designer de Interiores/Ambientes constituem um fato inequívoco – mesmo que estas ainda não tenham sido regulamentadas – pois o mesmo teve em sua formação superior conteúdos curriculares suficientes que o  habilitam em conhecimentos técnico-operacionais específicos para desenvolver tais projetos. Segundo a Constituição Federal este é o principal requisito necessário para o exercício profissional.

Para que os senhores e senhoras tenham a exata noção da formação do Designer de Interiores/Ambientes, baseado nas matrizes curriculares e ementários dos cursos de nível superior oferecidos aqui no Brasil, estas são as possíveis áreas de atuação profissional do Designer de Interiores/Ambientes:

Design e decoração de Interiores:
Residencial
Comercial
Corporativo
Espaços Públicos
Eventos
Estandes (concepção e ambientação)
Show-Room
Feiras
Vitrinismo
SET Design (TV, Editoriais e Desfiles de Moda, Cenografia para Teatro)
Acompanhamento de obra

Iluminação:
Residencial
Comercial
Corporativa
Paisagística
Acompanhamento de obra

Design:
Desenvolvimento de Mobiliário
Desenvolvimento de Luminárias
Desenvolvimento de Acessórios
Comunicação Visual (concepção)
Manuais técnicos

Educacional:
Aulas
Palestras
Cursos
Seminários
Treinamentos
Desenvolvimento de material didático
Pesquisa

Porém muitas destas atribuições vem sendo tolhidas ou coibidas através de denúncias a conselhos federais de outras profissões correlatas baseadas em argumentos que demonstram claramente o desconhecimento da formação acadêmica do profissional de Design de Interiores/Ambientes, atentando contra o que prega o que prega a CF, art. 5.º, inciso XIII – “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;”.

Formação acadêmica sufuciente para o pleno exercício profissional nós temos, somente nos falta o reconhecimento Legal através da regulamentação de nossa profissão.

Esta área profissional deve ser regulamentada à parte, respeitando sua identidade própria, de forma específica, pois ela mescla elementos do Design (Desenho Industrial) e da Arquitetura não cabendo então, uma regulamentação conjunta com qualquer destas duas áreas sob risco de perda da autonomia profissional. São áreas correlatas e complementares que se sobrepõem em alguns pontos e se distanciam em outros aspectos. Por isso a necessidade da regulamentação específica e em separado.

Sobre os riscosque a Lei exige para qualquer processo de regulamentação profissional – posso citar alguns exemplos para que V.Excia compreenda a importância específica ao Designer de Interiores/Ambientes , no que tange às suas competências:

1 – SITUAÇÃO: uma residência onde há idosos: o profissional não considera as limitações naturais dos idosos e especifica um piso de porcelanato polido, liso, incluindo nos banheiros e outras áreas úmidas. Também não especifica as barras de segurança dentro do box de banho. Faz um projeto de iluminação onde a luz não é suficiente para atender às necessidades visuais do idoso e também projeta armários altos dificultando o acesso. RISCOS: quedas com fraturas de leves a gravíssimas e até risco de morte.

2 – SITUAÇÃO: uma residência onde há crianças: o profissional não considera este aspecto altamente relevante e especifica móveis com quinas secas (90°), piso liso, móveis ou tampos de vidros, projeta ou especifica mobiliário (estantes e armários) que facilitem a escalada, entre outros itens. RISCOS: quedas, lesões de leves a gravíssimas incluindo o risco de morte.

3 – SITUAÇÃO: uma loja onde há as exigências técnicas e estruturais do local (ex: shoppings e lojas de rua): o profissional não considera nem estas exigências e também despreza as normas da ABNT sobre estruturas e segurança. RISCOS: incêndios, desmoronamento de estruturas por sobrecarga, ferimentos em usuários, etc.

4 – SITUAÇÃO: alterações estruturais: o Designer de Interiores/Ambientes, apesar de possuir conhecimentos suficientes para ler e analisar uma planta arquitetônica/estrutural para conseguir propor soluções visando a melhoria dos ambientes, não tem uma sólida formação em estruturas como ocorre com os engenheiros e arquitetos. Esta prática, portanto, não é de competência do Designer de Interiores/Ambientes e convencionalmente proibida. A regulamentação do Designer de Interiores/Ambientes permite que se estabeleça as devidas competências impedindo que estas sejam ultrapassadas. Para realizar as alterações estruturais o Designer de Interiores/Ambientes deve trabalhar em parceria com engenheiros ou arquitetos que, por competência, são os responsáveis por esta parte na obra. No entanto, alguns profissionais da área de Interiores/Ambientes, não considerando os limites de suas competências profissionais (aproveitando-se da ausência da regulamentação), determinam que os pedreiros derrubem paredes e abram vãos sem o acompanhamento dos profissionais adequados. RISCOS: desabamento de partes da estrutura ou toda ela colocando os usuários em riscos até mesmo de morte.

