#FimdeSemanaNoMuseu!

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Sim, esta é uma campanha que todos devem abraçar!

Após diversas ocorrências de sinistros que dizimaram importantes Museus e Centros de Pesquisas brasileiros por puro descaso do poder público, precisamos agir com urgência em defesa do pouco que nos resta.

A ideia á simples: nos próximos finais de semana – ou em dias livres da semana – procure visitar o(s) museu(s) de sua cidade. Seja com seu smartphone ou máquina fotográfica, registre TUDO que perceber de errado relacionados a infraestrutura, segurança e outros elementos que colocam em risco estes espaços e que podem provocar incidentes como o ocorrido recentemente com o nosso Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

SE NÓS NÃO DENUNCIARMOS O DESCASO, FATALMENTE IREMOS PERDER O POUCO QUE NOS RESTA. É NOSSO DEVER, COMO CIDADÃOS, TOMAR CONTA DO QUE É NOSSO!!!

Não tem museu em sua cidade ou em outra próxima? Existem outros espaços que também devemos cuidar: Bibliotecas, teatros, praças… Qualquer espaço que seja NOSSO e que é obrigação do governo de manter!!!

Se estiver fechado, fotografe também!

Espalhe esta ideia entre seus familiares, amigos, vizinhos, colegas profissionais ou de curso. Envolva a sociedade de sua cidade nisso!!!

Ajude a compartilhar esta ideia.

#todomundonomuseu #MuseuNacional #elesprecisamdenós #VamosTomarContaDoQueÉNosso #PatrimônioPúblico #NossaHistória #acervo #pesquisa #FimdeSemanaNoMuseu

Revista Intramuros – chamada para a 2ª edição.

Atendendo a pedidos, foram prorrogadas a chamada para a 2ª edição da Revista INTRAMUROS.

A revista é um espaço exclusivo para difusão de trabalhos que seguem uma metodologia científica exclusivamente dentro do assunto de Design de Interiores. Em sua política de consolidação da área, promove a reflexão crítica sobre temas afetos ao Design de Interiores.

Trabalhos textuais – fruto das atividades acadêmicas de pesquisa, extensão e reflexão crítica sobre o saber específico de Design de Interiores – serão selecionados para publicação no Anuário Acadêmico ABD.

O eixo centralizador, como já escrito, é o Design de Interiores porém, não é exclusiva para pesquisadores da área. Ela é aberta também a pesquisadores de outras áreas desde que seus trabalhos tenham como eixo principal o DInt.

Por exemplo:

  • Um designer gráfico que tenha alguma pesquisa ou trabalho falando sobre a relação entre DG aplicado nos espaços interiores ou uma análise grafica (ou visual) da composição de projetos de design de interiores;
  • O pessoal de Produto pode enviar trabalhos sobre desenvolvimento de mobiliarios multifuncionais para pequenos espaços, sobre metodologias de detalhamento de projetos, etc.
  • Os lighting designers com seus projetos voltados para design de interiores (ambientes internos e externos) bem como sobre a relação da luz com a saúde e segurança dos usuários.
  • E assim por diante.

O prazo de envio dos artigos foi prorrogado até dia 30 de setembro de 2018.

Conheça a Revista Intramuros e o regulamento.

Pró-DInt – Assessoria, Consultoria e Planejamento em DInt.

A necessidade de movimentar-se para sair do lugar comum é uma característica daqueles que buscam a inovação e a melhoria dos diversos aspectos que cercam seu meio profissional. Com isso em mente, entro em uma nova empreitada em minha carreira e passo a oferecer novos serviços através da PróDInt – Assessoria, Consultoria e Planejamento.

Atuar além dos projetos de Design de Interiores e Ambientes brasileiro sempre foi o meu foco buscando trabalhar e auxiliar na valorização, defesa e evolução de minha área profissional. E ainda tem muito a se fazer nesse sentido.

Com base em minha experiência adquirida durante estes anos atuando no mercado, pesquisando exaustivamente para meu blog e minha vivência acadêmica, possuo um bom conhecimento sobre aspectos relevantes para o ensino e prática do Design de Interiores e Ambientes para compartilhar com vocês.

A base de atuação desta nova empreitada está alicerçada sobre quatro esferas:

1) Para as IES e escolas, auxiliar o meio acadêmico através de consultorias e assessorias em suas revisões e atualizações curriculares de graduação e pós-graduação, de planejamentos de atividades de extensão, pesquisa, eventos e análise e treinamento de corpo docente para atuação em cursos de DInt.

2) Para os alunos dos cursos de Design de Interiores brasileiros, assessoria no desenvolvimento de projetos, pesquisas e trabalhos acadêmicos.

3) Para comunicadores e mídia em geral, serviços de consultorias no que diz respeito a projetos de Design de Interiores e Ambientes elaborando e revisando conteúdos e pautas, listas de entrevistados e abordagens de matérias e programas.

4) Oferecer palestras, cursos e workshops focados na real inserção do Design – suas metodologias, técnicas e abordagens – nos projetos de Interiores e Ambientes.

Fiquem a vontade para entrar em contato. É conversando, debatendo e dialogando que evoluímos.

E-mail: prodintconsultoria@gmail.com

Fanpage: https://www.facebook.com/ProDIntConsultoria/

Wpp: (43) 99905-9503

Paulo Oliveira.

Pesquisa: Design de Interiores brasileiro e sua identidade profissional.

Ola meus amigos e leitores!

Solicito a ajuda de vocês neste questionário que elaborei para uma pesquisa que estou realizando.

Fonte: CRED I.

Trata-se da identificação da visão geral que os estudantes e profissionais de DInt tem sobre a área profissional.

ATENÇÃO> Este questionário é destinado APENAS a estudantes e profissionais GRADUADOS (nível superior) em Design de Interiores.

Agradeço aos que puderem responder.

PARA ACESSAR O QUESTIONÁRIO, BASTA CLICAR AQUI.

Att,
Paulo Oliveira

PROJETO COMBOIO UNOESTE – CARRETA ARTISTÍCA

Por:

Lisleângela de Carvalho Leite

Luís Otávio Sanches Barreto

Maísa Bianchi Vieira

 

Projeto apresentado à disciplina de Projeto de Ambientes Institucionais e Serviços, ministrada pelo Prof. Esp. Paulo Oliveira ao 3° termo do curso Superior de Tecnologia em Design de Interiores da UNOESTE.

 

BRIEFING

  • Empresa: Instituição Unoeste;
  • Finalidade: Levar conhecimento/cultura para cidades da região em um caminhão;
  • Tipo de caminhão: Caminhão Truck, bitrem.
  • Estilo: Artístico (teatro, música e dança);
  • Publico alvo: Moradores de cidades com carência de cultura;
  • Sexo: Feminino e masculino;
  • Idade: todas as idades;
  • Classe social: Todas as classes sociais com foco nas menos favorecidas;
  • Escolaridade: Todas as escolaridades, com foco nas menos favorecidas;
  • Programação visual: adesivagem no baú;
  • Conceito: Arte;
  • Modelo de palco: Palco tipo Italiano;
  • Capacidade de assento de lugares : 236 lugares;
  • Camarins: capacidade para 08 pessoas, no mínimo;

PROBLEMA

O trabalho refere-se ao projeto de um caminhão truck onde seu baú deverá ser adaptado para atender todas as necessidades de um Teatro móvel, o qual também terá apresentações de música e dança. A Instituição UNOESTE visa levar com seu truck das Artes cultura para todas as cidades da região.

Este trabalho busca apresentar procedimentos para o tratamento acústico de baú buscando analisar o uso adequado de materiais acústicos e condições que permitam à a inteligibilidade e audibilidade plateia, relatando formas e tamanhos adequados de aberturas, utilização de elementos decorativos com aplicações corretas de materiais difusores e absorventes, localização adequada caixas de som e mesa de som e iluminação, tempos de reverberação em relação a volume e finalidades especificas para a atividade a ser desenvolvida.

O QUE É?

Teatro

O termo teatro deriva do grego theatrón, que significa “lugar para contemplar”. O teatro é um dos ramos da arte cénica (ou performativa), relacionado com a atuação/interpretação, através do qual são representadas histórias na presença de um público (a plateia). Esta forma de arte combina discurso, gestos, sons, música e cenografia.

É uma forma de arte na qual um ou vários atores apresentam uma determinada história que desperta na plateia sentimentos variados. Imprimir dramaticamente às próprias palavras e/ou atitudes, para suscitar comoção ou interesse.

Pode expressar a realidade. Neste caso, torna-se instrumento de divergência, advertência, ensinamento, documentação e instrução. As formas pelas quais se desempenha essa missão são diferentes e variadas.

Dá-se o nome de dramaturgia à arte de escrever peças de teatro, sendo o dramaturgo a pessoa responsável pela composição dos textos.

Existem muitos gêneros de teatro, dentre os quais destacam-se: auto, comédia, drama, fantoche, ópera, musical, revista, tragédia, tragicomédia.

Dança:

É a arte de movimentar expressivamente o corpo seguindo movimentos ritmados, em geral ao som de música. O significado da dança vai além da expressão artística, podendo ser vista como um meio para adquirir conhecimentos, como opção de lazer, fonte de prazer, desenvolvimento da criatividade e importante forma de comunicação. Através da dança, uma pessoa pode expressar o seu estado de espírito. A dança pode ser acompanhada por instrumentos de percussão ou melódicos, ou ainda pela leitura de diferentes textos.

Música:

É a combinação de ritmo, harmonia e melodia, de maneira agradável ao ouvido. No sentido amplo é a organização temporal de sons e silêncios (pausas). No sentido restrito, é a arte de coordenar e transmitir efeitos sonoros, harmoniosos e esteticamente válidos, podendo ser transmitida através da voz ou de instrumentos musicais.

A música é uma manifestação artística e cultural de um povo, em determinada época ou região. A música é um veículo usado para expressar os sentimentos.

A música evoluiu através dos séculos, resultando numa grande variedade de gêneros musicais, entre eles, a música sacra ou religiosa, a erudita ou clássica, a popular e a tradicional ou folclórica. Cada um dos gêneros musicais possui uma série de subgêneros e estilos.

NECESSIDADES

Espaço cênico: O assunto principal deste elemento é o Palco. A primeira parte desta série de matérias será sobre os diferentes tipos de palcos e suas histórias.

Cenografia: Cria e transforma o espaço cênico. Técnica que organiza os elementos que representarão os lugares onde acontecem as cenas, as ações.

Iluminação: Parte técnica muito importante para o teatro, pois através dela é possível ambientar as cenas e ampliar as emoções que estarão contidas nas mesmas.

Sonoplastia: Técnica que une um conjunto de sons (vocais ou instrumentais) para destacar ações de uma cena. A música tem função semelhante à iluminação: enfatizar cenas, emprestar-lhes maior ou menor conteúdo dramático e reforçar os sentimentos expressos pelos atores.

Figurino: Conjunto de acessórios e vestimentas, usados pelos atores em cena, que facilita a compreensão dos personagens. Possui funções específicas no contexto, como marcar a própria presença, chamar a atenção e dar destaque a determinadas partes do corpo.

Maquiagem: Elemento fundamental, que faz parte da composição do espetáculo, auxiliando na criação do personagem e na transformação estética dos atores, servindo também para fazer modificações da aparência do rosto ou de partes descoberta do corpo, a fim de adequar essa aparência aos efeitos singulares das luzes de cena.

CORRELATOS

O presente projeto utilizou ambientes arquitetônicos de teatros, bem como teatros móveis para entender as necessidades das atividades que ocorrem nesses espaços. Foi observado que tais atividades exigem ambientes específicos, tais como: caixa cênica, coxia, camarins, plateia, equipamentos de som e luz, entre outros.

Esses espaços dependem de materiais que ajustem os efeitos de forma flexível, pois trata-se de espetáculos culturais que envolvem a necessidade acústicas de forma inteligível em situação itinerante.

Entretanto, os projetos de tetros móveis observados utilizam pequenos espaços e de forma improvisada.

Nota-se que através de estudos e análises, o profissional de Design de Interiores pode atuar de forma a atender as necessidades desses ambientes móveis, sem perder a qualidade oferecida nos ambientes arquitetônicos.

Assim, o presente projeto teve como desafio ajustar o baú do truck para ganhar espaço nos ambientes. Por maior que fosse o baú escolhido ainda não atingia a proporção desejada nesse projeto. Através do sistema hidráulico pode-se alcançar a expansão desejada da caixa cênica e demais espaços.

Para isso, foi necessário estudos de sistemas hidráulicos, trilhos, formas de aberturas com embasamentos em empresas especializadas em maquinas que existe uma variedade de suportes nesse sentido, o que demonstra ser possível e viável tal utilização no presente projeto. Ressalta-se que são necessários profissionais competentes da área de engenharia elétrica e mecânica para executar tal projeto juntamente com o Design de Interiores.

Portanto, este projeto utilizou as experiências já realizadas nesse sentido e adequou de forma ousada, flexível e segura atingindo assim resultados satisfatórios quanto ao atendimento das necessidades oriundas das atividades artísticas desse projeto.

DIFERENCIAIS SOCIAIS

Para o público alvo de Prudente e região temos gostos ecléticos, mas o sertanejo e a moda de viola estão ligados às raízes das famílias que viveram no campo e da cultura agropecuária, assim como, eventos regionais influenciaram com musicas de axé (trio elétricos). Em algumas localidades ou bairros afastados, há também a predominância do funk e Rap. No caso de público infantil, teatro, danças e musicas que levam conhecimento em geral, os folclores e clássicos infantis.

O teatro pode se desenvolver em vários níveis: na socialização, criatividade, coordenação, memorização, vocabulário. Ajuda a expressar, comunicar, e também a perceber traços da personalidade, do comportamento individual e em grupo, do seu desenvolvimento. O teatro também ajuda na cooperação e na socialização, pois envolve o grupo inteiro.

Pode ser um instrumento para educar, preparar para a vida prática na sociedade e ao mesmo tempo proporcionar lazer.

A música propicia a abertura de canais sensoriais, facilitando a expressão de emoções, ampliando a cultura geral e contribuindo para a formação integral do ser.

No que diz respeito à dança, esta não se resume em aquisição de habilidades, mas sim, contribui para o aprimoramento de habilidades básicas, no desenvolvimento das potencialidades humanas e sua relação com o mundo. Segundo os PCNs ( 2003), a dança é uma forma de integração e expressão tanto individual quanto coletiva, em que o aluno exercita a atenção, a percepção, a colaboração e a solidariedade. Ela atua como elemento transformador, pois, sem dúvida, promove em quem dela participa a aceitação de si mesmo e uma maior receptividade nos relacionamentos com os outros, mediante o envolvimento que se estabelece num trabalho prático.

 

OBJETO BASE DO PROJETO

Bitrem ou treminhão:

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É uma combinação de veículos de carga composta por um total de seis eixos, que permite o transporte de um peso bruto total de 57 toneladas. Os semirreboques dessa combinação podem ser tracionados por um cavalo-mecânico trucado.

O baú do projeto terá comp. 14m, alt. 3,37m e larg. 2,60m. O primeiro baú terá um sistema de gaveta hidráulica horizontal que amplia a largura total do mesmo para o lado esquerdo, que por sua vez, abre outra gaveta, no sentido vertical, dando altura para a caixa cênica (para o palco). Esses deslocamentos serão dados pelo sistema hidráulico. haverá também o deslocamento horizontal da lateral direita para proporcionar mais profundidade e condições de alocar adequadamente a cozia e os camarins.

Escolheu-se esta carreta para nosso tema, teatro, por haver a necessidade de espaço para acoplar todos os materiais necessários para os efeitos (tanto em comprimento, largura e altura). E como utiliza-se materiais muito pesados, pensou-se na que melhor suportaria esta carga. A escolha de um bitrem (segundo baú) é dada pela necessidade de um baú para guardar as arquibancadas retráteis, e o material que usará como piso para a mesma, caixas de som, tenda, dentre outras necessidades.

MEMORIAL TÉCNICO

O tema deste projeto é a Arte onde engloba o Teatro, a música e a dança, onde serão adaptados os baús de um bitrem com comp. 14 m, alt. 3,37 m e larg. 2,60m. O primeiro baú terá uma “gaveta” de 10 m centralizada que se abrirá para o lado esquerdo ganhando profundidade e outra dentro desta, abrindo-se para cima proporcionando a altura para a caixa cênica. Os dois metros intactos do baú que sobram para os lados estarão os banheiros no mesmo sistema dos de ônibus. Para a abertura que dá largura para os camarins tem-se a mesma ideia da abertura do palco, abre-se como outra gaveta na lateral direita do baú, com a mesma medida de 10 m. Esses deslocamentos serão todos dados por sistemas hidráulicos. Ainda lembrando-se que na traseira do baú tem-se uma porta com altura total do mesmo (descontando-se as medidas do piso e de teto) e sua largura de 1,48 m. A fixação destas aberturas é dada pela plataforma tucklift horizontal o qual é formado por um sistema hidráulico compacto e provido de válvula de segurança. Observe as imagens para entender o sistema:

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Baú fechado.

Palco: etapa 1.

Palco: etapa 1.

Palco: etapa 2.

Palco: etapa 2.

Palco: etapa 3.

Palco: etapa 3.

Palco aberto: Vista superior.

Palco aberto: Vista superior.

Camarins: baú fechado.

Camarins: baú fechado.

Camarins: etapa 1.

Camarins: etapa 1.

Camarins abertos: Vista superior.

Camarins abertos: Vista superior.

Escolheu-se esta carreta para tal tema, por haver a necessidade de espaço para acoplar todos os materiais necessários para os efeitos (tanto em comprimento, largura e altura). E como utiliza-se materiais muito pesados, pensou-se na que melhor suportaria esta carga. A escolha de um bitrem é dada pela necessidade de um segundo baú para guardar as arquibancadas retráteis, o material que usará como piso portátil, caixas de som, tenda, dentre outras necessidades.

Valendo-se ressaltar que o projeto teve parceria de engenheiro mecânico para analisar a proposta da parte estrutural da carreta.

Fazendo parte da composição do teatro tem-se os Mecanismos Cênicos, onde as varas de iluminação, cenário e vestimentas são movimentados para a montagem de cada apresentação, fixação de cenários, refletores, etc. Esses mecanismos de suspensão são constituídos em sistemas motorizados, pois apresenta maiores condições de segurança e operabilidade. O sistema de motorização consiste em varas ajustáveis através de motores e tambores de recolhimento de cabos, que são simplesmente comandadas por um quadro touch-screen. Juntamente com esta motorização, fez-se a automação dessas varas tornando-se um sistema seguro, onde qualquer peso excedente faz com que o sistema inteiro pare. Esses mecanismos ajudam na fácil configuração e instalação do espaço cênico para abrigar uma variedade de espetáculos.

A Vestimenta Cênica tem como destaque protegendo o palco a cortina de boca e o lambrequim. A cortina de boca é instalada na abertura da boca de cena, podendo ser utilizadas diversas formas de aberturas de acordo com o tipo de apresentação que será realizada. O lambrequim tem um corte reto e é ajustável em sua altura para ajudar a esconder da plateia os equipamentos instalados no teto e dando também o acabamento a cortina de boca. Dentro da caixa cênica já estão os reguladores, que se dividem em horizontal e vertical, cuja função é definir a altura e largura da boca de cena em cada apresentação. Em seguida temos as pernas que estão localizadas nas laterais do palco e escondem o que acontece nos espaços da coxia. Já as bambolinas que são penduradas em varas de cenotecnia ocultam da plateia as varas de cenário quando recolhidas, ou as varas de luz. Essas varas de cenotecnia se dividem basicamente em 3 tipos: as varas de iluminação, responsáveis por comportar os refletores de luz; as varas de cenário, e as varas de vestimenta cênica que se subdividem em: as bambolinas, as pernas laterais, a rotunda e o ciclorama. A Rotunda consiste em um pano de fundo com a função de delimitar a profundidade do espaço cênico no palco, e o Ciclorama que consiste em uma tela branca que tanto pode ser usada para efeitos com luzes, como para ser projetados filmes e imagens a partir de um sistema de reprodução. E por fim tem-se a concha acústica constituída por peças de madeira em que se encaixam com sistema macho-fêmea com a finalidade de refletir o som para plateia.

O tratamento da qualidade sonora interna é denominado tratamento acústico e incide no acabamento que é dado às paredes com o intuito de diminuir a reflexão das ondas sonoras dentro do ambiente interno, (fenômeno de reverberação) com o desígnio de melhorar a inteligibilidade do som. Sendo assim, foi utilizada como revestimento de chão para o palco, local das apresentações feitas, a madeira freijó, uma madeira resistente e ao mesmo tempo não muito dura. Para instalação construiu-se uma estrutura metálica para a colocação dos barrotes e eventualmente do assoalho. Já para as áreas da coxia e camarins foram dispostos o carpete, qual preenche duas funções: para revestir pisos e para absorver o som, assim evitando que toda a correria interna não venha a chegar à plateia. A capacidade do carpete em absorver sons (música, vozes) é de até 10 vezes maior a dos outras espécies de revestimentos. Além disso, consegue-se diminuição de ruídos de superfície (impacto de quedas, arrastar, andar) o que faz do carpete um ótimo isolante acústico. Eles são também muito seguros, evitam escorregões e deslizamentos que podem provocar quedas com efeitos mais ou menos sérios. E, mesmo que elas ocorram a sua capacidade de amortecer é superior a dos outros tipos de revestimentos.

Outro elemento que compõe os bastidores são as placas acústicas utilizadas nas paredes e teto. Elas proporcionam uma ótima acústica e são sustentáveis. As referidas placas harmonizam a nitidez das palavras e o conforto, reduzindo os níveis de ruídos dos ambientes. A sua geometria superficial adapta a difração do som, ou seja, reduz a distorção das ondas causadas por obstáculos, enquanto sua estrutura celular promove absorção sonora através do atrito. Sua excelente capacidade de absorção é graduada pelas diferentes espessuras, dando a redução de ruído e conforto acústico.

Comumente, o tratamento acústico interior é feito com materiais leves e porosos, com boa idoneidade de absorção, tais como espuma, tecido ou carpete, por contraste com os materiais pesados usados para isolamento acústico. Estes materiais em geral são eficientes para absorver agudos, por terem tamanhos de onda pequenos, e assim qualquer pequena irregularidade do material é capaz de atenuar a energia da onda sonora. Já no caso dos graves, é necessário designar dispositivos compatíveis com os tamanhos de ondas grandes, o que é feito com painéis específicos de amortecimento que vibram com os graves e também concentram a energia dessa vibração, não retornando a onda ao espaço.

Quanto mais perto as caixas de som estiverem com o publico, menor será a necessidade de aumentar o volume do equipamento, sem dizer que o publico também abafará uma boa parte do som emitido pela fonte sonora. O som se propaga em linha reta em todas as direções, sendo assim, o lugar deve ser estudado para a locação ideal das caixas de som, as quais devem ser dispostas e norteadas de forma a diminuir a vazão do som.

Outro componente de suma importância é o tratamento feito a partir da cabine de comando, capaz de regular de várias maneiras as configurações de áudio do palco e da plateia, deixando configurações pré-determinadas.

A Cabine de Comando é composta por mesas de comando de luz cênica e som, os equipamentos de áudio e os painéis de controle da luz da plateia.

É essencial a iluminação aplicada no espaço cênico, devendo ser inteiramente controlável e flexível, de forma que se habituem às mais diversas apresentações que o espaço puder comportar. Por isso, a dimerização dos pontos de iluminação cênica é imprescindível. Os dimmers são unidades de potência que proporcionam o controle da luz com intensidades variáveis em todos os refletores, a cada cena. Estes são programados e controlados diretamente da cabine de comando durante uma apresentação.

Outro elemento indispensável são estruturas metálicas para dois outros elementos usados nos teatros. A primeira delas é a varando de palco, que são estruturas metálicas levantadas nas laterais e nos fundos do palco para manobra e manutenção na parte elevada do palco. A outra é a passarela, que são construídas em estruturas metálicas acima da plateia, tendo como emprego permitir o acesso às varas de iluminação e os refletores de luz.

2015, o que tenho a oferecer?