5 – SITUAÇÃO: projeto de mobiliário: o profissional “desenha” a forma de uma cadeira e simplesmente “larga nas mãos” de algum marceneiro para execução sem atentar para questões como resistência dos materiais, segurança, normas técnicas, insumos, qualidade, etc. RISCOS: esta cadeira que o senhor ou a senhora encontra-se sentado neste momento pode ceder provocando graves ferimentos através das lascas e ferragens que ficam expostas. E isso pode acontecer com qualquer mobiliário.

6 – SITUAÇÃO: mercado de trabalho: temos percebido uma desvalorização do profissional de Design de Interiores/Ambientes por esta profissão não ser regulamentada. Esta desvalorização – e por vezes desrespeito – finca-se na questão da responsabilidade técnica sobre os projetos executados especialmente. A responsabilidade técnica é o equivalente às ARTs que os engenheiros e arquitetos são obrigados a assinar junto ao CREA. Por este documento,  no caso de haver qualquer problema futuro, a justiça irá encontrar e punir os responsáveis. Como ainda não temos um Conselho Federal que normatize e fiscalize a profissão, elaboramos contratos com cláusulas específicas sobre este assunto discriminando claramente até onde vai a nossa responsabilidade sobre o projeto. Isso torna o documento extenso demais. Ressalta-se ainda que os clientes ao perceberem que não temos um órgão fiscalizador acabam optando por arquitetos ou tentam nos obrigar a inserir responsabilidades para as quais não fomos formados e nem temos interesse em atuar profissionalmente. Sem contar que qualquer problema futuro o transtorno é bem maior para ambos os lados pois tudo deve correr dentro da justiça comum, bastante onerosa e demorada. Porém esta prática de acrescentar no contrato tais cláusulas não é uma prática de todos os profissionais. Na verdade são poucos os que agem eticamente nesse sentido.

7 – SITUAÇÃO: eventos: o profissional projeta a ambientação de um evento desconsiderando questões como acessibilidade, circulação e áreas livres de barreiras, segurança e rotas de fuga, mistura e proximidade de materiais e equipamentos, informação visual. RISCOS: incêndios, pânico na fuga, dificuldades de acesso/saída, quedas, atropelamentos, pisoteamentos, etc.

Vale salientar também que por não ser uma profissão regulamentada, somos impedidos de realizar vários projetos em outros segmentos como por exemplo:

Não existem concursos específicos para a área – uma perda considerável tanto para os profissionais quanto para os órgãos públicos e sociedade;

Não podemos lecionar nas IES públicas – pois, por um lado, a maioria das IES não considera ainda estes profissionais aptos por mero desconhecimento real sobre a profissão e, por outro lado, não se reconhece um estatuto epistemológico do Design de Interiores/Ambientes necessário para se implementar cursos de pós-graduação stricto sensu, necessários para a produção de conhecimento na área e  habilitação docente para o ensino superior;

– A grande maioria das mostras de decoração exige o registro profissional no respectivo conselho federal o que nos impede de participar e mostrar as competências e habilidades desta profissão;

– A maioria dos shoppings exigem o registro no CREA por causa das ARTs (responsabilidade técnica) o que nos faz perder clientes importantes.

A mídia não valoriza e nem respeita esta área profissional e acaba sempre colocando profissionais de outras áreas para falar sobre Design de Interiores/Ambientes;

Ainda não somos reconhecidos como pesquisadores/pensadores o que gera uma desacreditação sobre a área e sua produção acadêmica;

As bolsas para iniciação científica não contemplam ou facilitam o ingresso de projetos nesta área mantendo o Brasil praticamente fora dos ciclos científico e editorial mundiais nesta área.

Eu poderia salientar ainda várias outras situações mas creio que esta mensagem ficaria extensa demais.

Lembro também que o Design de Interiores/Ambientes não visa apenas projetos majestosos de ambientes luxuosos e caros mas também pode – e deve – ser aproveitado no social visando a melhoria da qualidade de vida dos menos favorecidos através de projetos voltados para este público. Já existem alguns exemplos deste trabalho sendo desenvolvido por algumas IES através de incubadoras de empresas ou projetos de extensão que tem conseguido resultados excelentes.

Sem a regulamentação profissional continuaremos vivendo em um mercado bastante impreciso e perigoso onde alguns profissionais, ao extrapolar os limites de sua formação e competência, acabam colocando muitas pessoas em risco além de prejudicar os profissionais que atuam corretamente e eticamente, dentro de suas delimitações.

Espero também que não sejam convidadas apenas associações profissionais para debater sobre este assunto,  mas também, e especialmente, profissionais da área, formados em Design de Interiores/Ambientes pois só assim chegaremos a uma visão real do mercado, bem além daquela pretendida pelas associações que insistem em não diferenciar os profissionais.

Assim, espero que V.Excia reflita sobre este assunto com carinho, ética e seriedade que a matéria exige pois é de grande importância para a sociedade brasileira.

Grato pela preciosa atenção, conto com a Vossa compreensão e apoio nesta matéria.

.