Pois bem, estamos chegando ao final de 2014 e garanto a todos que este foi, especialmente para mim, um ano em que aprendi muito e, depois de avaliar algumas atividades, senti a necessidade de reestrutura-las, ajusta-las e propor novas atividades.

SOBRE EVENTOS.

Após levar alguns calotes por parte de organizadores de eventos para os quais fui convidado defini que:

  • PARA EVENTOS ESTUDANTIS E ACADÊMICOS:

Tudo referente à minha participação deve estar organizado com no máximo UM mês de antecedência. Transportes, hospedagem, alimentação devem estar confirmados neste prazo. Já o pró-labore (quando houver), deverá ser pago a mim ANTES do início da atividade.

Sobre o fechamento da agenda de atividades do evento, quando não houver a possibilidade de conhecê-la neste prazo de UM mês antes do evento, quero saber ao menos os meus horários já encaixados na grade para que eu possa organizar a minha agenda e planejar melhor minhas viagens (contatos com prospects, atendimento a clientes e parceiros locais, etc).

Manterei isento do pagamento do pró-labore APENAS alguns eventos como os NDesign, R’s, Eita, e alguns outros que sei que posso confiar na organização dos mesmos.

Isso se deve a dois calotes que recebi de eventos onde acreditei na promessa de ressarcimento e acabei tendo de arcar com todas as despesas de minha participação nos mesmos.

  • PARA EVENTOS PROFISSIONAIS:

Tudo referente à minha participação deve estar organizado com no máximo UM mês de antecedência. Transportes, hospedagem, alimentação devem estar confirmados neste prazo.

O pró-labore, deverá ser pago a mim ANTES do início da atividade. O valor (bem como o suporte) deverá ser negociado e acordado em contrato assinado por ambas as partes.

Sobre o fechamento da agenda de atividades do evento, quando não houver a possibilidade de conhecê-la neste prazo de UM mês antes do evento, quero saber ao menos os meus horários já encaixados na grade para que eu possa organizar a minha agenda e planejar melhor minhas viagens (contatos com prospects, atendimento a clientes e parceiros locais, etc).

Após levar um calote pesado de um evento organizado por um “promoter”, ao mesmo tempo em que o via fazendo festas e mais festas, lançando novos produtos com a sua marca resolvi fechar a porta de vez para os futuros espertinhos (do tipo mau caráter mesmo).

SOBRE ATIVIDADES

Então, o que tenho para oferecer a vocês em 2015?

CONHECIMENTO!!!

Como bem sabem não falo mais (palestras) sobre a regulamentação profissional enquanto o caso de amor bandido entre a dupla conselho/associação não parar. Isso não significa que me nego a participar de mesas redondas sobre o tema, pois se trata de um momento importantíssimo onde podemos, olho no olho e cara a cara, debater sobre o assunto. Sei que isso é impossível de acontecer, pois o outro lado é COVARDE e sempre foge desta possibilidade. Mas caso aconteça, está valendo. É só me chamar!

PALESTRAS

  • N JEITOS DE ATUAR

Palestra, já antiga mas que sempre faz sucesso e abre a mente dos acadêmicos e profissionais, onde exponho as diversas possibilidades de atuação para o Designer de Interiores/Ambientes além daquele “bêabá” (residencial x comercial) imposto pela academia. Um olhar com a amplitude do Design sobre os diversos ambientes utilizados direta ou indiretamente pelos usuários.

  • ANTES DO DESIGNER, VEM O DESIGN

Trata-se de um ponto fraco dentro do Design brasileiro e que busco fazer com que os acadêmicos e profissionais parem e repensem um pouco como andam levando suas vidas profissionais: os guetos. Guetos estes que já são formados ainda na academia quando vemos pouca interação entre professores e alunos de cursos de Design de áreas diferentes como se um nada tivesse a contribuir ou aprender com os outros. Infelizmente é uma prática que é levada para o mercado de trabalho pelos profissionais (não todos), mas que prejudica e muito a união da “classe” assim como mantém, especialmente a nossa área, como marginais ou motivo de piada para alguns que desconhecem o que realmente é DESIGN de Interiores/Ambientes.

  • DESIGN SOCIAL

Porque as academias só nos ensinam a pensar em projetos do tipo “capa de revista”? Onde, quando e como podemos (E DEVEMOS) aplicar o Design de Interiores/Ambientes com foco no social, destinado à população de baixa renda, entidades e grupos de apoio sociais visando à qualidade de vida e bem-estar dos usuários, seja este individual ou coletivo? Sim, há muito que fazer e nosso país necessita de designers com responsabilidade social.

  • DEFESA DA ÁREA COMO DESIGN

Há ainda certa resistência de algumas pessoas de fora de nossa área (docentes, profissionais e os empoleirados em cargos) em perceber a nossa área como integrante da raiz DESIGN. Apresento aqui aspectos e elementos de nossos cursos, formação acadêmica e prática profissional que mostram claramente que a nossa ligação DIRETA é com o DESIGN e não com outra área que insistem em nos amarrar.

  • FORMAÇÃO E VIDA PROFISSIONAL

Uma palestra onde aponto os erros e falhas curriculares dos cursos fazendo um contraponto entre formação e vida profissional e, como estas falhas prejudicam a atuação profissional. Das disciplinas dispensáveis no currículo àquelas indispensáveis e por vezes menosprezadas, faço um passeio pela formação real x ideal em diversos cursos mostrando como alguns cursos já perceberam estas falhas, as corrigiram e hoje oferecem cursos de excelência.

  • LUZ, VISÃO E PERCEPÇÃO

Qual a relação entre a nossa visão e a luz? Como a luz afeta a nossa visão e a nossa percepção dos ambientes? O foco desta palestra é mostrar exatamente estas relações psicológicas e físicas entre a luz e o usuário.

  • LUZ E ERGONOMIA I: FUNÇÕES DA LUZ

Trabalhar com Lighting Design é muito mais que simplesmente “botar uma luzinha aqui e outra acolá”. Existem características e necessidades dos usuários e dos espaços que devem ser levadas em consideração no momento do projetar. E todas estas características e necessidades somente são percebidas após um profundo conhecimento sobre equipamentos de iluminação, sobre como iluminar e, especialmente, através de uma visão multidisciplinar e holística da LUZ.

  • LUZ E ERGONOMIA II: ERGOLIGHTING?

Sim, engana-se quem pensa que iluminar pouco tem a ver com a Ergonomia. Diferente da parte I, nesta palestra mergulho fundo na iluminação através de um enfoque ergonômico que vai desde o briefing até a avaliação pós-ocupação. Luz (seus conceitos, técnicas e equipamentos) x Ergonomia (seus pilares, aspectos e soluções).

  • BRIEFING

Palestra voltada PARA Design de Interiores/Ambientes e Lighting Design onde aponto a diferença entre Briefing (ferramenta do Design) e o programa de necessidades (ferramenta da Arquitetura e Engenharia) que, lamentavelmente vem sendo repassado na academia como se fosse Briefing, quando na verdade não é e deixa muito a desejar. A importância do uso desta ferramenta para pensar e elaborar projetos com a mínima chance de erros e buscando sempre atender as reais necessidades dos usuários. Aponto também nesta palestra a falácia do “realizar sonhos” e o real papel do designer em mostrar aos clientes os erros, inconsistências e impossibilidades destes sonhos, ao mesmo tempo em que propõe soluções para estes problemas o mais próximo possível do desejado. Afinal, todo sonho é um problema a ser resolvido.

WORKSHOPS

  • LIGHTING CONCEPTS I*

Workshop de quatro horas onde, utilizando a luz como ferramenta, levo os participantes a iniciar e turbinar o processo criativo numa gostosa brincadeira entre luz e sombras. Workshop realizado em sala de aulas (laboratório/câmara escura).

  • LIGHTING CONCEPTS II*

Workshop de oito horas com atividades internas (laboratório/câmara escura) e externas (noturno). O uso da luz como ferramenta criativa e de transformação dos espaços.

  • LIGHTING CONCEPTS III*

Workshop de seis horas de duração (ou mais) com duas horas de atividades internas (final de tarde para estudos e planejamento) e o restante realizado através de intervenções urbanas utilizando a luz como ferramenta de transformação e embelezamento urbano.

  • DESIGN SOCIAL I*

Workshop de quatro horas (laboratório de informática) buscando as melhores soluções para o desenvolvimento de projetos voltados às residências de usuários de baixa renda.

  • DESIGN SOCIAL II*

Workshop de oito horas (laboratório de informática) com foco nas instituições filantrópicas e sociais que necessitam de apoio atendendo às necessidades de cada segmento e solucionando os problemas das mesmas através do desenvolvimento de projetos de forma colaborativa.

  • DESIGN SOCIAL III*

Workshop com duração de um final de semana (16 horas ou mais) onde colocamos “a mão na massa” para analisar, pensar e solucionar os problemas de um determinado cliente (residência, instituição, etc) e, através de parcerias com fornecedores, realizar alterações visando a segurança, a funcionalidade, a qualidade e o bem-estar dos usuários.

  • REDESIGN URBANO*

Calma, nada tem a ver com urbanismo afinal, este já está implantado. O foco aqui é, seguindo as ações internacionais onde a liberdade criativa é respeitada, realizar intervenções de DESIGN em espaços urbanos degradados ou que apresentem problemas de mobilidade, usabilidade, estéticos e funcionais.

* Estes workshops não são voltados apenas para lighting designers ou designers de interiores/ambientes e sim, para os designers de todas as áreas. A intenção é a interação e compartilhamento de conhecimentos entre as áreas.

Além destas atividades existem ainda mais duas palestras que são fruto das pesquisas de meus livros e versarão sobre estes temas. Não as divulgo, por hora, para não estragar a surpresa sobre os temas dos mesmos. Assim que publicados liberarei a contratação das mesmas.

Graças à reclusão, que fui forçado no último semestre, tive tempo de voltar meu foco às minhas raízes: as pesquisas. Todo este material das palestras e workshops já estão prontos para uso.

Precisando, é só chamar!

Panorama do Design de Interiores/Ambientes no Brasil

Convido todos os profissionais de Design de Interiores/Ambientes para responderem a um levantamento sobre o mercado de Design de Interiores/Ambientes no Brasil.

Esta é uma pesquisa exclusiva para profissionais formados em Design de Interiores/Ambientes.

Pretendo elaborar um panorama do Design de Interiores/Ambientes no Brasil, sendo este um trabalho independente e sem qualquer relação com associações ou grupos portanto, livre de interferências e ingerências.

Esta é uma pesquisa composta de 85 perguntas, abordando questões gerais sobre formação acadêmica, mercado de trabalho e associações, visando traçar um perfil mais detalhado sobre quem somos.

Apesar da quantidade de questões, a maioria é do tipo objetiva (marcar uma ou algumas opções).

Atenção: preencha o formulário até o final. Caso não chegue até o final do preenchimento, o formulário não será salvo e suas respostas serão automaticamente descartadas.

Todos os dados compilados ficarão disponíveis aqui em meu blog.

O formulário ficará disponível de 21 de maio a 15 de julho.

A sua identificação somente será solicitada no final do questionario e nao é obrigatória.

Para responder ao levantamente, basta acessar este link:

Panorama do Design de Interiores/Ambientes no Brasil

O mercado nacional agradecem a sua participação!

Portal Lighting Now

Apresentando mais um parceiro do blog: Portal Lighting Now.

O Lighting Now acaba de completar 1 ano de estrada e ao longo desta curta jornada vem colecionando excelentes resultados.

Além do reconhecimento da ferramenta pelos profissionais do mercado (mais de 1500 profissionais cadastrados), o site tem apoio de diversas empresas, tais como: Philips, GE, Lume Arquitetura, ABD, Aureside, AD Fórum, Academia de Engenharia e Arquitetura, entre outros.

O site, que é definido como um sistema de informações qualitativas sobre o mercado de iluminação nacional, foi criado por Alexandre Rautemberg, arquiteto, MBA em marketing e com experiência de 12 anos neste mercado e tem por objetivo, estreitar o relacionamento entre profissionais e fornecedores, facilitando as rotinas do dia a dia.

Segundo Rautemberg, o grande problema da WEB é que existe uma grande quantidade de dados espalhados, com pouca consistência e desta forma deixam “pobre” a informação. O site veio para juntar estes dados em um único lugar, de forma organizada e prática para todos aqueles que atuam ou se relacionam com este mercado, transformando tais dados em informação de qualidade.