Paulo Oliveira

Designer de Interiores/Ambientes

Especialista em Educação superior

Especializando em Lighting Design

Pra não dizer que não falei… dos erros…

Bom gente, sempre que escrevo aqui sobre iluminação e LD, escrevo sobre erros absurdos que os profissionais não especializados nesta área fazem em seus projetos. Muita gente me escreve cobrando “provas” do que escrevo…

Fui dias atrás no Catuaí Londrina e fiz questão de entrar numa das lojas para fotografa-la para provar aos críticos de plantão o que escrevo.

A loja da Vivo é um show de abuso, desconhecimento técnico e falta de noção sobre iluminação. Vejam as imagens:

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Numa das fotos eu apareço de propósito para mostrar a vocês a distância em que as lâmpadas AR111 foram instaladas. É impossível permanecer embaixo destas por mais de 30 segundos – especialmente para aqueles que como eu, são desprovidos de “telhado”…

Outro detalhe é que se você for pegar algum dos aparelhos expostos na ilha central perceberá que os mesmos estão quentes – e não é por estarem ligados carregando não…

Perceberam a quantidade de luminárias enfileiradas? Pra que isso tudo???? Onde é que fica a sustentabilidade, a conservação de energia, etc????

E a mistureba de K das diferentes lâmpadas instaladas?

Notaram o cuidado com o ofuscamento? Claro que não perceberam, pois não houve esse cuidado neste projeto.

No close que dei na fileira das ARs, perceberam a diferença de K entre elas? Claro, muito provavelmente não foi repassado ao cliente um Manual do Usuário com as especificações corretas de cada lâmpada o que levou o cliente a comprar qualquer AR para substituir a queimada pois não tinha em mãos as especificações técnicas (facho, TC, IRC, etc).

Outro detalhe é que a loja é toda branca. Olhem bem as fotos e percebam como as paredes e mobiliário estão manchados de branco e amarelo de uma forma nada proposital.

Pois é, taí a PROVA do que eu sempre escrevo alertando vocês.

Abraços corretamente iluminados.

Fibo o que?

Pois é, Leonardo Fibonacci, foi o primeiro grande matemático na Europa durante a Idade Média. Ele era também conhecido como Leonardo de Pisa.

Entre os livros de Fibonacci destacam-se “Liber abbaci” (1202), “Practica geometriae” (1220) e “Liber quadratorum” (1225).

Mas o que tem o trabalho dele a ver com Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design?

1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 35, 55… quem já viu essa sequência numérica sabe da importância da presença dela em tudo, especialmente na natureza que é particularmente, a maior biblioteca de exemplos disso, como pode-se perceber neste vídeo que encontrei no excelente Design on the Rocks:

Eu já fiz um post aqui no blog falando sobre o assunto e explicando com alguns outros vídeos.

Tá, e o que isso tem a ver com o nosso trabalho? Como é que eu posso aplicar isso em meus projetos?

Primeiro temos de entender melhor sobre este assunto. Pesquisar, ler bastante, ver vários vídeos explicativos (youtube, vimeo e outros estão cheios deles) e principalmente aplica-los em exercícios praticos e de observação.

Depois, pensar em que partes de nossos projetos podemos aplicar este conhecimento:

– paginação de pisos e revestimentos de parede? ]

– layout?

– design de mobiliários?

– talvez naquele adesivo que você pretende colocar na parede?

– na iluminação?

– na relação entre as dimensões dos objetos escolhidos para compor os ambientes?

– talvez no paisagismo?

– quem sabe no fluxograma?

E assim por diante.

Basta entender um pouco mais sobre o assunto e buscar as soluções dentro dele.

ainda dá tempo: 350.org

A campanha internacional 350.org acaba de lançar uma convocatória para o Dia Global de Soluções Climáticas, no próximo 10 de outubro (10/10/10), quando promoverá em todo o mundo eventos de combate ao aquecimento global.

A 10/10 é uma campanha que começou na Inglaterra em 2009 para ajudar e unir um movimento de cidadãos, escolas, organizações, governos e empresas para cumprir o ambicioso objetivo de reduzir as suas emissões em 10% até 2010.  A 350.org Brasil, está liderando nacionalmente a Campanha 10/10/10  para apoiar as pessoas que querem aderir a este objetivo, e para coordenar projetos de sustentabilidade em todo o Brasil no dia de Soluções Climáticas em 10/10/10.

Quem quiser se juntar ao movimento, pode participar dos eventos já definidos (mais aqui) ou organizar a sua própria ação. Algumas sugestões: plantar árvores, divulgar projetos de energia solar, promover uma marcha ou pedalada, trabalhar em uma horta orgânica ou ajudar na limpeza de parques e praias.

O site da 350.org, com versão em português, conta com um espaço para o cadastro dos eventos já definidos. Até agora, foram contabilizadas mais de 1.300 ações. Na home da campanha Tic Tac Tic Tac, que apoia a 350.org, você encontra materiais para produzir camisetas, faixas e banners com a mensagem “Estamos colocando as mãos à obra – e vocês?”

A 350.org ainda pede que o organizador não deixe de fotografar ou filmar a atividade. A campanha pretende reunir todos esses registros em um grande mosaico e divulgá-los para os governantes e a mídia em todo o mundo.

Para inscrever seu evento, clique aqui.

Luz, Iluminação, Lighting Design

“A luz em si é invisível, o que vemos é o objeto iluminado e a fonte luminosa. A luz depende totalmente da matéria e reage de forma diferente com cada tipo de material”
“Há fabricantes que copiam formas mas não outras qualidades do produto, como ótica, engenharia, cálculos, tipo de anodização, curvaturas que refletem ou dispersam a luz e a especificidade do material”
Guinter Parschalk.

“Isso é positivo porque dispensa o rotineiro e ajuda a conquistar avanços a cada projeto”
“É preciso ter uma clara identificação do que e como será iluminado”
Antônio Carlos Mingrone.

“A integração dos projetos é fundamental”
Gilberto Franco.

“Algumas luminárias bonitinhas só servem para disfarçar a falta de um trabalho de luz”
Esther Stiller.

ETAPAS DE UM PROJETO
Esther Stiller trabalha com três parâmetros básicos que se aplicam a todos os seus projetos, mudando apenas o peso que cada um tem conforme as necessidades do ambiente e as expectativas do usuário:
1) O aspecto emocional, que inclui atração visual, é prioridade em espaços como lojas ou restaurantes.
2) O conforto visual – controle de reflexos, brilhos e ofuscamento, além de cuidados com contrastes – é fundamental em locais onde as pessoas permanecem por horas seguidas.
3) A economia de energia, que ganhou maior importância após a crise energética de 2001. Mas mesmo fora das crises, a conservação de energia é fundamental em projetos de maiores dimensões ou de grandes redes, de forma que o somatório do consumo tenha menor impacto no conjunto.

Compreender o universo do projeto
· Atentar para as condições de visão dos usuários
· A linguagem luminotécnica deve ser compatível com a arquitetura
· Observar restrições decorrentes de sistemas embutidos nos forros
· Observar restrições decorrentes das características do meio ambiente
· Avaliar as condicionantes de custo de implantação e de operação

Conceber o sistema
· Conhecer as expectativas dos usuários
· Definir requisitos luminotécnicos segundo as funções exercidas em cada ambiente
· Utilizar recursos da informática para prever os cenários, com perspectivas de cada ambiente
· Definir os fachos luminosos que desenharão o cenário
· Checar a adequação dos fachos quanto aos requisitos luminotécnicos
· Checar a conveniência do custo unitário do equipamento ao custo global da obra
· Checar a eficácia do equipamento segundo requisitos operacionais
· Definir um repertório de equipamentos que possa ser aplicado em todo o projeto

Projetar o sistema
· Calcular o sistema somente depois de ter avaliado todas as questões anteriores

Acompanhar a implantação do sistema
· Etapa importante para que tudo saia conforme o esperado

Avaliar os resultados
· Conheça os erros e acertos na execução de um trabalho

QUESITOS BÁSICOS
1. Desenvolver um projeto atribuindo o devido peso a três fatores básicos: conforto visual, luminotécnica e economia de energia.

2. Avaliar se a quantidade de luz (iluminância, medida em lux) é adequada às atividades exercidas no ambiente

3. Promover a correta distribuição das iluminâncias no campo visual para garantir conforto ao usuário

4. Promover o controle de brilhos de fontes luminosas e superfícies iluminadas para não causar deslumbramento (excesso de brilho que reduz a capacidade visual) e evitar reflexões veladoras
(reflexo da lâmpada no papel ou na tela do computador)

5. Quando o projeto exigir contrastes de luz e sombra, cuidar para que haja uniformidade de luminância sobre superfícies de trabalho, como caixa de loja ou balcão de demonstração

6. Tomar cuidado ao trabalhar com contrastes e zonas de sombra

Fonte: Esther Stiller

Sugado: ArcoWEB

9 coisas pra fazer na faculdade

Lista criada com nove coisas consideradas obrigatórias a se fazer enquanto você está cursando alguma faculdade. Feita a princípio pensando no design, mas vale para qualquer curso.

1. Cometa erros

“É errando que se aprende” É fato: seu professor está mais inclinado a perdoar seus erros do que seu chefe estará. Diz o ditado: “é errando que se aprende”. Erre durante o curso, pois o pior que pode acontecer é você reprovar na matéria. Na vida real, um deslize pode custar seu emprego.

2. Aprenda o padrão

\”Everything north of your neck will go Jackson Pollocks\” Muita gente entra na faculdade querendo já de cara criar coisas inovadoras. Porém todos os gênios da criação aprenderam antes a fazer o que todos fazem. Veja o caso de Jackson Pollock: ele aprendeu a pintar quadros “normais” antes de virar um porra-louca.

3. Converse com seus professores

Fui abençoado com uma turma pequena: os professores sabem o nome de todos e isso cria uma aproximação maior com eles. Mesmo se fosse o contrário, tente conversar com seus professores. Quase todos têm experiência profissional na área. E são nas conversas fora de sala (ou pós-aula) que se aprende mais do que é ensinado na grade curricular.