O sistema tem o foco muito bem definido e totalmente orientado para o Marketing e TI (tecnologia da informação). “Não temos um cunho jornalístico, por isso não temos matérias ou entrevistas. Isto os nossos amigos das Revistas e Blogs fazem com extrema perfeição”, acrescenta Rautemberg.

Algumas ferramentas já estão disponíveis, tais como:

– Cadastro de Fornecedores (fabricantes, distribuidores, representantes, lojas e serviços)
– Pesquisa (por região, atividade, produto/serviço, materiais, etc…)
– Vitrine de Lançamentos
– Agenda e Cursos
– Auditório Virtual
– Catálogos On-Line
– Biblioteca Virtual
– Newsletter, etc…

Para o mês de aniversário, o site vem prevendo mais seções e funcionalidades tais como:

– Espaço Lighting Designer
Seção onde os profissionais poderão divulgar seus principais projetos, com fotos, ficha técnica, contatos, curriculm, etc…

– Acontece no Mercado
Post de notícias sobre produtos, lançamentos, cursos, eventos e tudo o que acontece no mercado de iluminação.

– Versão para IPAD
Novo layout para possibilitar ser consultado pelos equipamentos da Apple.

O Cadastro é gratuito e outras funcionalidades, principalmente aquelas que vão auxiliar o departamento de marketing das empresas estão sendo implantadas à medida que o sistema ganha corpo.

www.lightingnow.com.br

Coletânea de materiais – LabLuz

Pessoal, já postei aqui ha bastante tempo mas sempre é bom relembrar:

O LabLuz – Laboratório de Iluminação da UNICAMP – tem uma coletânea de arquivos disponível no site deles com muuuuuuuito material sobre iluminação, arquitetura, cênica, etc.

É um trabalho desenvolvido pelo colega Valmir Peres, LD especialista em iluminação cênica.

Vale a pena uma visita pois tem muita coisa boa por lá pra quem gosta de ler e busca informação.

O link para a coletânea é este aqui.

 

 

pra quem gosta de ler

Estava me preparando para ir dormir e um link no Google me chamou a atenção. Fui ver e cá estou eu, três horas depois, ainda acordado, zonzo de tanto ler, para compartilhar com vocês este achado.

Trata-se de uma página, na verdade uma biblioteca de artigos e teses específicos sobre Design dentro do site modavestuario.

Você pode ler e salvar em PDF aqueles que você quiser.

Destaco alguns interessantes que li e outros que salvei para ler depois:

– O Processo de Design de Aeronaves: um Estudo Exploratório
– Questões de Ética: Relações entre o Design e a Ecologia Profunda
– O tratamento do espaço pela cenografia nos desfiles de moda
– Percepção de conforto por meio da avaliação visual de assentos: parâmetros para o design ergonômico de mobiliário
– Design e Significação sob uma Perspectiva Mitológica
– Desenvolvimento de Alternativas Sustentáveis Para Habitação de Baixa Renda
– As transformações dos estilos de vida na modernidade e a (re)configuração dos interiores domésticos
– Reflexões sobre a caracterização da pesquisa científica e da prática profissional no design
– O resgate da ética no design: a evolução da visão sustentável
– Análise de maçanetas cilíndricas e de alavanca por usuários idosos – aspectos de uso e percepção
– Design de Interiores e Consumo Sustentável
– Aproximações entre Arte e Design: Paisagem urbana e olhar de artista
– Valorização do território através do design estratégico: um estudo dos indicadores de qualidade de vida urbana no âmbito do bairro
– Design versus Artesanato: Identidades e Contrastes.
– Cores e Iluminação Aplicadas num Projeto de Interior de Aeronaves
– Informação ou poluição: processos de descaracterização do espaço urbano
– Lighting Design e Planos Diretores de Iluminação Pública: A Requalificação da Cidade por meio da Luz Artificial.

Tem muita coisa boa ali dentro. São mais de 500 artigos sobre interiores, lighting, moda, produtos, embalagens, educação, história, têxtil, arquitetura, eco-design, design social, ética, etc.

Acesse a página e divirta-se com uma boa leitura!

Pós.. pesquisas e metepe

Ha dois meses tive aula da pós (do IPOG) e dessa vez o módulo foi sobre a famigerada e odiada METEPE (Metodologia e Técnicas de Pesquisas).

Apesar do receio inicial geral da turma com relação à disciplina, conseguimos atingir um nivel bastante interessante nas propostas dos trabalhos desenvolvidos.

Entrei com três idéias para a Monografia e saí com cinco… Está difícil escolher pois são temas distintos e polêmicos dentro de áreas distintas do universo do LD. Mas este não é o foco deste post.

Foi interessante perceber como as pessoas tem dificuldade em focar um elemento dentro de um tema e, por vezes, resistem quando alguém tenta mostrar que não existe um foco e sim vários no que foi apresentado. Tentam se justificar e não prestam atenção no que está sendo apontado.

Pelas nossas profissões (arquitetura e Design) serem bastante criativas – e exigirem muito disso da gente – acabamos por “viajar na maionese” jogando tinta demais sobre a tela. No entanto, quando vamos escrever um artigo temos de ser extremamente específicos e focados. Interessante notar que nos outros módulos mais práticos isso não tina aparecido ainda na turma.

Vou exemplificar usando o meu grupo e o que aconteceu nele. Escolhemos como área, “Iluminação e Terceira Idade”.  Na hora de recortar o tema foi um auê geral pois cada um apontava uma coisa. Da acessibilidade ao tipo de lâmpada com características menos danosas aos idosos, rolou de tudo:

– Segurança

– Acessibilidade

– Características fisiológicas dos idosos

– tipos de lâmpadas mais adequadas

– tipos de luminárias mais adequadas

– tipo de iluminação mais adequada

– efeitos psico-fisiológicos da luz na terceira idade

– adequação projetual de espaços voltados à terceira idade

Enfim, idéias não paravam de borbulhar em nossas cabeças. Mas analisando as idéias acima, começamos a perceber que mesmo assim, cada uma nos davam margem para vários focos, ou artigos distintos, que é o caso do curso.

Depois de horas debatendo, conseguimos focalizar em um problema e escolher um objeto:

Area:

Iluminação e Terceira Idade.

Tema:

Melhoria da qualidade de vida para pessoas da terceira idade através da implantação de iluminação artificial adequada em residências institucionais.

Imagem: joaobem

Parece ainda bastante aberto o tema não é mesmo? Porém, ele já está bem fechado e isso fica claro nos itens seguintes descritos no trabalho:

Problemas:

1 – Como trabalhar a iluminação artificial para as pessoas da terceira idade que já não tem a mesma percepção visual e espacial do jovem e do adulto.

2 -As necessidades de adequação do projeto de iluminação artificial para idosos visando saúde, segurança e bem-estar.

Hipóteses:

1 -A ausência de projetos de iluminação artificial específica para a terceira idade nas instituições.

2 -Os cuidados com o bem estar dos idosos e o desconhecimento sobre a iluminação adequada.

3 -O alto custo para implantação de um projeto de iluminação adaptado.

Objetivo Geral:

1 -Identificar as necessidades fisiológicas de idosos para que através da adequação da iluminação artificial possa melhorar sua qualidade de vida.

Objetivos Específicos:

1 -Verificar os pontos deficientes da iluminação artificial nos ambientes;

2 -Coletar dados para viabilizar a elaboração de projetos adequados;

3 -Demonstrar que o custo inicial para implantação de um projeto de iluminação adaptado para idosos tem retorno a curto prazo.

Metodologia:

1 – Método: Monográfico.
2 – Universo: Iluminação de Interiores.
3 – População: Iluminação artificial para terceira idade.
4 – Amostra: Iluminação artificial para terceira idade em residências institucionais em Londrina.
Imagem: djibnet

Não entenderam nada? Claro, isso aqui é apenas uma cópia do powerpoint da apresentação. Vamos entender melhor como se daria este trabalho de pesquisa:

Dentro de todos os recortes que o grupo fez vinham ligados de uma forma ou de outra às questões sociais, especialmente aquelas ligadas a entidades assistenciais que carecem de recursos.

Ponto 1 – clientela:

Trabalharemos apenas com entidades não privadas e sim aquelas mantidas pelo estado (ou que o estado tenta manter).

Mas o que fazer?

O foco do curso é a iluminação, logo, recortamos mais ainda o tema especificamente em cima da iluminação e excluímos todo o resto. Qualquer coisa que não tenha a ver com iluminação estava em definitivo descartado.

Veja bem, o projeto de interiores existente é mantido, porém a análise fica sobre como a iluminação interfere e interage com este também,

Ponto 2 – O que fazer exatamente?

1 – Através de pesquisas bibliográficas, buscar elementos e dados para

2 – realizar uma avaliação da iluminação instalada no ambiente visando

3 – detectar erros, falhas e problemas buscando e propondo

4 – soluções  e ajustes no sistema de iluminação que

5 – atendam as necessidades dos usuários.

Clareou?

Perceberam como conseguimos focar em um determinado problema?

Não?

Pois bem, o que isso quer dizer é que formataríamos – caso este fosse um projeto real – um modelo avaliativo para os sistemas de iluminação existentes especificamente nos espaços voltados a guarda e cuidados de idosos em situação de risco.

De posse destes dados coletados nessa análise, pode-se então seguir adiante para a proposta de melhoria através de projeto que vise atender as reais necessidades dos idosos usuários do espaço. Mas isso já não entra na proposta nem no artigo. É apenas um direcionamento para o trabalho pós-artigo. E também, por se tratar de um espaço mantido pelo estado, busca-se então no projeto, além do bem-estar dos usuários, elementos que visem ajustar o custo/benefício: um projeto de excelente qualidade, a baixo custo, de fácil manutenção. É a tão falada viabilidade econômica da gestão pública.

Entendeu agora?

Mas porque de ser assim tão fechado?

Porque no curso, a construção de artigos monográficos tem um limite de páginas. Então, se abrirmos demais o tema  corremos o risco de falar sobre muitas coisas sem ser aprofundado em quase nada ou seja, muito blablabla para pouco resultado.

Houveram alguns casos de grupos que não conseguiram ser tão específicos e acabaram com seus temas dando margem para muitas suposições.

Outro ponto interessante foi a metodologia de avaliação utilizada pela professora Glaucia Yoshida:

Foi montado na frente da sala uma banca (duas mesas) onde cada grupo era avaliado por esta banca composta de 3 membros-alunos do curso. Inicialmente era esta banca que avaliava, inquiria, apontava problemas sobre os projetos. Após isso, abria-se para o restante da turma que quisesse fazer alguma pergunta. E a professora fazia as suas considerações finais.

Cada membro desta banca recebia um papel com elementos que deveriam ser avaliados no projeto:

1 – Tema (englobando a área e o recorte, se foi bem recortado)

2 – originalidade e execução (se é exequível, dentro da realidade, etc)

3 – apresentação (clareza na apresentação, firmeza nos argumentos)

Muito interessante a metodologia empregada pela professora Glaucia e os resultados obtidos.

Bom, é isso, finalmente consegui finalizar este post que estava aqui nos rascunhos desde o dia seguinte da aula.

Espero que os ajude.

fontes de informação – LD

Bom, a seguir compartilho vocês com uma série de links interessantes e mais que úteis sobre Lighting Design.

Divirtam-se e leiam muuuuuuuuitoooo!!!

IALD Guidelines for specification integrity – um guia de orientações para a correta especificação de luminárias.

Revista Ilumina – revista nacional sobre iluminação.

Lightlife – revista eletrônica do fabricante Zumtobel.

Mondo – revista sobre arquitetura, lighting, etc.

Lighting for libraries – como projetar corretamente a iluminação para livrarias, bibliotecas, etc.

Louiszone – revista eletrônica da perfeita Louis Puolsen.

ArchLight – revista eletrônica italiana sobre lighting design.

ERCO – uma das melhores industrias de luminárias e equipamentos. No site você encontrará diversos materiais na área de download.

PLD Professional Lighting Design – revista internacional de lighting Design.

Lighting Campus – um portal excelente para aprendizado de iluminação. Na verdade é quase uma universidade online com muito material, cursos, etc.