4. Corra atrás

A maioria das reclamações que eu ouço na faculdade é que o professor Xis não ensina nada. Vou bater uma real para você: o professor conhece a matéria de cabo-a-rabo, você não. Logo, é seu problema. Sim, o professor vai te mostrar a direção aproximada a tomar, mas cabe a você correr atrás. Você está na faculdade para aprender, e não ser ensinado. Ou como diria o Aguinelo, “aspira, essa pica agora é tua” (sim, eu sei que ele deve ter plagiado de algum lugar essa frase).

5. Faça amigos

Cada pessoa na sua sala é um concorrente em potencial se você quiser. Não queira. Torne-os parceiros, quem sabe até amigos. Amigos têm menos chance de dar uma de Brutus e te apunhalar pelas costas. Conheça novas pessoas. Conheça novas pessoas em outros cursos. Faça o “networking” – crie uma lista de pessoas que você conhece com uma descrição do que fazem. Um dia você vai precisar disto.

6. Desafie-se

Não tenha medo de pegar os projetos mais difíceis lançados pelos professores. Você está na faculdade para aprender e testar seus limites. É melhor saber hoje seus limites do que chegar um cliente amanhã com um trabalho para ontém e você só terminar daqui a duas semanas. Saiba até onde você pode ir sem entrar em colapso.

7. Vá em convenções, palestras, feiras, “wharever“

Estes eventos muitas vezes trazem novidades das quais nem seus professores estão á par. Nos dias de hoje, informação vale ouro e novidades valem o dobro. E falta de tempo não é desculpa: logo você estará trabalhando 10, 12, 15 horas por dia. Caso você já esteja fazendo isto, como que você planeja estudar? Vá nesses eventos, faça novos contatos, aprenda coisas novas.

8. Leia

Eu leio tudo que estiver ao meu alcance, e o que estiver mais longe também. Cheguei a alugar alguns livros diversas vezes repetidamente da biblioteca, só para ler novamente e ver se eu realmente entendia eles. E vale tudo: desde livros técnicos sobre o que você está estudando até fictícios (estes podem aumentar seu repertório). Não tem dinheiro para comprar um livro? Biblioteca! Não tem biblioteca? Baixe PDFs da web e leia sites pertinentes. Não tem internet? Então como você está lendo esse artigo? Tomara que não tenham me plagiado.

9. Divirta-se

“A vida é curta demais” Faça isto antes de entrar na faculdade, enquanto estiver lá e depois que sair. Afinal de contas, ninguém é de ferro. Vá para as baladas, bares, parques ou faça qualquer coisa que te faça feliz. A vida é curta demais para ser levada a sério, então aproveite ela hoje. Desligue o computador e vá dar uma volta.

fonte: DigitalPaper

Alguns projetos de LD pelo mundo

Osaka Aquarium Kaiyukan, Minato Japan

Allianz Arena, Munich

HSBC Main Building, Hong Kong

Conference Center, Salt Lake City Utah

Commerzbank Tower, Frankfurt

Hayward Gallery, London

America’s Cup Pavilion, Valencia Spain

Pacific Design Center, Los Angeles

Hotel San Ranieri

Luxo possível

Apesar do orçamento apertado, a classe média descobre que contratar um decorador está ao seu alcance.

Aquela história de que decorador é um luxo dos milionários acabou.

Durante muito tempo o glamour em torno desse profissional se fez em cima da pompa, dos orçamentos sem limites e da riqueza daqueles que esbanjam dinheiro para transformar seus lares em templos de requinte e beleza. Pouca gente da classe média ousava bater na porta de um arquiteto de interiores atrás de um projeto para um apartamento modesto e um orçamento apertado.

Hoje, não é bem assim.

Profissionais liberais, jovens executivos, gerentes de bancos, autônomos, enfim, pessoas que não estão nadando em dinheiro, começaram a se dar conta de que reformar ou decorar a casa com a orientação de profissionais conceituados pode não sair uma fortuna como se imagina. Que o diga o gerente Luis Felipe Guapo Lopes, 38 anos. Ele trabalha numa importadora, ganha um salário de pouco mais de R$ 2 mil e mora num apartamento de 60 metros quadrados no bairro do Limão, zona norte de São Paulo. Quem poderia supor que Lopes contrataria ninguém menos que as arquitetas do rei Pelé para decorar seu modesto lar de dois quartos? Isso mesmo. Maria Teresa Miry Dores e Eliana dos Reis não só fizeram o projeto e administraram toda a reforma do apartamento de Lopes como também compraram os móveis, os lençóis e as louças do gerente. Seu gasto total foi de R$ 10 mil. Desse total, 15% ficaram para as decoradoras.”Deixei tudo nas mãos delas e o resultado foi sensacional. No início achava que era muito cacife para mim, mas no final economizei. É um caro que sai barato”, orgulha-se Lopes.

Entre obras em Lisboa, no Guarujá e em Belo Horizonte, Maria Teresa garante que não faz distinção entre os clientes. “Gostamos de atender as pessoas. Não é porque trabalhamos para o Pelé que vamos deixar de ter um cliente com um orçamento mais apertado”, diz. Para ela, criar bons projetos com pouco dinheiro e num espaço pequeno é um grande desafio. “Há um mito de que o arquiteto só quer trabalhar em espaços luxuosos. É importante atender várias camadas da sociedade. Pode-se fazer coisas legais, de bom gosto e com critérios”, afirma. Na verdade, o principal é ter uma conversa franca com o profissional. “É possível fazer uma programação de gastos. Há pessoas que levam até dois anos para concluir um apartamento”, explica a arquiteta. Foi essa a opção de Sidney Manuel Sorrentino, 41 anos, gerente de recursos humanos de uma indústria paulista. Ao pegar as chaves de um apartamento de três quartos no Tatuapé, zona leste de São Paulo, que comprara em construção, também tomou coragem para procurar a equipe de Maria Teresa e se surpreendeu. “Um pedreiro me cobrou R$ 10 mil só de mão-de-obra. A Teresa me passou um orçamento de R$ 13 mil incluindo o projeto, o material, a mão-de-obra e seus honorários”, conta.

Por sugestão da arquiteta, Sorrentino, ampliou a sala e ficou com apenas um quarto. A reforma estrutural foi feita e agora Sorrentino está economizando para futuramente dar início à compra dos móveis e à montagem da cozinha. “Disse a ela que não era o Pelé e que o meu dinheiro era curto. Só interrompi o projeto porque a grana acabou, mas essa experiência mostrou que a ajuda de um profissional só facilita a vida.”

Na verdade, mudou a idéia de que procurar a orientação de um decorador para montar um ambiente é algo inatingível. Há bem pouco tempo seria absurdo pensar em conversar com um deles sem dispor de, no mínimo, R$ 100 mil no bolso.

Atualmente, a classe média é capaz de encontrar profissionais que realizem trabalhos completos numa faixa de R$ 5 a R$ 20 mil. “Com muito dinheiro qualquer projeto fica maravilhoso. O desafio é criar coisas bonitas e funcionais sem gastar muito”, diz Marcelo Mujalli, da Mujalli & Jansen Interior Design e um dos participantes da Mostra Artefato de Decoração, que começou na semana passada em São Paulo. As opções de programação de gastos e planejamento de reforma mostram que não só é possível recorrer a um arquiteto de interiores como também provam que essa solução acaba sendo mais barata. No fundo, ao encarar uma obra ou um projeto de decoração por conta própria, é maior a chance de se errar e do resultado não ficar satisfatório. Quem já não sofreu a decepção do lindo sofá que não coube na sala ou da mesa de jantar que se transformou em um elefante branco? A executiva Milena Tironi Galhardo, funcionária de um banco americano em São Paulo, não quis correr esse risco. Ela comprou há um ano um apartamento de dois quartos no bairro dos Jardins, zona sul de São Paulo, e decidiu reformá-lo. Ao procurar Marcelo Mujalli e seu sócio Gustavo Jansen para uma conversa sem compromisso, constatou que ter um decorador em sua vida decididamente não era uma extravagância. “Economizei com eles. Queria trocar o sofá e o Marcelo garantiu que bastava uma boa lavagem. Reaproveitei todos os meus móveis. Pensei em pôr mármore no meu banheiro e ele descartou na hora, recorrendo a uma solução muito mais barata. O resultado ficou bárbaro”, diz Milena.

A executiva ampliou a sala, abrindo mão de um dos quartos, e conseguiu reunir o living, a sala de televisão e um cantinho para trabalho em um espaço só. Além de reformar o banheiro, transformou seu quarto em suíte, projetou armários e decorou todo o ambiente.

ilena gastou cerca de R$ 20 mil, dos quais 30% correspondem aos serviços do decorador. Em três meses de obra, o projeto seguiu os critérios de seu orçamento. “Ainda estou pagando o apartamento, mas me sinto muito feliz quando chego em casa e vejo como ficou bonito.” Mujalli está convencido de que o medo ou o constrangimento de contratar um decorador está acabando. “Quem faz isso hoje é inteligente porque consegue melhores preços nas lojas, não se preocupa com a administração da obra e acerta mais no resultado”, diz. É essa também a visão que Carolina Szabó tenta passar para seus clientes. Presidente da Associação Brasileira dos Decoradores, ela é responsável pelo resultado final de casas e apartamentos luxuosíssimos da elite paulistana. Mas não abre mão dos clientes da classe média que desejam investir no espaço onde moram. “Hoje é possível contar com uma orientação criteriosa”, diz. Durante um ano e meio, a administradora de empresas Adenilde Aguilar dos Santos, 37 anos, contratou Carolina e aplicou seu dinheiro na reforma de um apartamento de quatro quartos, no Itaim, zona sul de São Paulo, onde mora com uma filha. Gastou cerca de R$ 80 mil numa extensa reforma e ainda numa sofisticada decoração, mas dividiu esses gastos ao longo de 18 meses. Evidentemente, concentrou suas despesas nisso e precisou cortar compras extras e viagens. “Meu apartamento não saiu barato. Eu investi mesmo. Mas percebi que contratar um decorador não é mais um sonho de princesa. Está ao meu alcance.”