Lume Arquitetura – revista nacional sobre iluminação.

Portal Lumière – site da editora Lumière com notícias, assinatura de revistas (L+D e outras).

HighLight – revista sobre lighting design.

Bom, já tem bastante material aí para vocês se divertirem.

Espero que gostem e aproveitem.

OLEDs – uaw!

No último módulo da pós, o professor de fontes de luz artificial, Isaac, nos apresentou o que está sendo pesquisado no mundo em novas tecnologias e, dentre tudo o que apresentou-nos, estava o OLED.

Eu já postei aqui anteriormente sobre os OLEDs mas devido à correria do dia a dia acabei deixando de observar o movimento deste produto e confesso que fiquei pasmo como já está muito adiantada a pesquisa deste material bem como o desenvolvimento de novos produtos comfeccionados com ele.

Então resolvi fazer uma seleção mostrando algumas novidades nesta área:

Primeiramente lembro que o OLED é uma fina película:

Mesmo sendo finíssima, ela é composta por várias camadas de componentes:

A espessura reduzida, a maleabilidade e resistência garantem a aplicação deste produto em inimagináveis produtos reduzindo drasticamente algumas medidas:

Além de produtos, a industria de iluminação está investindo pesado em cima deste produto que promete ser, sem sombra de dúvida, o futuro da iluminação:

Fontes das imagens:

http://www.atulo.net/Palavra/netbook/

http://electronics.howstuffworks.com/oled1.htm

http://www.engadget.com/2005/05/20/samsungs-40-inch-oled-tv-pics/

http://www.ubergizmo.com/15/archives/2007/10/bendable_oled_display_from_samsung.html

http://oooled.blogspot.com/2008/11/o-que-oled.html

http://www.tvsnob.com/archives/2008_06.php

http://www.sustainabilityninja.com/sustainable-technology-gadgets/ge-stops-rd-in-incandescent-technology-to-focus-on-oleds/

http://dvice.com/archives/2008/10/sony_flaunts_se.php

http://blogadois.blogspot.com/2008_07_01_archive.html

http://informed-architect.blogspot.com/2009_10_01_archive.html

http://www.imelmaterialeletrico.com.br/noticias.php?codigo=15

http://www.hitechlive.com.br/papel-de-parede-oled-quem-precisa-de-janela/

http://www.printedelectronicsworld.com/articles/oled_lighting_has_a_bright_future_00000551.asp

Presente para compensar a minha ausência

E Deus disse:

Faça-se a Luz!

E fez-se a luz.

Olá pessoal, novamente passando e falando de minha correria rsrsrsr

Mas, dessa vez deixo aqui para vocês um mega presente que acabo de encontrar.

Trara-se de um documentário fa BBC sobre a Luz. Eu já o conhecia mas somente em inglês e, agora, para alegria dos preguiçosos, aí está a versão legendada.

Como são 4 episódios divididos em 7 videos cada, sugiro que assistam a 1 episódio por dia.

Espero que vocês curtam e prestem muita atenção pois, por mais que você não queira atuar especificamente em iluminação ou lighting, saber como a luz afeta o nosso dia a dia é imprescindível para projetar.

Como muitos já perceberam, o WordPress ultimamente tem sacaneado com este blog. São imagens que não aparecem, funções que não funcionam e por aí vai. Para segurança e certeza de que vocês conseguirão assistir a estes vídeos aqui vai a página no youtube onde eles estão guardados:

clique aqui

Bom, pra variar os vídeos foram excluídos…. infelizmente.

Europeana

Europeana é uma iniciativa dos países que compõem a UE.

Estes países uniram as suas bibliotecas num grande projeto multimidia com o objetivo de disponibilizar seus acervos online.

Ali você encontrará livros, mapas, desenhos, pinturas, artigos, revistas e muios outros materiais para pesquisa.

Disponível em diversas línguas, incluindo o português.

Vale a pena a visita.

Não há Cidadania sem Informação, nem Informação sem Design

Joaquim Redig*

I. Temática 

Antecedentes – tomada de consciência

Há seis anos foi fundada em Recife a Sociedade Brasileira de Design da Informação (Sbdi), primeira entidade no Brasil dedicada a essa área do Design, cuja responsabilidade social tem crescido junto com a importância da informação como instrumento de comunicação, cultura e tecnologia. A entidade já realizou três encontros nacionais (sempre com convidados internacionais) e sua atuação tem ajudado a disseminar no país o conceito do Design de Informação.

Internacionalmente, este tem sido um tema de discussão importante para o Design desde meados dos anos 1970, com eventos como a criação do Iiid (International Institute for Information Design, sediado na Áustria), a edição do Design Information Journal, e do boletim da Glyphs Inc., entidade internacional liderada pela antropóloga Margaret Mead e pelo designer Rudolf Modley, que visava a disseminação da pictografia como linguagem universal.

Nacionalmente, a criação dessa entidade representa um grande passo no sentido da conscientização sobre a questão no país, após meio século de história do Design brasileiro. Embora neste período tenha florescido o Design Gráfico nacional, setor a que está vinculado o Design de Informação, esta especialidade permaneceu aparentemente esquecida, tanto pela teoria, nas escolas, quanto pela prática, nos escritórios, empresas e repartições – a não ser por algumas experiências isoladas, mas fundamentais neste processo, como o sistema de Comunicação Visual do serviço de ônibus urbano do Recife, de Edna Cunha Lima, ou o de São Paulo, de Cauduro/Martino, ou a sinalização urbana do Rio de Janeiro, da PVDI, de Aloisio Magalhães, só para citar grandes projetos pioneiros, todos dessa mesma época, anos 1970.

No entanto, sua importância e necessidade nunca foi pequena. O passar do tempo e a permanência (portanto, o agravamento) dos problemas – como o caso (crítico) da (ausência de) comunicação visual nos transportes urbanos de ônibus, principal meio de locomoção das cidades brasileiras – apenas acentuam a necessidade de atenção dos designers a esta área.

Soma-se a isso o crescimento do valor da informação com a disseminação mundial da informática, e a recente expansão da área de Web Design, para a qual o Design de Informação é imprescindível, embora muitas vezes relegado ao segundo plano, substituído por estéticas de marketing para quem quer só se divertir, mas irrelevantes para aqueles que buscam informação na web com determinado objetivo.

Estes são alguns dos antecedentes profissionais da fundação da Sbdi. Academicamente, passos decisivos nesse sentido foram a criação do Curso de Especialização em Design de Informação -único no país- no Departamento de Design da Ufpe (Universidade Federal de Pernambuco) em 2000, pelos professores Solange Coutinho e André Neves, e, em 2001, do Grupo de Pesquisa em Design de Informação (vinculado ao CNPq), liderado pelas professoras Solange e Carla Spinillo.

Indo um pouco mais atrás, Solange declara que foram os professores Edna e Guilherme Cunha Lima, formadores de sucessivas gerações de designers na Ufpe, e profissionais atuantes de forma pioneira no mercado do Design Gráfico local, que estimularam na atual geração de professores dessa escola o interesse pelo Design de Informação. Além disso, Solange lembra também a intervenção sempre precisa e oportuna de mestre Gui Bonsiepe, que, em 1993, introduziu o tema do Design de Informação no Recife, em sua palestra no 1º. Seminário Nacional de Educação em Design Gráfico.

Não foi à toa que o início da tomada de consciência coletiva sobre essa questão no Brasil veio daquela cidade. Muitas outras centelhas que alimentaram o desenvolvimento do Design Gráfico brasileiro têm vindo de lá. Historicamente -e por aí podemos chegar até às iniciativas pioneiras de Nassau no sentido de implantar a imprensa no Brasil, só para dar um exemplo clássico – Recife tem sido berço e palco de fatos e atores determinantes para o desenvolvimento da disciplina e da profissão do Design no Brasil. Não sendo especialista em história pernambucana, acho que devo apenas lembrar aqui alguns exemplos importantes: O Jornal do Commercio, Vicente do Rego Monteiro, O Gráfico Amador, Aloisio Magalhães, Gastão de Holanda, João Roberto Peixe, a APD-PE (Associação Profissional do Designers de Pernambuco).

O grupo que se estruturou neste século na Ufpe em torno do tema da Informação no Design pode ser uma continuidade dessa linha – melhor dizendo, dessa linhagem. O conhecimento específico, esse grupo foi buscar na Inglaterra, mais especificamente na Universidade de Reading, onde se pós-graduaram muitos dos professores de Design Gráfico da UFPE. É bom lembrar que os ingleses são grandes mestres no assunto informação e cidadania: o mapa do metrô de Londres, ícone internacional do Design de Informação, desenhado nos anos 1930 e ainda hoje mundialmente copiado, ou re-reproduzido, é um exemplo maravilhoso e contundente.

Design industrial x design gráfico

Já nos anos 1980 a revista inglesa Design, uma das mais importantes na área, predizia que, com a Informática, a função do designer industrial tenderia a perder complexidade e importância para a do comunicador visual (ou do designer gráfico) na medida em que os produtos eletrônicos tendem a ser materialmente iguais – uma placa de circuito impresso, uma botoeira, e um display – embora possam cumprir funções totalmente diferentes, graças à informação que contém. Resumindo, o hardware (material) é o mesmo, o que muda é o software (informação processada pelo hardware). Exemplo: Uma calculadora é igual a um controle remoto que é igual a um telefone sem fio. A diferença é a função que cumprem, dada pelo software (um faz contas, o segundo controla aparelhos à distância, e o terceiro transmite voz). A tendência é termos um só aparelho que, dependendo das teclas que se aperte, cumprirá TODAS as funções que hoje dezenas ou centenas de tipos de aparelhos diferentes cumprem, na nossa vida cotidiana. Um só Design de Produto, para centenas de Designs de Informação.

Nesse ponto não posso deixar de lembrar da semente plantada por Décio Pignatari nos anos 1960 na Esdi (Escola Superior de Desenho Industrial), no Rio de Janeiro, onde, como professor de Teoria da Informação, ele já antevia muitas destas questões. Ainda que não tivesse dado, até agora, frutos institucionais, essa semente certamente germinou na cabeça de muitos designers brasileiros que, como eu, se formaram nessa Escola nesse período, e foram alunos dele.

Apaixonado pelo tema, por sua função (social) e por sua forma (racional), sempre o enfoquei com meus alunos – desde a primeira aula, em 1975, na PUC-Rio, com o tema da Pictografia. Profissionalmente, tenho desenvolvido, desde o escritório de Aloisio Magalhães/PVDI, nos anos 1960/70, dezenas de projetos de sinalização que me têm dado a oportunidade de tocar na questão da informação.

Ao contrário, por exemplo, do Design Editorial ou Corporativo, o Design de Informação não é, em geral, uma área lucrativa do mercado. Lidando com questões de âmbito público, está, portanto, mais submetido à crônica “falta” de verba do serviço público brasileiro. Somente agora, ainda timidamente, algumas empresas, orientadas por um marketing mais inovador, e ajudadas por décadas da ação perseverante do Design, começam a se voltar às reais necessidades do consumidor – ou pelo menos a dizer que querem isso – das quais uma das mais importantes é a informação clara, precisa e verdadeira.

Assim, paralelamente ao crescimento do país, têm crescido no Brasil as necessidades de projetos e intervenções nessa área. A importância desta iniciativa dos professores da Ufpe está não só em ajudar a nos preparar para atender a essas demandas, mas principalmente em trazer esse conceito da informação no Design para a consciência coletiva brasileira – governantes, empresários, profissionais e pesquisadores. Embora nesse movimento pernambucano tenham prevalecido os últimos – e é importantíssimo, particularmente para o Design brasileiro, uma questão como essa ocupar a cabeça, o tempo e a verba de cientistas e pesquisadores – sinto necessidade de convocar para a discussão os designers profissionais, e, sobretudo, os órgãos governamentais responsáveis por legislar e definir a informação pública no Brasil.

“Todo design não é de informação?”

Esta pergunta, que me foi feita pela editora de uma revista especializada, quando sugeri esse tema para um artigo, me fez pensar: É. Todo Design é de Informação. Mas uns são mais, outros menos. E é essa diferença que me interessa.

Um exemplo: capas de discos. Um mesmo objeto mostra a diferença entre o Design Gráfico (na capa) e o Design de Informação (na contracapa). Na frente, pode-se passar qualquer mensagem, pode-se até contrariar a imagem do artista, se ele, e/ou seu produtor, assim o quiser, ou concordar, naquele momento, naquele lançamento. Às vezes não é necessário nem escrever o nome do artista, na frente. Mas, do outro lado, eu, como usuário, quero saber rapidamente, sem esforço (se possível lendo em pé, na loja, antes de comprar), além do nome do artista, quais são as músicas, os autores, os músicos e, se possível, quando e em que contexto cada uma foi composta (para não falar das letras das canções, para ler depois, em casa). Tudo em tipo de letra não menor que Corpo 8, não muito fina nem muito grossa (nem light nem bold), sem linhas de contorno (outline) e com bom contraste cromático (letra bem escura sobre fundo bem claro ou vice versa). E ainda, com a numeração grande. A redução de espaço gráfico trazida pela passagem do LP ao CD veio aguçar os problemas de Comunicação Visual das capas de discos, acentuando o papel do designer de informação, nessa área rica e produtiva do Design Gráfico – tanto internacionalmente quanto nacionalmente, dada a riqueza e variedade de nossa produção musical.

Dois instrumentos, um mesmo fim: funcionalidade

Sempre tive duas paixões profissionais, o Design Industrial e o Design de Informação, e sempre estranhei o fato de duas disciplinas ou atividades aparentemente tão díspares (uma com ênfase tecnológica, a outra cognitiva) me atraírem da mesma maneira. Daí fiquei contente quando ouvi mestre Gui Bonsiepe – hoje em dia provavelmente o maior teórico do Design no mundo – dizer numa palestra que o designer industrial teria facilidade em trabalhar com o Design de Informação por estar habituado a resolver problemas complexos de funcionalidade.

No próprio congresso inaugural da Sbdi em Recife (2004), o depoimento de um dos mais importantes pesquisadores em Design de Informação, Jorge Frascara, argentino radicado no Canadá, veio reiterar essa conexão (Design Industrial e Design de Informação), ao citar o exemplo de um designer que, convocado por um fabricante de aviões para melhorar as instruções visuais de operação da saída de emergência da aeronave, após estudar o problema recomendou à empresa redesenhar primeiro o mecanismo de operação da saída, que não se mostrava funcional, antes de redesenhar as respectivas instruções de uso.

Isso me lembra um terrível acidente ocorrido há alguns anos no Rio de Janeiro, quando um ônibus urbano se incendiou e cerca de 10 pessoas morreram, sem conseguir sair do veículo a tempo. E por que não conseguiram, se o ônibus tinha saídas de emergência? Ou porque não conseguiram entender as instruções de funcionamento das saídas (um problema de Design de Informação), ou porque não conseguiram operá-las, por serem mal desenhadas (um problema de Design Industrial), ou porque eram subdimensionadas (outro problema de Design Industrial), ou então o mecanismo de abertura estava emperrado – único caso em que não se trataria de um problema de Design, mas do serviço de manutenção.

Outro exemplo, mais recente, da falta de funcionalidade da informação gerando conseqüências desastrosas (mundialmente desastrosas, neste caso). O jornal Folha de São Paulo de 13.11.2001 (pág.A17) cita notícia veiculada pelo site do diário norte-americano New York Times dizendo o seguinte:  “O novo estudo (sobre as eleições de 2001 nos EUA, que deram vitória ao presidente republicano George Bush) deu respaldo estatístico às reclamações de muitos eleitores, sobretudo democratas de idade avançada, segundo os quais cédulas confusas os atrapalharam no momento da votação, fazendo com que votassem em mais de um candidato, segundo o jornal (NYT). Mais de 113 mil eleitores votaram em dois candidatos ou mais. Entre eles, 75 mil escolheram Gore (o candidato democrata derrotado) e algum outro candidato de menor expressão enquanto apenas 29 mil votaram em Bush e em outro candidato menos expressivo. Esses votos não foram considerados no resultado final porque a intenção os eleitores não estava clara, de acordo com o diário. A vitória de Bush na Flórida deu ao republicano os 25 votos do Estado no Colégio Eleitoral. Assim, Bush chegou a 271 votos no colégio, um a mais do que o mínimo necessário para vencer o pleito.” (grifos meus)

E se as cédulas não fossem “confusas”? E se tantos milhares eleitores não tivessem “se atrapalhado” com elas? (mesmo sendo idosos – e nesse ponto eu lembro que o que é ruim para idoso é ruim para todo o mundo). E se Bush não tivesse sido eleito, como seria o mundo hoje?

O Design de Informação está no eixo do sistema democrático. Não existe democracia sem informação clara, e verdadeira. A seguir procuro delinear o que é informação clara e verdadeira, sob o ponto de vista do Design:
II. Características

Diante daquela pergunta “todo Design não é de Informação?”, resolvi me deter sobre aqueles componentes que caracterizam essa área. Não pretendo aqui ser extensivo sobre o assunto, mas colocar inicialmente seus pontos principais:

O primeiro se refere a questões do destinatário da mensagem.
Os seguintes, a questões da forma da mensagem.
E os últimos referem-se a questões do tempo, na transmissão da mensagem.

Quando o objeto informativo não atende a essas características, relacionadas a seguir, o processo de comunicação será deficiente e, portanto, o usuário ou o cidadão poderá não ser atendido. Nesse caso, de nada servirá o Design – harmonia entre formas, cores, materiais, significados. A relação da forma (externa) com a estrutura (interna) dos objetos é um dos fundamentos do Design (de Produto, ou de Comunicação Visual), ao contrário do que se pensa, e diz a mídia, que confunde “design” com aparência, superficialidade e frivolidade.

São condições indispensáveis para o Design de Informação existir:

A. Quanto ao Destinatário:
1.  Foco no Receptor

B. Quanto à Forma:
2.  Analogia
3.  Clareza
4.  Concisão
5.  Ênfase
6.  Coloquialidade
7.  Consistência
8.  Cordialidade

C. Quanto ao Tempo:
9.  Oportunidade
10. Estabilidade

Grifei as que considero mais importantes, em cada categoria.  Vamos a seguir examinar cada uma delas. Nestes exemplos, teremos a oportunidade de ver como esses dois elementos – informação e cidadania – se relacionam intimamente):
 

A. Quanto ao destinatário da mensagem:

Foco no receptor

Se, como diz a Semiótica, toda comunicação tem um ponto de partida, o emissor da mensagem, e um ponto de chegada, o receptor, para o Design de Informação é este quem determina o conteúdo da mensagem, e não quem a emite. O próprio emissor (nosso cliente), se quiser cumprir sua função, deve se colocar também nessa posição diante do receptor (seu cliente – isto é, cliente do nosso cliente). Por exemplo, no caso da sinalização do metrô, o emissor das informações que desenhamos é a companhia, nosso cliente (por quem somos contratados), sendo receptor o passageiro (para quem somos contratados).

A propaganda oficial do governo tem sido um campo típico – e vergonhoso – onde a informação se dirige mais aos interesses do emissor (governantes) que do receptor (população), ao contrário do que deveria ser. Vergonhoso porque é o cidadão (receptor) quem paga, em forma de impostos, os milhões que essa propaganda custa – enquanto alguns serviços públicos essenciais não são prestados por “falta de verba”. Sou totalmente contra propaganda governamental (não campanhas de interesse público, que é coisa oposta). Afinal, não lhe parece um absurdo pagar para que seus empregados falem bem deles mesmos, para você mesmo? – e o que são os governantes senão nossos empregados, ou seja, alguém que pagamos para trabalhar para nós, embora a maioria trabalhe para si próprio?

Por outro lado, campanhas de interesse coletivo (de saúde, de segurança no trânsito etc.) são puro Design de Informação, essenciais para a cidadania e o desenvolvimento social. Nada têm a ver com gastar dinheiro público para dizer que este governo foi o melhor que já tivemos, ou para um pagodeiro nos repetir, em cadeia nacional, aquele refrão inspirado que não nos permitirá esquecer que o partido do governo é o mais honesto e trabalhador do Brasil.
B. Quanto à FORMA da mensagem:

B.1. Analogia

Depois do foco no receptor, a segunda qualidade fundamental do Design de Informação está na forma gráfica da mensagem, que deve ser, o mais possível, analógica. É essencial que a informação tratada pelo designer estabeleça uma analogia com seu conteúdo, visando, antes de tudo, clareza e rapidez de leitura.

Os relógios digitais, ainda bem, não substituíram os de ponteiros, que hoje são digitais na tecnologia (com painéis de cristal líquido), mas muitas vezes analógicos na sua forma de leitura (com “ponteiros” que são na verdade imagens na tela, e não mais peças que giram mecanicamente). Chamam-se “analógicos” na medida em que estabelecem uma analogia (no caso, visual) com a noção da passagem do tempo, refletida no movimento circular dos ponteiros (que remete ao próprio movimento dos planetas, nosso sistema de referência para a contagem do tempo, originalmente expresso no relógio de sol), em oposição aos “digitais”, que veiculam a informação através de “dígitos”, signos abstratos e convencionados – no caso, algarismos. Esse conceito de leitura digital X analógica (homogênea, por meio do apenas do alfabeto, X heterogênea, isto é, por meio de formas, cores, símbolos, e também do alfabeto) pode ser estendido a qualquer área da Comunicação Visual.

Muitas informações de interesse público perdem eficácia porque são “digitais” e não “analógicas” (nesse sentido da leitura, não da tecnologia, repito). A bula de remédio é um exemplo clássico. São produzidas em função dos interesses do emissor da informação (laboratório fabricante do remédio) e não do receptor (paciente – só podia ter esse nome!), sendo visualmente “planas” (= chatas), nada analógicas, e muito pouco comunicativas.

Um bom exemplo oposto, de informação analógica útil e disseminada, é a Sinalização de Trânsito, uma das primeiras manifestações do Design de Informação no mundo, cujos parâmetros foram estabelecidos também nos anos 1930 (na mesma época do mapa do metrô de Londres), e que, desde então, tem servido de modelo para muitas outras áreas da linguagem visual.

O conceito de analogia é, no meu entender, determinante para a existência do Design de Informação. Mas existem outras características importantes a serem consideradas, na forma da mensagem:

B.2. Clareza

Atributo intrínseco a qualquer comunicação, trata-se de uma característica absolutamente imprescindível para o Design de Informação. Embora sua necessidade seja óbvia, sua ausência é comum.

Nessa área da Sinalização de Trânsito, a eletrônica trouxe a possibilidade de uso de painéis luminosos (feitos de micro-lâmpadas) com informações móveis, transitórias, úteis principalmente em situações de emergência (embora aqui eles não sejam usados para isso), coisa impossível de fazer com a sinalização fixa tradicional. Cidades grandes, médias e até pequenas possuem hoje em dia esses painéis luminosos, em pórtico sobre as avenidas principais. Aqui no Rio eles são (sub)usados na hora do rush, por exemplo, para orientar os motoristas quanto ao melhor trajeto para ir de Botafogo à Barra, dois polos importantes da cidade separados por montanhas e lagunas. Pode-se fazer esse trajeto pelo lado direito (Av. Borges de Medeiros) ou esquerdo (Av. Epitácio Pessoa) da Lagoa Rodrigo de Freitas. Assim, logo antes da Lagoa há um painel desses que diz (todos os dias, no fim da tarde): “B. Medeiros: LENTO – E. Pessoa: INTENSO”. Ou vice-versa. Qual a diferença? Qual dos dois caminhos devo escolher? Qual será o melhor – ou o menos pior, o lento ou o intenso? Para que me serve essa informação?

B.3. Concisão

Considerando as necessidades e condições de leitura, é imprescindível que a mensagem do Design de Informação seja absolutamente concisa, sem signos ou palavras supérfluas ou dispensáveis.

Há uma placa nas ciclovias do Rio que diz, para o ciclista: “Atenção! Cuidado! Respeite a travessia – a prioridade é do pedestre. Bastava dizer: “A prioridade é do pedestre”. Aí já está subentendido o “respeite a travessia”. Nesse contexto (sinalização urbana), por questões de tempo, e de segurança, não se pode ser prolixo nem redundante. Tem-se que ir direto ao ponto. A economia de palavras inclusive valoriza a mensagem. O excesso dilui. Uma ordem NUMA só palavra é muito mais forte do que NUMA FRASE DE DEZ PALAVRAS.