GISELE VITÓRIA

Fonte: Revista IstoÉ

Mão escondida projeta arquitetura medíocre

O ESTADO DE S. PAULO – A21 ESPAÇO ABERTO – QUARTA-FEIRA ,2 DE JULHO DE 2008

por: Jorge Wilheim

 Ao examinar os projetos imobiliários que abundam em nossos jornais, noto que ultimamente a cor verde predomina: oferece-se à venda a paisagem vista da janela – um parque longínquo ou o jardim, por vezes bem elaborado, que constituirá o verde privativo de quem pode. Recentemente até se oferece um simulacro de vida urbana, ao propor-se – imaginem! Uma rua, como aquelas de verdade -lembram? – em que as crianças se conheciam e brincavam; agora, porém, rua privativa, também para quem pode. Em alguns casos se oferece um centro esportivo ou um spa, de diminutas proporções, só para mencionar.

Simulacro de paisagem urbana, simulacro da sociedade reduzida a condôminos, simulacro de cidade. Parece que o mercado, mesmo usando sua mão escondida – diferente da mão invisível de

Adam Smith (1723-1790), segundo o qual ela transformaria interesses individuais em bens sociais -, ainda não conseguiu apagar a lembrança de que a propriedade a ser vendida se situa numa cidade real, gerando um simulacro, exclusivo e excludente. Não nego a demanda por segurança que está na sua origem, mas questiono a falta de criatividade das soluções.

Quando plantas dos apartamentos são publicadas, espanta-me a similitude dos programas e dimensionamentos: parece que há um único protagonista a desenhar com sua “mão escondida” todas as plantas, com iguais dimensões dos quartos, denominações sempre que possível em inglês e a presença inevitável, esta brasileira, da churrasqueira.

O que não se publica é o nome do arquiteto autor desses projetos! A “mão escondida” o apagou, seja por não considerá-lo importante a ponto de figurar ao lado do decorador, do paisagista e dos realizadores do empreendimento; seja porque o próprio arquiteto não se sinta à vontade com o resultado.

Se arquiteto existe, como entender, tiradas poucas exceções, o descaso com a estrutura e com a fachada, geralmente um aplique colado, muitas vezes imitando um paupérrimo estilo neoclássico?

Ao percorrer a cidade, vejo, com espanto, o resultado disso: um descalabro arquitetônico, na profusão grotesca e gigantesca de fachadas sem caráter, uma acúmulo de mediocridade preenchendo a paisagem urbana, num completo descaso com a rua em que cada prédio se localiza, ao atulhá-la com trânsito que não pode suportar e uma seqüência de grades, muros, muralhas com guarita, por vezes parecendo-se com presídios. Expressão voraz e predatória do privado não-urbano, recusa da cidade e da vida societária, exclusão ostensiva de tudo o que é público, de todos. ‘

Onde estão os arquitetos herdeiros de mestres da arquitetura residencial? Não mais se encontram, e perdoem a generalização, pois exceções certamente existem, projetos que emulem os esplêndidos edifícios Esther (Vital Brasil), Prudência (Rino Levi), Louveira (Artigas), General Jardim (O. Bratke), Mena Barreto (Aflalo e Gasperini), Guaimbé (Mendes da Rocha), Higienópolis (Heep), Sto. André (Pilon), Copan e Eiffel (Niemeyer) – todos exemplos de boa arquitetura, forte identidade, criatividade, bom ambiente para os seus moradores, enriquecendo a paisagem de suas ruas. E, na ocasião, bem vendidos, com lucro para seus empreendedores … Enquanto os edifícios residenciais de hoje se apresentam uniformes e medíocres, de autoria anônima, a cidade apresenta bons projetos comerciais e institucionais, revelando a existência de empreendedores mais generosos e o trabalho sério de excelentes arquitetos; entre eles, Botti e Rubin, Aflalo e Gasperini, Carlos Bratke, Isay Weinfeld, Rui Ohtake, Paulo Mendes da Rocha e um bom grupo de jovens arquitetos cujas obras se destacaram na última Bienal de Arquitetura.

Há, portanto, salvação possível. Os empreendimentos poderão produzir lucro mesmo com projetos bons, livres da mão escondida que impõem programas, dimensões, estilos. Para fugir da mediocridade haveria alguns passos a dar.

Do lado dos empreendedores – embora a lógica do sistema os· leve a não se preocuparem com a cidade, e sim apenas com o lote -, tomar consciência de que o campo de ação de seu negócio ficará mais restrito e mais caro a medida em que, por sua ação predadora, ruas e bairros forem sendo destruídos.

Por outro lado, se o corretor de vendas ou quem contabiliza o investimento substituir os arquitetos nos momentos cruciais de elaboração de projetos, põe-se a perder a principal contribuição desses profissionais.

Do lado dos arquitetos, estranho o silêncio obstinado das entidades de classe, dos críticos de arquitetura, da imprensa especializada.