Voltando ao painel eletrônico de trânsito: alternando com a mensagem sobre o andamento do tráfego, acende uma tela nesse painel que anuncia, solenemente: “CET-RIO INFORMA: CONDIÇÕES DE TRÁFEGO ” (e depois apaga – aliás, não apaga, as palavras saem da tela “andando” para os lados, uma linha sai para a direita e outra para a esquerda: uma gracinha!). Eu não quero saber se aquele painel SERVE PARA ME DIZER quais são as condições de tráfego (se ele está no local das informações de tráfego, ou seja, acima e no meio da pista… era só o que faltava, se fosse um painel de propaganda!) (1). O que eu preciso saber é QUAIS SÃO as condições do tráfego. Sem introduções. Em movimento, não há tempo para isso – além de ser perigoso (distrair-se com informações supérfluas). Seria o mesmo que colocar no cabeçalho das placas fixas de sinalização urbana o título: “CET-RIO INFORMA: DIREÇÕES DE TRÁFEGO”, e abaixo, então, a informação que realmente interessa: “Copacabana à direita”, por exemplo.

E para que alternar as telas luminosas? para nos divertir, enquanto dirigimos no tráfego? (ou enquanto NÃO dirigimos, no engarrafamento?)  Por que não deixar acesa só a informação que (pretensamente) nos interessa, sem movimentos graciosos?

Outro exemplo de propaganda confundida com sinalização: é muito comum no Brasil uma placa rodoviária (portanto, dirigida aos motoristas) que diz “Proteja a Sinalização”. O que se quer dizer com isso? Como é que uma pessoa, dentro de um carro, em movimento, dirigindo, pode “proteger” uma placa fincada do lado de fora, na beira da estrada? O que se espera que o motorista faça? (pare o carro na estrada, salte, chegue junto à placa, veja se ela está suja ou quebrada, faça uma limpeza ou um carinho na placa, e depois procure na lista telefônica o número do Dner ou do DER para avisar sobre eventuais avarias na placa?) Ou será que essa mensagem seria dirigida àqueles delinqüentes que dão tiros na sinalização? Neste caso, será que, lendo-a, eles deixarão de atirar? (ironia é ver placas com esse texto furadas de bala!). Dinheiro (nosso, não canso de lembrar) jogado fora – ou no bolso dos fornecedores e compradores oficiais corruptos).

B.4. Ênfase

Outro componente essencial do Design de Informação, relacionado à propriedade analógica. 

Na informação analógica, há ênfase nas partes mais importantes ou mais graves da mensagem, por meio da acentuação gráfica dos elementos de informação, como o uso de letra pesada (bold) ou caixa alta, o aumento do tamanho, o destaque em cores mais fortes, ou o uso de recursos de separação visual, como margens, fios, barras, vinhetas, molduras ou quadros. As ênfases tornam a superfície informativa heterogênea, ou “ondulada”, e não homogênea, ou “plana” (como é a bula de remédio). Além da legibilidade, elas conferem também ao objeto informativo um contorno, um perfil, uma “cara” – uma identidade, portanto.

B.5. Coloquialidade

Empregar palavras de uso comum é essencial para a comunicação neste nível.

No Rio de Janeiro, os pontos de parada de vans e kombis (sistema que veio a preencher um vácuo no transporte de média capacidade das grandes cidades brasileiras neste início de século) são identificados por uma placa onde está escrito “Transporte Especial Complementar” – “tucanaram a kombi”, diria o José Simão, humorista do jornal Folha de S.Paulo. Se você estiver procurando esse serviço em algum lugar na cidade, e perguntar a alguém “onde fica o ponto do transporte especial complementar”, ninguém vai entender. Mas, se você perguntar “onde fica o ponto de kombi”, ou de van vão te responder. Para mim, usuário, esse sistema de transporte não tem nada de “especial”, nem de “complementar”. Poderá ser para os planejadores do transporte da cidade, emissores dessa informação, para quem este sistema auxiliar complementa o principal, servido pelos ônibus. Mas, para muitos, ele é o meio transporte que o levará, por exemplo diretamente de casa ao trabalho. Para o usuário ele é apenas um sistema de transporte menor, mais rápido, mais freqüente – e, ao menos aqui no Rio, chama-se “van” ou “kombi”.

B.6. Consistência

Sistemas de informação necessitam de códigos consistentes, onde cada signo, dentro de seu contexto, corresponde sempre a um mesmo significado, e vice-versa.

No metrô do Rio, durante cerca de 30 anos os assentos reservados a gestantes, idosos e deficientes físicos eram, em alguns vagões, na cor verde, com os demais assentos do mesmo vagão na cor laranja, e nos outros vagões era o contrário, ou seja, os assentos reservados em laranja, e os comuns em verde. A oposição de cores, sobretudo, mais do que sua variação, anulava qualquer possibilidade de fixação – e portanto de utilização – do código. Para que fazer dois acabamentos diferentes no interior dos trens? Certamente para ficar mais “decorativo”. Aí está outro vírus que freqüentemente contamina ou até destrói a Informação, além da Propaganda: a Decoração. Não que a sinalização deva se desvincular da função decorativa, ao contrário, esta é uma das funções compulsórias a serem cumpridas por ela, na medida em que é parte do ambiente arquitetônico. O problema é quando o aspecto decorativo ofusca ou até substitui a informação, o que é um contra-senso, embora freqüente. Contra-senso porque a sinalização é feita (destinada / pensada / comprada / fabricada / instalada) para informar, não para decorar. O desafio do designer no caso é justamente o oposto, ou seja, não substituir a informação pela decoração, mas unir os dois: usar a informação como decoração, e o elemento decorativo como informação.

B.7. Cordialidade

Outra característica necessária ao Design de Informação, no mínimo por uma questão de respeito ao próximo.

Podemos continuar no mesmo exemplo: na placa que identifica esses assentos reservados para gestantes e deficientes nos vagões do metrô do Rio, colocada acima dos respectivos assentos, há uma frase, obrigatória por lei, que começa assim: “Colabore: Você não está proibido de sentar nesses lugares mas lembre-se que eles são reservados a idosos, gestantes, deficientes físicos, etc. etc….”. No metrô de Londres tem escrito assim: “Por favor, ofereça esse assento a uma pessoa idosa ou deficiente”. Veja bem a diferença: “Por favor ofereça este assento…” em lugar de “Você não está proibido de sentar-se mas lembre-se…”. Síntese, precisão, e respeito.

Aqui no Brasil parte-se do princípio de que todos os usuários dos serviços públicos são delinqüentes, e assim somos todos tratados. Mas eu não sou delinqüente e exijo o direito de ser tratado como cidadão. E mesmo que fôssemos todos delinqüentes, caberia ao serviço público tratar-nos com respeito. Como se espera que nós TODOS, inclusive os delinqüentes, tratemos os serviços públicos com respeito.

Por outro lado, cordialidade não é esse ônibus urbano que dá “BOM DIA” pelo painel frontal (noutro dia, ainda de manhã, havia um dizendo “BOA TARDE”), onde também, alternadamente, se informa o número e nome da linha. Como esse painel agora é eletrônico (como o pórtico de trânsito, feito de micro-lâmpadas), pronto, haja criatividade nas mensagens! Na época do Natal o ônibus diz também “FELIZ NATAL”! Já que se pode escrever qualquer coisa nesses painéis, as pessoas não conseguem deixar de escrever bobagens – é só digitar e enviar a mensagem (ao contrário de uma sinalização fixa, que você tem que pensar, desenhar, olhar, aprovar, fabricar, e instalar). Se querem mudar de mensagem, alternando com o nome da linha, no caso do ônibus, então pelo menos que se esclareça seu trajeto, ou sua tarifa. O “bom dia” a gente deixa para o motorista, ao entrarmos no veículo. Ao vivo. Com direito a som, e expressão. Como em Londres. E no interior do Brasil.

Se esse é um exemplo de demagogia (fantasiada de “cordialidade”), este próximo chega a ser hipocrisia: quem agüenta ligar para um serviço e ficar esperando na linha enquanto uma gravação repete no seu ouvido que “a sua ligação é muito importante para nós”? Se fosse, não nos deixariam esperando, nos massacrando com essa frase “cordial”, mas estaríamos sendo atendidos. Esses tele-marqueteiros pensam que todos são bobos, como eles? Se sabemos que pelo menos ALGUMAS ligações NÃO serão importantes para a empresa, e sendo a frase dita em TODAS as ligações, então, às vezes – senão sempre – aquela voz está mentindo, e isso pode estar acontecendo na nossa vez.

C. Quanto ao TEMPO no processo de transmissão da mensagem:

C.1. Senso de oportunidade:

Em primeiro lugar, é essencial que a informação apareça (em primeiro plano), quando precisamos dela, e não apareça (fique em segundo plano), quando não precisamos.

Vou exemplificar novamente com o painel eletrônico da sinalização de trânsito – é bom repetir o exemplo para ver a variedade de problemas que um mesmo objeto pode trazer. Além da falta de clareza, o que torna aquele painel inútil é a inoportunidade da informação: Ou seja: todo mundo sabe – até os turistas – que, todo dia, na hora do rush, o trânsito nas avenidas principais é mesmo “lento” E “intenso”. Por isso, essa informação não quer dizer nada. Então, não perco mais tempo desviando minha atenção da rua para ler esses painéis (quanto pagamos por eles, aliás?). E, no dia que precisarem me mandar uma informação útil (aos motoristas), não vou receber (como, por exemplo, a de que o trânsito está lento por causa de um acidente em tal lugar, indicando um caminho alternativo – uso que nunca vi ser feito desse painel, embora ela seja feito para isso).

Agora, o exemplo inverso, elucidativo: Há poucos anos atrás passei algumas semanas hospedado num bairro residencial na periferia da cidade de São Francisco (EUA), e todos os dias, seguindo o movimento do trânsito, ia para o centro da cidade de manhã e voltava à tarde, dirigindo por auto-estradas largas mas sinuosas, numa região montanhosa. Depois de percorrer esse trajeto várias vezes, e já sabendo o caminho de cor, um dia deparei, logo antes de uma curva da estrada, com um desses painéis eletrônicos, que dizia: “Tráfego parado adiante”. E, logo depois da curva, tudo parado. Numa via expressa veloz, cheia de curvas, e de carros, aquela informação era muito importante para os motoristas diminuírem a velocidade a tempo, evitando um engavetamento. Mas, repare, eu nunca antes tinha visto aquele painel. Nos outros dias ele provavelmente estava APAGADO! Só o vi quando precisei dele. Para mim, como motorista, ele nunca foi usado para dizer algo previsível (e, portanto, inútil). Ele nunca foi usado para dizer que o tráfego adiante estava NORMAL! (como aqui no Rio, onde às vezes se coloca esta informação preciosa no painel eletrônico: “Avenida Tal: BOM”! Se o trânsito está bom, e isso é o normal – ou será o anormal? – para que informar? Apaguem o painel, e pelo menos, economizamos energia – a elétrica, coletiva, e a do olhar, individual.

C.2. Estabilidade

Informação é linguagem, e linguagem demanda continuidade. Não se usa uma palavra num sentido hoje, e amanhã noutro. O que, porém, não significa estagnação. Com o tempo, o sentido muda. Mas é uma mudança lenta, onde predomina a estabilidade sobre a instabilidade. Códigos, para serem usados, têm de ser duradouros, mudando quando não correspondem mais à realidade. Na nossa sociedade de consumo subdesenvolvido, porém, onde vicejam, além do regime da obsolescência planejada (de origem internacional), o regime da corrupção institucionalizada (paixão nacional), ambos campos de interesses privados (isto é, dos interesses do emissor, não do receptor), exemplos de descontinuidade, em prejuízo do público, são freqüentes:

A mudança constante dos nomes de ruas no Brasil, além desconsiderar o caráter poético e histórico que cada rua tem, serve apenas para fazer média entre políticos e famílias de mortos poderosos (emissores da informação). A mudança freqüente dos números de telefone no Brasil serve apenas para atender à desorganização das empresas concessionárias de telefonia, e à sua falta de consideração com o público, destino final do serviço. A mudança constante das siglas de órgãos públicos serve ou para encobrir erros passados, ou para atender aos interesses de políticos que entram em cena, e usam esses órgãos em seu benefício.