Parece haver um único protagonista a desenhar todas as plantas …

A Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea) – de cuja criação participei -limita-se a se alinhar ao lado da associação de seus clientes, o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi) sem respeitar a natural diferença de enfoque se de interesses a defender. Pois nem sequer exigem que o nome do autor de projeto seja obrigatoriamente enunciado …. . Compreende-se que o Sindicato dos Arquitetos permaneça silencioso nesta questão,pois a precariedade de contratação e o elevado número de profissionais concorrentes não estimula o debate, arriscando o emprego. Mas não compreendo o silêncio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), veneranda instituição presente em momentos decisivos de nosso desenvolvimento, que tergiversou na discussão do Plano Diretor Estratégico e agora silencia no momento em que este é ameaçado de desfiguração, deixando a tarefa a outras organizações da sociedade civil. Seu papel tradicional em defesa da arquitetura e da cidade, papel cultural e social, deveria levá-la a levantar os problemas que aponto neste artigo, liberando-me, aliás, do constrangimento de escrevê-lo. .. 

Jorge Wilheim é arquiteto e urbanista

HELP! Importante!!!

É bastante comum quando pegamos um projeto, encontrarmos trincas, fissuras e rachaduras nas paredes e pisos. Lidar com estas é uma dificuldade para a maioria dos profissionais, especialmente os iniciantes.

Portanto, compartilho aqui um artigo que encontrei já ha muito tempo e que muito me ajudou quando precisei.

Não vou postá-lo pois ele tem muitos links para imagens e ficaria uma semana formatando isso aqui rsrsrs

Portanto segue o link: http://www.ebanataw.com.br/roberto/trincas/index.php

Aproveitem e vejam o resto da página do engenheiro Roberto Massaru Watanabe. Tem bastante material por lá como por exemplo:

Vistorias

Fundações

Telhados

Habitabilidade (!!!)

Pinturas

Conforto Térmico

Ação do vento

Janelas e

Patologias (!!!)

Vale a pena uma visitinha ao site dele.

Empresa Júnior??? SIM!!!!

Meu colega do outro blog (www.desig.pop.com.br) Fernando Galdinu postou lá um tópico falando sobre  Empresa Júnior de Design.

Em meu trabalho de pós coloquei na parte onde versei sobre a Matiz Curricular e Ações para os cursos de Design de Interiores sobre isto também.

Normalmente quando vemos alguma nformação sobre isto dentro das IES percebemos que o trabalho todo é desenvolvido voltado para alguns poucos cursos na maioria das vezes. É comum vermos por aí EJs de administração, direito, contabilidade, economia entre outros. Mas e de Design? E de Design de Interiores/Ambientes? Poso estar muito enganado, mas nao tenho informação de nenhuma existente no país.

A EJ é de suma importância na formação acadêmica pois é através dela que o profissional chegará ao mercado com menos falhas que ocorrem pelo simples fato de quando existe uma prática (projetos) normalmente são coisas fictícias. É comum vermos professores pedindo para que os alunos inventem o perfil (briefing) do cliente. Porém, quando este cai no mercado depois de formado, a coisa pega pesado. Isso em qualquer área profissional.

Lidar com o mecado, com o público, com o cliente é muito complexo e a formação acadêmica não é suficiente para isso. Não sem a presença de uma EJ para completar ou fechar o ciclo.

Objetivos de uma EJ:
– Proporcionar ao estudante aplicação prática de conhecimentos teóricos, relativos à área de formação profissional específica;
– Desenvolver o espírito crítico, analítico e empreendedor do aluno;
– Intensificar o relacionamento empresa-escola;
– Facilitar o ingresso de futuros profissionais no mercado, colocando-os em contato direto com o seu mercado de trabalho, além de noções de administração de empresas, finanças, marketing, responsabilidade social etc.
– Contribuir com a sociedade, através de prestação de serviços, proporcionando ao micro, pequeno e médio empresário especialmente, um trabalho de qualidade a preços acessíveis.

No caso de Interiores/Ambientes, uma EJ é muitas vezes preferível à um estágio.

Num estágio normalmente o aluno fica retido em segmentos específicos o que prejudica a plena formação do profissional.

Já numa EJ, o aluno vai deparar-se com situações e questões reais do mercado e clientes. Ali ele terá de atuar desde a captação ou recebimento do cliente até a entrega o produto/projeto executado assim como ocorrerá na vida não acadêmica posterior à sua formação. Logo, este profisional recém formado (ou egresso como preferem alguns) terá maior facilidade e dinamismo em sua atuação profissional. Muitos erros cometidos por recém formados só ocorrem por este tipo de falha em sua formação.

É um ponto muito sério e importante a se pensar por parte dos acadêmicos e uma ação emergencial por parte das IES abrindo caminho para a implementação deste tipo de projeto dentro de sua estrutura.

Se gostou da idéia e desejar aprofundar-se, uma referência nacional em EJ voltada para o Design é o site da Silvia (http://silvialp.com/ej/) que já vem lutando pela implementação deste tipo de projeto nas IES desde o NDesign de 2004 que ocorreu em Santa Maria-RS.

Faça a sua parte, seja acadêmico, professor ou IES, por um Design sério e respeitado!