Nenhuma dessas mudanças leva em consideração as necessidades dos usuários. Ao contrário, só lhes dá dor de cabeça e despesas, desperdiçando seu tempo, prejudicando sua comunicação e sua vida, exigindo-lhes refazer papéis e documentos, despesas e prejuízos NUNCA ressarcidos pelos agentes provocadores das mudanças.

No campo do consumo privado o problema também é freqüente. Se um produto que você tem saiu de linha (e se ele ficou mais de um ano na “linha” foi muito), pode jogá-lo fora. As dificuldades de consertar aparelhos fora de linha, ainda que bem conservados, ou de conseguir re-completar os azulejos de um pedaço de parede que teve de reformar, ou de comprar mais um sapato igual a esse que você usa e gosta, são maneiras que as empresas encontram de fazer você comprar mais (de novo, no interesse do emissor, não do receptor). Você é obrigado a jogar fora o que você sabe que gosta, e a comprar um produto novo que você não sabe se vai gostar. Isto é, te fazem gastar mais para trocar o certo pelo duvidoso. Isso prejudica não só a economia individual, mas, somando-se, reflete-se também, é claro, na economia nacional.

Na área da informática, em seu processo de mudança vertiginosa, essa questão vem atingindo níveis dramáticos. A alteração – sem sentido – dos comandos a cada nova versão dos programas de computador pode divertir (a cabeça), ocupar (o tempo) e sustentar os (salários dos) analistas de sistemas e projetistas de softwares, mas traz grandes prejuízos aos usuários, que perdem não só tempo, mas principalmente desempenho operacional tendo de “reaprender” os comandos que já conheciam, para continuar a trabalhar. Isso sem falar nos custos de aquisição dos upgrades.

Quanto custa ao país essa derrapagem periódica da produtividade nacional, decorrente da falta de consideração dos produtores com as necessidades dos consumidores?
Conclusão

Não há cidadania sem informação, nem informação sem Design. Esses pequenos exemplos, somados a tantos outros, trazem a noção de cidadania para o âmbito da responsabilidade do designer, e particularmente do designer de informação. Cabe-nos assumir junto ao poder público esta responsabilidade, por intermédio das entidades acadêmicas e profissionais.

Resultado de muitos anos de ensino e prática sobre o tema, este texto foi originalmente preparado para uma palestra no Congresso Nacional de Iniciação Científica em Design da Informação, realizado na UFPE Universidade Federal de Pernambuco, Recife, em 2004, organizado pela SBDI, Sociedade Brasileira de Design de Informação. É com satisfação que o publico agora, revisto, na revista de Design Agitprop.(JR)
(1) Aliás, esse painel É usado para propaganda, quando a CET-Rio nele escreve, como vi há poucos anos: “PARABÉNS 10 ANOS CET-RIO”. Eu, motorista, deixo de focar o trânsito na rua para ler uma mensagem que está no lá no alto, e que pode (deveria) ser muito importante para mim, senão fatal, e em lugar disso, recebo esta sugestão: Dê-me parabéns, eu sou a CET-Rio, que há 10 anos cuida do seu trânsito. Uma das afrontas à cidadania mais freqüentes nessa área acontece justamente quando se confunde Informação com Publicidade. Quando vejo escrito em certas placas de sinalização rodoviária, como existem aqui no Rio, “CINTO DE SEGURANÇA: SEU AMIGO DO PEITO”, não me sinto na obrigação de usar o cinto. Isso é propaganda, não é sinalização. Eu “compro” a idéia, se quiser. Se fosse um outdoor, tudo bem. Mas placas de sinalização não devem ser usadas para propaganda. Trata-se da informação errada no veículo errado. Portanto, desperdício de dinheiro público. É diferente de outras placas onde está escrito: “CINTO DE SEGURANÇA: USO OBRIGATÓRIO”. Esta, sim, eu obedeço. Isso é sinalização, não propaganda.
*Revisão de artigo publicado em 2004 na Revista Eletrônica da Sbdi
Sociedade Brasileira de Design da Informação
http://www.infodesign.org.br/v01/artigos.html

Resultado de muitos anos de ensino e prática sobre o tema, este texto foi originalmente preparado para uma palestra no Congresso Nacional de Iniciação Científica em Design da Informação, realizado na UFPE Universidade Federal de Pernambuco, Recife, em 2004, organizado pela SBDI, Sociedade Brasileira de Design de Informação. É com satisfação que o publico agora, revisto, na revista de Design Agitprop.(JR)

 

* Joaquim Redig é designer formado na Esdi-Uerj (Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Mestre em Design pela mesma instituição, professor de Design da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e titular do escritório Design Redig, voltado às áreas do Design Industrial e Informacional.

fonte: AGITROP

Como adultos e crianças percepcionam as cores…

Parece que a percepção das cores é feita de forma diferente nos adultos e nas crianças.

Estudos sugerem que as crianças processam as cores, de uma forma pura, numa parte pré-linguística do cérebro enquanto que, os adultos, o fazem nos centros da linguagem do cérebro. Isto significa que, nos adultos, as cores são processadas sob a influência dos conceitos previamente formados sobre elas.

Uma equipa de investigadores testou o fenómeno do processamento das cores pedindo, a adultos e a crianças pequenas, para se concentrarem num circulo colorido, ao qual eram expostos de forma breve. Por vezes, o estimulo surgia no seu campo visual direito (transmitido ao hemisfério cerebral esquerdo, onde é processada a linguagem) e, noutras vezes, surgia no campo visual esquerdo. Quando lhes foi pedido para identificaram um alvo colorido, exibido sobre um fundo de cor da mesma categoria, as crianças tiveram maior facilidade em faze-lo quando o alvo surgia no seu campo visual esquerdo. O inverso aconteceu com os adultos. Como era expectável, a detecção dos estímulos foi mais rápida quando estavam em oposição cores de categorias diferentes.

Estes resultados sugerem que, devido à vivência, o processamento puro das cores dá lugar a um processo mediado pela linguagem. Pouco se sabe sobre como ocorre esta mudança e também persistem dúvidas sobre se as cores percepcionadas, por adultos e crianças, são diferentes.

É uma descoberta que pode ter bastante interesse para os designers que são confrontados, constantemente, com a tarefa de escolher cores para os seus projectos…
Ler artigo original:
A. Franklin, A.; Drivonikou, G. V., Bevis, L., Davies, I. R. L. , Kay. P. & Regier, T. (2007). Categorical perception of color is lateralized to the right hemisphere in infants, but to the left hemisphere in adults. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.

SUGADO do sempre excelente: O Design e a Ergonomia

Disponibilizando alguns materiais de pesquisa

Muita gente me escreve pedindo informações variadas sobre interiores, ambientes, lighting, produtos e design em geral.

Porém a grande maioria de pedidos vem em forma “solicitação de trabalho ou resumo” não sei pra qual finalidade, se acadêmica ou profissional.

Como educador, creio que qualquer profissional só se faz competente através do esforço próprio. Isso se consegue por meio de leitura, muita leitura. Não concordo com essa onda de professores que entregam tudo mastigadinho para seus alunos o que os libera de ter que pensar sobre determinado assunto.

Portanto, abri um 4Share onde começarei a disponibilizar materiais diversos para pesquisa. São materiais encontrados na web para download porém muitos complicados para se encontrar. Então, fica este o “mastigado” que ofereço a vocês: pastas com muito material, alguns até conseuidos fora da web.

O link é: http://www.4shared.com/dir/7199762/dfe53a7c/sharing.html

Boas pesquisas!!!

LD&DA Paulo Oliveira

 

Iluminação com energia solar

O Sol: uma mega-usina de energia logo ali
Em apenas 1 hora o Sol despeja sobre a Terra uma quantidade de energia superior ao consumo global de um ano inteiro. Energia gratuita, renovável e não poluente.
Então porque não aproveitá-la?
Diferente dos aquecedores solares de água comuns hoje em dia, o efeito fotovoltaico transforma a energia luminosa proveniente do Sol em eletricidade para abastecer lâmpadas, TVs, bombas e quaisquer outros equipamentos elétricos.

A crescente demanda global por energia e a importância do impacto das políticas energéticas sobre a sociedade e, principalmente sobre o meio ambiente criam a necessidade de optarmos por uma fonte de energia que possa abastecer a humanidade de forma inesgotável e que possa servir de base para um desenvolvimento sustentável. Com isso, iniciou-se também a pesquisa e o desenvolvimento de produtos ecologicamente corretos e eco-sustentáveis.

Como funciona

O efeito fotovoltaico começou a ser pesquisado em 1954 por cientistas da área espacial que buscavam uma forma eficiente de fornecer energia aos equipamentos dos satélites colocados em órbita. Desde então a energia solar fotovoltaica tem se desenvolvido de forma espetacular e se faz cada vez mais presente em regiões onde a rede elétrica convencional não chega ou não é confiável.
A Energia Solar Fotovoltaica é a energia da conversão direta da luz em eletricidade (Efeito Fotovoltaico). O efeito fotovoltaico é o aparecimento de uma diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de material semicondutor, produzida pela absorção da luz. A célula fotovoltaica é a unidade fundamental do processo de conversão.

Atualmente o custo das células solares é um grande desafio para a indústria e o principal empecilho para a difusão dos sistemas fotovoltaicos em larga escala. Porém, a tecnologia fotovoltaica está se tornando cada vez mais competitiva, tanto porque seus custos estão decrescendo. Hoje já encontramos equipamentos com preços bastante acessíveis e, em alguns casos, mais baixos que os de equipamentos convencionais.
O atendimento de comunidades isoladas tem impulsionado a busca e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia. No Brasil, por exemplo, 15% da população não possui acesso à energia elétrica. Coincidentemente, esta parcela da população vive em regiões onde o atendimento por meio da expansão do sistema elétrico convencional é economicamente inviável. Trata-se de núcleos populacionais esparsos e pouco densos, típicos das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
No Brasil a geração de energia elétrica por conversão fotovoltaica teve um impulso notável, através de projetos privados e governamentais, atraindo interesse de fabricantes pelo mercado brasileiro. A quantidade de radiação incidente no Brasil é outro fator muito significativo para o aproveitamento da energia solar.

Quais as vantagens desta tecnologia ?
A Energia Solar apresenta inúmeras vantagens, principalmente em onde o sol é soberano na maioria das regiões:
• É uma energia limpa: não gera nenhum tipo de poluição.
• Instalação muito simples: não necessita assistência técnica.
• Mínima manutenção: não há desgaste dos módulos ou placas solares.
• Vida útil dos módulos comprovadamente superior a 25 anos.
• Não consome combustíveis.
• Permite sua autosuficiência energética.
• Sem conta de luz, o sol é grátis!

Tanto nos EUA, como na Europa, o desenvolvimento subsidiado da Energia Solar está trazendo a um número crescente de pessoas a certeza de que há uma saída econômica e consciente para a questão energética através da autosuficiência e independência proporcionadas por esta tecnologia.
Graças à explosão da demanda verificada nos últimos anos, existem nesses países diversas organizações, grupos de usuários e revistas especializadas em geração independente de energia.

A Energia Solar é aplicável em quaisquer circunstâncias
Graças a sua modularidade, portabilidade e simplicidade de instalação, a Energia Solar pode ainda ser aplicada a diversas outras áreas de atividade:
• Repetidoras remotas de rádio e TV.
• Telefonia Celular convencional ou por satélite (Iridium ou Globalstar).
• Camping, motor-homes e barcos de passeio.
• Dessalinização de água.
• Iluminação pública.
• Sinalização marítima.
• Abastecimento de campos avançados militares e científicos.
• Até robôs em Marte.
 Jangada com orelhão celular em Maceió: Teleja

Fontes:
http://www.energia-solaris.com/iluminacao-energia-solar.html
http://www.ecoviagem.com.br/fique-por-dentro/noticias/ambiente/tecnologias-limpas-e-energias-renovaveis/a-energia-solar-esta-ficando-barata-e-iluminacao-em-leds-fara-parte-do-futuro–6917.asp
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./energia/index.html&conteudo=./energia/solar.html